Doutrina espúria que declara existir somente uma pessoa na Divindade.
Por Prof. Pr. Alberto
“E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro, Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo 8.17-18).
“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? E o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 3.22)
A Bíblia declara que a grande mentira está associada a negação da verdadeira natureza do Verbo encarnado (João 1.2-7; 6.46; 7.18; 15.5; I Jo 5.6,20 e 2 Jo 7,9). O mentiroso nega a verdade da encarnação e o que nela está implícito, como a humanidade verdadeira de Cristo e que o Pai é uma pessoa e o Filho é outra pessoa, mas que estão em unidade divina: “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor” (2 Jo 3) e “Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai” (1 Jo 2.23).
Sabemos que o apóstolo João ao escrever sua Primeira Epístola defendeu a sã doutrina da encarnação contra os gnósticos, no entanto, a Palavra de Deus é como espada (Hb 4.12) e profeticamente nos protege contra as astutas ciladas do diabo (Ef 6.11).
Uma crença incorreta fatalmente levará a uma teologia inadequada, problemática, incompleta e ao distanciamento da verdade. Os unicistas, embora muitos sejam sinceros, estão sinceramente equivocados e sua defesa intransigente do monarquismo modal defronta-os inevitavelmente contra a grande doutrina bíblica da Santíssima Trindade, o único Deus eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29).
A NATUREZA DE DEUS
A Doutrina Bíblica da Trindade
A palavra Trindade é uma palavra de cunho teológico usada para designar a doutrina bíblica da unidade composta de Deus, ou seja: um único Deus eternamente subsistente em três pessoas : Pai, Filho e Espírito Santo (“pessoas” no sentido trinitariano, estamos nos referindo as distinções dentro da mesma substância). Não se trata de uma explicação de Deus, mas, sim, uma análise das evidências apresentadas pela Bíblia.
Assim sendo a Doutrina da Trindade “é uma doutrina bíblica que repousa essencialmente sobre duas premissas: 1ª) O monoteísmo é uma verdade: existe um único Deus; 2ª) a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade: existe três pessoas na unidade divina”.
O MONOTEÍSMO É UMA VERDADE
Como cristãos evangélicos cremos num único Deus. A Bíblia Sagrada diz explicitamente que existe um único Deus (Dt 6.4; Is 43.10; Jr 10.10-11; Mc 12.29-32; Jo 17.3).
A DIVINDADE DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO, TAMBÉM É UMA VERDADE
Como cristãos evangélicos cremos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas . A Bíblia Sagrada diz explicitamente que estas três pessoas é Deus.
O apóstolo João registrou essas palavras do Senhor Jesus Cristo ao Pai: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3a), deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, o Pai. Porém o mesmo João escreveu na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20:“E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro, e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus: ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna está nele.
O apóstolo João atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como a pessoa do Filho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Esses textos são provas explícitas de que Deus como sendo único e verdadeiro, subsistente em mais que uma pessoa, neste caso específico duas pessoas: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: “Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e caridade” (II Jo 1.3).
Em Atos dos Apóstolos no capítulo 5. Versículos 3 e 4 lemos: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herança? Guardando-a não ficava para ti? E vendida, não estava em seu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentistes aos homens, mas a Deus” (GRIFO NOSSO) . Nessa passagem bíblica o Espírito Santo é chamado explicitamente de Deus.
Se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (Jo 17.3) e o Filho é chamado de Deus Verdadeiro (I Jo 5.20), e o Espírito Santo é chamado de Deus (Atos 5.3-4), então as três pessoas sem sombra de dúvida podem ser chamadas cada uma de Deus, no entanto, o Profeta Isaías no capítulo 43 versículo 10 e 11 escreve: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador”. Se existe três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e ela não admite outro deus ou deuses, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade, já que Deus é único (Is 43.10); ou cairemos nos erros dos unicistas (que entendem que há uma só pessoa e três manifestações), ou no erro dos unitaristas (onde Jesus não é Deus e o Espírito Santo uma simples força, emanação “Shekinah” ou sopro), ou ainda no erro politeísta, que é intragável e grosseiro (o Pai é Deus Todo-Poderoso e Jesus é um deus apenas poderoso, ou seja duas divindades, portanto politeísmo).
Se analisarmos a Palavra de Deus, no que se refere ao maravilhoso relacionamento do Pai e do Filho e do Espírito Santo, certamente entenderemos que só existe um Deus verdadeiro, e que essa unidade divina subsiste eternamente em três pessoas . A unidade chamamos Deus e como nessa unidade subsiste três pessoas, cada pessoa em particular também pode ser chamada de Deus. No entanto, não existem três unidades ou três deuses, mas somente uma unidade ou um só Deus.
A palavra Deus é uma polissemia, nome que se aplica a mais de uma pessoa na Bíblia. Ele se aplica ao Pai (Fp 2.11), ao Filho (Atos 20.28) e ao Espírito Santo (Atos 5.3-4). Aparece, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o nome YHWH (Senhor ou Jeová), aplica-se ao Pai (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3 ver Mt 3.3), e ao Espírito Santo (II Rs 17.14 ver Atos 7.51). No entanto aplica-se à Trindade (Dt 6.4; Sl 83.18).
ORIGEM DO TERMO TRINDADE
A palavra TRINDADE foi usada pela primeira vez, em sua forma grega por Teófilo e, em sua forma latina, por Tertuliano. Tertuliano escreveu em Contra Práxeas 2, um resumo da doutrina da Trindade e apresentou pela primeira vez essa nomenclatura: “Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa TRINDADE, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo: três contudo...não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e Espírito Santo” (Walker, W. História da Igreja Cristã, p. 98, Vol I e II, Juerp e Aste, Rio, 1980.
EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA DOUTRINA DA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos. Mesmo assim o Antigo Testamento lança alguma luz sobre a pluralidade (uma distinção de Pessoas) na Deidade.
Em Gênesis 1.1, Deus é apresentado pela primeira vez com o nome hebraico (Elohim), o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus). Elohim é a forma plural de Eloah, mas o significado é o mesmo: Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (Gn 1.26; 3.22; 11.7), podemos compreender a doutrina bíblica da Trindade. Embora, o nome Elohim por si só não prove a unidade composta, o contexto apóia a unidade composta de Deus:
Gn 1.26 : “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” – (v.27);
Gn 3.22: “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós...”;
Gn 11.7: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua....”
Outras distinções pessoais na Deidade são reveladas nos textos que se referem ao “anjo do SENHOR” (Hb. Yahweh) – (Gn 16.7-13; 18.1-21; 19.1-28; 32.24-30);
A Bíblia declara que só existe um Deus (Dt 6.4; 2 Rs 19.15; Ne 9.6; Sl 83.18; Sl 86.10; Mc 12.29-32; 1Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6). Portanto o Cristianismo é MONOTEÍSTA (crença num só Deus). Em todas essas passagens a doutrina da Trindade permanece em pé, sem contradizer o monoteísmo, porque a unidade divina é composta, não absoluta. Deuteronômio 6.4 diz que YHWH (Senhor) é único. A palavra “único” no original hebraico é echad e está no construto. Se esta unidade fosse absoluta, a palavra correta aqui seria yahid, a mesma usada em Gênesis 22.2 “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque...”, para a unidade absoluta. A palavra “echad” é uma unidade composta, é a triunidade de Deus. Esta doutrina não foi bem esclarecida nos tempos do Velho Testamento para não confundir o povo com os deuses das religiões politeístas das nações vizinhas de Israel, todavia ela está implícita no Velho Testamento. Ela só pode ser ensinada explicitamente com o advento da segunda Pessoa, o Senhor Jesus Cristo, e com a manifestação da terceira Pessoa, o Espírito Santo.
Outras passagens do Velho Testamento apontam para a doutrina da Trindade, veja a visão do profeta Isaías (Is 6.1 ver Is 6.8). A respeito de Jesus: (Is 6.1-3 ver Jo 12.41), e a respeito do Espírito Santo (Is 6.8-10 ver Atos 28.26).
A TRINDADE NA EXPECTATIVA MESSIÂNICA DA ALMA HEBRÉIA
As profecias messiânicas (Jr 23.5; Sl 45.6-7 ver Hb 1.8; Sl 2.7 ver Atos 13.32-33; Hb 1.5;5.5). O messias fala (Is 48.16-17; 61.1 e 63.9-10). A revelação da pluralidade na Deidade fica muito claro nesse texto: (Zc 12.10). Assim saímos das sombras e prefigurações do Antigo Testamento para a luz maior da revelação no Novo Testamento.
UMA PERGUNTA FATAL: A QUEM FOI PAGA A NOSSA REDENÇÃO?
A quem Cristo pagou o resgate?
Se a doutrina ortodoxa da Trindade for negada (não há distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme ensina o modalismo), Cristo teria pago o resgate para quem? A Bíblia responde a Deus Pai: “andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5.2), “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
“O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz” (Teologia Sistemática. CPAD, 1ª. Edição, 1996, p. 280).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com toda a confiança declaramos a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:
Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõem a Bíblia Sagrada (Mt 28.19; Ef 4.4-6; I Co 12.4-6; II Co 13.13- Nm 6.24-26);
Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Dt 6.4; Mc 12.29; I Co 8.6; Gl 3.20; Ef 4.6);
Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Ex 20.2-3; Is 43.10-11);
Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus Todo-Poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus Todo-Poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar a das Testemunhas de Jeová: Jeová o Deus Todo Poderoso e Jesus o deus poderoso;
Não aceitamos o critério da razão humana para conceber a divindade, já que Deus não é concebido através de um raciocínio lógico, nem por mentes enfermas pelo pecado, nem por uma demonstração matemática, Ele é Deus de mistério ( Is 45.15; I Tm 3.16);
“Se o cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventando religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com Fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos!”.C. S. Lewis.
PROFESSOR PASTOR ALBERTO ALVES DA FONSECA - é formado em Teologia pela FAETEL, formado em História (Licenciatura Plena) na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP, formado em Direito na Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí-SP. Foi vereador da cidade de Jundiaí, Presidente da Comissão dos Direitos Humanos na Câmara Municipal de Jundiaí, Professor e Diretor Técnico Executivo da Escola de Educação Teológica “Pr. Elyseu Queiroz de Souza” – ETEQS, Vice-Presidente e Diretor Teológico do ICP – Instituto Cristão de Pesquisas, sendo um dos coordenadores da Bíblia Apologética e da Série Apologética. Morou em Israel no Kibbutz Afikim (Jordan Valley – Israel). Atualmente é ministro do Evangelho da Assembléia de Deus de Campinas – Ministério Belém – SP, professor de diversas disciplinas teológicas da ESTEADEC, professor de História da Escola Estadual Dom Barreto, professor responsável pelo Curso de Capacitação para Professores de Escola Dominical de Jovens e Adultos, Diretor Pedagógico do Instituto Paulo Freire de Ação Social e é vereador da Câmara Municipal de Campinas-SP.
Ser crente aponta para transformação da própria natureza e da vida inteira do indivíduo, é a doutrina do renascimento espiritual, o serviço prestado por um indivíduo qualquer não se reveste do menor valor enquanto a sua natureza não for transformada.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O Pai e o Filho São Uma Só Pessoa?
Algumas afirmações das Escrituras, isoladas do contexto maior da Bíblia, são facilmente distorcidas. Por exemplo, Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Então, podemos concluir que Jesus e o Pai são realmente a mesma pessoa? A doutrina conhecida como “unicismo” ensina que Deus Pai e Jesus Cristo, o Filho, são uma só e a mesma pessoa. Às vezes, explicam que o Pai e o Filho são apenas duas manifestações da mesma pessoa.
Certamente, há coisas difíceis de entender nas Escrituras, mas devemos ter cuidado para não deturpar a verdade para a nossa destruição (2 Pedro 3:16). Mesmo se alguém enfrentar alguma dificuldade em explicar o que a Bíblia diz, jamais devemos contradizer a palavra do Senhor. A Bíblia claramente ensina que o Pai e o Filho são duas pessoas distintas. Vamos considerar alguns exemplos deste ensinamento bíblico que nos levam a rejeitar a doutrina unicista.
Jesus veio do Pai e voltou ao Pai (João 16:28). Este comentário de Jesus é um de vários que mostram uma distinção. Ele estava em um lugar (na terra) enquanto o Pai estava em outro (o céu).
Jesus e o Pai dão o testemunho de duas pessoas. Qualquer doutrina humana que nega a palavra do Senhor precisa ser totalmente rejeitada. A doutrina unicista invalida os argumentos de Jesus no evangelho de João e deve ser rejeitada. Considere o que Jesus disse:
“Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim” (João 8:16-18).
“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de mim. . . . O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim” (João 5:31-37).
Pessoas ouviram a voz de Jesus sem ouvir a voz do Pai. Outra afirmação de Jesus que é negada pela doutrina unicista é esta sobre o Pai: “Jamais tendes ouvido sua voz, nem visto a sua forma” (João 5:37).
Jesus é Deus (João 1:1; 8:24), e merece a adoração das suas criaturas (Hebreus 1:6; Apocalipse 4:11-14), mas ele é uma pessoa distinta de Deus Pai.
Dennis Allan
Certamente, há coisas difíceis de entender nas Escrituras, mas devemos ter cuidado para não deturpar a verdade para a nossa destruição (2 Pedro 3:16). Mesmo se alguém enfrentar alguma dificuldade em explicar o que a Bíblia diz, jamais devemos contradizer a palavra do Senhor. A Bíblia claramente ensina que o Pai e o Filho são duas pessoas distintas. Vamos considerar alguns exemplos deste ensinamento bíblico que nos levam a rejeitar a doutrina unicista.
Jesus veio do Pai e voltou ao Pai (João 16:28). Este comentário de Jesus é um de vários que mostram uma distinção. Ele estava em um lugar (na terra) enquanto o Pai estava em outro (o céu).
Jesus e o Pai dão o testemunho de duas pessoas. Qualquer doutrina humana que nega a palavra do Senhor precisa ser totalmente rejeitada. A doutrina unicista invalida os argumentos de Jesus no evangelho de João e deve ser rejeitada. Considere o que Jesus disse:
“Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim” (João 8:16-18).
“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de mim. . . . O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim” (João 5:31-37).
Pessoas ouviram a voz de Jesus sem ouvir a voz do Pai. Outra afirmação de Jesus que é negada pela doutrina unicista é esta sobre o Pai: “Jamais tendes ouvido sua voz, nem visto a sua forma” (João 5:37).
Jesus é Deus (João 1:1; 8:24), e merece a adoração das suas criaturas (Hebreus 1:6; Apocalipse 4:11-14), mas ele é uma pessoa distinta de Deus Pai.
Dennis Allan
domingo, 25 de outubro de 2009
Mais sobre os Unicistas
Dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas:
o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza
e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.
Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como “Só Jesus”) como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através somente da fé em Jesus Cristo.
Os mais conhecidos grupos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são:
• Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
• Igreja Pentecostal Unida
• Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
• Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus (como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia)
Os Pentecostais Unicistas negam uma doutrina fundamental do cristianismo: a doutrina da Trindade.
Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas cp. 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.
O ARGUMENTO UNICISTA
A doutrina Unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos para sua visão de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus no sentido de ser a única pessoa da Divindade – Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.
O ARGUMENTO TRINITÁRIO
A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade da essência do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.
A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo também é Jesus Cristo. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.
É JESUS O PAI?
Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Pai:
Isaías 9:6 — o “Pai Eterno”
Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título “Pai eterno” refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).
O termo “Pai” não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.
João 10:30 — “Eu e o Pai somos um”
Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: “Eu e o Pai sou um” ou “Eu sou o Pai”, que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador.
“Somos” (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.
João 14:8, 9 — “Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?”
Jesus não disse a Filipe que era o Pai.
Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v. 6). Em João 5:43, Jesus disse: “Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis”.
Quantas vezes temos orado: “Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim”. Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Filipe: “O que me viu, viu ao Pai”, porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus não estava dizendo que ele era o Pai.
QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?
Jesus é referido como “Filho” mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de “Pai”.
Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele.
Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.
No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:
Romanos 15:5–6 — “O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”.
2ª Coríntios 1:3 — “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação...”
Filipenses 2:10–11 — “...Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.
1ª João 1:3b — “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo”.
1ª João 2:1 — “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.
2ª João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor”.
No Evangelho de João, Jesus se diz ter sido enviado pelo Pai, mas nunca se referiu a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho.
O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho.
1ª João 4:9–10,14 — “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (...) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo”.
É JESUS O ESPÍRITO SANTO?
Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Espírito Santo:
2ª Coríntios 3:17 — “Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade”.
O texto não diz que “Jesus é o Espírito”. Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra “Senhor” se refere a Jesus Cristo.
O “Espírito” aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Iavé (Jeová) ou Deus, e não com Jesus, já que o versículo 16 diz: “Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado”. Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: “Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Iavé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado”.
O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra “Senhor” é usada. No versículo 17 a palavra “Senhor” está referindo-se a Iavé e não a Jesus, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra.
Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar “Senhor” como “Jesus”, como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus...”. Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus. Porém, não Deus, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito ”para a glória de Deus Pai”.
Romanos 8:9 — “Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”.
Este versículo não mostra que Jesus é o Espírito Santo. A única coisa que está dizendo é que se alguém não tem o Espírito que produz fé em Cristo e demonstra o caráter de Cristo, ou seja, “o Espírito de Cristo”, ele não é parte do corpo daquele que morreu por nossos pecados. Ele é todavia controlado pela “natureza pecaminosa”.
O versículo 11 faz distinção bem clara entre o Pai que levantou a Jesus dos mortos, o Espírito pelo qual Jesus foi levantado e Jesus, quem foi levantado. Não se pode ignorar a distinção de pessoas apresentada neste versículo.
QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO?
Mateus 12:31–32 — O texto fala da blasfêmia contra o Espírito Santo. A conclusão lógica que é extraída deste texto é que se a blasfêmia contra o Espírito Santo não vai ser perdoada, mas a blasfêmia contra o Filho vai ser perdoada, então o Filho não é o Espírito Santo.
João 14:16 — O Espírito Santo é o “outro Consolador”.
João 15:26 — Jesus enviou o Espírito Santo.
João 16:13 — O Espírito Santo demonstra humildade e busca glorificar a Jesus.
Depois de termos visto que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo, podemos nos dar conta de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus.
Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três pessoas são o único Deus.
Uma coisa é dizer “Eu não entendo a doutrina da Trindade” e outra coisa é dizer que “a doutrina da Trindade é falsa”, “pagã”, “diabólica”, “antibíblica”. A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: “...Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai” (1ª João 2:22b–23).
Muitos não acreditam na trindade e negam a dinvidade de Jesus Cristo e negam o Espirito Santo achando que Ele é apenas uma força ativa, mas a Biblia é clara. A Trindade Revelada na Bíblia O Deus verdadeiro que adoramos subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, iguais em natureza, poder e glória. Esta é a doutrina que encontramos na Bíblia e ela é fundamental para o entendimento de muitos outros fatos sobre Deus e sobre o Seu relacionamento com nossa pessoa.
São três pessoas reais, embora distintas por suas propriedades pessoais. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Deus é um só em Sua essência e em Seu ser.
Alguns trechos da Bíblia onde a doutrina da Trindade está revelada: Mt 3:16,17; Mt 28:19; Jo 1:1; Jo 3:18; Jo 10:30; I Jo 5:20; I Co 8:6; Hb 1:3; II CO 13:13.
O ESPÍRITO SANTO através da vida do homem de DEUS, apóstolo Paulo, deixou-nos registrado nas Sagradas Escrituras as seguintes palavras: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em DEUS, para destruir fortalezas; anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de DEUS, e levando cativo todo pensamento à obediência de CRISTO” (2Co10:4 e 5 – Almeida Revista e Atualizada).
