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terça-feira, 28 de abril de 2009

Outra mudança doutrinária das Testemunhas de Jeová?

Traduzido da revista A Sentinela (01/05/07) em inglês por Mary Schultze para o CPR em 15/12/07

Milhões de adeptos TJ ao longo das décadas aprenderam a crer que a chamada celestial havia terminado em 1935. De lá para cá as "outras ovelhas" seriam buscadas para compor aqueles que herdariam o paraíso terrestre. Agora a liderança muda a doutrina? Até quando tais líderes brincarão com o destino eterno dos incautos que compõem tal seita?

Enquanto a Bíblia afirma haver somente UMA ESPERANÇA, essa seita admite DUAS - celestial e terrena. Os do céu são equivalentes aos verdadeiros cristãos - nascidos do Espírito, participam da ceia, filhos de Deus, etc. Os da terra, coitados, adeptos de segunda categoria - são identificados até como NETOS DE DEUS (revista Sentinela, 01/08/95, pág.13, item 19). (leia o folheto do CPR - Deus tem Netos?)



Texto da Sentinela, 01/05/2007: (NOTA: se alguém tiver o texto original em português, o CPR agradecerá se o enviar para cpr94@terra.com.br)

Quando cessa a esperança celestial do cristão?

A Bíblia não contém uma resposta exata para essa pergunta. Não sabemos se a unção dos discípulos de Jesus com a visão de sua herança celestial começou em 33 d.C. (Atos 2:1-4). Sabemos apenas que depois da morte dos apóstolos, os cristãos genuínos ungidos (o trigo) começaram a crescer junto com os falsos cristãos (o joio) (Mateus 13:24-30). Então, a partir dos anos 1800, os cristãos ungidos tornaram-se novamente muito ativos. Em 1919, “a colheita da terra” inclusive o ajuntamento dos ungidos finais, começou a ser feita (Apocalipse 14:15-16).

Dos anos 1800 até 1931, a principal eclosão na obra da pregação foi a reunião dos membros remanescentes do corpo de Cristo. Em 1931, os estudiosos da Bíblia assumiram, embasados na Bíblia, o nome de Testemunhas de Jeová e na edição de 15/11/1933, da “Sentinela”, o pensamento foi expresso no sentido de que esse nome fosse o “denário” a que Jesus se referiu na parábola registrada em Mateus 20:1-16. As doze horas mencionadas na parábola foram consideradas como correspondendo aos 12 anos, de 1919 a 1931. Durante muitos anos, depois disso, acreditou-se que a chamada para o reino celestial havia terminado em 1931 e os que foram chamados para ser os herdeiros reunidos com Cristo entre 1930 e 1931 foram “os últimos” chamados (Mateus 20:6-8). Mesmo assim, em 1966, uma compreensão ajustada à parábola foi apresentada e tornou-se claro que ela nada tinha a ver com o final da chamada dos ungidos.

Em 1935, “a grande multidão” de Apocalipse 7:9-15 foi entendida como se referindo a “outras ovelhas”, os cristãos com esperanças terrenas, os quais surgiriam na cena mundial, nos “últimos dias” e que, como um grupo, iriam sobreviver ao Armagedom (João 10:16; 2 Timóteo 3:1; Apocalipse 21:3-4). Depois daquele ano, a explosão na obra de fazer discípulos voltou-se para o ajuntamento da grande multidão. A partir daí, especialmente depois de 1966, passou-se a crer que a chamada celestial cessou em 1935... Isso parecia ser confirmado, quando quase todos que eram batizados, depois de 1935, achavam que tinham a esperança celestial. Então, a seguir, qualquer chamada para a esperança celestial eram cridos como sendo substitutos para os cristãos ungidos que haviam comprovado ser infiéis.

Sem dúvida, se algum dos ungidos apostata sem arrependimento, Jeová logo chama outro indivíduo para tomar o lugar dele. (Romanos 11:17-22). Contudo, o número dos ungidos verdadeiros que se tornaram infiéis não parece ser grande. Por outro lado, à medida que o tempo tem passado, alguns cristãos batizados depois de 1935 têm apresentado o testemunho de que possuem a esperança celestial (Romanos 8:16-17). Desse modo, parece que não podemos estabelecer uma data específica para o término da vocação celestial dos cristãos.

Como deveria ser vista uma pessoa que determinasse em seu coração que agora é ungida e começasse a tomar parte no Memorial? Ela não deveria ser julgada. O assunto fica entre ela e Jeová (Romanos 14:12). Mesmo assim, os genuínos cristãos ungidos não exigem atenção especial. Eles não acreditam que por fazer parte da unção possam merecer uma atenção especial. Eles não acreditam que pelo fato de serem ungidos eles tenham “insights” especiais, além dos que os membros experientes da grande multidão possam ter. Eles não acreditam que necessariamente tenham mais espírito santo do que os seus companheiros e outras ovelhas tenham, nem devem merecer um tratamento especial, nem exijam que pelo fato de participarem dos locais de emblemas eles estejam acima dos anciãos na congregação. Que eles se lembrem humildemente que alguns membros ungidos no primeiro século não se qualificaram para servir como anciãos ou servos ministeriais (1 Timóteo 3:1-10, 12, 13; Tito 1:5-9; Tiago 3:1) Alguns cristãos ungidos até mesmo eram espiritualmente fracos. (1 Tessalonicenses 5:14). E as irmãs, mesmo sendo ungidas, não ensinavam na congregação. (1 Timóteo 2:11-12).

Daí que os cristãos ungidos, junto com os outros companheiros da congregação, devem se esforçar no sentido de permanecerem espiritualmente fortes, cultivando o fruto do espírito e trabalhando pela paz na congregação. Todos os cristãos, quer sejam ou não ungidos, bem como as outras ovelhas, devem trabalhar arduamente na pregação das boas novas e fazer discípulos sob a direção do Corpo Governante. Os cristãos ungidos têm prazer em fazer isso, pois essa é a vontade de Deus que todos permaneçam na terra como servos de Jeová.


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Extraído de http://www.geocities.com/Athens/Agora/4618/1935isover.htm

Mundaça doutrinária: a data de 1935 já era!