Como os irmãos poderam notar, o SENHOR nos revestiu de poder e de autoridade, e nos deu as armas adequadas, para destruir fortalezas e anular sofismas, que são os fundamentos das enormes fortalezas do engano e da heresia. Afirmam-se duas verdades e, em seguida, tiram uma conclusão errada; isso é sofisma. Quando se trata desta matéria, a gente se lembra logo da doutrina dos unicistas. Eles afirmam duas verdades, a saber: Primeira, “Há um só DEUS”, a Bíblia confirma é verdade; segunda, “JESUS é DEUS”, outra verdade confirmada, mas aí eles concluem errado: “JESUS é o Pai”, errado. A Bíblia não confirma. JESUS é DEUS, mas não é o Pai. Olhando a grosso modo, parece que tudo isto é algo de menor importância, sem nenhuma relevância na vida prática cristã. Mas, veja que não é assim. O Senhor JESUS perguntou para os discípulos quem diziam eles que era Ele, ao que antecipando o apóstolo Pedro respondeu: “Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo”. JESUS então acrescentou: “Bem-aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos céus”. Notou o detalhe? Ele disse: “Meu Pai que está nos céus”, ou seja, outra pessoa que está em outro lugar. Percebeu? Mas não é só isso não! O Senhor JESUS declarou que sobre a confissão de Pedro Ele edificaria sua Igreja. Vamos rever esta confissão revelada: Pedro disse: “Tu és o CRISTO”, ou seja, o Enviado, o Messias, o Ungido. Mas, Enviado e Ungido por quem? JESUS responde a esta pergunta: Pelo Pai (Lc4:18-21). E, “o Filho do DEUS vivo”, que JESUS confirmou: “O Pai que está nos céus to revelou.” JESUS é o Filho do DEUS Pai que está nos céus! Muito bem, mesmo antes de citarmos outras referências, ficou claro e provado que JESUS não é o Pai. Mas qual a importância de sabermos isto? Acontece que JESUS declarou que sua Igreja seria edificada sobre esta revelação, portanto, precisamos crer que Ele é o CRISTO e que é o Filho do DEUS vivo para sermos salvos. “Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai. Quem é que vence o mundo senão aquele que crê que JESUS é o Filho de DEUS? Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de DEUS não tem a vida”(1Jo2:23, 5:5 e 12). Como os unicistas negam JESUS como o Filho de DEUS, então sua doutrina, sua religião e sua fé estão edificados sobre a areia movediça e não pode resistir à prova da verdade. Certamente sucumbirá!
Pequeno histórico
– No final do 1º século a Igreja travou forte batalha apologética contra o gnosticismo. Quem mais se destacou foi o Apóstolo João, como pode notar através de suas cartas e do Evangelho que escreveu o qual foi o último dos quatro Evangelhos e cujo propósito foi justamente combater a doutrina dos nicolaítas. A Igreja batalhou pela fé que uma vez foi dada aos santos e saiu vitoriosa. Mas, de resto, ficou os ebionitas de onde surgiram os monarquianistas modais, que criam num Deus de unidade absoluta (yachidh) e que se manifesta de diferentes modos. Também conhecidos como modalistas ou sabelianistas, pois o Bispo Sabélio foi quem mais se destacou na pregação desta heresia. Em 263 A.D., Dionísio de Alexandria enfrentou o próprio Sabélio, derrotando o sabelianismo. Em 1913 John Schepp fundou a seita “Só Jesus” trazendo à tona esta mentira hoje conhecida como unicismo. Daí veio a Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Palavra Original e o grupo “Voz da Verdade” entre outros. O unicismo não faz parte do movimento evangélico, pois nega uma doutrina fundamental do cristianismo: A Santíssima Trindade.
Quando Tertuliano, escritor cristão de língua latina, criou a expressão “Trinitas”, que significa Trindade, ele não estava criando a doutrina da Santíssima Trindade, pois esta doutrina é bíblica e está provada no contexto bíblico desde o Pentateuco que data de cerca de 1400 a. C. e em toda a Bíblia.
O “Shema”
– O texto clássico que denota a doutrina monoteísta de DEUS é Dt6:4-9 e é conhecido como o “Shema” e foi citado por JESUS em Mc12:29. O nosso DEUS é o único DEUS verdadeiro e é Onipotente, Onipresente e Onisciente. Interessante é que a palavra “DEUS” no original neste texto em hebraico é “Elohim” que é o plural de “Eloah” e denota uma unidade composta; isto nos ajuda a compreender porque na criação do homem, DEUS disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” Gn1:26, e também Is6:8, quando Isaías ouviu a voz do Senhor que dizia: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Em Mc1:11 aparece distintamente e ao mesmo tempo as três pessoas da Trindade Divina: JESUS saia das águas batismais, o ESPÍRITO SANTO veio sobre Sua cabeça na forma corpórea de uma pompa branca e o Pai falou dos céus: “Este é o meu Filho amado em quem tenho prazer.” Em Jo8:17 e 18, JESUS declara literalmente que Ele e o Pai são duas pessoas distintas e no capítulo 14:16 e26, que Ele e o ESPÍRITO SANTO e o Pai são três pessoas distintas. Em Ap4:8 - 5:14, JESUS claramente pega o livro da vida da mão do Pai que está assentado no trono. JESUS nunca disse que era o Pai, antes Ele sempre o honrou, reverenciou e fez a Sua vontade. JESUS dirigiu-se ao Pai em oração (e.g. João11:41 e cap. 17), mais de 200 vezes é referido como Filho, mais de 200 vezes referiu-se ao Pai como alguém distinto Dele, em mais de 50 versículos podemos observar JESUS e o Pai lado a lado. Será que JESUS estava fantasiando quando disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito”? Não são 3 deuses e nem é um DEUS de 3 cabeças, mas são 3 pessoas, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo; da mesma substância, natureza e atributos, um só DEUS.
o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza
e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.
Há muitos cristãos evangélicos que consideram o movimento Pentecostal Unicista (também conhecido como “Só Jesus”) como um movimento cristão evangélico. A realidade é que este movimento está muito longe de ser considerado como cristão; está mais para uma seita. Uma das definições teológicas de seita é: Qualquer grupo que se desvia das doutrinas fundamentais do cristianismo, como a Trindade, a divindade de Jesus Cristo e a salvação pela graça, através somente da fé em Jesus Cristo.
Os mais conhecidos grupos que compõem o movimento Pentecostal Unicista são:
• Igreja Apostólica da Fé em Cristo Jesus
• Igreja Pentecostal Unida
• Igreja Pentecostal da Fé Apostólica
• Outros grupos independentes que também crêem na unicidade de Deus (como por exemplo, a Igreja Voz da Verdade, Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Tabernáculo da Fé, Igreja de Deus do Sétimo Dia)
Os Pentecostais Unicistas negam uma doutrina fundamental do cristianismo: a doutrina da Trindade.
Este artigo foi escrito exclusivamente para alertar ao corpo de Cristo acerca deste movimento sectário e demonstrar à luz das Escrituras como os Unicistas estão equivocados sobre a verdadeira natureza de Deus. Seguimos a orientação de Judas cp. 3, que nos exorta a lutar ardentemente pela fé que uma vez por todas foi dada aos santos.
O ARGUMENTO UNICISTA
A doutrina Unicista está baseada no entendimento de duas verdades bíblicas. Estas bases bíblicas são usadas como fundamentos para sua visão de Deus e Jesus Cristo. A primeira verdade bíblica é que há somente um Deus e que Jesus é Deus. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que Jesus Cristo é Deus no sentido de ser a única pessoa da Divindade – Jesus tem que ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo, rechaçando a doutrina da Trindade.
O ARGUMENTO TRINITÁRIO
A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade da essência do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, estes três são o único Deus.
A teologia unicista ensina que Jesus Cristo é o Pai encarnado, e que o Espírito Santo também é Jesus Cristo. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.
É JESUS O PAI?
Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Pai:
Isaías 9:6 — o “Pai Eterno”
Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título “Pai eterno” refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).
O termo “Pai” não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.
João 10:30 — “Eu e o Pai somos um”
Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: “Eu e o Pai sou um” ou “Eu sou o Pai”, que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador.
“Somos” (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.
João 14:8, 9 — “Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?”
Jesus não disse a Filipe que era o Pai.
Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v. 6). Em João 5:43, Jesus disse: “Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis”.
Quantas vezes temos orado: “Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim”. Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Filipe: “O que me viu, viu ao Pai”, porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus não estava dizendo que ele era o Pai.
QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?
Jesus é referido como “Filho” mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de “Pai”.
Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele.
Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.
No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:
Romanos 15:5–6 — “O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”.
2ª Coríntios 1:3 — “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação...”
Filipenses 2:10–11 — “...Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.
1ª João 1:3b — “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo”.
1ª João 2:1 — “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.
2ª João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor”.
No Evangelho de João, Jesus se diz ter sido enviado pelo Pai, mas nunca se referiu a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho.
O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho.
1ª João 4:9–10,14 — “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (...) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo”.
É JESUS O ESPÍRITO SANTO?
Versículos que os Unicistas usam para provar que Jesus é o Espírito Santo:
2ª Coríntios 3:17 — “Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade”.
O texto não diz que “Jesus é o Espírito”. Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra “Senhor” se refere a Jesus Cristo.
O “Espírito” aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Iavé (Jeová) ou Deus, e não com Jesus, já que o versículo 16 diz: “Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado”. Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: “Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Iavé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado”.
O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra “Senhor” é usada. No versículo 17 a palavra “Senhor” está referindo-se a Iavé e não a Jesus, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra.
Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar “Senhor” como “Jesus”, como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Jesus...”. Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é Deus. Porém, não Deus, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito ”para a glória de Deus Pai”.
Romanos 8:9 — “Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo”.
Este versículo não mostra que Jesus é o Espírito Santo. A única coisa que está dizendo é que se alguém não tem o Espírito que produz fé em Cristo e demonstra o caráter de Cristo, ou seja, “o Espírito de Cristo”, ele não é parte do corpo daquele que morreu por nossos pecados. Ele é todavia controlado pela “natureza pecaminosa”.
O versículo 11 faz distinção bem clara entre o Pai que levantou a Jesus dos mortos, o Espírito pelo qual Jesus foi levantado e Jesus, quem foi levantado. Não se pode ignorar a distinção de pessoas apresentada neste versículo.
QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO?
Mateus 12:31–32 — O texto fala da blasfêmia contra o Espírito Santo. A conclusão lógica que é extraída deste texto é que se a blasfêmia contra o Espírito Santo não vai ser perdoada, mas a blasfêmia contra o Filho vai ser perdoada, então o Filho não é o Espírito Santo.
João 14:16 — O Espírito Santo é o “outro Consolador”.
João 15:26 — Jesus enviou o Espírito Santo.
João 16:13 — O Espírito Santo demonstra humildade e busca glorificar a Jesus.
Depois de termos visto que Jesus não é o Pai nem tampouco o Espírito Santo, podemos nos dar conta de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de Deus.
Se Jesus não é o Pai, mas é Deus, e o Pai não é Jesus e é Deus, e o Espírito Santo não é Jesus e é Deus e a Bíblia diz que somente há um Deus, então isto significa que dentro da unidade do único Deus existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três pessoas são o único Deus.
Uma coisa é dizer “Eu não entendo a doutrina da Trindade” e outra coisa é dizer que “a doutrina da Trindade é falsa”, “pagã”, “diabólica”, “antibíblica”. A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: “...Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho. Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai” (1ª João 2:22b–23).
Muitos não acreditam na trindade e negam a dinvidade de Jesus Cristo e negam o Espirito Santo achando que Ele é apenas uma força ativa, mas a Biblia é clara. A Trindade Revelada na Bíblia O Deus verdadeiro que adoramos subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, iguais em natureza, poder e glória. Esta é a doutrina que encontramos na Bíblia e ela é fundamental para o entendimento de muitos outros fatos sobre Deus e sobre o Seu relacionamento com nossa pessoa.
São três pessoas reais, embora distintas por suas propriedades pessoais. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Deus é um só em Sua essência e em Seu ser.
Alguns trechos da Bíblia onde a doutrina da Trindade está revelada: Mt 3:16,17; Mt 28:19; Jo 1:1; Jo 3:18; Jo 10:30; I Jo 5:20; I Co 8:6; Hb 1:3; II CO 13:13.
O ESPÍRITO SANTO através da vida do homem de DEUS, apóstolo Paulo, deixou-nos registrado nas Sagradas Escrituras as seguintes palavras: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em DEUS, para destruir fortalezas; anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de DEUS, e levando cativo todo pensamento à obediência de CRISTO” (2Co10:4 e 5 – Almeida Revista e Atualizada).
Como os irmãos poderam notar, o SENHOR nos revestiu de poder e de autoridade, e nos deu as armas adequadas, para destruir fortalezas e anular sofismas, que são os fundamentos das enormes fortalezas do engano e da heresia. Afirmam-se duas verdades e, em seguida, tiram uma conclusão errada; isso é sofisma. Quando se trata desta matéria, a gente se lembra logo da doutrina dos unicistas. Eles afirmam duas verdades, a saber: Primeira, “Há um só DEUS”, a Bíblia confirma é verdade; segunda, “JESUS é DEUS”, outra verdade confirmada, mas aí eles concluem errado: “JESUS é o Pai”, errado. A Bíblia não confirma. JESUS é DEUS, mas não é o Pai. Olhando a grosso modo, parece que tudo isto é algo de menor importância, sem nenhuma relevância na vida prática cristã. Mas, veja que não é assim. O Senhor JESUS perguntou para os discípulos quem diziam eles que era Ele, ao que antecipando o apóstolo Pedro respondeu: “Tu és o CRISTO, o Filho do DEUS vivo”. JESUS então acrescentou: “Bem-aventurado és Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos céus”. Notou o detalhe? Ele disse: “Meu Pai que está nos céus”, ou seja, outra pessoa que está em outro lugar. Percebeu? Mas não é só isso não! O Senhor JESUS declarou que sobre a confissão de Pedro Ele edificaria sua Igreja. Vamos rever esta confissão revelada: Pedro disse: “Tu és o CRISTO”, ou seja, o Enviado, o Messias, o Ungido. Mas, Enviado e Ungido por quem? JESUS responde a esta pergunta: Pelo Pai (Lc4:18-21). E, “o Filho do DEUS vivo”, que JESUS confirmou: “O Pai que está nos céus to revelou.” JESUS é o Filho do DEUS Pai que está nos céus! Muito bem, mesmo antes de citarmos outras referências, ficou claro e provado que JESUS não é o Pai. Mas qual a importância de sabermos isto? Acontece que JESUS declarou que sua Igreja seria edificada sobre esta revelação, portanto, precisamos crer que Ele é o CRISTO e que é o Filho do DEUS vivo para sermos salvos. “Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai. Quem é que vence o mundo senão aquele que crê que JESUS é o Filho de DEUS? Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de DEUS não tem a vida”(1Jo2:23, 5:5 e 12). Como os unicistas negam JESUS como o Filho de DEUS, então sua doutrina, sua religião e sua fé estão edificados sobre a areia movediça e não pode resistir à prova da verdade. Certamente sucumbirá!
Pequeno histórico
– No final do 1º século a Igreja travou forte batalha apologética contra o gnosticismo. Quem mais se destacou foi o Apóstolo João, como pode notar através de suas cartas e do Evangelho que escreveu o qual foi o último dos quatro Evangelhos e cujo propósito foi justamente combater a doutrina dos nicolaítas. A Igreja batalhou pela fé que uma vez foi dada aos santos e saiu vitoriosa. Mas, de resto, ficou os ebionitas de onde surgiram os monarquianistas modais, que criam num Deus de unidade absoluta (yachidh) e que se manifesta de diferentes modos. Também conhecidos como modalistas ou sabelianistas, pois o Bispo Sabélio foi quem mais se destacou na pregação desta heresia. Em 263 A.D., Dionísio de Alexandria enfrentou o próprio Sabélio, derrotando o sabelianismo. Em 1913 John Schepp fundou a seita “Só Jesus” trazendo à tona esta mentira hoje conhecida como unicismo. Daí veio a Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Palavra Original e o grupo “Voz da Verdade” entre outros. O unicismo não faz parte do movimento evangélico, pois nega uma doutrina fundamental do cristianismo: A Santíssima Trindade.
Quando Tertuliano, escritor cristão de língua latina, criou a expressão “Trinitas”, que significa Trindade, ele não estava criando a doutrina da Santíssima Trindade, pois esta doutrina é bíblica e está provada no contexto bíblico desde o Pentateuco que data de cerca de 1400 a. C. e em toda a Bíblia.
O “Shema”
– O texto clássico que denota a doutrina monoteísta de DEUS é Dt6:4-9 e é conhecido como o “Shema” e foi citado por JESUS em Mc12:29. O nosso DEUS é o único DEUS verdadeiro e é Onipotente, Onipresente e Onisciente. Interessante é que a palavra “DEUS” no original neste texto em hebraico é “Elohim” que é o plural de “Eloah” e denota uma unidade composta; isto nos ajuda a compreender porque na criação do homem, DEUS disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” Gn1:26, e também Is6:8, quando Isaías ouviu a voz do Senhor que dizia: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Em Mc1:11 aparece distintamente e ao mesmo tempo as três pessoas da Trindade Divina: JESUS saia das águas batismais, o ESPÍRITO SANTO veio sobre Sua cabeça na forma corpórea de uma pompa branca e o Pai falou dos céus: “Este é o meu Filho amado em quem tenho prazer.” Em Jo8:17 e 18, JESUS declara literalmente que Ele e o Pai são duas pessoas distintas e no capítulo 14:16 e26, que Ele e o ESPÍRITO SANTO e o Pai são três pessoas distintas. Em Ap4:8 - 5:14, JESUS claramente pega o livro da vida da mão do Pai que está assentado no trono. JESUS nunca disse que era o Pai, antes Ele sempre o honrou, reverenciou e fez a Sua vontade. JESUS dirigiu-se ao Pai em oração (e.g. João11:41 e cap. 17), mais de 200 vezes é referido como Filho, mais de 200 vezes referiu-se ao Pai como alguém distinto Dele, em mais de 50 versículos podemos observar JESUS e o Pai lado a lado. Será que JESUS estava fantasiando quando disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito”? Não são 3 deuses e nem é um DEUS de 3 cabeças, mas são 3 pessoas, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo; da mesma substância, natureza e atributos, um só DEUS.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Triunidade
Os unicistas afirmam que todas as religiões que batizam seus fiéis em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, são politeístas, pelo fato de estarem batizando em nome de três deuses. Esses nossos irmãos separados que não cessam de criticar a doutrina da triunidade, não entendem, ou não querem entender, que somos perfeitamente sabedores que não existe uma triunidade constituída de três deuses. O que existe, na realidade, queiram ou não aceitar este mistério, é UM DEUS TRIUNO, Hebreus 9:14; I Coríntios 13:13.
Os unicistas querem defender, a todo custo, a tese de que Deus é somente “UNO” e não “TRIUNO”, somente para confundir aqueles que desconhecem o verdadeiro sentido da palavra Deus. Os unicistas dizem não crer na triunidade, porque não existe esta palavra na bíblia. Mas este fato, insignificante em si mesmo, não é motivo suficiente para negar a sua realidade. Por exemplo: muitas coisas que hoje consideramos pecaminosas, não se mencionam e nem são condenadas pela bíblia. Na Bíblia também não esta escrito: não fumarás, não queimarás maconha, não assistirás filmes imorais, não lerás revistas pornográficas, etc. No entanto, não será pela simples razão de não se acharem escritas na bíblia estes ensinamentos que vamos deixar de condenar tais coisas. Por que então não reconhecemos que o conceito da palavra “TRIUNIDADE” é bíblico, embora não apareça claramente com esse nome?
Se na realidade não existisse a triunidade, como pretendem afirmar os unicistas, então a Bíblia seria um livro confuso e até mesmo contraditório em algumas afirmações. Se não existisse a Triunidade, como é então que se dá a esse Deus Uno, nomes diferentes, que o distinguem categoricamente como se fossem vários? Por que a esse Deus Uno, se dá o nome de PAI, e também outros nomes completamente diferentes? Se o Seu nome é PAI, deveria ser sempre chamado de PAI, ou com um sinônimo que o identificasse sempre como PAI. Não seria um absurdo que esse Deus Uno, chamado de PAI, fosse, ao mesmo tempo, também, chamado de FILHO? Isaias 44:6; Apocalipse 1:17,18. Por acaso Pai e filho são a mesma coisa? Sabemos que não, pois Pai é Pai e Filho é Filho. Mas a Bíblia não só chama Deus de três maneiras diferentes como também afirma que os três fizeram tudo o que foi criado, e que:
ESTES TRÊS SÃO UM.
I João 5:7; João 14:26; Judas 20,21; Atos 7: 55,56; Atos 8:29; 13:2; João 12:28-30; 5:23; Mateus 28:18-20; II Coríntios 13:13.
Se Deus é Uno e singular e não três em Um, se não existe a Triunidade, então somente um criou os céus e a terra, e não os três conforme afirma a Bíblia. Mas, não só a este Deus Uno, singular, se dá na Bíblia, três nomes diferentes e opostos, como se declara que os três criaram os céus e a terra Gênesis 1:26. Diz ainda que os três possuem, a mesma virtude, exercem os mesmos poderes e são igualmente divinos e eternos, Hebreus 9:14.