Pelo Irmão Brasileiro

A Sociedade Torre de Vigia (STV) dá uma nova guinada em uma de suas antigas posições acerca da chamada celestial: uma "nova luz" colocou fim a data de 1935 como o limite para as pessoas entrarem no céu. Com a nova interpretação, qualquer testemunha pode reivindicar que Jesus Cristo é o seu mediador pessoal, que é nascido de novo, e consequentemente pode tomar do vinho e comer do pão na refeição noturna do Senhor (ceia). Isto pode soar estranho para os cristãos, que obedecem ao mandamento de Cristo de fazer isto "em memória de mim" (Lc 22:19), e que sabem das conseqüências de não tomar parte no pão e no vinho: "Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos." (Jo 6:53) Entretanto, o número de vagas continua extremamente apertado: segundo a ótica extremamente míope das TJ's, apenas 144.000 pessoas têm direito a tal "privilégio", em contraste absoluto com o que disse o nosso Senhor Jesus: "Na casa de meu Pai há muitas moradas." (Jo 14:2) Por isto, na prática nada muda, senão que os chamados "novos ungidos" - aqueles que supostamente têm o testemunho de que vão para o céu - que surgiram depois de 1935 ficam devidamente "oficializados" em suas posições.

Vejamos a mudança na "A Sentinela" de ' de Maio de 2007 na página 31:

"Sem dúvida, se um ungido cai sem arrependimento, Jeová chama outro indivíduo para tomar o seu lugar. (Romanos 11:17-22) No entanto, o número de ungidos genuínos que se tornaram infiéis não é grande. Por outro lado, com o passar do tempo, alguns cristãos batizados depois de 1935 tiveram nascido o testemunho que eles têm a esperança celestial. (Romanos 8:16,17) Assim, parece que não podemos marcar uma data específica para quando a chamada dos cristãos para a esperança celestial tenha terminado." (Pode haver uma pequena diferença deste texto em relação a edição brasileira, visto que a citação aqui é da edição americana da revista, traduzida pelo Irmão Brasileiro)

Fico imaginando como pode caber na mente das pessoas tal falácia. É notório que o número de cristãos no primeiro século tenha ultrapassado a isto. Somente em Atos dos Apóstolos, vemos as conversões em massa em apenas duas ocasiões. Somente no discurso de Pedro, "agregaram-se quase três mil almas" (At 2:31), e no de Pedro e João perante o sinédrio "ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil." (At 4:4) É notória as conversões numerosas em diversas ocasiões no novo testamento, tendo somente nestes dois exemplos cerca de 8.000 novos cristãos, todos eles "ungidos" segundo a interpretação da STV. Se somente com dois dias diferentes 8.000 pessoas se agregaram a fé, imagine como fervilhava a palavra naqueles dias. É evidente que muito mais de 144.000 pessoas se ajuntaram a cristo naqueles dias dos apóstolos. Imagine ai os tantos outros que supostamente entraram nesta contabilidade louca da STV nos dias do "pastor" Russel e Rutherford. O número de 144.000 já foi amplamente ultrapassado.

Quão fácil seria aceitar a simplicidade da mensagem do evangelho. Quão fácil seria se as TJ's lessem a Bíblia livres das interpretações da Torre de Vigia. Elas veriam que as "duas classes" aparentemente criadas em João 10:16 são os judeus e os gentios, e que eles não teriam esperanças diferentes, pois seriam "um [só] rebanho e um [só] pastor". Assim, a data de 1935 nunca existiu, nem tampouco o limite de vagas no céu. Isto foi invenção de homens quem nem entram no reino dos céus e nem deixam outros entrarem. (Mt 23:13)

Que Deus os abençoe e mostre a verdade e a simplicidade que há em Jesus Cristo (2 Cor 11:3; Jo 14:6).

Hipocrisia na interpretação religiosa

Atos 15:20, 29; 21:25 – São três versículos do Novo Testamento, idênticos na enunciação “que se abstenham (...) da carne de animais sufocados e do sangue.” “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados (...).” “Quanto aos gentios que creram (...) que se abstenham das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne das animais sufocados (...).” Será que Tiago, na primeiro verso, estava aconselhando os cristãos a que se abstivessem de comer sangue humano? Se foi assim, então havia canibalismo ou antropofagia na igreja primitiva. A referência, nos três versos, é à carne animal, comida como alimento. Sempre evitar de ingerir o sangue.
Interpretar o abster de sangue de forma absoluta traz muitos problemas de lógica simples, mas que as TJs não parecem pensar. Se é em sentido absoluto esse "abster" então como é que se pode comer carne qualquer? Tirar da carne todo sangue é impossível. As hemacias, os anticorpos, as plaquetas, tudo que as testemunhas proíbem para salvar uma vida de um adepto em emergência, elas quebram em um simples churrasco... E sem problemas de consciencia. Isso leva a crer que as TJs não entendem bem sobre o que lhes ordenam.
Se o "abster" é em sentido absoluto, muitos outros problemas surgem. Esqueça o ato instintivo de levar a mão a boca ao furar um dedo, morrerá no armagedom por isso. O mesmo se morder a língua, se nascer como um gêmeo de mesma placenta, e também todo aquele que já foi amamentado por leite materno, que contem muito mais leucócitos (proibidos p/ TJs) no leite da mãe que no mesmo volume de sangue. Exemplos assim não tem fim.
Então é de forma absoluta que se deve interpretar o "abster" de sangue? Após ter conhecimento da realidade qualquer pessoa sensata entenderia que esta proibição é relativa, pois de forma absoluta é impossível e vai contra a ordem natural. Então é claro que esta errado ler sem pensar, interpretar sem comparar com a realidade possivel. Vidas foram e são perdidas por um erro grotesco que abusa da falta de conhecimento de uma simples testemunha de Jeová.