Também diz que Deus-Pai não veio morrer na cruz do calvário, mas que enviou Jesus o Filho de Deus-Pai, o qual a Bíblia declara ser Ele também Deus I Timóteo 3:13-16. Por outro lado, Jesus declarou que nada do que diz, tem ou faz, é de si mesmo, mas sim de Deus-Pai que lhe enviou João 5:19-23,30. Este Filho também declarou que tudo o que tem o Pai é dEle, e, ao mesmo tempo, ensinou que Ele não é o Pai João 14:8, 10: 16:15.
Também diz a Bíblia que não é o Pai nem Filho, que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo, mas sim o Espírito Santo, João 16:8. O próprio filho se encarrega de confirmar Sua identidade com o Espírito Santo, ao dizer: “Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis", João 16:16, 14:28. Não seria isso um absurdo, se Deus é somente Uno, singular e não Triuno? Se não existisse triunidade, como poderíamos compreender este mistério de Deus, ser chamado Pai e ao mesmo tempo ser também chamado de Filho ou de Espírito Santo? A Bíblia não só ensina tudo isto, como também declara que a estes três personagens devemos render culto, adorar e dar toda a glória, Atos 5:3; João 5:19-23.
Resumindo: Se tudo está escrito na Bíblia e Deus é somente Uno e não triuno, então a Bíblia seria um dos mais difíceis livros de ser compreendido. Mas graças a Deus que a própria Bíblia por si mesma se interpreta, e diz claramente que Deus é um Deus Triuno, quando afirma que são três que dão testemunho no céu, e estes três são “UM” I João 5:7. Se a Bíblia ensina que Deus é UM em TRÊS, e declara que estes TRÊS são UM, isto tem que ser assim, por mais incompreensível e contraditório que nos pareça, faltando somente entendermos e explicarmos adequadamente este mistério, Romanos 11:33; I Coríntios 2:14-16.
A seguir algumas perguntas:
Quem é Deus-Pai? João 3:16; 5:23
Quem é Jesus Cristo? João 8:19; 14:6, 9
Quem é o Espírito Santo? João 14:16, 26
O que Jesus disse acerca de Deus-Pai? João 6: 44, 45; 14:6
De quantas maneiras Deus se revela aos homens? Hebreus 1:1-3; João 14:16,21,23
Quem guiará os cristãos em toda a verdade? João 6:13
Através de quem somos lavados e regenerados? Tito3:5
O que aconteceu no Batismo de Jesus? Mateus 3:16,17
Quem enviou Paulo e Barnabé para Selêucia e Chipre? Atos 13:2
Qual deve ser a forma correta de batizar? Mateus 28:18-20; Atos 8:36-38
Profundas meditações e estudos sobre o assunto, da parte de autoridades cristãs esclarecidas e de estudiosos da Bíblia, deram como resultado a doutrina da Triunidade. Essa doutrina já existia na Bíblia, mas que ali não tinha este nome específico. Antigos estudiosos das Sagradas Escrituras não sabiam como expressá-la, considerando, porém, que existe um só Deus, e se atribui divindade constantemente aos Três: Pai, Filho e Espírito Santo. Consequentemente, e logicamente, criaram a doutrina da “TRIUNIDADE DIVINA” João 14:16, 23. De fato a Bíblia ensina que Deus é UM em TRÊS, e que esses TRÊS são UM, Lucas 1:34, 35; João 1:14,18.
Esclarecendo Dúvidas
A Origem da palavra “PESSOA” em relação a Triunidade.
Segundo os bibliólogos, foi tertuliano, no século II, quem primeiro usou a palavra “PESSOA’ com relação aos componentes da Triunidade, dizendo que eram três essas Pessoas, não para dividir em três a Divindade, mas para distinguir o que são essas três Pessoas na Divindade, João 5:22; 14:26.
Vejamos agora o que significa a palavra “PESSOA” com relação a doutrina da Triunidade:
É a tradução da palavra grega “prosopon”. Prestamos bem a atenção agora, porque aqui está a chave de todo o problema. Esta palavra “PESSOA”, atualmente tem um significado para nós muito diferente do que tinha para os pioneiros da igreja com relação a Triunidade. Esta mudança de significado foi o que causou toda a confusão em torno da Triunidade. Para nós “pessoa” significa PERSONALIDADE ou INDIVIDUALIDADE. Se fosse este o significado que damos para a palavra “pessoa” em relação à Triunidade, então, quando dizemos que a Triunidade são Três pessoas, estaríamos dizendo que a triunidade soa três indivíduos ou três Deuses. Mas longe está isto de nós, pois não somos politeístas e sim monoteístas. CREMOS EM UM SÓ DEUS, EFÉSIOS 4: 6. A igreja cristã nunca afirmou que a Triunidade seja três Deuses, como dizem os unicistas a respeito de nossa fé triunitariana.
Qual o sentido da palavra grega “PROSOPON”?
Simplesmente: aspecto exterior visível, de um ser ou coisa. Logo não se trata de ser (indivíduo), mas sim da aparência ou aspecto exterior desse ser. Em consequência disto, quando os pioneiros da igreja chamaram “pessoas” ao Pai, Filho e Espírito Santo, estavam dizendo que esses três eram manifestações ou revelações que Deus fazia de Si mesmo ao mundo, por meio das quais o mundo pôde ver e saber o que era Deus, Hebreus 1:1,2; João 1:14. Logo, primeiro se manifestou ou se revelou como Pai, na criação. Depois, numa segunda revelação de Si mesmo. Sem eliminar a primeira, manifestou-se aos homens como o Filho e redentor que veio ao mundo morrer pela humanidade. Posteriormente, numa terceira revelação de Si mesmo, e sem eliminar as duas primeiras, manifestou-Se como o Espírito Santo, o Consolador da humanidade cristã, João 1:1-3; 14:16; Tito 3:5. Assim sendo, vemos três formas do mesmo Deus se manifestar, mas sendo um só Deus. Por conseguinte, a cada uma destas formas de Deus se manifestar, chamamos “pessoa”. Assim, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são três pessoas (PROSOPON), mas não como o significado de “indivíduo” como o atual conceito do termo, e sim, como manifestações exteriores visíveis do mesmo Deus. Em cada uma das três manifestações ou pessoas de Deus, estão compreendidas as outras duas como um todo, embora se manifesta uma só: aquela que Deus deseja revelar aos homens.
Exemplificando A Unidade De Deus
Pergunta: Como poderá existir um Filho que não tenha princípio?
Resposta: Basta olhar no galho de uma árvore, que sai do seu tronco. O que é este galho? É uma parte do próprio tronco que brota para o exterior visível. O galho é gerado pelo tronco, porém já existia antes de brotar. Assim sendo o galho tem vida tão antiga quanto à árvore. Além disso, considerando sob o aspecto da existência exterior visível, pode parecer que o tronco é mais antigo e maior do que o galho, o que na realidade não é. O galho é um prolongamento visível da vida interior da árvore, tendo ambos, tronco e galho, uma mesma vida e sendo ambos a mesma coisa.
Assim também é em relação ao Pai e ao Filho. O Pai gerou o Filho e Este apareceu visivelmente no mundo, como o “RENOVO DA JUSTIÇA”, Jeremias 33:15. Jesus brotou do Pai, é chamado de Filho por ter sido gerado de Deus-Pai, sendo o resplendor da glória, e a expressão exata do Seu ser. Salmos 2:7; Hebreus 1:3. Assim sendo, Jesus já existia no seio do Pai, antes de ser gerado pelo Pai, tendo ambos uma mesma vida e sendo ambos de uma mesma substância João 1:14,18. Conjuntamente com o Espírito Santo, o Pai e o Filho formam o Ser Divino que chamamos Deus Triuno, de onde surgiu a doutrina da Triunidade. Sem que sejamos politeístas, cremos em um só Deus que se apresentou à nós de três maneiras, ou seja, três formas distintas, a saber: Primeiro como Pai, na obra da criação, Isaias 45:18; segundo como filho, na obra da redenção, João 3:16; terceiro Como Espírito Santo,na obra da consolação, regeneração, santificação, etc, João14:16,23; Tito 3:5. Recapitulando, o que quer dizer, aspecto exterior visível de um ser ou coisa, ou seja, as três formas de Deus se manifestar Hebreus 1:1,2. Nunca quer dizer "INDIVÍDUO" ou individualidade, como no conceito atual.
Pontos Para Serem Meditados Com Muita Atenção
Todo o ser criado ou gerado é distinto do seu criador, e tem princípio no tempo. Com referência ao homem se diz que ele começou a existir a partir de uma determinada data. Tratando-se da pessoa do Senhor Jesus Cristo, encontramos nEle uma dupla personalidade: a Divina e a humana. Com referência ao lado Divino, Jesus Cristo foi gerado do Pai, pelo Espírito Santo Lucas 1:34,35; salmos 2:7. Portanto, não teve princípio, o que significa que Ele saiu, brotou do Pai, tendo estado sempre no seio do Pai, conforme declara João 1:18.
Naturalmente que, como Filho do homem, isto é, considerando seu lado humano, Ele teve princípio no tempo, nascendo em determinada data e em lugar já determinado Gálatas 4:4; Malaquias 5:2. Por isso, o próprio filho diz, em João 8:58; 17:5:
Em verdade em verdade vos digo: Antes que Abraão existisse, eu sou... E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto a ti antes que houvesse mundo
Por esta razão, é que nós batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sem que estejamos adorando a três Deuses. Efésios 4:4-6.
Os unicistas querem defender, a todo custo, a tese de que Deus é somente “UNO” e não “TRIUNO”, somente para confundir aqueles que desconhecem o verdadeiro sentido da palavra Deus. Os unicistas dizem não crer na triunidade, porque não existe esta palavra na bíblia. Mas este fato, insignificante em si mesmo, não é motivo suficiente para negar a sua realidade. Por exemplo: muitas coisas que hoje consideramos pecaminosas, não se mencionam e nem são condenadas pela bíblia. Na Bíblia também não esta escrito: não fumarás, não queimarás maconha, não assistirás filmes imorais, não lerás revistas pornográficas, etc. No entanto, não será pela simples razão de não se acharem escritas na bíblia estes ensinamentos que vamos deixar de condenar tais coisas. Por que então não reconhecemos que o conceito da palavra “TRIUNIDADE” é bíblico, embora não apareça claramente com esse nome?
Se na realidade não existisse a triunidade, como pretendem afirmar os unicistas, então a Bíblia seria um livro confuso e até mesmo contraditório em algumas afirmações. Se não existisse a Triunidade, como é então que se dá a esse Deus Uno, nomes diferentes, que o distinguem categoricamente como se fossem vários? Por que a esse Deus Uno, se dá o nome de PAI, e também outros nomes completamente diferentes? Se o Seu nome é PAI, deveria ser sempre chamado de PAI, ou com um sinônimo que o identificasse sempre como PAI. Não seria um absurdo que esse Deus Uno, chamado de PAI, fosse, ao mesmo tempo, também, chamado de FILHO? Isaias 44:6; Apocalipse 1:17,18. Por acaso Pai e filho são a mesma coisa? Sabemos que não, pois Pai é Pai e Filho é Filho. Mas a Bíblia não só chama Deus de três maneiras diferentes como também afirma que os três fizeram tudo o que foi criado, e que:
ESTES TRÊS SÃO UM.
I João 5:7; João 14:26; Judas 20,21; Atos 7: 55,56; Atos 8:29; 13:2; João 12:28-30; 5:23; Mateus 28:18-20; II Coríntios 13:13.
Se Deus é Uno e singular e não três em Um, se não existe a Triunidade, então somente um criou os céus e a terra, e não os três conforme afirma a Bíblia. Mas, não só a este Deus Uno, singular, se dá na Bíblia, três nomes diferentes e opostos, como se declara que os três criaram os céus e a terra Gênesis 1:26. Diz ainda que os três possuem, a mesma virtude, exercem os mesmos poderes e são igualmente divinos e eternos, Hebreus 9:14.
Também diz que Deus-Pai não veio morrer na cruz do calvário, mas que enviou Jesus o Filho de Deus-Pai, o qual a Bíblia declara ser Ele também Deus I Timóteo 3:13-16. Por outro lado, Jesus declarou que nada do que diz, tem ou faz, é de si mesmo, mas sim de Deus-Pai que lhe enviou João 5:19-23,30. Este Filho também declarou que tudo o que tem o Pai é dEle, e, ao mesmo tempo, ensinou que Ele não é o Pai João 14:8, 10: 16:15.
Também diz a Bíblia que não é o Pai nem Filho, que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo, mas sim o Espírito Santo, João 16:8. O próprio filho se encarrega de confirmar Sua identidade com o Espírito Santo, ao dizer: “Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis", João 16:16, 14:28. Não seria isso um absurdo, se Deus é somente Uno, singular e não Triuno? Se não existisse triunidade, como poderíamos compreender este mistério de Deus, ser chamado Pai e ao mesmo tempo ser também chamado de Filho ou de Espírito Santo? A Bíblia não só ensina tudo isto, como também declara que a estes três personagens devemos render culto, adorar e dar toda a glória, Atos 5:3; João 5:19-23.
Resumindo: Se tudo está escrito na Bíblia e Deus é somente Uno e não triuno, então a Bíblia seria um dos mais difíceis livros de ser compreendido. Mas graças a Deus que a própria Bíblia por si mesma se interpreta, e diz claramente que Deus é um Deus Triuno, quando afirma que são três que dão testemunho no céu, e estes três são “UM” I João 5:7. Se a Bíblia ensina que Deus é UM em TRÊS, e declara que estes TRÊS são UM, isto tem que ser assim, por mais incompreensível e contraditório que nos pareça, faltando somente entendermos e explicarmos adequadamente este mistério, Romanos 11:33; I Coríntios 2:14-16.
A seguir algumas perguntas:
Quem é Deus-Pai? João 3:16; 5:23
Quem é Jesus Cristo? João 8:19; 14:6, 9
Quem é o Espírito Santo? João 14:16, 26
O que Jesus disse acerca de Deus-Pai? João 6: 44, 45; 14:6
De quantas maneiras Deus se revela aos homens? Hebreus 1:1-3; João 14:16,21,23
Quem guiará os cristãos em toda a verdade? João 6:13
Através de quem somos lavados e regenerados? Tito3:5
O que aconteceu no Batismo de Jesus? Mateus 3:16,17
Quem enviou Paulo e Barnabé para Selêucia e Chipre? Atos 13:2
Qual deve ser a forma correta de batizar? Mateus 28:18-20; Atos 8:36-38
Profundas meditações e estudos sobre o assunto, da parte de autoridades cristãs esclarecidas e de estudiosos da Bíblia, deram como resultado a doutrina da Triunidade. Essa doutrina já existia na Bíblia, mas que ali não tinha este nome específico. Antigos estudiosos das Sagradas Escrituras não sabiam como expressá-la, considerando, porém, que existe um só Deus, e se atribui divindade constantemente aos Três: Pai, Filho e Espírito Santo. Consequentemente, e logicamente, criaram a doutrina da “TRIUNIDADE DIVINA” João 14:16, 23. De fato a Bíblia ensina que Deus é UM em TRÊS, e que esses TRÊS são UM, Lucas 1:34, 35; João 1:14,18.
Esclarecendo Dúvidas
A Origem da palavra “PESSOA” em relação a Triunidade.
Segundo os bibliólogos, foi tertuliano, no século II, quem primeiro usou a palavra “PESSOA’ com relação aos componentes da Triunidade, dizendo que eram três essas Pessoas, não para dividir em três a Divindade, mas para distinguir o que são essas três Pessoas na Divindade, João 5:22; 14:26.
Vejamos agora o que significa a palavra “PESSOA” com relação a doutrina da Triunidade:
É a tradução da palavra grega “prosopon”. Prestamos bem a atenção agora, porque aqui está a chave de todo o problema. Esta palavra “PESSOA”, atualmente tem um significado para nós muito diferente do que tinha para os pioneiros da igreja com relação a Triunidade. Esta mudança de significado foi o que causou toda a confusão em torno da Triunidade. Para nós “pessoa” significa PERSONALIDADE ou INDIVIDUALIDADE. Se fosse este o significado que damos para a palavra “pessoa” em relação à Triunidade, então, quando dizemos que a Triunidade são Três pessoas, estaríamos dizendo que a triunidade soa três indivíduos ou três Deuses. Mas longe está isto de nós, pois não somos politeístas e sim monoteístas. CREMOS EM UM SÓ DEUS, EFÉSIOS 4: 6. A igreja cristã nunca afirmou que a Triunidade seja três Deuses, como dizem os unicistas a respeito de nossa fé triunitariana.
Qual o sentido da palavra grega “PROSOPON”?
Simplesmente: aspecto exterior visível, de um ser ou coisa. Logo não se trata de ser (indivíduo), mas sim da aparência ou aspecto exterior desse ser. Em consequência disto, quando os pioneiros da igreja chamaram “pessoas” ao Pai, Filho e Espírito Santo, estavam dizendo que esses três eram manifestações ou revelações que Deus fazia de Si mesmo ao mundo, por meio das quais o mundo pôde ver e saber o que era Deus, Hebreus 1:1,2; João 1:14. Logo, primeiro se manifestou ou se revelou como Pai, na criação. Depois, numa segunda revelação de Si mesmo. Sem eliminar a primeira, manifestou-se aos homens como o Filho e redentor que veio ao mundo morrer pela humanidade. Posteriormente, numa terceira revelação de Si mesmo, e sem eliminar as duas primeiras, manifestou-Se como o Espírito Santo, o Consolador da humanidade cristã, João 1:1-3; 14:16; Tito 3:5. Assim sendo, vemos três formas do mesmo Deus se manifestar, mas sendo um só Deus. Por conseguinte, a cada uma destas formas de Deus se manifestar, chamamos “pessoa”. Assim, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são três pessoas (PROSOPON), mas não como o significado de “indivíduo” como o atual conceito do termo, e sim, como manifestações exteriores visíveis do mesmo Deus. Em cada uma das três manifestações ou pessoas de Deus, estão compreendidas as outras duas como um todo, embora se manifesta uma só: aquela que Deus deseja revelar aos homens.
Exemplificando A Unidade De Deus
Pergunta: Como poderá existir um Filho que não tenha princípio?
Resposta: Basta olhar no galho de uma árvore, que sai do seu tronco. O que é este galho? É uma parte do próprio tronco que brota para o exterior visível. O galho é gerado pelo tronco, porém já existia antes de brotar. Assim sendo o galho tem vida tão antiga quanto à árvore. Além disso, considerando sob o aspecto da existência exterior visível, pode parecer que o tronco é mais antigo e maior do que o galho, o que na realidade não é. O galho é um prolongamento visível da vida interior da árvore, tendo ambos, tronco e galho, uma mesma vida e sendo ambos a mesma coisa.
Assim também é em relação ao Pai e ao Filho. O Pai gerou o Filho e Este apareceu visivelmente no mundo, como o “RENOVO DA JUSTIÇA”, Jeremias 33:15. Jesus brotou do Pai, é chamado de Filho por ter sido gerado de Deus-Pai, sendo o resplendor da glória, e a expressão exata do Seu ser. Salmos 2:7; Hebreus 1:3. Assim sendo, Jesus já existia no seio do Pai, antes de ser gerado pelo Pai, tendo ambos uma mesma vida e sendo ambos de uma mesma substância João 1:14,18. Conjuntamente com o Espírito Santo, o Pai e o Filho formam o Ser Divino que chamamos Deus Triuno, de onde surgiu a doutrina da Triunidade. Sem que sejamos politeístas, cremos em um só Deus que se apresentou à nós de três maneiras, ou seja, três formas distintas, a saber: Primeiro como Pai, na obra da criação, Isaias 45:18; segundo como filho, na obra da redenção, João 3:16; terceiro Como Espírito Santo,na obra da consolação, regeneração, santificação, etc, João14:16,23; Tito 3:5. Recapitulando, o que quer dizer, aspecto exterior visível de um ser ou coisa, ou seja, as três formas de Deus se manifestar Hebreus 1:1,2. Nunca quer dizer "INDIVÍDUO" ou individualidade, como no conceito atual.
Pontos Para Serem Meditados Com Muita Atenção
Todo o ser criado ou gerado é distinto do seu criador, e tem princípio no tempo. Com referência ao homem se diz que ele começou a existir a partir de uma determinada data. Tratando-se da pessoa do Senhor Jesus Cristo, encontramos nEle uma dupla personalidade: a Divina e a humana. Com referência ao lado Divino, Jesus Cristo foi gerado do Pai, pelo Espírito Santo Lucas 1:34,35; salmos 2:7. Portanto, não teve princípio, o que significa que Ele saiu, brotou do Pai, tendo estado sempre no seio do Pai, conforme declara João 1:18.