domingo, 26 de abril de 2009

S e c t a r i s m o

Não sei colocar as coisas de modo diplomático, por isso me desculpem. Uma das características comuns nos grupos sectários, muitos do movimento “River” e as congregações carismáticas, é uma quase total falta de raciocínio. Sei disso porque minha esposa e eu estivemos perdidos dentro desse denso nevoeiro, durante 12 anos. Tentei dizer a umas TJs a desconfortável verdade a respeito de Charles Tazel Russell e o Juiz Rutherford, ou sobre a duplicidade, a manipulação e a lavagem cerebral exercida pela Sociedade Torre de Vigia. Tentei mostrar, através de suas próprias publicações, como suas profecias do “fim do mundo” sempre falharam, o que lhes provocou uma rompante indignação contra mim. Caracteristicamente, elas fecham os olhos, balançam a cabeça e logo dão o fora, recusando-se a escutar, não importa quão irrefutável seja o argumento. Duas das que vieram à minha casa, levantaram-se abruptamente, quando comecei a mostrar-lhes a partir das Escrituras, que Jesus é Deus. Elas, que professam um tão profundo conhecimento da Palavra, simplesmente não querem saber o que a Palavra diz sobre o assunto. Desvendar a verdade e ver o que é sério, aceitando fatos não é contra a sua mentalidade cativa, dirigida pelos seus videntes espirituais. Elas temem usar a própria inteligência que Deus lhes deu para examinar criticamente qualquer apresentação contrária às suas crenças.

Estraído do Artigo: Operadores do Erro

sábado, 25 de abril de 2009

É bíblica a "unção do riso"?

video

Certa senhora comentou o seguinte, num site da internet:

"Irmãos, [...] eu não vejo mal algum na unção do riso, pois já a senti. Muitos a criticam, como também já a critiquei uma vez, mas hoje, depois que passei por essa experiência com Deus, eu posso verdadeiramente afirmar que é TREMENDO!!!! E se verdadeiramente é unção, provém do Espírito santo, e negando-a, ou até mesmo chamando-a de "PALHAÇADA", estamos blasfemando contra Ele."

Não se pretende aqui tecer julgamentos, muito menos desqualificar de não-convertidos pessoas que afirmam receber essa unção. Todavia, precisamos defender a Palavra de Deus contra todos os ensinos e práticas sem base bíblica.

Unção do Riso - Suas Origens

A unção do riso, também chamada de "bênção de Toronto", "gargalhada sagrada" ou "unção de Isaque" não tem nenhuma básica bíblica. Tais manifestações estranhas às Escrituras Sagradas tornaram-se mais conhecidas, pois a erupção destas ocorreu na Igreja Vineyard, do Aeroporto de Toronto, Canadá. Nada de novo no mundo religioso, pois os Hindus praticam isso há mais tempo. De acordo com o site http://www.nccg.org/042Art-Laughing.html, há 37 clubes do riso só em Bombay, India praticando essas gargalhadas. O modo como começam os risos ali são bem parecidos com o modo como os neopentecostais e até os pentecostais iniciam as gargalhadas - tudo resultado de uma indução a um estado de relaxamento.

Há alguns relatos da tal unção do riso já 1933, em escala, bem pequena e nas Igrejas de Kenneth Hagin (1992) e de Kathryn Kuhlman, mas os cristãos que propagaram, no meio evangélico, a "Bênção de Toronto" foi Rodney Howard-Browne, na década de 90, mais precisamente a partir de Janeiro de 1994 e John Wimber. Não demorou muito para que chegasse ao Brasil, evidentemente. Tal "unção" é praticada aqui no Brasil e no mundo por grupos pentecostais e neopentecostais, e também carismáticos.

Como acontece o fenômeno

Na maioria das vezes, as pessoas sentadas sentem-se relaxadas e de deslisam com as costas nas cadeiras, ficando como que em posição de alguém que está bêbedo, quase que caindo da cadeira. Outras, caem no chão, e de repente o riso se torna incontrolável. Num vídeo de Rodney Howard-Browne, chamado The Coming Revival, ele relata que um homem permaceu rindo por três dias. Outras vezes, relata-se que pessoas debaixo dessa suposta unção emitem sons de animais, do tipo miados, uivos, latidos, rugidos, e quando no chão, se comportam com se fossem certos animais, como cobras, leões, e outros. Tudo isso acompanha a "unção" do riso. Imagine se o apóstolo Paulo fosse ressuscitado em nossos dias observasse esse zoológico dentro das igrejas! Será que ele se comportaria de tal forma? Consegue imaginar Paulo rindo dessa forma, e ainda por cima latindo como um cachorrinho? Dois textos das cartas de Paulo podem ser citados para responder a essas perguntas:

1 Coríntios 14:20 - "Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos."

Efésios 4:14 - "Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro".

Meninos, aqui, nos lembra a carta aos Hebreus, quando o escritor fala sobre aqueles que já deviam ser instrutores, pelo tempo de conversão, mas por não desfrutarem do alimento sólido da Palavra de Deus, contentam-se com o "leitinho" da Bíblia. (Hebreus 5:13, 14) O resultado de uma mente de um convertido sem conhecimento bíblico é agir sempre como criança, ou como imaturos.

Por que não tem base bíblica?

Os que estão sob a chamada "unção do riso" vivem buscando nas Escrituras Sagradas, a todo custo, base para tal manifestação. Mas o próprio John Wimber admitiu: "Penso que esse tipo de coisa deve ser colocado na categoria do não-bíblico e do exótico." Vejam como essas pessoas carecem de conhecimento bíblico, e nos fazem dar verdadeiras gargalhadas deles:

Isaías 5:29 - "O seu rugido é como o do leão; rugem como filhos de leão, e, rosnando, arrebatam a presa, e a levam, e não há quem a livre."

Comentário - Usar um texto bíblico escrito 700 anos antes de Pentecostes do ano 33 d.C. para justificar um fenômeno pentecostal é no mínimo hilário. Isso sim nos faz rir. E pior! O contexto mostra que esse rugido não é do povo de Deus, Israel, mas dos babilônios, que atacariam Israel e os levariam cativos para Babilônia. Por isso, levariam a presa e não haveria quem os livrasse. Trata-se, portanto, de uma metáfora. Se esses irmãos criancinhas na fé levarem ao pé da letra essas matároras, então terão que aprender a voar, conforme Isaías 40:31, onde lemos que "sobem com asas como águias".

Gênesis 18:12 - "Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer?"

Comentário - Novamente, um texto anacrônico ao fenômeno de Pentecostes de 33 d. C.. Mas se Sara riu no íntimo, então, existe a "unção de Isaque", pois o nome do filho de Sara foi Isaque, o qual significa "riso" em hebraico. Entretanto, esse riso dado por Sara foi uma manifestação do Espírito Santo nela, ou quem sabe uma unção? Não, mas foi uma reação de incredulidade, quando soube que embora velha daria à luz um filho. Tanto é verdade que Deus diz no versículo 14: "Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil?"

Salmo 126:1, 2 - "Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles."

Comentário - Será que a expressão "ficamos como quem sonha" indica uma unção que justifica a "unção do riso"? Quem sonha está dormindo, e quem ri enquanto sonha não tem consciência do que ocorre. Mas nas manifestações pentecostais do primeiro século, os que recebiam as maravilhas do Espírito Santo sabiam o que estava se passando. Quanto à expressão "nossa boca se encheu de riso", em parte alguma lemos que foi uma unção, mas uma reação natural de um povo, os israelitas, que haviam sido libertos do cativeiro babilônico.

Provérbios 17:22 - "O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos."

Comentário – Onde está a unção do riso aqui? Pelo que sabemos, tal manifestação espatafúrdica ocorre nos templos, em determinadas ocasiões. Entretanto, Provérbios 17:22 refere-se ao coração sempre está alegre como remédio para nosso corpo. Não precisa nem ser cristão para se saber disso. Há budistas, hindus, ateus que pensam positivamente, são pessoas alegres, e isso resulta-lhes em benefícios para a saúde.

Eclesiastes 3:4 - "Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria."

Comentário - Se as expressões "tempo de rir" e "tempo de saltar de alegria" são indicativos da "unção do riso", então deveria haver, de acordo com o contexto a "unção de prantear", "unção de matar", "unção de aborrecer", "unção de guerrear", etc. (Veja Eclesiastes 3:1-7) Que infantilidade de nossos irmãos pentecostais e neopentecostais, praticantes dessa aberração da fé isenta de conhecimento bíblico.

João 17:13 - "Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos."

Comentário - A palavra grega para "gozo" usada aqui é "khara", e significa "alegria, satisfação", conforme a Concordância de Strong de Palavras do Novo Testamento (palavra número <5479>). Realmente, todo o cristão sente essa alegria que vem do Espírito Santo (Gálatas 5:19-21). Essa mesma alegria "khara" é usada por Tiago (1:2) da seguinte maneira: "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações." Trata-se de uma alegria interior, que nos ajuda a perseverar. Não vemos um caso no Novo Testamento de cristãos rindo da forma como observamos essa "molecada" de crentes fazer.

Filipenses 4:4 - "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos."

Comentário - Da mesma raiz de "khara", mencionado acima, há aqui usado por Paulo o verbo grego "khairo", que significa alegrar-se muito. Paulo não se referia às risadas sem controle nos cultos cristãos, mas à alegria no Senhor, que encobre e vive no crente todos os dias. E no contexto, era a alegria no Senhor que deveria motivar os cristãos em Filipos a vencer os problemas de relacionamento entre cristãos, como os de Evódia e Síntique.

Por que essas manifestações ocorrem?

No meu ponto de vista, trata-se de mera infantilidade, ou imaturidade. Por não conhecerem a Palavra de Deus e buscarem desesperadamente por "sinais visíveis de Deus" para se apegarem (pois precisam ver para crer), deixam-se levar por líderes que gostam de aparecer, impactar a opinião pública. Eles sempre surgem com práticas e modismos novos. Fazem o que podem para manter seu rol de membros crescendo. Elem põem a pique os incautos facilmente, pois sabem, com palavras bem elaboradas, induzir pessoas a pensar e reagir como eles querem. Todavia, não podemos descartar a ação do grande inimigo da Igreja de Jesus, Satanás, junto com seus demônios. O que eles desejam é causar confusão e desordem entre o povo de Deus que, em muitos casos, sofre por falta de conhecimento.

Enquanto muitos se deixam levar por erros de interpretação bíblica, há cristãos comprometidos com a Palavra de Deus, e que buscam nela o modo correto de agir dentro e fora dos templos. Esperamos que você tenha experiências maravilhosas com o Deus Verdadeiro - Pai, Filho e Espírito Santo, mas que todas elas sejam frutos do propósito deste Deus em sua vida. Jamais tente usar sua experiência como uma prova divina para um novo modismo. Antes, pergunte-se: Aquilo que vejo ocorrer em minha igreja é bíblico?

Fonte: Fernando Galli

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O que é a Fé?

A palavra "fé" traduz a grega pístis, que primariamente transmite a idéia de confiança, fidúcia, firme persuasão. Dependendo do contexto, a palavra grega pode também ser entendida como significando "fidelidade". — 1Ts. 3:7; Tt. 2:10.

As Escrituras nos dizem: "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem." (Hb. 11:1) "Certeza" traduz a palavra grega hypóstasis. Este termo é comum em antigos documentos comerciais de papiro. Transmite a idéia de algo subjacente a condições visíveis e que garante uma posse futura. Em vista disso, Moulton e Milligan sugerem a seguinte versão: "A fé é o título de propriedade de coisas esperadas." (Vocabulary of the Greek Testament [Vocabulário do Testamento Grego], 1963, p. 660) A palavra grega elegchos, traduzida por "convicção", transmite a idéia de produzir evidência que demonstra alguma coisa, especialmente algo contrário ao que aparenta ser. Esta evidência torna assim claro aquilo que não se discerniu antes e deste modo refuta aquilo que apenas aparentava ser assim. "Convicção", ou a evidência para se ter convicção, é tão positiva ou poderosa, que se diz que ela é a fé.

A fé, portanto, é a base de esperança e a evidência para se ter convicção a respeito de realidades não vistas. Todo o conjunto de verdades transmitidas por Jesus Cristo e seus discípulos inspirados constitui a "fé" cristã. (Jo. 18:37; Gl. 1:7-9; At. 6:7; 1Tm. 5:8) A fé cristã baseia-se na completa Palavra de Deus, que inclui o Antigo Testamento, as quais Jesus e os escritores do ovo Testamento freqüentemente citaram em apoio das suas declarações.