Naturalmente que, como Filho do homem, isto é, considerando seu lado humano, Ele teve princípio no tempo, nascendo em determinada data e em lugar já determinado Gálatas 4:4; Malaquias 5:2. Por isso, o próprio filho diz, em João 8:58; 17:5:
Em verdade em verdade vos digo: Antes que Abraão existisse, eu sou... E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto a ti antes que houvesse mundo
Por esta razão, é que nós batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sem que estejamos adorando a três Deuses. Efésios 4:4-6.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Unicismo - É JESUS O PAI?
Argumentos Unicistas
Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"
João 10:30 – "Eu o Pai somos um"
João 14:8, 9 – "Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?"
Defensor da Fé, Refutando Versículo por versículo
Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"
Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título "Pai eterno", refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).
O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.
João 10:30 – "Eu o Pai somos um"
Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador. "Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.
João 14:8, 9 – "Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?"
Jesus NÃO disse a Filipe que era o Pai.
Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v.6). Em João 5:43, Jesus disse: "Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis".
Quantas vezes temos orado: "Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim". Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Felipe: "O que me viu, viu ao Pai", porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus NÃO estava dizendo que ele era o Pai.
QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?
Jesus é referido como "Filho" mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de "Pai". Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele. Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.
No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:
Romanos 15:5-6 — "O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo".
2ª Coríntios 1:3 — "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação...
" Filipenses 2:10-11 — "...Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai".
1ª João 1:3b — "Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo". 1ª João 2:1 — "Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo".
2ª João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor".
No Evangelho de João, Jesus refere-se a si mesmo como enviado pelo Pai, mas nunca referiu-se a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho!!
A doutrina Unicista que diz que Jesus e o Pai são uma só pessoa,não se confirma, está refutada por completo!!
Agora vamos para as..........
Questões que os unicistas NUNCA saberão responder:
* Se Jesus e o Pai são uma só pessoa:
1- Como pode Jesus está assentado a direita do pai?
Mc 16;19, Rm 8,34 ..que Estevão também viu At7;55, At 7;56
2- De quem era voz quando Jesus foi batizado por João Batista? Mc1;11 ,Lc 3;22, Mt 3;17-É..a voz disse:"E eis que uma voz dos céus dizia:Este é o meu Filho amado,em quem me comprazo".
3-De quem foi a Voz que mandou os discípulos ouvirem Jesus? Mt.17;5, Mc 9;7, lc 11;35
4-Como pode Jesus(em seus ultimos momentos) ter olhado para o céu e visto o Pai de costas? (Ah, só pode que tina ums espelho lá no Céu né!!)
Percebemos Jesus que a crença Unicista não se confirma
....Ao contrário, quando lemos a Bíblia constatamos que,"O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho!!"
Para meditarmos:
1ª João 4:9-10,14 — "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (...) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo".
Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"
João 10:30 – "Eu o Pai somos um"
João 14:8, 9 – "Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?"
Defensor da Fé, Refutando Versículo por versículo
Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"
Este versículo não ensina que Jesus é o Pai. O título "Pai eterno", refere-se ao fato de que Jesus é o Pai da eternidade; em outras palavras, Jesus sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5).
O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a Deus no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que Jesus é o "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, Jesus não é seu próprio Pai.
João 10:30 – "Eu o Pai somos um"
Se Jesus houvesse querido dizer que ele é o Pai, haveria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. Jesus não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador. "Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. Jesus e o Pai são um em natureza e em essência, porque Jesus é Deus, como o Pai, mas não é o Pai.
João 14:8, 9 – "Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: "Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê ao Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?"
Jesus NÃO disse a Filipe que era o Pai.
Jesus veio como representante do Pai; veio demonstrar-nos o caminho ao Pai (v.6). Em João 5:43, Jesus disse: "Eu vim em nome de meu Pai [na autoridade do Pai, com as credenciais do Pai], e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome [em sua própria autoridade, com suas próprias credenciais; como o anticristo], a esse receberíeis".
Quantas vezes temos orado: "Pai, ajuda-me para que as pessoas te vejam em mim". Acaso isso quer dizer que quando as pessoas virem você, estarão vendo literalmente ao Pai? Certamente que não, nem tampouco você estaria realmente pensando nisso, mas sim, estaria pedindo que Deus o ajude a representá-lo corretamente diante das pessoas para que possam ver a Deus através de sua vida. Por isso Jesus disse a Felipe: "O que me viu, viu ao Pai", porque ver a Jesus, quem representou ao Pai foi como se estivesse vendo ao Pai. Mas Jesus NÃO estava dizendo que ele era o Pai.
QUE DIZ A BÍBLIA ACERCA DE JESUS E O PAI?
Jesus é referido como "Filho" mais de 200 vezes no Novo Testamento e nunca é chamado de "Pai". Jesus referiu-se ao Pai mais de 200 vezes como alguém distinto dele. Em mais de 50 versículos podemos observar o Pai e a Jesus, o Filho, lado a lado.
No Novo Testamento repetidamente encontramos expressões como estas:
Romanos 15:5-6 — "O Deus que concede perseverança e ânimo lhes dê um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo".
2ª Coríntios 1:3 — "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação...
" Filipenses 2:10-11 — "...Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai".
1ª João 1:3b — "Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo". 1ª João 2:1 — "Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo".
2ª João 3 — Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco em verdade e amor".
No Evangelho de João, Jesus refere-se a si mesmo como enviado pelo Pai, mas nunca referiu-se a si mesmo como o Pai que enviou ao Filho!!
A doutrina Unicista que diz que Jesus e o Pai são uma só pessoa,não se confirma, está refutada por completo!!
Agora vamos para as..........
Questões que os unicistas NUNCA saberão responder:
* Se Jesus e o Pai são uma só pessoa:
1- Como pode Jesus está assentado a direita do pai?
Mc 16;19, Rm 8,34 ..que Estevão também viu At7;55, At 7;56
2- De quem era voz quando Jesus foi batizado por João Batista? Mc1;11 ,Lc 3;22, Mt 3;17-É..a voz disse:"E eis que uma voz dos céus dizia:Este é o meu Filho amado,em quem me comprazo".
3-De quem foi a Voz que mandou os discípulos ouvirem Jesus? Mt.17;5, Mc 9;7, lc 11;35
4-Como pode Jesus(em seus ultimos momentos) ter olhado para o céu e visto o Pai de costas? (Ah, só pode que tina ums espelho lá no Céu né!!)
Percebemos Jesus que a crença Unicista não se confirma
....Ao contrário, quando lemos a Bíblia constatamos que,"O Pai enviou a alguém separado dele, chamado Filho!!"
Para meditarmos:
1ª João 4:9-10,14 — "Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação por nossos pecados. (...) E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo".
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
IGREJA VOZ DA VERDADE E SEU JESUS UNICISTA
A Igreja Evangélica Voz da Verdade defende uma das heresias originadas no século II. Naquela época, alguns cristãos, ao mesmo tempo crentes na verdade de haver um só Deus e de que Jesus é Deus, não conseguiam aceitar que Deus subsiste em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Então optaram por uma forma mais fácil de explicar Deus. Primeiro, Deus se manifesta como Pai, depois o Pai vem como Filho, e depois da ressurreição de Jesus Cristo como Espírito Santo.
Por volta do ano 260 d.C., essa crença chamada de Sabelianismo (nome derivado de Sabélio, seu defensor-mor) ou Modalismo (por ensinar que Jesus teve três modos de se manifestar - Pai, Filho e Espírito Santo, em épocas diferentes) foi rejeitada pela Igreja Cristã e considerada como heresia.
Esta heresia, entretanto, ressurgiu nos Estados Unidos em 1913, e aqui no Brasil em 1945, com a Igreja Pentecostal Unida do Brasil, que deu origem ao Ministério Voz da Verdade, em 1980.
Entendendo a diferença entre o UNICISMO e a TRINDADE Segundo os unicistas, Jesus é Deus. Todavia, Deus não subsiste nem coexiste em três pessoas distintas, mas Jesus era o Pai no Antigo Testamente, depois é o Filho que vem morrer por nós (daí o nome patripassionismo, ou seja, patri=pai, passio=sofrimento, então sofrimento do Pai) e finalmente Jesus retorna como Espírito Santo, ou seja, Jesus teria três modos de se manifestar. Mas conforme os cristãos que guardam a sã doutrina, Deus subsiste ao mesmo tempo em três pernonalidades, ou pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
A essa crença já ensinada nas Escrituras, a Igreja Católica Romana deu o nome de TRINDADE. Embora esta palavra não se encontra na Bíblia, é ensino Bíblico que: 1. O Pai é Deus "Recomendou-lhe Jesus: [...]: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus." - João 20.17 2. O Filho é Deus "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." - João 1:1. 3. O Espírito Santo é Deus "Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentastes no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus." - Atos 5:3, 4. 4.
O Pai se relaciona com o Filho - Antes de Jesus vir à terra: "Disse o SENHOR (YHWH) ao meu senhor (JESUS): Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés." - Salmo 100.1
- Durante a vinda de Jesus à terra: "E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." - Mateus 3.17
- Após a ressurreição de Jesus Cristo: "Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus." -Hebreus 10.12 5.
O Filho se relaciona com o Espírito Santo: - Antes de Jesus nascer: "Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo." - Mateus 1.18
- Durante a vida de Jesus na terra: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo." - Mateus 4.1
- Depois da ressurreição de Jesus: "Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim." - João 15.26 6.
O Espírito Santo se relaciona com Jesus "Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar." - João 16:13,14 7.
Pai, Filho e Espírito Santo se relacionam: - Antes de Jesus vir à terra, na Criação: "Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança." - Gênesis 1.26
- Durante a vida de Jesus na terra: "Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." - Mateus 3.16, 17.
- Depois da ressurreição: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." - 2 Coríntios 13.14.
Assim, há uma relação interpessoal entre Pai, Filho e Espírito Santo. Há mais de 180 versículos nas Escrituras que mostram esse relacionamento entre as Pessoas do Único Deus. Essa crença tem base bíblica. Um só Deus, que subsiste em Três Pessoas distintas.
Argumentos Unicistas contra o Deus Triúno A Igreja Voz da Verdade anuncia o Jesus dela em suas pregações e lindas canções. Tiveram já a ousadia de distribuir um CD a pastores cristãos contra o ensino bíblico chamado posteriormente de Trindade.
Embora não pretendemos perseguir ou mover pessoas a odiarem esse grupo, o que seria um absurdo, temos o direito de responder a suas argumentações, e educadamente refutá-las uma a uma, da mesma forma que os adeptos desse movimento tentam fazer isso ao se convidarem para cantar em nossas igrejas ou, quando pastores mal-esclarecidos e com pouca instrução nas Sagradas Escrituras, convidam-nos para exibirem seus talentos musicais.
No link do site oficial da Igreja Voz da Verdade, http://vozdaverdade.com.br/estudos/, observamos no Estudo "DEUS É UM", a seguinte argumentação, contra a Doutrina bíblica da Trindade, que será com todos os devidos créditos colocada aqui, em negrito e em cor vermelha. As refutações estarão em preto.
Queremos enfatizar que o objetivo dessa matéria é mostrar em que eles crêem e como raciocinar com eles, à base das Escrituras, e não persegui-los. "DEUS É UM - A Bíblia é clara ao falar do Deus todo poderoso: DEUS ÚNICO."
Refutação apologética - Nunca dissemos que Deus fossem três deuses, como os mórmons, por exemplo, crêem. Para nós, o ÚNICO DEUS, por ser Todo-Poderoso, subsiste em Três Pessoas distintas. Isso o torna mais único ainda e distinto de todos os outros deuses. "Único quer dizer que é um só, de cuja espécie não existe outro, exclusivo, a que nada é comparável, superior a todos os demais."
Refutação apologética - Quando a Bíblia afirma que há um só Yahweh, a palavra hebraica "um só" é unidade composta, "echad", e significa "um" formado por mais. Ocorre, por exemplo, em Gênesis 2:24, onde se diz que homem e mulher são uma só (echad") carne, ou seja, um só casal, formado por duas pessoas. O mesmo ocorre em Deuteronômio 6:4, quando lemos que Yahweh é um só ("echad") Yahweh. Então, entendemos porque o Pai é Yahweh, o Filho é Yahweh e o Espírito Santo é Yahweh: Estas Três Pessoas possuem a mesma essência e natureza divina. Por isso mesmo, não há outro Deus cuja espécie seja comparável ou superior ao Deus Triúno.
"Hoje entendo com mais clareza quando a palavra de Deus fala sobre este Deus verdadeiro que é ÚNICO pois não existe outro igual. Este Deus é onipresente,onipotente e onisciente." Refutação apologética - Concordamos plenamente com a declaração acima, pois de fato nosso Único Deus Verdadeiro é incomparável, e por ser Onipresente, Onipotente e Onisciente, é Todo-Poderoso, sendo assim, não pode ser explicado.
Os grupos sectários, como Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os Espíritas, os Cristadelfos, etc - todos eles têm uma explicação mais fácil para essa questão. As Tjs dizem que sóo Pai é Deus, e que ele criou um deus menor, e que o Espírito Santo é a força ativa de Jeová. Os Espíritas dizem que só o Pai é Deus e é o Criador do Espírito de Jesus, o qual é um médim de Deus, e que o Espírito Santo significa todos os espíritos santos que reencarnaram até atingirem o grau de espíritos puros.
Os mórmons resolvem a questão dizendo que o Pai é um Deus, o Filho é um Deus, o Espírito Santo é um Deus, então são três deuses. Os cristadelfos ensinam que o Pai criou Jesus quando ele nasceu aqui na terra, e que o Espírito Santo é o poder de Deus.
E a Igreja Voz da Verdade resolve o problema dizendo que primeiro Jesus era o Pai, depois o Filho e agora Ele é o Espírito Santo. Tudo para explicarem Deus mais fácil.
Nós, cristãos, preferimos a frase: O fato de não explicarmos como Deus pode ser Três Pessoas não significa que isso não seja verdade, mas sim que esse único Deus está muito acima de nossas explicações, pois seus caminhos são muitomais elevadosdo que os nossos. - Isaías 55:8, 9. "Os céus e a Terra foram obra de UM SÓ DEUS . Is 44:24...Assim diz o SENHOR: Eu sou o Senhor que faço todas as cousas, que "SOZINHO" estendi os céus e SOZINHO espraiei a terra." O Senhor fala claramente que Ele sozinho fez os céus e a Terra. Há necessidade de se entender que é sempre Um Mesmo Deus agindo ... "
Refutação apologética - Os cristãos, em toda história do cristianismo, jamais afirmaram que Deus não tivesse feito tudo sozinho. Aliás, quem prega que Deus criou tudo em parceria é o Satanismo, quando afirma que Adonai (O Senhor) e Lúcifer (Satanás) criaram juntos, e que depois Adonai teria roubado a glória de Lúcifer e se feito o dono de tudo. Todavia, não cremos nisso. Cremos que o Deus Único ("echad") criou sozinho, mas disse: "Façamos o homem". (Gênesis 1:26)
A quem Deus disse "façamos"? Aos anjos? Jamais, senão seríamos feitos à imagem de Deus e de anjos. Então, se a Bíblia diz que Pai, Filho e Espírito Santo se inter-relacionam, conversam entre si, ela nos quer ensinar algo: Que o Deus Único, que subsiste em Três Pessoas distintas, criou tudo.
Esse Deus Triúno realmente fez tudo sozinho. "Em Is 45.18: 'Portanto assim diz o Senhor que criou os céus , o ÚNICO DEUS , que formou a Terra, que a fez e a estabeleceu ; que não a fez para ser um caos mas para ser habitada: EU SOU O SENHOR E NÃO HÁ OUTRO." O Deus do Velho Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Deus se fez homem e habitou entre nós."
Refutação Apologética - Com certeza, o nosso Deus Triúno é o Único SENHOR, no hebraico, YAHWEH, e conforme já explicamos, em Deuteronômio 6:4 Yahweh é o Único ("Echad") Deus, a tal unidade composta implícita aqui. Perguntamos, então, aos unicistas: Por que Yahweh fez questão de se descrever como "echad" (unidade composta) e não como "Yachid", unidade singular, como é descrito Isaque, o único ("yachid") filho de Abraão? (Ler Gênesis 22:2, 12, 16)
Quanto à alegação de haver um só Senhor, nisto também cremos, mas a palavra Senhor é usada para as Três Pessoas, e nos casos em que Elas conversam uma com a outra. Por isso, lemos em Atos 2:34, numa citação do Salmo 110.1: "Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita." Portanto, cremos que Deus (Yahweh), nome polissêmico, seja o Único SENHOR, mas por Deus ser tripessoal, ou Triúno, lemos na Bíblia que: 8. O Pai é Senhor "Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado." - Lucas 10.21 9.
O Filho é Senhor "Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa." - Atos 16.31 10. O Senhor é o Espírito "O Espírito Santo é o Senhor, e onde há o Espírito do Senhor, ali há liberdade." - 2 Coríntios 3.17 11. Há um só Senhor "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo." - Efésios 4.5
Então, por que a Bíblia chama as Três Pessoas de Senhor? Para indicar que Jesus era Pai, depois o Filho e depois o Espírito Santo? Impossível, porque como já vimos, essas pessoas interagem entre si e, principalmente, o ÚNICO SENHOR DEUS subsiste em Três Pessoas chamadas de Senhor que também interagem uma com a outra.
"Em apocalipse 1:8 e Ap 22:13 está escrito Jesus é o alfa e o ômega ou seja o princípio e o fim. Se Ele é o princípio e o fim significa que não existe outro.
Comparando com o Velho Testamento em Is 44:6 Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu redentor, o Senhor dos Exércitos : EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO E ALÉM DE MIM "NÃO HÁ DEUS". O mesmo Deus que disse esta frase no Velho Testamento é o MESMO Deus do Novo Testamento, não é e nem pode ser outra pessoa distinta. JESUS falou: Eu sou o alfa e o ômega, o principio e o fim. Não pode haver 2 pessoas distintas falando a mesma coisa. Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente."
Refutação apologética - Todos esses títulos que Deus recebe - "O Primeiro e o Último", "o Alfa e o Ômega" - e a expressão "além de mim não há Deus" - tudo isso apenas prova que há uma só, uma ÚNICA natureza Divina subistindo nas Três Pessoas Divinas que se relacionam entre si. Por isso, cada uma delas pode dizer: "Eu sou o Alfa e o Ômega", "Eu sou o Primeiro e o Último".
Todas as Três Pessoas de Deus não dividem esses títulos, mas compartilham perfeitamente cada um deles. Esse maravilhoso Deus Triúno jamais mudou, pois de eternidade à eternidade foi, é e será o nosso Único Deus.
"Ouvimos muitos irmãos pregarem assim: existem 3 pessoas separadas mesmo, cada um com uma existência própria.Neste caso teríamos o Filho (como homem) e 2 Espíritos pois o Pai que é Espírito seria outra pessoa distinta do Espírito Santo. Aí separam os 3 no Velho Testamento, crendo que os 3 falaram entre si na criação do mundo.Falam também que é uma unidade composta.Veja unidade significa um, composta são vários.É uma contradição!'
Resposta apologética - Não existem "três pessoas separadas mesmo", mas TRÊS PESSOAS DISTINTAS, MAS NUMA ÚNICA ESSÊNCIA, NATUREZA, SUBSTÂNCIA DIVINA.
A palavra "separadas" dá idéia de divisão, e não é assim que a Bíblia prega o Verdadeiro Deus. Matematicamente, como recurso ilustrativo, pois não há como explicar Deus, diríamos que quanto às Pessoas Divinas, há: 1 + 1 + 1 =3 Quanto à natureza das Três Pessoas Divinas, há: 1 x 1 x 1 = 1 Portanto, Deus é Triúno.
Amamos ensinar isso e lamentamos que cristãos preguiçosos não estudem esses assuntos, mas prefiram gastar grande parte do seu precioso tempo assistindo a novelas, ouvindo CDs, usando a Internet, mas não abandonam o leitinho do conhecimento básico da Palavra de Deus, daí, usam palavras impróprias para defenir Trindade aos grupos unicistas.
"Ezequiel 34:11 e 16 "Eu ,O SENHOR TEU DEUS, digo que Eu mesmo procurarei e buscarei as minhas ovelhas. Procurarei as perdidas, trarei de volta as que se desviaram, farei curativo nas feridas e tratarei as doentes".
Lucas 19:10 Jesus disse: "...O FILHO DO HOMEM VEIO BUSCAR E SALVAR O QUE SE HAVIA PERDIDO". DEUS RESGATOU O MUNDO COM SEU PRÓPRIO SANGUE..." - Suely Moysés Cufone.
Refutação apologética - Da mesma forma como Deus disse: "Façamos o homem", e cada Pessoa de Deus participou na Criação, assim também cada Pessoa Divida da Trindade participou da Salvação daqueles que crêem em Jesus Cristo.
Fernando Galli IACS - INSTITUTO APOLOGÉTICO CRISTO SALVA
Então optaram por uma forma mais fácil de explicar Deus. Primeiro, Deus se manifesta como Pai, depois o Pai vem como Filho, e depois da ressurreição de Jesus Cristo como Espírito Santo.
Por volta do ano 260 d.C., essa crença chamada de Sabelianismo (nome derivado de Sabélio, seu defensor-mor) ou Modalismo (por ensinar que Jesus teve três modos de se manifestar - Pai, Filho e Espírito Santo, em épocas diferentes) foi rejeitada pela Igreja Cristã e considerada como heresia.
Esta heresia, entretanto, ressurgiu nos Estados Unidos em 1913, e aqui no Brasil em 1945, com a Igreja Pentecostal Unida do Brasil, que deu origem ao Ministério Voz da Verdade, em 1980.
Entendendo a diferença entre o UNICISMO e a TRINDADE Segundo os unicistas, Jesus é Deus. Todavia, Deus não subsiste nem coexiste em três pessoas distintas, mas Jesus era o Pai no Antigo Testamente, depois é o Filho que vem morrer por nós (daí o nome patripassionismo, ou seja, patri=pai, passio=sofrimento, então sofrimento do Pai) e finalmente Jesus retorna como Espírito Santo, ou seja, Jesus teria três modos de se manifestar. Mas conforme os cristãos que guardam a sã doutrina, Deus subsiste ao mesmo tempo em três pernonalidades, ou pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
A essa crença já ensinada nas Escrituras, a Igreja Católica Romana deu o nome de TRINDADE. Embora esta palavra não se encontra na Bíblia, é ensino Bíblico que: 1. O Pai é Deus "Recomendou-lhe Jesus: [...]: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus." - João 20.17 2. O Filho é Deus "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." - João 1:1. 3. O Espírito Santo é Deus "Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentastes no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus." - Atos 5:3, 4. 4.
O Pai se relaciona com o Filho - Antes de Jesus vir à terra: "Disse o SENHOR (YHWH) ao meu senhor (JESUS): Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés." - Salmo 100.1
- Durante a vinda de Jesus à terra: "E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." - Mateus 3.17
- Após a ressurreição de Jesus Cristo: "Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus." -Hebreus 10.12 5.
O Filho se relaciona com o Espírito Santo: - Antes de Jesus nascer: "Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo." - Mateus 1.18
- Durante a vida de Jesus na terra: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo." - Mateus 4.1
- Depois da ressurreição de Jesus: "Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim." - João 15.26 6.
O Espírito Santo se relaciona com Jesus "Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar." - João 16:13,14 7.
Pai, Filho e Espírito Santo se relacionam: - Antes de Jesus vir à terra, na Criação: "Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança." - Gênesis 1.26
- Durante a vida de Jesus na terra: "Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." - Mateus 3.16, 17.
- Depois da ressurreição: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." - 2 Coríntios 13.14.
Assim, há uma relação interpessoal entre Pai, Filho e Espírito Santo. Há mais de 180 versículos nas Escrituras que mostram esse relacionamento entre as Pessoas do Único Deus. Essa crença tem base bíblica. Um só Deus, que subsiste em Três Pessoas distintas.
Argumentos Unicistas contra o Deus Triúno A Igreja Voz da Verdade anuncia o Jesus dela em suas pregações e lindas canções. Tiveram já a ousadia de distribuir um CD a pastores cristãos contra o ensino bíblico chamado posteriormente de Trindade.
Embora não pretendemos perseguir ou mover pessoas a odiarem esse grupo, o que seria um absurdo, temos o direito de responder a suas argumentações, e educadamente refutá-las uma a uma, da mesma forma que os adeptos desse movimento tentam fazer isso ao se convidarem para cantar em nossas igrejas ou, quando pastores mal-esclarecidos e com pouca instrução nas Sagradas Escrituras, convidam-nos para exibirem seus talentos musicais.
No link do site oficial da Igreja Voz da Verdade, http://vozdaverdade.com.br/estudos/, observamos no Estudo "DEUS É UM", a seguinte argumentação, contra a Doutrina bíblica da Trindade, que será com todos os devidos créditos colocada aqui, em negrito e em cor vermelha. As refutações estarão em preto.
Queremos enfatizar que o objetivo dessa matéria é mostrar em que eles crêem e como raciocinar com eles, à base das Escrituras, e não persegui-los. "DEUS É UM - A Bíblia é clara ao falar do Deus todo poderoso: DEUS ÚNICO."
Refutação apologética - Nunca dissemos que Deus fossem três deuses, como os mórmons, por exemplo, crêem. Para nós, o ÚNICO DEUS, por ser Todo-Poderoso, subsiste em Três Pessoas distintas. Isso o torna mais único ainda e distinto de todos os outros deuses. "Único quer dizer que é um só, de cuja espécie não existe outro, exclusivo, a que nada é comparável, superior a todos os demais."
Refutação apologética - Quando a Bíblia afirma que há um só Yahweh, a palavra hebraica "um só" é unidade composta, "echad", e significa "um" formado por mais. Ocorre, por exemplo, em Gênesis 2:24, onde se diz que homem e mulher são uma só (echad") carne, ou seja, um só casal, formado por duas pessoas. O mesmo ocorre em Deuteronômio 6:4, quando lemos que Yahweh é um só ("echad") Yahweh. Então, entendemos porque o Pai é Yahweh, o Filho é Yahweh e o Espírito Santo é Yahweh: Estas Três Pessoas possuem a mesma essência e natureza divina. Por isso mesmo, não há outro Deus cuja espécie seja comparável ou superior ao Deus Triúno.
"Hoje entendo com mais clareza quando a palavra de Deus fala sobre este Deus verdadeiro que é ÚNICO pois não existe outro igual. Este Deus é onipresente,onipotente e onisciente." Refutação apologética - Concordamos plenamente com a declaração acima, pois de fato nosso Único Deus Verdadeiro é incomparável, e por ser Onipresente, Onipotente e Onisciente, é Todo-Poderoso, sendo assim, não pode ser explicado.
Os grupos sectários, como Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os Espíritas, os Cristadelfos, etc - todos eles têm uma explicação mais fácil para essa questão. As Tjs dizem que sóo Pai é Deus, e que ele criou um deus menor, e que o Espírito Santo é a força ativa de Jeová. Os Espíritas dizem que só o Pai é Deus e é o Criador do Espírito de Jesus, o qual é um médim de Deus, e que o Espírito Santo significa todos os espíritos santos que reencarnaram até atingirem o grau de espíritos puros.
Os mórmons resolvem a questão dizendo que o Pai é um Deus, o Filho é um Deus, o Espírito Santo é um Deus, então são três deuses. Os cristadelfos ensinam que o Pai criou Jesus quando ele nasceu aqui na terra, e que o Espírito Santo é o poder de Deus.
E a Igreja Voz da Verdade resolve o problema dizendo que primeiro Jesus era o Pai, depois o Filho e agora Ele é o Espírito Santo. Tudo para explicarem Deus mais fácil.
Nós, cristãos, preferimos a frase: O fato de não explicarmos como Deus pode ser Três Pessoas não significa que isso não seja verdade, mas sim que esse único Deus está muito acima de nossas explicações, pois seus caminhos são muitomais elevadosdo que os nossos. - Isaías 55:8, 9. "Os céus e a Terra foram obra de UM SÓ DEUS . Is 44:24...Assim diz o SENHOR: Eu sou o Senhor que faço todas as cousas, que "SOZINHO" estendi os céus e SOZINHO espraiei a terra." O Senhor fala claramente que Ele sozinho fez os céus e a Terra. Há necessidade de se entender que é sempre Um Mesmo Deus agindo ... "
Refutação apologética - Os cristãos, em toda história do cristianismo, jamais afirmaram que Deus não tivesse feito tudo sozinho. Aliás, quem prega que Deus criou tudo em parceria é o Satanismo, quando afirma que Adonai (O Senhor) e Lúcifer (Satanás) criaram juntos, e que depois Adonai teria roubado a glória de Lúcifer e se feito o dono de tudo. Todavia, não cremos nisso. Cremos que o Deus Único ("echad") criou sozinho, mas disse: "Façamos o homem". (Gênesis 1:26)
A quem Deus disse "façamos"? Aos anjos? Jamais, senão seríamos feitos à imagem de Deus e de anjos. Então, se a Bíblia diz que Pai, Filho e Espírito Santo se inter-relacionam, conversam entre si, ela nos quer ensinar algo: Que o Deus Único, que subsiste em Três Pessoas distintas, criou tudo.
Esse Deus Triúno realmente fez tudo sozinho. "Em Is 45.18: 'Portanto assim diz o Senhor que criou os céus , o ÚNICO DEUS , que formou a Terra, que a fez e a estabeleceu ; que não a fez para ser um caos mas para ser habitada: EU SOU O SENHOR E NÃO HÁ OUTRO." O Deus do Velho Testamento é o mesmo do Novo Testamento. Deus se fez homem e habitou entre nós."
Refutação Apologética - Com certeza, o nosso Deus Triúno é o Único SENHOR, no hebraico, YAHWEH, e conforme já explicamos, em Deuteronômio 6:4 Yahweh é o Único ("Echad") Deus, a tal unidade composta implícita aqui. Perguntamos, então, aos unicistas: Por que Yahweh fez questão de se descrever como "echad" (unidade composta) e não como "Yachid", unidade singular, como é descrito Isaque, o único ("yachid") filho de Abraão? (Ler Gênesis 22:2, 12, 16)
Quanto à alegação de haver um só Senhor, nisto também cremos, mas a palavra Senhor é usada para as Três Pessoas, e nos casos em que Elas conversam uma com a outra. Por isso, lemos em Atos 2:34, numa citação do Salmo 110.1: "Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita." Portanto, cremos que Deus (Yahweh), nome polissêmico, seja o Único SENHOR, mas por Deus ser tripessoal, ou Triúno, lemos na Bíblia que: 8. O Pai é Senhor "Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado." - Lucas 10.21 9.
O Filho é Senhor "Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa." - Atos 16.31 10. O Senhor é o Espírito "O Espírito Santo é o Senhor, e onde há o Espírito do Senhor, ali há liberdade." - 2 Coríntios 3.17 11. Há um só Senhor "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo." - Efésios 4.5
Então, por que a Bíblia chama as Três Pessoas de Senhor? Para indicar que Jesus era Pai, depois o Filho e depois o Espírito Santo? Impossível, porque como já vimos, essas pessoas interagem entre si e, principalmente, o ÚNICO SENHOR DEUS subsiste em Três Pessoas chamadas de Senhor que também interagem uma com a outra.
"Em apocalipse 1:8 e Ap 22:13 está escrito Jesus é o alfa e o ômega ou seja o princípio e o fim. Se Ele é o princípio e o fim significa que não existe outro.
Comparando com o Velho Testamento em Is 44:6 Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu redentor, o Senhor dos Exércitos : EU SOU O PRIMEIRO E O ÚLTIMO E ALÉM DE MIM "NÃO HÁ DEUS". O mesmo Deus que disse esta frase no Velho Testamento é o MESMO Deus do Novo Testamento, não é e nem pode ser outra pessoa distinta. JESUS falou: Eu sou o alfa e o ômega, o principio e o fim. Não pode haver 2 pessoas distintas falando a mesma coisa. Deus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente."
Refutação apologética - Todos esses títulos que Deus recebe - "O Primeiro e o Último", "o Alfa e o Ômega" - e a expressão "além de mim não há Deus" - tudo isso apenas prova que há uma só, uma ÚNICA natureza Divina subistindo nas Três Pessoas Divinas que se relacionam entre si. Por isso, cada uma delas pode dizer: "Eu sou o Alfa e o Ômega", "Eu sou o Primeiro e o Último".
Todas as Três Pessoas de Deus não dividem esses títulos, mas compartilham perfeitamente cada um deles. Esse maravilhoso Deus Triúno jamais mudou, pois de eternidade à eternidade foi, é e será o nosso Único Deus.
"Ouvimos muitos irmãos pregarem assim: existem 3 pessoas separadas mesmo, cada um com uma existência própria.Neste caso teríamos o Filho (como homem) e 2 Espíritos pois o Pai que é Espírito seria outra pessoa distinta do Espírito Santo. Aí separam os 3 no Velho Testamento, crendo que os 3 falaram entre si na criação do mundo.Falam também que é uma unidade composta.Veja unidade significa um, composta são vários.É uma contradição!'
Resposta apologética - Não existem "três pessoas separadas mesmo", mas TRÊS PESSOAS DISTINTAS, MAS NUMA ÚNICA ESSÊNCIA, NATUREZA, SUBSTÂNCIA DIVINA.
A palavra "separadas" dá idéia de divisão, e não é assim que a Bíblia prega o Verdadeiro Deus. Matematicamente, como recurso ilustrativo, pois não há como explicar Deus, diríamos que quanto às Pessoas Divinas, há: 1 + 1 + 1 =3 Quanto à natureza das Três Pessoas Divinas, há: 1 x 1 x 1 = 1 Portanto, Deus é Triúno.
Amamos ensinar isso e lamentamos que cristãos preguiçosos não estudem esses assuntos, mas prefiram gastar grande parte do seu precioso tempo assistindo a novelas, ouvindo CDs, usando a Internet, mas não abandonam o leitinho do conhecimento básico da Palavra de Deus, daí, usam palavras impróprias para defenir Trindade aos grupos unicistas.
"Ezequiel 34:11 e 16 "Eu ,O SENHOR TEU DEUS, digo que Eu mesmo procurarei e buscarei as minhas ovelhas. Procurarei as perdidas, trarei de volta as que se desviaram, farei curativo nas feridas e tratarei as doentes".
Lucas 19:10 Jesus disse: "...O FILHO DO HOMEM VEIO BUSCAR E SALVAR O QUE SE HAVIA PERDIDO". DEUS RESGATOU O MUNDO COM SEU PRÓPRIO SANGUE..." - Suely Moysés Cufone.
Refutação apologética - Da mesma forma como Deus disse: "Façamos o homem", e cada Pessoa de Deus participou na Criação, assim também cada Pessoa Divida da Trindade participou da Salvação daqueles que crêem em Jesus Cristo.
Fernando Galli IACS - INSTITUTO APOLOGÉTICO CRISTO SALVA
sábado, 17 de outubro de 2009
Igreja Voz da Verdade
INTRODUÇÃO
A Igreja Voz da Verdade é uma igreja unicista. Esse grupo religioso ficou conhecido no meio evangélico por causa do conjunto de mesmo nome. O Pastor e vocalista Carlos A Moysés costuma distribuir em seus shows, um CD cujo título é O Mistério de Deus – Cristo. Nele o referido pastor faz apologia das doutrinas unicistas, que sustenta haver uma única pessoa que se manifestou ora como Pai, ora como o Filho e como Espírito Santo cujo nome seria Jesus. Prega ainda o batismo somente em nome de Jesus.
I – História da Igreja Voz da Verdade
Dados do site oficial diz que esta igreja foi fundada oficialmente em 1978 em Santo André – São Paulo - por Fued Moysés. Ele se converteu no cinema, durante uma sessão do filme Quo Vadis. Fued conta que Jesus lhe tocou a face, saindo da tela de projeção em carne e osso, e, naquele momento, ter-lhe-ia dado a incumbência de pregar o Evangelho, mas infelizmente o pastor de origem árabe, recebeu a influência de missionários unicistas americanos, que fundaram a Igreja Pentecostal Unida no Brasil. Conta o pastor Carlos Moysés, que quando seu pai começou a pregar a doutrina unicista, perdeu metade dos membros da igreja.
Os jovens gostam ou gostavam muito desse conjunto, por causa de seu estilo, que se ajusta ou ajustava bem ao espírito juvenil.
Há três grupos religiosos que com muita facilidade ainda têm acesso a púlpitos de muitas igrejas genuinamente evangélicas e conseguem se camuflar no meio do povo de Deus. Eles não são ortodoxos, ou seja, são contra o Cristianismo histórico, revelado na Bíblia e, por isso, representam uma ameaça à unidade e a doutrina da Igreja. São eles: a Igreja Local de Witness Lee, a Igreja Voz da Verdade e a Igreja Adventista.
1 – onde está o problema?
Antes de tudo é preciso escoimar a acusação por vezes perpetuada de que nós estamos perseguindo o tal conjunto e sua igreja. Longe disso, tão somente queremos alertar aqueles que buscam com sinceridade a verdade do evangelho a discernir melhor entre heresia e ortodoxia. Mas há quem afirme que se trata de uma questão meramente secundária, isso de ambas as partes. Outros entendem que o problema não é grave, dizendo que o Espírito Santo não está preocupado com sistemas teológicos como trinitarismo, nem com o unicismo. Respeitamos tais opiniões, todavia afirmar tal coisa é o mesmo que dizer que o Espírito Santo não está preocupado com a verdade, sendo que ambas as correntes: trinitarismo e unicismo se excluem mutuamente. Por isso, apresentaremos a raiz do problema, para que cada cristão possa discernir e compreender a questão. Antes, porém, convém analisar as raízes históricas da teologia unicista.
II –Antecedentes histórico
1 – Desenvolvimento Histórico da Heresia
No segundo século da era cristã, a Igreja saiu ilesa contra o gnosticismo (doutrina que negava o Jesus homem). Diziam que Ele teve um corpo docético – fantasma – e por isso não sofreu.
Perguntas que surgiram:
Se Jesus é Deus absoluto como fica o monoteísmo judaico—cristão?
Se o Logos é subordinado ao Pai, isso não compromete a divindade de Jesus?
Para tentar responder a estas questões surgiram algumas tendências heréticas, tais como:
Monarquianismo – expressão derivada da exclamação: “Monarchiam tenemus. “conservamos a monarquia” ( Tertuliano, Adv. Praxeam 3). Apresentava duas correntes: os dinâmicos e os modais.
Dinâmicos – diziam que Deus deu força e poder (dynamis ) a Jesus, adotando-o como Filho. Negando assim a divindade absoluta de Jesus, e também a Trindade – era o prenúncio do arianismo, que negava a eternidade de Jesus.
Modais – ensinavam que as três Pessoas da divindade se manifestavam por vários modos, daí o nome modalista. Desenvolveram a idéia de que o Pai nasceu e o Pai sofreu, sendo eles jocosamente classificados por Cipriano de patripassionistas..
2 – história do unicismo moderno (o retorno da velha heresia sabeliana)
Essa doutrina surgiu em uma reunião pentecostal das igrejas Assembléias de Deus realizada em abril de 1913, em Arroyo Seco, nos arredores de Los Angeles, na Califórnia, numa cerimônia de batismo. O preletor, R. E. McAlister, disse que os apóstolos batizavam em nome do Senhor Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e quando as pessoas ouviram isso ficaram atônitas. McAlister foi notificado que seu ensino possuía elementos heréticos. Ele tentou esclarecer sua prédica, mas ela já havia produzido efeito. Um de seus ouvintes era John Sheppe que após aquela mensagem, passou uma noite em oração, refletindo a mensagem de McAlister e concluiu que Deus havia revelado o batismo verdadeiro que seria somente em nome de Jesus. Também Franck J. Ewart, australiano, adotou essa doutrina e em 15 de abril de 1914 levantou uma tenda em Belvedere, ainda nos arredores de Los Angeles, e passou a pregar sobre a fórmula batismal de Atos 2.38. Comparando com Mt 28.19, chegou à conclusão de que o nome de Deus seria então somente o nome Jesus.
É verdade que o batismo somente no nome de Jesus era praticado por pastores pentecostais como Howard Goss e Andrew Urshan, mas foi somente com Franck J. Ewart que o batismo em nome de Jesus desenvolveu teor teológico próprio. Assim, em 15 de abril de 1914, Franck J. Ewart e Glenn Cook se batizaram mutuamente com a nova fórmula. Esse movimento começou então a crescer em cima dessa polêmica e ficou conhecido por vários nomes como: Nova Questão, movimento Somente Jesus, o Nome de Jesus, Apostólico, ou Pentecostalismo Unicista.
A essência da doutrina unicista é a centralização no nome de Jesus. Os teólogos unicistas entendem que a expressão em nome, de Mateus 28.19 referindo ao Pai, Filho e Espírito Santo são apenas nomes singulares de Jesus. Assim, o que parecia ser apenas uma polêmica referente à fórmula batismal resultou na negação da doutrina da Trindade. Os unicistas não aceitam a pluralidade de pessoas na unidade Divina, qualquer referência à idéia de Trindade eles interpretam como sendo várias manifestações de Deus ou de Jesus. Logo não são contra a Trindade pelo fato de não crer que Jesus seja Deus, mas ironicamente pelo fato de crer que Deus é só Jesus.