A fé baseia-se em evidência concreta. As obras criativas visíveis atestam a existência de um Criador invisível. (Rm. 1:20) As ocorrências reais durante o ministério e a vida terrestre de Jesus Cristo identificam-no como o Filho de Deus. (Mt 27:54) O registro que Deus forneceu às suas criaturas terrestres serve de base válida para se crer que ele com certeza fará provisões para os seus servos, e seus antecedentes como Dador e Restaurador da vida fornecem ampla evidência da credibilidade da esperança da ressurreição. (Mt. 6:26, 30, 33; At. 17:31; 1Co. 15:3-8, 20, 21) Outrossim, a fidedignidade da Palavra de Deus e o cumprimento exato das suas profecias incutem confiança na realização de todas as Suas promessas. (Js. 23:14) Assim, destas muitas maneiras, "a fé segue à coisa ouvida". — Rm. 10:17; compare isso com Jo. 4:7-30, 39-42; At. 14:8-10.

De modo que a fé não é credulidade. A pessoa que talvez zombe da fé usualmente tem ela mesma fé em amigos provados e de confiança. O cientista tem fé nos princípios do seu ramo de ciência. Baseia novas experiências nas descobertas passadas e espera obter novas descobertas à base das coisas já confirmadas como verdadeiras. Do mesmo modo, o lavrador prepara o solo e lança sementes, esperando, como em anos anteriores, que a semente brote e que as plantas cresçam ao receberem a necessária umidade e luz solar. Portanto, a fé na estabilidade das leis naturais que governam o universo realmente constitui a base para os planos e as atividades do homem. O sábio escritor de Eclesiastes alude a esta estabilidade: "Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de novo. O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; volve-se, e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus circuitos. Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr." — Ec. 1:5-7.

No Antigo Testamento, a palavra ´amán e outras intimamente aparentadas com ela transmitem o sentido de fidedignidade, fidelidade, firmeza, constância, estar firmemente estabelecido, duradouro. (Ex. 17:12; De 28:59; 1Sm. 2:35; 2Sm. 7:16; Sl. 37:3) Um substantivo aparentado com ela (´eméth) usualmente denota "verdade", mas também "fidelidade" ou "fidedignidade". (2Cr. 15:3 n.; 2Sm. 15:20; compare isso com Ne 7:2 n.) O conhecido termo "Amém" (hebr.: ´amén) também deriva de ´a·mán.

Exemplos Antigos de Fé. Cada um dos da "tão grande nuvem de testemunhas", mencionada por Paulo (Hb. 12:1), tinha uma base válida para ter fé. Por exemplo, Abel certamente conhecia a promessa de Deus a respeito dum "descendente [lit.: semente]", que machucaria a cabeça da "serpente". E ele observava evidências tangíveis do cumprimento da sentença de Jeová proferida contra seus pais no Éden. Fora do Éden, Adão e sua família comiam pão no suor do seu rosto, porque o solo era amaldiçoado, e, portanto, produzia espinhos e abrolhos. É provável que Abel observasse o desejo ardente que Eva tinha de seu marido e que Adão dominava sua esposa. Sem dúvida, sua mãe comentava a acompanhante dor da sua gravidez. Daí, também, a entrada do jardim do Éden estava sendo guardada por querubins e pela lâmina chamejante duma espada. (Gên 3:14-19, 24) Tudo isso constituía uma "convicção", que dava a Abel a certeza de que haveria libertação por meio da ‘semente da promessa’. Portanto, induzido pela fé, "ofereceu a Deus um sacrifício", que mostrou ser de maior valor do que o de Caim. — Hb. 11:1, 4.

Abraão tinha uma base firme para ter fé na ressurreição, porque ele e Sara passaram por um restabelecimento milagroso das suas faculdades reprodutivas, o que, em certo sentido, era comparável a uma ressurreição, permitindo que a linhagem de Abraão continuasse através de Sara. Isaque nasceu em resultado desse milagre. Quando se lhe mandou que oferecesse Isaque, Abraão tinha fé em que Deus ressuscitaria seu filho. Baseava esta fé na promessa de Deus: "O que será chamado teu descendente [ou: semente] será por intermédio de Isaque." — Gn. 21:12; Hb. 11:11, 12, 17-19.

Evidência de convicção genuína estava também envolvida no caso daqueles que vieram ou foram levados a Jesus para ser curados. Mesmo que não tivessem sido testemunhas oculares, pelo menos teriam ouvido falar das obras poderosas de Jesus. Daí, à base do que viram ou ouviram, concluíram que Jesus podia curar também a eles. Outrossim, estavam familiarizados com a Palavra de Deus e assim sabiam dos milagres realizados pelos profetas em tempos passados. Ao ouvirem Jesus falar, alguns concluíram que ele era "O Profeta" e outros que ele era "o Cristo". Em vista disso, era bem apropriado que Jesus, ocasionalmente, dissesse aos curados: "A tua fé te salvou." Se essas pessoas não tivessem fé em Jesus, não se teriam dirigido a ele, e, portanto, não teriam sido curadas. — Jo. 7:40, 41; Mt 9:22; Lu 17:19.

Do mesmo modo, a grande fé do oficial do exército que rogou a Jesus a favor do seu servo fundava-se em evidência, à base da qual ele concluiu que bastava Jesus ‘dizer a palavra’ para resultar na cura do seu servo. (Mt. 8:5-10, 13) Todavia, notamos que Jesus curou a todos os que se chegaram a ele, não exigindo maior ou menor fé segundo a doença deles, nem deixando de curar a qualquer destes com a desculpa de que não podia curá-los porque a fé deles não era bastante forte. Jesus realizou estas curas como testemunho, para firmar a fé. No seu próprio território, onde se expressava muita infidelidade, ele preferiu não realizar muitas obras poderosas, não por não ser capaz disso, mas porque o povo se negava a escutar e não o merecia. — Mt. 13:58.