3 – Principais grupos unicistas modernos
-Igreja Evangélica Voz da Verdade (IEVV);
-Igreja Só Jesus;
-Igreja Local (Witness Lee)
-Adeptos do Nome Yehoshua e Suas Variantes;
-Tabernáculo da Fé.
-A Voz da Pedra Angular (Willian Soto Santiago)
-Ministério Internacional Creciendo en Gracia
-Igreja Cristo Vive (do apostolo Miguel Ângelo)
-Pentecostal Novo Nascimento em Cristo e outras...
4 - Os Quatro Erros
São basicamente quatro os erros principais que polemiza a teologia da igreja ivv, são eles:
1 – A natureza de Deus (a doutrina da trindade)
– o que o ministério voz da verdade prega e crê (ivv)
O Ministério Voz da Verdade crê que existe UM SÓ DEUS,e não TRÊS DEUSES. Um só Deus ,se manifestando de várias formas: como PAI,criador do mundo,como FILHO,veio resgatar o homem do pecado e como ESPÍRITO SANTO está atuando hoje em nossas vidas.(site oficial)
2- Análise das Crenças Unicistas da Igreja Voz da Verdade
Para nós, trinitaristas, Jesus é uma pessoa muito amada a quem tributamos honra, glória e louvor (Ap 5.11-13). Nestes versículos bíblicos, Jesus, o Cordeiro, recebe com Deus, o Pai, adoração de todos os anjos do céu.
Demais disso, não cremos tampouco em três deuses, isto se chama triteísmo. Este falso conceito de Deus divide a substância divina conseqüentemente em três Seres separados. Por outro lado, a crença ortodoxa na Trindade nunca admite isso, pois as escrituras falam de um só Deus e não três.
Inquestionavelmente, aceitamos que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, com apoio de Cl 2.9, que diz: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Duas naturezas – a divina ...e o Verbo era Deus (Jo 1.1); e a humana ...e o Verbo se fez carne (Jo 1.14) em uma só pessoa.
Paralelamente, afirmamos com 1 João 5.20, que Jesus é o verdadeiro Deus: E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (destaque nosso). Mas a IVV não crê assim, como lemos na sua declaração de fé citada: colocam o Pai e o Filho como personificações e não como personalidades distintas na Trindade.
3 – a bíblia – um livro cristocêntrico
Que a Bíblia fala de uma pessoa central e que a Bíblia é um livro cristocêntrico, não há dúvidas. Que há um só Deus e que o primeiro mandamento proíbe a existência de outros deuses, nenhum cristão genuíno nega Não terás outros deuses diante de mim (Dt 5.7).
No entanto, Deus é uma palavra polissêmica que se emprega para o Pai (Ef 1.3), para o Filho (1 Jo 5.20) e para o Espírito Santo (At 5.3-4). Tanto é que Deus em Gn 1.1 se aplica à Trindade, pluralidade em unidade. No princípio criou Deus (Elohim) o céu e a terra. A palavra Elohim aparece cerca de 2.500 vezes nas Escrituras hebraicas. Isso é repetido em Gn 1.26 quando o verbo façamos e o pronome nossa aparecem no plural indicando uma pluralidade na unidade. Pluralidade de pessoas e unidade de natureza.
Que outra maneira haveria de explicar-se o emprego dessa palavra senão para indicar a pluralidade de pessoas nesse único Deus?
Acresce de importância quando se sabe que existe uma palavra Eloah para referir-se a Deus de modo singular. O uso de Elohim, com referência à Trindade, se torna mais acentuado pelo fato de que a palavra se usa algumas vezes em concordância com verbos e pronomes no plural, enfatizando-se a forma plural da palavra.
alguns exemplos:
Gênesis 1.26: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...
Nota: O uso do verbo façamos e do pronome nossa é revelador do sentido de que Elohim serve para indicar a pluralidade de pessoas. Sabemos que o nome Elohim por si só não prova a unidade composta, no entanto o contexto apóia a unidade composta de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.7).
Gênesis 3.22: Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.
Nota: O uso do pronome plural nós indica pluralidade de pessoas.
Gênesis 11.7: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Nota: Enquanto o substantivo Deus está no singular, os verbos desçamos e confundamos flexionam-se na primeira pessoa do plural indicando pluralidade de pessoas na unidade.
De modo algum podemos dizer que há uma só pessoa na divindade, os fatos quando claramente analisados não comportam tal idéia.
4 - contra a trindade
O senhor Antonio Carlos Prieto Martins, no artigo Manifestações de Deus e não de Pessoas Distintas no site oficial do Conjunto Voz da Verdade declara:
O principal motivo da doutrina romana é confundir os crentes salvos em Cristo Jesus, os quais possuem um contato íntimo com Deus e sabe muito bem quem é Deus, e de nada é confundido. Essa doutrina de que existem 3 Pessoas distintas é tão contraditória, que quem tenta explicá-la, acaba se confundindo e diminuindo o poder de Deus.
Vocês não crêem na Trindade?
Resposta: “Não cremos neste conceito de TRINDADE onde apresentam 3 pessoas distintas,separadas,pois neste conceito Jesus fica menor e sabemos que Jesus não é o filho eterno.” “Este conceito de trindade coloca Jesus em segundo lugar,tirando a glória Dele.”(site oficial)
Resposta Apologética:
Se estas palavras partissem de uma Testemunha de Jeová entenderíamos a falta de critério usado na abordagem da questão, mas partindo do site de um conjunto que se diz comungar com as igrejas evangélicas, isto é tanto inadmissível como perigoso.
A doutrina da Trindade já existia muito antes de aparecer a Igreja Católica. O termo foi cunhado já no início do II século em sua forma grega, primeiramente por Teófilo; e em sua forma latina, por Tertuliano.O Concílio de Nicéia em 325 a.D. reconheceu a deidade absoluta de Jesus, contestando a doutrina de Ário, que ensinava ser Jesus uma criatura de Deus.
É preciso ainda diferenciar tecnicamente entre Trindade Ontológica e Trindade Econômica para não cairmos no mesmo erro da citação acima de que Este conceito de trindade coloca Jesus em segundo lugar,tirando a glória Dele.
Por Trindade Ontológica queremos dizer que a divindade co-existiu por toda a eternidade tendo a mesma substância, poder e glória iguais. Já a Trindade Econômica é como esse mesmo Deus Triúno se manifestou na história do mundo, em específico na salvação do homem. Há como uma divisão de tarefas para cada membro da Trindade: primeiro o Pai planejou, segundo o Filho executou esse plano de redenção deixando a última parte ao Espírito Santo, o qual aplica a regeneração e a santificação desta obra no coração do salvo. Daí a seqüência: 1º - Pai, 2º - Filho e 3º - Espírito Santo. Erra barbaramente quem pensa que esta seqüência prova algum tipo de desigualdade entre os membros da Trindade. É puramente uma questão funcional e não de natureza.
5 - Uso de Palavras Não-bíblicas
Freqüentemente os unicistas desafiam para provar que se mostre na Bíblia a palavra Trindade, alegando que essa palavra não se encontra na Bíblia.
Resposta Apologética:
Primeiramente, a argumentação de que a palavra Trindade não é encontrada na Bíblia é algo de pouca monta, já que a doutrina da Trindade é evidente através das Escrituras Sagradas. Não devemos supor, que pelo fato de o nome do senhor Carlos Moysés não estar escrito em sua casa, que não deve morar lá nenhum Carlos Moysés. Mas é justamente isso que fazem os unicistas da IVV. A esse respeito declarou Myer Pearlman: É verdade que a palavra Trindade não aparece no Novo Testamento; é uma expressão teológica, que surgiu no segundo século para descrever a divindade. Mas o planeta Júpiter existiu antes de receber este nome; e a doutrina da Trindade encontrava-se na Bíblia antes que fosse tecnicamente chamada Trindade (“Conhecendo as Doutrinas da Bíblia.” Myer Pearlmen. Ed. Vida,1977, p. 51). Essa analogia de Myer Pearlmen é suficiente para refutarmos a argumentação de que a palavra Trindade não aparece na Bíblia, já que o fato da palavra não aparecer na Bíblia não significa que essa doutrina não seja bíblica.
Em segundo lugar, é importante lembrar que os unicistas também utilizam palavras que não se encontram na Bíblia. Palavras como manifestações, modos do Pai, Filho e Espírito Santo, não se encontram na Bíblia. Seus livros estão cheios de expressões como Paternidade de Cristo, o Deus homem etc. Inclusive a expressão A Voz da Verdade não se encontra na Bíblia.
6 – O Significado de Pai e Filho na Divindade
Os unicistas afirmam que se a doutrina da Trindade for aceita isto conduz a uma absurda conclusão de Jesus ter dois pais divinos, pois a Bíblia afirma que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.35) e ainda foi chamado Filho de Deus. Como poderia Jesus ser chamado Filho de Deus e ao mesmo tempo ser gerado pelo Espírito Santo?
...se o Pai fosse uma pessoa distinta e o Espírito Santo outra pessoa,quem seria o Pai do homem Jesus? (site oficial)
Como poderia, perguntam, a segunda pessoa da Trindade ser gerada pela terceira Pessoa da Trindade?
Resposta Apologética:
Esse argumento é igual ao usado pelos mórmons quando falam da Trindade. No entanto, os mórmons admitem uma mãe celestial e que o Pai celestial desceu do céu com um corpo de carne e ossos e gerou de Maria a Jesus, retornando ao céu. Quando a Bíblia fala sobre o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1.2-3) e Jesus como Filho de Deus não está expressando que Deus foi literalmente o progenitor de Jesus, ou de Jesus como sendo de literal progênie de Deus Pai. Tal conceito leva a admitir que Deus tem características sexuais humanas. Essa admissão é encontrada em mitologias pagãs, mas completamente estranha à revelação bíblica.
Quando nós, com base nas Escrituras, chamamos a Deus de Pai e Jesus de o Filho estamos falando simbolicamente e não literalmente. Estamos dizendo que o relacionamento amoroso que existe entre Deus Pai e Jesus é semelhante ao amor de um pai para com o seu filho, mas sem as características que existem no relacionamento entre pai e filho, fisicamente falando. Quando entendemos isso, não vemos problemas em afirmar que aquele que criou o corpo humano de Jesus foi o Espírito Santo (Jo 1.14), muito embora o Pai e o Espírito Santo sejam pessoas distintas na divindade.
7 – a questão das expressões: sociedade, sócios ou semelhantes
O Conjunto Voz da Verdade declara: Observação: A Bíblia nos alerta quanto à quantidade variada de deuses. Portanto, é na própria Bíblia onde encontramos a afirmação que não há trindade ou variedade de deuses... pois jamais o Senhor permitiria sociedade em sua divindade.
Resposta Apologética:
Cremos na existência de um só Deus eternamente subsistente em três Pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo (Gn 1.26 comparado com Mt 28.19). Não somos triteístas. Somos monoteístas (Is 43.10; 44.6 comparado com Ap 1.17; 48.12).
Outra observação importante que devemos fazer é que estranhamente este argumento utilizado pela Igreja Voz da Verdade é o mesmo usado no islamismo. Assim como o Pr. Carlos Alberto Moysés declara várias vezes que Deus não tem sócios, sociedade ou semelhantes, Maomé no sétimo século declarava também. Ambos confundem a unidade composta de Deus, e por não entenderem a pluralidade de pessoas na unidade divina, concluem precipitadamente que se trata de uma sociedade ou sócios.
A Igreja Voz da Verdade declara:
Dizemos que são manifestações de UM DEUS SÓ,somente não cremos que sejam 3 Pessoas distintas (separadas) cada um com a sua personalidade,como é pregado, pois sendo assim seriam 3 Deuses e não UM.E sabemos que DEUS É UM. Vou escrever novamente para que não haja dúvidas: Deus é o PAI,O MESMO DEUS É O FILHO,O MESMO DEUS ESTÁ HOJE CONOSCO COMO ESPÍRITO SANTO.( Site oficial - Suely Moysés Cufone)
Resposta Apologética:
Primeiramente, o Espírito Santo procede do Pai e não é o Pai. Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26). Se Jesus é tanto o Pai como é o Filho então porque Jesus apelou para o Pai como sua testemunha: E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8.16-18)?
Essa defesa de Jesus perante seus adversários só teria validade se o Pai fosse uma pessoa diferente da do Filho e não o próprio Filho. Será que as palavras perderam o sentido? Se não perderam vemos então duas pessoas: o Pai, dando testemunho de Jesus. Não podemos perder de vista também o fato de que em João 5.32 está escrito: “Há outro que testifica de mim...” Aqui o termo empregado para outro foi allos que denota, mais uma vez, uma pessoa diferente daquela que está falando. Segundo o Greek English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature, significa outro da mesma raça (citado na Teologia Sistemática, Stanley M. Orton – CPAD Pág. 682) . O “Dicionário Vine” declara O termo allos denota uma diferença numérica e denota “outro do mesmo tipo”(pág. 839). Este termo é o mesmo que aparece em João 5.7-43 para falar de outra pessoa distinta e não de meras manifestações.(conf. Concordância Fiel do Novo Testamento Vol. I, Grego-Português, pág. 35).
Segundo, Jesus não é o Pai, pois ensinou a orar: Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (Mt 6.9). Jesus estava na terra e o Pai estava no céu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt 3.16-17). Perguntamos: quem falava do céu, enquanto Jesus saía das águas?
Pode Deus ser mais de uma pessoa?
Observemos a confissão de fé judaica que reza: “Shema,Israel:Adonai Elohenu Adonai Echad”
Embora o texto áureo do monoteísmo: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor (Dt 6.4), diga que Jeová é “único” ou “um”, esta unidade, entretanto, não é absoluta. A palavra único no original “echad” está no construto, revelando uma unidade composta. Semelhantemente, a palavra (echad) aparece com a mesma idéia de pluralidade em Gênesis 2.24 onde diz que Adão e Eva ...serão ambos uma só carne (cf. 11.1-6; Ez. 37.17I Co. 6.16-17). Ninguém jamais pensou em fabricar uma imagem de Adão com duas máscaras! A IVV deveria saber que a palavra com idéia de unidade absoluta é yachid, usada em Gênesis 22.2 onde diz “Toma agora o teu filho o teu único filho...” e também Provérbios 4:3 Jeremias 6;26, e não yachad usada no texto em lide.
Ainda levando em consideração o fato de os judeus em seus confrontos com os cristãos não saberem responder a estes sobre a Trindade, resolveram em seu “Princípios de Fé” trocar a palavra “echad” por “yachid”, mostrando uma flagrante contradição com o texto hebraico original. (As Seitas Perante a Bíblia – pág. 59-61, César Vidal Manzanares, ed. São Paulo – 1994)
Junta-se a este testemunho uma citação de Zoar, um dos clássicos da literatura judaica:
“Escuta, ó Israel: Yavé nosso Deus, Yavé é uno. Porque haverá de mencionar o nome de Deus nesse versículo? O primeiro Javé é o pai de cima, o segundo é a descendência de Jessé, o messias que virá da família de Jessé passando por David. O terceiro é o caminho que está debaixo, isto é, o Espírito Santo que nos mostra o caminho, e estes três são um”. (ibdem )
ELOHIM
A palavra hebraica Elohim que se encontra em Gn 1:1, 16,26 e em muitos outros é a forma plural de Eloah. Muitos têm alegado que essa palavra expressa apenas um plural majestático, mas não há um consenso entre os estudiosos e mesmo entre os rabinos judaicos, pois eles não entendendo perfeitamente essa palavra e tentando preservar o monoteísmo judaico, deram o nome de plural de majestade, entretanto um dos maiores rabinos de Israel, Shimeon Ben Joachi pronunciou a respeito dessa palavra o seguinte:
“ Observai o mistério da palavra Eloim;encerra três graus,três partes;cada uma destas partes é distinta,e é uma por si mesma, e não obstante são inseparáveis uma da outra; estão unidas juntamente e formam um só todo ” (“Como Responder às Testemunhas de Jeová” Vol. I, Esequias Soares da Silva, editora Candeia)
IV –Natureza x Personalidade
Que uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda natureza com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um pastor que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado dessas palavras. Tal circunstância leva confusão aos grupos evangélicos de todo o Brasil, onde o Conjunto Voz da Verdade é muito apreciado.
Qual a diferença entre natureza e personalidade?
Natureza: é a essência ou condição própria de um ser. O Pai é uma pessoa espiritual e sua natureza é absolutamente divina. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pe 1.3).
Personalidade: é individualidade consciente. Personalidade indica um ser que tem inteligência, vontade própria e sensibilidade, tal é a Persona Deitatis. O Pai é
uma pessoa espiritual, com vontade própria (1 Co 12.11), inteligência (1 Co 2.10); e sensibilidade (Ef 4.30), assim também é o Filho e o Espírito Santo.
1 – Pai – Personalidade ou Natureza Divina?
O Voz da Verdade Declara:
Quando falamos Pai é a divindade e quando falamos Jesus é o Filho?
Sim,quando Filipe perguntou a Jesus mostra-nos o Pai,é o que nos basta.Jesus falou:
HÁ TANTO TEMPO ESTOU CONVOSCO E NÃO ME TENDES CONHECIDO,AS OBRAS QUE EU FAÇO NÃO FAÇO POR MIM MESMO MAS O" PAI QUE ESTÁ EM MIM "É QUEM AS FAZ.
Resposta Apologética:
Em nenhum momento a Bíblia aponta esta sutil diferença criada pelos unicistas da IVV. Aliás, quando são pressionados a responderem para quem Jesus orava, saem pela tangente com a resposta de que a carne estava orando ao espírito, o que é absolutamente irracional do ponto de vista bíblico. A Bíblia nunca faz confusão quanto a identidade e natureza do Pai e do Filho. O nome Jesus não tem anda a ver com a natureza de Filho. Raciocinemos: Se o nome de Deus Pai é Jesus, então por que o próprio Jesus disse que teria um novo nome. Demais disso diz ainda que escreveria o nome do seu Deus na nova Jerusalém. Então Deus e Jesus tem nomes diferentes, conseqüentemente duas pessoas distintas.
2 – Filho – Personalidade ou Natureza Humana?
A Natureza de Jesus Vista pela IVV
É lógico a parte humana chamava-se "FILHO" “O anjo disse a Maria: ...o ente santo que há de nascer “SERÁ “chamado FILHO DE DEUS. Será chamado , não era Filho antes. O ministério de "Filho"veio com o seu nascimento aqui na Terra.” (site oficial)
Resposta Apologética:
Como é possível que pessoas tão despreparadas venham argumentar sobre aquilo que desconhecem? O nome Jesus foi dado quando o Filho de Deus se fez carne. E dará à luz um filho e chamará o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21) Jesus é o nome humano do Filho de Deus dado pelo anjo Gabriel a Maria: E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus (Lc 1.31).
Para eles, o Filho, como pessoa espiritual, nunca existiu. Jesus, como Filho de Deus, passou a existir só depois do seu nascimento em Belém de Judá, pois Filho é apenas a natureza humana de Jesus.
Esse ensinamento é tão grave, tão herético que em 1 João 2.22 lemos: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
3 – Espírito Santo – Pessoa Própria ou O Pai?
“Deus que é Espírito,foi chamado de Pai e veio ao mundo como homem morrer pelos nossos pecados. Foi revelado seu nome aos homens: JESUS.” “Não existem 2 Espíritos,ou seja o Espírito do Pai que é Deus e o Espírito Santo. A Bíblia é bem clara UM SÓ ESPÍRITO.É este Espírito Santo que está atuando no nosso meio,hoje. (site oficial)
Resposta Apologética:
A Bíblia mostra a personalidade do Espírito Santo e não que o Espírito Santo é o Pai. Sua personalidade é demonstrada pelos atributos de pessoa que possui: a) inteligência (1 Co 2.10); vontade própria (1 Co 12.11) e sensibilidade ou emoção (Ef 4.30). Pode-se afirmar que uma pessoa é alguém que, quando fala, diz: EU; quando alguém se dirige a ela, diz: TU; e quando se fala dela se diz: ELA. Isso se vê do Espírito Santo em:
E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro[allos] Consolador (o Espírito Santo), para que fique convosco para sempre. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai (Ele) enviará em meu nome (Eu), esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará (Ele) lembrar de tudo quanto (eu, Jesus) vos tenho dito (Jo 14.16-26).