Fé Cristã. Para ser aceitável a Deus, é agora necessário ter fé em Jesus Cristo, e isto torna possível obter uma condição justa perante Deus. (Gál 2:16) Os que não têm tal fé são rejeitados por Deus — Jo. 3:36; compare isso com Hb. 11:6.

A fé não é propriedade de todos, visto que é fruto do Espírito de Deus. (2Ts. 3:2; Gl. 5:22) E a fé cristã não é estática, mas cresce. (2Ts. 1:3) Portanto, a solicitação dos discípulos de Jesus: "Dá-nos mais fé", era bem apropriada, e ele de fato lhes deu base para maior fé. Forneceu-lhes maior evidência e entendimento em que basear a sua fé. — Lc. 17:5.

Toda a vida do cristão realmente é governada pela fé, habilitando-o a vencer obstáculos montanhescos que impediriam seu serviço a Deus. (2Co. 5:7; Mt. 21:21, 22) Além disso, precisa haver obras coerentes com a fé e em demonstração dela, mas não se requerem obras da Lei mosaica. (Tg 2:21-26; Rm. 3:20) Provações podem fortalecer a fé. A fé serve de escudo protetor na guerra espiritual do cristão, ajudando-o a vencer o Diabo e a ser vencedor do mundo. — 1Pd. 1:6, 7; Ef. 6:16; 1Pd. 5:9; 1Jo 5:4.

Mas a fé não pode ser pressuposta, porque a falta de fé é ‘o pecado que tão facilmente enlaça’. Manter a fé firme requer travar uma luta árdua por ela, resistir aos homens que poderiam mergulhar a pessoa na imoralidade, combater as obras da carne, evitar o laço do materialismo, evitar filosofias e tradições de homens, que poderiam destruir a fé, e, acima de tudo, olhar "atentamente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus". — Hb. 12:1, 2; Jd. 3, 4; Gl. 5:19-21; 1Tm. 6:9, 10; Cl. 2:8.

Conceito bíblico sobre a verdade

O termo hebraico ’eméth, freqüentemente traduzido "verdade", pode designar aquilo que é firme, digno de confiança, estável, fiel, verdadeiro ou fato estabelecido. (Êx 18:21; 34:6; De 13:14; 17:4; 22:20; Jos 2:12; 2Cr 18:15; 31:20; Ne 7:2; 9:33; Est 9:30; Sal 15:2; Ec 12:10; Je 9:5) A palavra grega alétheia contrasta-se com a falsidade ou a injustiça, e indica aquilo que se ajusta aos fatos ou ao que é direito e apropriado. (Mr 5:33; 12:32; Lu 4:25; Jo 3:21; Ro 2:8; 1Co 13:6; Fil 1:18; 2Te 2:10, 12; 1Jo 1:6, 8; 2:4, 21) Diversas outras expressões das línguas originais, dependendo do contexto, também podem ser traduzidas "verdade".

Deus da Verdade. "Deus é da verdade". (Sal 31:5) Ele é fiel em todos os seus tratos. Suas promessas são seguras, pois ele não pode mentir. (Núm 23:19; 1Sa 15:29; Sal 89:35; Tit 1:2; He 6:17, 18) Ele julga segundo a verdade, isto é, de acordo com o modo como as coisas realmente são, e não à base da aparência exterior. (Ro 2:2; compare isso com Jo 7:24.) Tudo o que emana dele é puro e sem defeito. Suas decisões judiciais, sua lei, seus mandamentos e sua palavra são verdade. (Ne 9:13; Sal 19:9; 119:142, 151, 160) São sempre corretos e apropriados, e opõem-se a toda injustiça e erro.

O testemunho da criação. As obras criativas atestam que Deus existe. Mas, segundo Paulo, até mesmo alguns daqueles que ‘conheciam a Deus’ suprimiam esta verdade. Em vez de servirem a Deus em harmonia com a verdade a respeito do Seu eterno poder e Divindade, faziam ídolos e os adoravam. Os ídolos, não sendo realmente deuses, são mentira ou falsidade. (Je 10:14) Portanto, essas pessoas, embora possuíssem a verdade de Deus, trocaram-na "pela mentira, e veneraram e prestaram serviço sagrado antes à criação do que Àquele que criou". Terem recorrido à falsidade da idolatria levou-os a toda espécie de práticas degradadas. — Ro 1:18-31.

Em contraste com a pecaminosidade do homem. As práticas degradadas dos não-judeus e a desobediência dos judeus à lei de Deus de forma alguma prejudicaram pessoalmente o Criador. Antes, sua veracidade, santidade e justiça se destacaram em nítido contraste, e isto para a Sua glória. Mas o fato de que a transgressão do homem faz com que a justiça de Deus se destaque ainda mais não constitui base para se afirmar que Deus é injusto ao executar um julgamento adverso contra os errantes. Sendo criação de Deus, ninguém tem o direito de prejudicar-se por pecar.

O acima é o argumento usado por Paulo na sua carta aos romanos, dizendo: "Que diremos, se a nossa injustiça salienta a justiça de Deus? Será que Deus é injusto quando dá vazão ao seu furor? (Estou falando como homem.) Que isso nunca aconteça! Senão, como julgará Deus o mundo? Contudo, se por causa da minha mentira [veja Sal 62:9] a verdade de Deus tem sido destacada ainda mais para a glória dele, por que, também, sou ainda julgado pecador? E por que não dizer, assim como se nos acusa falsamente e assim como alguns homens declaram que dizemos: ‘Façamos as coisas más, para que venham as coisas boas’? O julgamento contra tais homens está em harmonia com a justiça." (Ro 3:5-8) Deus libertou seu povo, não para um proceder de pecado, mas para uma vida de justiça, a fim de que O glorificasse. O apóstolo diz mais adiante na sua carta: "Nem continueis a apresentar os vossos membros ao pecado, como armas da injustiça, mas apresentai-vos a Deus como vivos dentre os mortos; também os vossos membros, a Deus, como armas da justiça." — Ro 6:12, 13.

Qual é o significado da declaração de que o próprio Jesus Cristo é "a verdade"?

Semelhante a seu Pai, Jesus Cristo está "cheio de benignidade imerecida e de verdade". (Jo 1:14; Ef 4:21) Enquanto na terra, ele sempre falou a verdade conforme a recebera de seu Pai. (Jo 8:40, 45, 46) "Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca." (1Pe 2:22) Jesus apresentava as coisas como realmente eram. Além de estar ‘cheio de verdade’, o próprio Jesus era "a verdade", e a verdade veio por intermédio dele. Ele declarou: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." (Jo 14:6) E o apóstolo João escreveu: "A Lei foi dada por intermédio de Moisés, a benignidade imerecida e a verdade vieram à existência por intermédio de Jesus Cristo." — Jo 1:17.

As palavras de João não significam que a Lei dada por intermédio de Moisés fosse errônea. Ela, também, era a verdade, ajustando-se ao padrão de santidade, de justiça e de bondade de Deus. (Sal 119:151; Ro 7:10-12) No entanto, a Lei servia como tutor que conduzia a Cristo (Gál 3:23-25), e tinha uma sombra ou figura profética de realidades maiores. (He 8:4, 5; 10:1-5) Fornecendo uma sombra, a Lei, embora verídica, não era a plena verdade, e, por conseguinte, tinha de ceder lugar às realidades que prefigurava. Este ponto é salientado pelo apóstolo Paulo na sua carta aos colossenses: "Nenhum homem vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou com respeito a uma festividade ou à observância da lua nova ou dum sábado; pois estas coisas são sombra das coisas vindouras, mas a realidade pertence ao Cristo." (Col 2:16, 17) Assim sendo, a ‘verdade veio a existir por intermédio de Jesus’ no sentido de que Jesus trouxe as coisas prefiguradas pela Lei ao domínio da verdade real. Uma vez que ele mesmo não era sombra, mas a realidade, Jesus era "a verdade". Jesus também tornou-se ‘ministro em favor da veracidade de Deus’ no sentido de que cumpriu as promessas de Deus, feitas aos antepassados dos judeus, por ministrar a judeus e prosélitos circuncisos. — Ro 15:8; ("Dar Testemunho da Verdade").

Similarmente, a referência do apóstolo Paulo à "verdade na Lei" não subentende que houvesse alguma falsidade nela (Ro 2:20), mas mostra que a Lei não era a plena verdade.

"O Espírito da Verdade." O Espírito que procede de Deus é puro e santo. É "o Espírito da verdade". (Jo 14:17; 15:26) Jesus Cristo disse a seus discípulos: "Eu tenho muito mais para lhes falar, mas vós não podeis entender isto agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, Ele os guiará na inteira verdade; porque Ele não falará de sua própria autoridade mas vos dirá o que lhe foi dito, e vos anunciará as coisas que irão vir. " — Jo 16:12, 13 (Williams).

O Espírito de Deus lhes ensinaria tudo o que necessitassem saber para executar seu trabalho, relembrando-lhes e abrindo ao entendimento deles coisas que anteriormente tinham ouvido de Jesus, mas que não haviam entendido. (Jo 14:26) O Espírito de Deus também lhes declararia "as coisas que irão vir". Isto talvez incluísse trazer à luz o significado da morte e da ressurreição de Jesus, uma vez que esses eventos ainda eram futuros e estavam entre as coisas que seus discípulos não entendiam. (Mt 16:21-23; Lu 24:6-8, 19-27; Jo 2:19-22; 12:14-16; 20:9) Naturalmente, o Espírito de Deus mais tarde habilitou também os seguidores de Cristo a predizer acontecimentos futuros. (At 11:28; 20:29, 30; 21:11; 1Ti 4:1-3) Sendo "o Espírito da verdade", o Espírito Santo de Deus jamais poderia ser a fonte do erro, mas protegeria os seguidores de Cristo das falsidades doutrinárias. (Veja 1Jo 2:27; 4:1-6.) Daria testemunho da verdade a respeito de Jesus Cristo. De Pentecostes do ano 33 em diante, o Espírito de Deus deu testemunho por ajudar os discípulos de Jesus a entender as profecias que atestavam claramente que Jesus era o Filho de Deus. À base de tais profecias, eles davam testemunho a outros. (Jo 15:26, 27; compare isso com At 2:14-36; Ro 1:1-4.) Mesmo antes de Pentecostes, porém, o "Espírito da verdade" dera testemunho de que Jesus era o Filho de Deus (1Jo 5:5-8), pois fora com este Espírito que Jesus foi ungido e habilitado para realizar obras poderosas. — Jo 1:32-34; 10:37, 38; At 10:38.

A Palavra de Deus É Verdade. A Palavra de Deus apresenta as coisas como elas realmente são, revelando os atributos, os propósitos, e as ordens de Jeová, bem como a verdadeira situação das coisas entre a humanidade. A Palavra da verdade de Deus mostra o que se requer de alguém para ele ser santificado ou tornado santo, posto à parte para ser usado por Deus em Seu serviço, e, daí, permanecer numa condição santificada. Por isso, Jesus podia orar a respeito de seus seguidores: "Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade." (Jo 17:17; compare isso com Tg 1:18.) A obediência deles à verdade revelada da Palavra de Deus conduziu-os à santificação, a verdade sendo o meio pelo qual purificaram a alma. (1Pe 1:22) Assim, destacavam-se como ‘não fazendo parte do mundo’ que não aderia à verdade de Deus. — Jo 17:16.

Andar na Verdade.’ Aqueles que desejam obter a aprovação de Deus devem andar na Sua verdade e servi-lo em verdade. (Jos 24:14; 1Sa 12:24; Sal 25:4, 5; 26:3-6; 43:3; 86:11; Is 38:3) Isto inclui ater-se aos requisitos de Deus e servi-lo em fidelidade e sinceridade. A uma samaritana, Jesus Cristo disse: "Vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem. Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade." (Jo 4:23, 24) Tal adoração não pode basear-se em imaginação, mas tem de ajustar-se ao que está em harmonia com o estado real das coisas, sendo coerente com o que Deus revelou na sua Palavra a respeito de si mesmo e de seus propósitos.