E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu vos enviei (At 10.19-20). Além disso, o Espírito Santo exerce atividades pessoais, tais como: b) Ele ensina e faz lembrar os crentes (Jo 14.26); c) Ele testifica de Cristo (Jo 15.26); d) Ele guia em toda a verdade (Jo 16.13); e) Ele glorifica a Jesus (Jo 16.14); f) Ele intercede pelos santos (Rm 8.26).
4 – A Quem Foi Paga a Nossa Redenção
A quem Cristo pagou o resgate? Se for negada a doutrina ortodoxa da Trindade (negando-se uma distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme quer o modalismo), Cristo teria de pagar o resgate ou à raça humana ou a Satanás. Posto que a humanidade está morta em transgressões e em pecados (Ef 2.1), nenhum ser humano teria o direito de exigir que o Cristo lhe pagasse resgate. Sobraria, portanto, Satanás. Nós, porém, nada devemos a Satanás. E a idéia de Satanás exigir resgate pela humanidade é blasfêmia, por causa das implicações. Ao contrário: o resgate foi pago ao Deus Trino e Uno para satisfazer as plenas reivindicações da justiça divina contra o pecador caído: E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (Ef 5.2) (destaque nosso).
Embora mereçamos o castigo decorrente da justiça de Deus (Rm 6.23), somos justificados pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, somente: E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (1 Co 6.11). Fica claro que a doutrina essencial da expiação vicária, na qual Cristo carregou nossos pecados na sua morte, depende do conceito trinitariano. O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz (“Teologia Sistemática”, Stanley M. Horton. CPAD, 1999, p. 180).
5 - Argumentos de fácil refutação
Basicamente os textos bíblicos utilizados pelos grupos que defendem a idéia de que Jesus Cristo é o Pai e o Espírito Santo ao mesmo tempo, são:
1 - Eu e o Pai somos um (Jo 10.30).
2 - Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?
3 -Quem me - vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9)
4 - E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22).
5 - Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).
1. Eu e o Pai somos um (Jo 10.30).
Resposta Apologética:
O artigo “Um” no grego, nesse versículo, está no neutro, hen, e não no masculino, heis, e mostra assim duas pessoas numa só Deidade. Além disso, o verbo está no plural “somos” e não no singular “sou”, não pode, portanto, Pai e Filho serem a mesma pessoa.
Jesus não está dizendo que é a mesma pessoa do Pai, mas que Ele e o Pai, são duas pessoas distintas, em unidade divina. Portanto, João 10.30 deve ser entendido como uma declaração de Jesus da sua unicidade de natureza essencial com Deus, isto é, que Ele é essencialmente igual a Deus
2. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9).
Resposta Apologética:
Encontramos aqui uma reiteração da mesma substância da declaração do versículo 7 deste capítulo: Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Ver o Pai não consiste em meramente contemplar a sua presença corporal, mas em conhecê-lo. Fica subentendido que não ver o Pai, na pessoa de Jesus, é o mesmo que não conhecê-lo. O Filho é o único expositor do Pai aos homens (Mt 11.27; Jo 12.44-45; Cl 1.15; Hb 1.3; 1 Tm 6.16). O versículo seguinte destrói completamente os argumentos modalistas: “As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”. Por ventura se eu orasse: “Senhor, permita que as pessoas te vejam em mim”, iria você pensar que eu e Deus somos a mesma pessoa? Claro que não!. Jesus tampouco estava tentando incutir em Filipe que Ele e o Pai eram a mesma pessoa, mas que tão somente Deus poderia ser visto mais facilmente em Jesus pelas obras realizadas através Dele.
3. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22).
Resposta Apologética:
O Senhor Jesus faz aqui uma doação preliminar do Espírito Santo, que era o símbolo da promessa e a garantia de que seria concretizada a vinda do Espírito Santo, quando o Senhor Jesus fosse glorificado (Jo 7.39). Essa vinda, em seu total poder, não poderia anteceder de forma alguma a ascensão de Jesus e a sua glorificação (Jo 16.7). Porém o Senhor Jesus quis mostrar que essa pessoa divina viria (Jo 14.16-26), por isso concedeu aos seus discípulos algo simbólico do poder que haveriam de receber mais tarde em plena medida (Atos 2).
4. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).
Resposta Apologética:
Neste versículo, a expressão Senhor se refere a Cristo, identificando o Espírito Santo com a mesma natureza e divindade de Jesus, e não que Ele seja a mesma pessoa. Basta observar que no versículo seguinte, o apóstolo separa as pessoas: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2 Co 3.18).
6 - Algumas Provas Bíblicas de Que Jesus Não é o Pai:
Em todo o tempo em que Jesus esteve na terra, o Pai esteve no céu: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16). Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus (Mt 5.48).
Jesus disse que confessaria os homens que O confessassem, diante do Pai: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32-33).
O Senhor Jesus Cristo está hoje à destra do Pai: E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus (At 7.54-56).
Deus Pai é Pai de Jesus e não Jesus é Pai de si mesmo: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor, Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3). Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor (2 Jo 3).
Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si próprio: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou (Lc 23.46).
Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai: Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas (Jo 10.15).
7 – Algumas Provas Bíblicas de Que o Espírito Santo Não É Jesus:
O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente do Pai e do Filho: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16). Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26).
O Filho pode ser blasfemado e o pecador culpado disso encontra perdão. Mas, se o Espírito Santo for blasfemado, essa pessoa não encontra perdão. Isto prova haver duas Pessoas: Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro (Mt 12.31-32).
O Espírito Santo não veio falar de si mesmo ou glorificar a si mesmo, mas sim para glorificar a Jesus: Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13-14).
A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde se assentou à destra de Deus Pai: E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.39). De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis (At 2.33).
Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era espírito. Portanto, Ele não podia ser nem o Pai (Jo 4.24) nem o Espírito Santo (Jo 14.16-17-26; 15.26;16.7-15), pois esses são seres espirituais: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho (Lc 24.39).
Distinção muito clara é feita entre as três Pessoas da Trindade: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizandoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém (2 Co 13.14).
Considerações finais
As igrejas evangélicas unicistas são antitrinitaristas. No entanto, devemos apontar que seu antitrinitarismo não é igual à posição adotada pelos unitaristas (Testemunhas de Jeová). Pois os unicistas não nutrem idéias preconceituosas contra a divindade de Jesus, como é o caso do unitarismo. Ironicamente os unicistas são antitrinitaristas pelo fato de acharem que a divindade é exclusivamente a pessoa de Jesus, não compreende a unidade composta de Deus.
Outra observação que devemos fazer é que os antitrinitaristas, na maioria das vezes, rejeitam a doutrina bíblica da Trindade, por não compreenderem a pluralidade de pessoas na deidade, já que para eles é impossível conceber a pluralidade de pessoas com o monoteísmo de Deuteronômio 6.4. Assim, acreditam eles que a doutrina da Trindade não passa de um triteísmo mascarado, logo politeísmo, contrário ao monoteísmo.
Entendemos a dedicação e os muitos esforços humanos dos unicistas, em especial seu raciocínio para descrever e explicar Aquele que é essencialmente inexplicável ou como dizem os trinitarianos: A doutrina da Trindade é mistério – Verdadeiramente tu és o Deus misterioso, o Deus de Israel, o Salvador (Is 45.17 – Versão Atualizada).
Finalmente, o autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.
Dados colhidos do site oficial do Conjunto Voz da Verdade http://www.vozdaverdade.com.br, do ministério Voz da Verdade.
A Igreja Voz da Verdade é uma igreja unicista. Esse grupo religioso ficou conhecido no meio evangélico por causa do conjunto de mesmo nome. O Pastor e vocalista Carlos A Moysés costuma distribuir em seus shows, um CD cujo título é O Mistério de Deus – Cristo. Nele o referido pastor faz apologia das doutrinas unicistas, que sustenta haver uma única pessoa que se manifestou ora como Pai, ora como o Filho e como Espírito Santo cujo nome seria Jesus. Prega ainda o batismo somente em nome de Jesus.
I – História da Igreja Voz da Verdade
Dados do site oficial diz que esta igreja foi fundada oficialmente em 1978 em Santo André – São Paulo - por Fued Moysés. Ele se converteu no cinema, durante uma sessão do filme Quo Vadis. Fued conta que Jesus lhe tocou a face, saindo da tela de projeção em carne e osso, e, naquele momento, ter-lhe-ia dado a incumbência de pregar o Evangelho, mas infelizmente o pastor de origem árabe, recebeu a influência de missionários unicistas americanos, que fundaram a Igreja Pentecostal Unida no Brasil. Conta o pastor Carlos Moysés, que quando seu pai começou a pregar a doutrina unicista, perdeu metade dos membros da igreja.
Os jovens gostam ou gostavam muito desse conjunto, por causa de seu estilo, que se ajusta ou ajustava bem ao espírito juvenil.
Há três grupos religiosos que com muita facilidade ainda têm acesso a púlpitos de muitas igrejas genuinamente evangélicas e conseguem se camuflar no meio do povo de Deus. Eles não são ortodoxos, ou seja, são contra o Cristianismo histórico, revelado na Bíblia e, por isso, representam uma ameaça à unidade e a doutrina da Igreja. São eles: a Igreja Local de Witness Lee, a Igreja Voz da Verdade e a Igreja Adventista.
1 – onde está o problema?
Antes de tudo é preciso escoimar a acusação por vezes perpetuada de que nós estamos perseguindo o tal conjunto e sua igreja. Longe disso, tão somente queremos alertar aqueles que buscam com sinceridade a verdade do evangelho a discernir melhor entre heresia e ortodoxia. Mas há quem afirme que se trata de uma questão meramente secundária, isso de ambas as partes. Outros entendem que o problema não é grave, dizendo que o Espírito Santo não está preocupado com sistemas teológicos como trinitarismo, nem com o unicismo. Respeitamos tais opiniões, todavia afirmar tal coisa é o mesmo que dizer que o Espírito Santo não está preocupado com a verdade, sendo que ambas as correntes: trinitarismo e unicismo se excluem mutuamente. Por isso, apresentaremos a raiz do problema, para que cada cristão possa discernir e compreender a questão. Antes, porém, convém analisar as raízes históricas da teologia unicista.
II –Antecedentes histórico
1 – Desenvolvimento Histórico da Heresia
No segundo século da era cristã, a Igreja saiu ilesa contra o gnosticismo (doutrina que negava o Jesus homem). Diziam que Ele teve um corpo docético – fantasma – e por isso não sofreu.
Perguntas que surgiram:
Se Jesus é Deus absoluto como fica o monoteísmo judaico—cristão?
Se o Logos é subordinado ao Pai, isso não compromete a divindade de Jesus?
Para tentar responder a estas questões surgiram algumas tendências heréticas, tais como:
Monarquianismo – expressão derivada da exclamação: “Monarchiam tenemus. “conservamos a monarquia” ( Tertuliano, Adv. Praxeam 3). Apresentava duas correntes: os dinâmicos e os modais.
Dinâmicos – diziam que Deus deu força e poder (dynamis ) a Jesus, adotando-o como Filho. Negando assim a divindade absoluta de Jesus, e também a Trindade – era o prenúncio do arianismo, que negava a eternidade de Jesus.
Modais – ensinavam que as três Pessoas da divindade se manifestavam por vários modos, daí o nome modalista. Desenvolveram a idéia de que o Pai nasceu e o Pai sofreu, sendo eles jocosamente classificados por Cipriano de patripassionistas..
2 – história do unicismo moderno (o retorno da velha heresia sabeliana)
Essa doutrina surgiu em uma reunião pentecostal das igrejas Assembléias de Deus realizada em abril de 1913, em Arroyo Seco, nos arredores de Los Angeles, na Califórnia, numa cerimônia de batismo. O preletor, R. E. McAlister, disse que os apóstolos batizavam em nome do Senhor Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e quando as pessoas ouviram isso ficaram atônitas. McAlister foi notificado que seu ensino possuía elementos heréticos. Ele tentou esclarecer sua prédica, mas ela já havia produzido efeito. Um de seus ouvintes era John Sheppe que após aquela mensagem, passou uma noite em oração, refletindo a mensagem de McAlister e concluiu que Deus havia revelado o batismo verdadeiro que seria somente em nome de Jesus. Também Franck J. Ewart, australiano, adotou essa doutrina e em 15 de abril de 1914 levantou uma tenda em Belvedere, ainda nos arredores de Los Angeles, e passou a pregar sobre a fórmula batismal de Atos 2.38. Comparando com Mt 28.19, chegou à conclusão de que o nome de Deus seria então somente o nome Jesus.
É verdade que o batismo somente no nome de Jesus era praticado por pastores pentecostais como Howard Goss e Andrew Urshan, mas foi somente com Franck J. Ewart que o batismo em nome de Jesus desenvolveu teor teológico próprio. Assim, em 15 de abril de 1914, Franck J. Ewart e Glenn Cook se batizaram mutuamente com a nova fórmula. Esse movimento começou então a crescer em cima dessa polêmica e ficou conhecido por vários nomes como: Nova Questão, movimento Somente Jesus, o Nome de Jesus, Apostólico, ou Pentecostalismo Unicista.
A essência da doutrina unicista é a centralização no nome de Jesus. Os teólogos unicistas entendem que a expressão em nome, de Mateus 28.19 referindo ao Pai, Filho e Espírito Santo são apenas nomes singulares de Jesus. Assim, o que parecia ser apenas uma polêmica referente à fórmula batismal resultou na negação da doutrina da Trindade. Os unicistas não aceitam a pluralidade de pessoas na unidade Divina, qualquer referência à idéia de Trindade eles interpretam como sendo várias manifestações de Deus ou de Jesus. Logo não são contra a Trindade pelo fato de não crer que Jesus seja Deus, mas ironicamente pelo fato de crer que Deus é só Jesus.
3 – Principais grupos unicistas modernos
-Igreja Evangélica Voz da Verdade (IEVV);
-Igreja Só Jesus;
-Igreja Local (Witness Lee)
-Adeptos do Nome Yehoshua e Suas Variantes;
-Tabernáculo da Fé.
-A Voz da Pedra Angular (Willian Soto Santiago)
-Ministério Internacional Creciendo en Gracia
-Igreja Cristo Vive (do apostolo Miguel Ângelo)
-Pentecostal Novo Nascimento em Cristo e outras...
4 - Os Quatro Erros
São basicamente quatro os erros principais que polemiza a teologia da igreja ivv, são eles:
1 – A natureza de Deus (a doutrina da trindade)
– o que o ministério voz da verdade prega e crê (ivv)
O Ministério Voz da Verdade crê que existe UM SÓ DEUS,e não TRÊS DEUSES. Um só Deus ,se manifestando de várias formas: como PAI,criador do mundo,como FILHO,veio resgatar o homem do pecado e como ESPÍRITO SANTO está atuando hoje em nossas vidas.(site oficial)
2- Análise das Crenças Unicistas da Igreja Voz da Verdade
Para nós, trinitaristas, Jesus é uma pessoa muito amada a quem tributamos honra, glória e louvor (Ap 5.11-13). Nestes versículos bíblicos, Jesus, o Cordeiro, recebe com Deus, o Pai, adoração de todos os anjos do céu.
Demais disso, não cremos tampouco em três deuses, isto se chama triteísmo. Este falso conceito de Deus divide a substância divina conseqüentemente em três Seres separados. Por outro lado, a crença ortodoxa na Trindade nunca admite isso, pois as escrituras falam de um só Deus e não três.
Inquestionavelmente, aceitamos que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, com apoio de Cl 2.9, que diz: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Duas naturezas – a divina ...e o Verbo era Deus (Jo 1.1); e a humana ...e o Verbo se fez carne (Jo 1.14) em uma só pessoa.
Paralelamente, afirmamos com 1 João 5.20, que Jesus é o verdadeiro Deus: E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (destaque nosso). Mas a IVV não crê assim, como lemos na sua declaração de fé citada: colocam o Pai e o Filho como personificações e não como personalidades distintas na Trindade.
3 – a bíblia – um livro cristocêntrico
Que a Bíblia fala de uma pessoa central e que a Bíblia é um livro cristocêntrico, não há dúvidas. Que há um só Deus e que o primeiro mandamento proíbe a existência de outros deuses, nenhum cristão genuíno nega Não terás outros deuses diante de mim (Dt 5.7).
No entanto, Deus é uma palavra polissêmica que se emprega para o Pai (Ef 1.3), para o Filho (1 Jo 5.20) e para o Espírito Santo (At 5.3-4). Tanto é que Deus em Gn 1.1 se aplica à Trindade, pluralidade em unidade. No princípio criou Deus (Elohim) o céu e a terra. A palavra Elohim aparece cerca de 2.500 vezes nas Escrituras hebraicas. Isso é repetido em Gn 1.26 quando o verbo façamos e o pronome nossa aparecem no plural indicando uma pluralidade na unidade. Pluralidade de pessoas e unidade de natureza.
Que outra maneira haveria de explicar-se o emprego dessa palavra senão para indicar a pluralidade de pessoas nesse único Deus?
Acresce de importância quando se sabe que existe uma palavra Eloah para referir-se a Deus de modo singular. O uso de Elohim, com referência à Trindade, se torna mais acentuado pelo fato de que a palavra se usa algumas vezes em concordância com verbos e pronomes no plural, enfatizando-se a forma plural da palavra.
alguns exemplos:
Gênesis 1.26: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...
Nota: O uso do verbo façamos e do pronome nossa é revelador do sentido de que Elohim serve para indicar a pluralidade de pessoas. Sabemos que o nome Elohim por si só não prova a unidade composta, no entanto o contexto apóia a unidade composta de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.7).
Gênesis 3.22: Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.
Nota: O uso do pronome plural nós indica pluralidade de pessoas.
Gênesis 11.7: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
Nota: Enquanto o substantivo Deus está no singular, os verbos desçamos e confundamos flexionam-se na primeira pessoa do plural indicando pluralidade de pessoas na unidade.
De modo algum podemos dizer que há uma só pessoa na divindade, os fatos quando claramente analisados não comportam tal idéia.
4 - contra a trindade
O senhor Antonio Carlos Prieto Martins, no artigo Manifestações de Deus e não de Pessoas Distintas no site oficial do Conjunto Voz da Verdade declara:
O principal motivo da doutrina romana é confundir os crentes salvos em Cristo Jesus, os quais possuem um contato íntimo com Deus e sabe muito bem quem é Deus, e de nada é confundido. Essa doutrina de que existem 3 Pessoas distintas é tão contraditória, que quem tenta explicá-la, acaba se confundindo e diminuindo o poder de Deus.
Vocês não crêem na Trindade?
Resposta: “Não cremos neste conceito de TRINDADE onde apresentam 3 pessoas distintas,separadas,pois neste conceito Jesus fica menor e sabemos que Jesus não é o filho eterno.” “Este conceito de trindade coloca Jesus em segundo lugar,tirando a glória Dele.”(site oficial)
Resposta Apologética:
Se estas palavras partissem de uma Testemunha de Jeová entenderíamos a falta de critério usado na abordagem da questão, mas partindo do site de um conjunto que se diz comungar com as igrejas evangélicas, isto é tanto inadmissível como perigoso.
A doutrina da Trindade já existia muito antes de aparecer a Igreja Católica. O termo foi cunhado já no início do II século em sua forma grega, primeiramente por Teófilo; e em sua forma latina, por Tertuliano.O Concílio de Nicéia em 325 a.D. reconheceu a deidade absoluta de Jesus, contestando a doutrina de Ário, que ensinava ser Jesus uma criatura de Deus.
É preciso ainda diferenciar tecnicamente entre Trindade Ontológica e Trindade Econômica para não cairmos no mesmo erro da citação acima de que Este conceito de trindade coloca Jesus em segundo lugar,tirando a glória Dele.
Por Trindade Ontológica queremos dizer que a divindade co-existiu por toda a eternidade tendo a mesma substância, poder e glória iguais. Já a Trindade Econômica é como esse mesmo Deus Triúno se manifestou na história do mundo, em específico na salvação do homem. Há como uma divisão de tarefas para cada membro da Trindade: primeiro o Pai planejou, segundo o Filho executou esse plano de redenção deixando a última parte ao Espírito Santo, o qual aplica a regeneração e a santificação desta obra no coração do salvo. Daí a seqüência: 1º - Pai, 2º - Filho e 3º - Espírito Santo. Erra barbaramente quem pensa que esta seqüência prova algum tipo de desigualdade entre os membros da Trindade. É puramente uma questão funcional e não de natureza.
5 - Uso de Palavras Não-bíblicas
Freqüentemente os unicistas desafiam para provar que se mostre na Bíblia a palavra Trindade, alegando que essa palavra não se encontra na Bíblia.
Resposta Apologética:
Primeiramente, a argumentação de que a palavra Trindade não é encontrada na Bíblia é algo de pouca monta, já que a doutrina da Trindade é evidente através das Escrituras Sagradas. Não devemos supor, que pelo fato de o nome do senhor Carlos Moysés não estar escrito em sua casa, que não deve morar lá nenhum Carlos Moysés. Mas é justamente isso que fazem os unicistas da IVV. A esse respeito declarou Myer Pearlman: É verdade que a palavra Trindade não aparece no Novo Testamento; é uma expressão teológica, que surgiu no segundo século para descrever a divindade. Mas o planeta Júpiter existiu antes de receber este nome; e a doutrina da Trindade encontrava-se na Bíblia antes que fosse tecnicamente chamada Trindade (“Conhecendo as Doutrinas da Bíblia.” Myer Pearlmen. Ed. Vida,1977, p. 51). Essa analogia de Myer Pearlmen é suficiente para refutarmos a argumentação de que a palavra Trindade não aparece na Bíblia, já que o fato da palavra não aparecer na Bíblia não significa que essa doutrina não seja bíblica.
Em segundo lugar, é importante lembrar que os unicistas também utilizam palavras que não se encontram na Bíblia. Palavras como manifestações, modos do Pai, Filho e Espírito Santo, não se encontram na Bíblia. Seus livros estão cheios de expressões como Paternidade de Cristo, o Deus homem etc. Inclusive a expressão A Voz da Verdade não se encontra na Bíblia.
6 – O Significado de Pai e Filho na Divindade
Os unicistas afirmam que se a doutrina da Trindade for aceita isto conduz a uma absurda conclusão de Jesus ter dois pais divinos, pois a Bíblia afirma que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.35) e ainda foi chamado Filho de Deus. Como poderia Jesus ser chamado Filho de Deus e ao mesmo tempo ser gerado pelo Espírito Santo?
...se o Pai fosse uma pessoa distinta e o Espírito Santo outra pessoa,quem seria o Pai do homem Jesus? (site oficial)
Como poderia, perguntam, a segunda pessoa da Trindade ser gerada pela terceira Pessoa da Trindade?
Resposta Apologética:
Esse argumento é igual ao usado pelos mórmons quando falam da Trindade. No entanto, os mórmons admitem uma mãe celestial e que o Pai celestial desceu do céu com um corpo de carne e ossos e gerou de Maria a Jesus, retornando ao céu. Quando a Bíblia fala sobre o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1.2-3) e Jesus como Filho de Deus não está expressando que Deus foi literalmente o progenitor de Jesus, ou de Jesus como sendo de literal progênie de Deus Pai. Tal conceito leva a admitir que Deus tem características sexuais humanas. Essa admissão é encontrada em mitologias pagãs, mas completamente estranha à revelação bíblica.
Quando nós, com base nas Escrituras, chamamos a Deus de Pai e Jesus de o Filho estamos falando simbolicamente e não literalmente. Estamos dizendo que o relacionamento amoroso que existe entre Deus Pai e Jesus é semelhante ao amor de um pai para com o seu filho, mas sem as características que existem no relacionamento entre pai e filho, fisicamente falando. Quando entendemos isso, não vemos problemas em afirmar que aquele que criou o corpo humano de Jesus foi o Espírito Santo (Jo 1.14), muito embora o Pai e o Espírito Santo sejam pessoas distintas na divindade.
7 – a questão das expressões: sociedade, sócios ou semelhantes
O Conjunto Voz da Verdade declara: Observação: A Bíblia nos alerta quanto à quantidade variada de deuses. Portanto, é na própria Bíblia onde encontramos a afirmação que não há trindade ou variedade de deuses... pois jamais o Senhor permitiria sociedade em sua divindade.
Resposta Apologética:
Cremos na existência de um só Deus eternamente subsistente em três Pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo (Gn 1.26 comparado com Mt 28.19). Não somos triteístas. Somos monoteístas (Is 43.10; 44.6 comparado com Ap 1.17; 48.12).
Outra observação importante que devemos fazer é que estranhamente este argumento utilizado pela Igreja Voz da Verdade é o mesmo usado no islamismo. Assim como o Pr. Carlos Alberto Moysés declara várias vezes que Deus não tem sócios, sociedade ou semelhantes, Maomé no sétimo século declarava também. Ambos confundem a unidade composta de Deus, e por não entenderem a pluralidade de pessoas na unidade divina, concluem precipitadamente que se trata de uma sociedade ou sócios.
A Igreja Voz da Verdade declara:
Dizemos que são manifestações de UM DEUS SÓ,somente não cremos que sejam 3 Pessoas distintas (separadas) cada um com a sua personalidade,como é pregado, pois sendo assim seriam 3 Deuses e não UM.E sabemos que DEUS É UM. Vou escrever novamente para que não haja dúvidas: Deus é o PAI,O MESMO DEUS É O FILHO,O MESMO DEUS ESTÁ HOJE CONOSCO COMO ESPÍRITO SANTO.( Site oficial - Suely Moysés Cufone)
Resposta Apologética:
Primeiramente, o Espírito Santo procede do Pai e não é o Pai. Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26). Se Jesus é tanto o Pai como é o Filho então porque Jesus apelou para o Pai como sua testemunha: E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8.16-18)?
Essa defesa de Jesus perante seus adversários só teria validade se o Pai fosse uma pessoa diferente da do Filho e não o próprio Filho. Será que as palavras perderam o sentido? Se não perderam vemos então duas pessoas: o Pai, dando testemunho de Jesus. Não podemos perder de vista também o fato de que em João 5.32 está escrito: “Há outro que testifica de mim...” Aqui o termo empregado para outro foi allos que denota, mais uma vez, uma pessoa diferente daquela que está falando. Segundo o Greek English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature, significa outro da mesma raça (citado na Teologia Sistemática, Stanley M. Orton – CPAD Pág. 682) . O “Dicionário Vine” declara O termo allos denota uma diferença numérica e denota “outro do mesmo tipo”(pág. 839). Este termo é o mesmo que aparece em João 5.7-43 para falar de outra pessoa distinta e não de meras manifestações.(conf. Concordância Fiel do Novo Testamento Vol. I, Grego-Português, pág. 35).
Segundo, Jesus não é o Pai, pois ensinou a orar: Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (Mt 6.9). Jesus estava na terra e o Pai estava no céu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt 3.16-17). Perguntamos: quem falava do céu, enquanto Jesus saía das águas?
Pode Deus ser mais de uma pessoa?
Observemos a confissão de fé judaica que reza: “Shema,Israel:Adonai Elohenu Adonai Echad”
Embora o texto áureo do monoteísmo: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor (Dt 6.4), diga que Jeová é “único” ou “um”, esta unidade, entretanto, não é absoluta. A palavra único no original “echad” está no construto, revelando uma unidade composta. Semelhantemente, a palavra (echad) aparece com a mesma idéia de pluralidade em Gênesis 2.24 onde diz que Adão e Eva ...serão ambos uma só carne (cf. 11.1-6; Ez. 37.17I Co. 6.16-17). Ninguém jamais pensou em fabricar uma imagem de Adão com duas máscaras! A IVV deveria saber que a palavra com idéia de unidade absoluta é yachid, usada em Gênesis 22.2 onde diz “Toma agora o teu filho o teu único filho...” e também Provérbios 4:3 Jeremias 6;26, e não yachad usada no texto em lide.
Ainda levando em consideração o fato de os judeus em seus confrontos com os cristãos não saberem responder a estes sobre a Trindade, resolveram em seu “Princípios de Fé” trocar a palavra “echad” por “yachid”, mostrando uma flagrante contradição com o texto hebraico original. (As Seitas Perante a Bíblia – pág. 59-61, César Vidal Manzanares, ed. São Paulo – 1994)
Junta-se a este testemunho uma citação de Zoar, um dos clássicos da literatura judaica:
“Escuta, ó Israel: Yavé nosso Deus, Yavé é uno. Porque haverá de mencionar o nome de Deus nesse versículo? O primeiro Javé é o pai de cima, o segundo é a descendência de Jessé, o messias que virá da família de Jessé passando por David. O terceiro é o caminho que está debaixo, isto é, o Espírito Santo que nos mostra o caminho, e estes três são um”. (ibdem )
ELOHIM
A palavra hebraica Elohim que se encontra em Gn 1:1, 16,26 e em muitos outros é a forma plural de Eloah. Muitos têm alegado que essa palavra expressa apenas um plural majestático, mas não há um consenso entre os estudiosos e mesmo entre os rabinos judaicos, pois eles não entendendo perfeitamente essa palavra e tentando preservar o monoteísmo judaico, deram o nome de plural de majestade, entretanto um dos maiores rabinos de Israel, Shimeon Ben Joachi pronunciou a respeito dessa palavra o seguinte:
“ Observai o mistério da palavra Eloim;encerra três graus,três partes;cada uma destas partes é distinta,e é uma por si mesma, e não obstante são inseparáveis uma da outra; estão unidas juntamente e formam um só todo ” (“Como Responder às Testemunhas de Jeová” Vol. I, Esequias Soares da Silva, editora Candeia)
IV –Natureza x Personalidade
Que uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda natureza com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um pastor que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado dessas palavras. Tal circunstância leva confusão aos grupos evangélicos de todo o Brasil, onde o Conjunto Voz da Verdade é muito apreciado.
Qual a diferença entre natureza e personalidade?
Natureza: é a essência ou condição própria de um ser. O Pai é uma pessoa espiritual e sua natureza é absolutamente divina. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pe 1.3).
Personalidade: é individualidade consciente. Personalidade indica um ser que tem inteligência, vontade própria e sensibilidade, tal é a Persona Deitatis. O Pai é
uma pessoa espiritual, com vontade própria (1 Co 12.11), inteligência (1 Co 2.10); e sensibilidade (Ef 4.30), assim também é o Filho e o Espírito Santo.
1 – Pai – Personalidade ou Natureza Divina?
O Voz da Verdade Declara:
Quando falamos Pai é a divindade e quando falamos Jesus é o Filho?
Sim,quando Filipe perguntou a Jesus mostra-nos o Pai,é o que nos basta.Jesus falou:
HÁ TANTO TEMPO ESTOU CONVOSCO E NÃO ME TENDES CONHECIDO,AS OBRAS QUE EU FAÇO NÃO FAÇO POR MIM MESMO MAS O" PAI QUE ESTÁ EM MIM "É QUEM AS FAZ.
Resposta Apologética:
Em nenhum momento a Bíblia aponta esta sutil diferença criada pelos unicistas da IVV. Aliás, quando são pressionados a responderem para quem Jesus orava, saem pela tangente com a resposta de que a carne estava orando ao espírito, o que é absolutamente irracional do ponto de vista bíblico. A Bíblia nunca faz confusão quanto a identidade e natureza do Pai e do Filho. O nome Jesus não tem anda a ver com a natureza de Filho. Raciocinemos: Se o nome de Deus Pai é Jesus, então por que o próprio Jesus disse que teria um novo nome. Demais disso diz ainda que escreveria o nome do seu Deus na nova Jerusalém. Então Deus e Jesus tem nomes diferentes, conseqüentemente duas pessoas distintas.
2 – Filho – Personalidade ou Natureza Humana?
A Natureza de Jesus Vista pela IVV
É lógico a parte humana chamava-se "FILHO" “O anjo disse a Maria: ...o ente santo que há de nascer “SERÁ “chamado FILHO DE DEUS. Será chamado , não era Filho antes. O ministério de "Filho"veio com o seu nascimento aqui na Terra.” (site oficial)
Resposta Apologética:
Como é possível que pessoas tão despreparadas venham argumentar sobre aquilo que desconhecem? O nome Jesus foi dado quando o Filho de Deus se fez carne. E dará à luz um filho e chamará o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21) Jesus é o nome humano do Filho de Deus dado pelo anjo Gabriel a Maria: E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus (Lc 1.31).
Para eles, o Filho, como pessoa espiritual, nunca existiu. Jesus, como Filho de Deus, passou a existir só depois do seu nascimento em Belém de Judá, pois Filho é apenas a natureza humana de Jesus.
Esse ensinamento é tão grave, tão herético que em 1 João 2.22 lemos: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
3 – Espírito Santo – Pessoa Própria ou O Pai?
“Deus que é Espírito,foi chamado de Pai e veio ao mundo como homem morrer pelos nossos pecados. Foi revelado seu nome aos homens: JESUS.” “Não existem 2 Espíritos,ou seja o Espírito do Pai que é Deus e o Espírito Santo. A Bíblia é bem clara UM SÓ ESPÍRITO.É este Espírito Santo que está atuando no nosso meio,hoje. (site oficial)
Resposta Apologética:
A Bíblia mostra a personalidade do Espírito Santo e não que o Espírito Santo é o Pai. Sua personalidade é demonstrada pelos atributos de pessoa que possui: a) inteligência (1 Co 2.10); vontade própria (1 Co 12.11) e sensibilidade ou emoção (Ef 4.30). Pode-se afirmar que uma pessoa é alguém que, quando fala, diz: EU; quando alguém se dirige a ela, diz: TU; e quando se fala dela se diz: ELA. Isso se vê do Espírito Santo em:
E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro[allos] Consolador (o Espírito Santo), para que fique convosco para sempre. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai (Ele) enviará em meu nome (Eu), esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará (Ele) lembrar de tudo quanto (eu, Jesus) vos tenho dito (Jo 14.16-26).
E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu vos enviei (At 10.19-20). Além disso, o Espírito Santo exerce atividades pessoais, tais como: b) Ele ensina e faz lembrar os crentes (Jo 14.26); c) Ele testifica de Cristo (Jo 15.26); d) Ele guia em toda a verdade (Jo 16.13); e) Ele glorifica a Jesus (Jo 16.14); f) Ele intercede pelos santos (Rm 8.26).
4 – A Quem Foi Paga a Nossa Redenção
A quem Cristo pagou o resgate? Se for negada a doutrina ortodoxa da Trindade (negando-se uma distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme quer o modalismo), Cristo teria de pagar o resgate ou à raça humana ou a Satanás. Posto que a humanidade está morta em transgressões e em pecados (Ef 2.1), nenhum ser humano teria o direito de exigir que o Cristo lhe pagasse resgate. Sobraria, portanto, Satanás. Nós, porém, nada devemos a Satanás. E a idéia de Satanás exigir resgate pela humanidade é blasfêmia, por causa das implicações. Ao contrário: o resgate foi pago ao Deus Trino e Uno para satisfazer as plenas reivindicações da justiça divina contra o pecador caído: E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (Ef 5.2) (destaque nosso).
Embora mereçamos o castigo decorrente da justiça de Deus (Rm 6.23), somos justificados pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, somente: E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (1 Co 6.11). Fica claro que a doutrina essencial da expiação vicária, na qual Cristo carregou nossos pecados na sua morte, depende do conceito trinitariano. O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de Cristo como satisfação da justiça de Deus e, em última análise, anula a obra da cruz (“Teologia Sistemática”, Stanley M. Horton. CPAD, 1999, p. 180).
5 - Argumentos de fácil refutação
Basicamente os textos bíblicos utilizados pelos grupos que defendem a idéia de que Jesus Cristo é o Pai e o Espírito Santo ao mesmo tempo, são:
1 - Eu e o Pai somos um (Jo 10.30).
2 - Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?
3 -Quem me - vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9)
4 - E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22).
5 - Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).
1. Eu e o Pai somos um (Jo 10.30).
Resposta Apologética:
O artigo “Um” no grego, nesse versículo, está no neutro, hen, e não no masculino, heis, e mostra assim duas pessoas numa só Deidade. Além disso, o verbo está no plural “somos” e não no singular “sou”, não pode, portanto, Pai e Filho serem a mesma pessoa.
Jesus não está dizendo que é a mesma pessoa do Pai, mas que Ele e o Pai, são duas pessoas distintas, em unidade divina. Portanto, João 10.30 deve ser entendido como uma declaração de Jesus da sua unicidade de natureza essencial com Deus, isto é, que Ele é essencialmente igual a Deus
2. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9).
Resposta Apologética:
Encontramos aqui uma reiteração da mesma substância da declaração do versículo 7 deste capítulo: Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Ver o Pai não consiste em meramente contemplar a sua presença corporal, mas em conhecê-lo. Fica subentendido que não ver o Pai, na pessoa de Jesus, é o mesmo que não conhecê-lo. O Filho é o único expositor do Pai aos homens (Mt 11.27; Jo 12.44-45; Cl 1.15; Hb 1.3; 1 Tm 6.16). O versículo seguinte destrói completamente os argumentos modalistas: “As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”. Por ventura se eu orasse: “Senhor, permita que as pessoas te vejam em mim”, iria você pensar que eu e Deus somos a mesma pessoa? Claro que não!. Jesus tampouco estava tentando incutir em Filipe que Ele e o Pai eram a mesma pessoa, mas que tão somente Deus poderia ser visto mais facilmente em Jesus pelas obras realizadas através Dele.
3. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22).
Resposta Apologética:
O Senhor Jesus faz aqui uma doação preliminar do Espírito Santo, que era o símbolo da promessa e a garantia de que seria concretizada a vinda do Espírito Santo, quando o Senhor Jesus fosse glorificado (Jo 7.39). Essa vinda, em seu total poder, não poderia anteceder de forma alguma a ascensão de Jesus e a sua glorificação (Jo 16.7). Porém o Senhor Jesus quis mostrar que essa pessoa divina viria (Jo 14.16-26), por isso concedeu aos seus discípulos algo simbólico do poder que haveriam de receber mais tarde em plena medida (Atos 2).
4. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).
Resposta Apologética:
Neste versículo, a expressão Senhor se refere a Cristo, identificando o Espírito Santo com a mesma natureza e divindade de Jesus, e não que Ele seja a mesma pessoa. Basta observar que no versículo seguinte, o apóstolo separa as pessoas: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2 Co 3.18).
6 - Algumas Provas Bíblicas de Que Jesus Não é o Pai:
Em todo o tempo em que Jesus esteve na terra, o Pai esteve no céu: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16). Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus (Mt 5.48).
Jesus disse que confessaria os homens que O confessassem, diante do Pai: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32-33).
O Senhor Jesus Cristo está hoje à destra do Pai: E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus (At 7.54-56).
Deus Pai é Pai de Jesus e não Jesus é Pai de si mesmo: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor, Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3). Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor (2 Jo 3).
Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si próprio: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou (Lc 23.46).
Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai: Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas (Jo 10.15).
7 – Algumas Provas Bíblicas de Que o Espírito Santo Não É Jesus:
O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente do Pai e do Filho: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16). Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26).
O Filho pode ser blasfemado e o pecador culpado disso encontra perdão. Mas, se o Espírito Santo for blasfemado, essa pessoa não encontra perdão. Isto prova haver duas Pessoas: Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro (Mt 12.31-32).
O Espírito Santo não veio falar de si mesmo ou glorificar a si mesmo, mas sim para glorificar a Jesus: Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13-14).
A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde se assentou à destra de Deus Pai: E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.39). De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis (At 2.33).
Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era espírito. Portanto, Ele não podia ser nem o Pai (Jo 4.24) nem o Espírito Santo (Jo 14.16-17-26; 15.26;16.7-15), pois esses são seres espirituais: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho (Lc 24.39).
Distinção muito clara é feita entre as três Pessoas da Trindade: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizandoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém (2 Co 13.14).
Considerações finais
As igrejas evangélicas unicistas são antitrinitaristas. No entanto, devemos apontar que seu antitrinitarismo não é igual à posição adotada pelos unitaristas (Testemunhas de Jeová). Pois os unicistas não nutrem idéias preconceituosas contra a divindade de Jesus, como é o caso do unitarismo. Ironicamente os unicistas são antitrinitaristas pelo fato de acharem que a divindade é exclusivamente a pessoa de Jesus, não compreende a unidade composta de Deus.
Outra observação que devemos fazer é que os antitrinitaristas, na maioria das vezes, rejeitam a doutrina bíblica da Trindade, por não compreenderem a pluralidade de pessoas na deidade, já que para eles é impossível conceber a pluralidade de pessoas com o monoteísmo de Deuteronômio 6.4. Assim, acreditam eles que a doutrina da Trindade não passa de um triteísmo mascarado, logo politeísmo, contrário ao monoteísmo.
Entendemos a dedicação e os muitos esforços humanos dos unicistas, em especial seu raciocínio para descrever e explicar Aquele que é essencialmente inexplicável ou como dizem os trinitarianos: A doutrina da Trindade é mistério – Verdadeiramente tu és o Deus misterioso, o Deus de Israel, o Salvador (Is 45.17 – Versão Atualizada).
Finalmente, o autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro, Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado.
Dados colhidos do site oficial do Conjunto Voz da Verdade http://www.vozdaverdade.com.br, do ministério Voz da Verdade.
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