O cristianismo é o "caminho da verdade" (2Pe 2:2), e os que auxiliam outros em promover os interesses do cristianismo tornam-se "colaboradores na verdade". (3Jo 8) O inteiro conjunto de ensinos cristãos, que mais tarde se tornou parte da escrita Palavra de Deus, é "a verdade", ou "a verdade das boas novas". Apegar-se a esta verdade, ou ‘andar’ nela, é essencial para que se ganhe a salvação. (Ro 2:8; 2Co 4:2; Ef 1:13; 1Ti 2:4; 2Ti 4:4; Tit 1:1, 14; He 10:26; 2Jo 1-4; 3Jo 3, 4) No caso daqueles que se portam corretamente, a verdade — o enquadramento de seus modos de agir com a Palavra de Deus, e os resultados reais de seu proceder — testifica que eles constituem exemplos dignos de serem imitados. (3Jo 11, 12) Por outro lado, quem se afasta dos ensinos básicos do cristianismo, quer por se portar incorretamente, quer por advogar doutrinas falsas, não mais está ‘andando’ na verdade. Esta era a situação dos que insistiam que a circuncisão era necessária para alguém obter a salvação. O ensino deles era contrário à verdade cristã, e os que o aceitavam deixavam de obedecer à verdade e de andar nela. (Gál 2:3-5; 5:2-7) Similarmente, quando o apóstolo Pedro, por suas ações, impropriamente fez distinção entre judeus e não-judeus, o apóstolo Paulo o corrigiu por não ‘andar’ em harmonia com "a verdade das boas novas". — Gál 2:14.

"Pilar e fundação da Verdade." A Igreja cristã serve como "pilar e fundação da verdade", preservando a pureza da verdade, e defendendo-a e sustentando-a. (1Ti 3:15) Por este motivo, é especialmente importante que aqueles a quem se confiou a supervisão da Igreja sejam capazes de manejar corretamente "a palavra da verdade". O uso correto da Palavra de Deus os habilita a combater os ensinos falsos na Igreja, instruindo "os que não estiverem favoravelmente dispostos, visto que talvez Deus lhes dê arrependimento conduzindo a um conhecimento exato da verdade". (2Ti 2:15-18, 25; compare isso com 2Ti 3:6-8; Tg 5:13-20.) Nem todos se habilitam para dar este tipo de instrução ou de ensino na Igreja. Os homens que têm ciúme amargo e são contenciosos não têm base para jactar-se de serem habilitados para ensinar. Sua afirmação seria falsa. Conforme escreveu o discípulo Tiago: "Quem é sábio e entendido entre vós? Mostre ele as suas obras pela sua conduta excelente com a brandura que pertence à sabedoria. Mas, se tiverdes ciúme amargo e briga nos vossos corações, não vos jacteis e não mintais contra a verdade." — Tg 3:13, 14.

Para que a Igreja cristã seja "pilar e fundação da verdade", os membros dela precisam, por sua conduta excelente, manifestar a verdade em sua vida. (Ef 5:9) Precisam ser coerentes e inalteráveis na conduta correta, como se estivessem "cingidos com a verdade". (Ef 6:14) Além de manterem a pureza pessoal, os cristãos precisam estar preocupados com a pureza congregacional. Ao dar ênfase à necessidade de manter a congregação cristã limpa das máculas trazidas por pessoas que são contra a lei, o apóstolo Paulo escreveu: "Retirai o velho fermento, para que sejais massa nova, conforme estiverdes livres do levedo. Pois, deveras, Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado. Conseqüentemente, guardemos a festividade, não com o velho fermento, nem com o fermento de maldade e iniqüidade, mas com os pães não fermentados da sinceridade e da verdade." (1Co 5:7, 8) Visto que Jesus Cristo foi sacrificado apenas uma vez (veja He 9:25-28) como a realidade do cordeiro pascoal, todo o proceder de vida do cristão, comparável à Festividade dos Pães ázimos, deve estar isento de maldade e de iniqüidade. É mister que haja a disposição de remover o que é pecaminoso, a fim de manter a pureza pessoal e congregacional, e, assim, ‘guardar a festividade com pães não fermentados da sinceridade e da verdade’.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Doutrinas e práticas essenciais

Por: Apologetic Index
Tradução: Stephen Adams

A má doutrina produz maus frutos (por exemplo, Mc. 7:7-13; Cl. 2:20-23; ITm. 4:1-5; IIPd. 2:1; Ap. 2:14-15, 20, 24) que é verdadeiro tanto para os cristãos como é para as seitas.

Como Van Baalen disse: "se prática vem da teoria e se a vida é baseada no ensino, segue-se que a doutrina errada irá levar a uma atitude errada para Deus e Cristo, e por conseguinte, para uma vida cristã errada".

Alan Gomes, Desmascarando as Seitas

Doutrinas chaves

Os indivíduos que, mesmo afirmando ser cristãos, rejeitam uma ou mais doutrinais centrais (chaves) da fé cristã, são considerados hereges. Os grupos que rejeitam estas doutrinas, mesmo afirmando representarem o cristianismo, são considerados seitas de cristianismo.

"Uma seita do cristianismo é um grupo de pessoas que, afirmando serem cristãs, crêem num sistema doutrinal particular ensinado por um líder individual, um grupo de líderes, ou uma organização (sistema) que nega (explicita ou implicitamente) uma ou mais das doutrinas centrais da fé cristã como ensinadas nos sessenta e seis livros da Bíblia" (Alam Gomes, Seitas: Uma Definição Teológica, extraído de "Desmascarando as Seitas )

As doutrinas centrais da fé cristã são as doutrinas que fazem a fé cristã e não outra coisa.

1 - O significado da expressão "fé cristã" não é como um nariz de cera que pode ser torcido para significar o que uma pessoas quer que signifique.

2 - A fé cristã é um sistema definido de crenças com conteúdo definido (Jd. 3)

3 - Certas doutrinas cristãs constituem o centro da fé. Estas doutrinas centrais incluem a Trindade, a divindade de Cristo, a ressurreição, a obra reconciliatória de Cristo na cruz, e salvação pela graça da fé. Estas doutrinas são a essência da fé cristã e negar qualquer uma delas é caracterizar uma crença de não-cristã.

4 - As Escrituras ensinam que as crenças mencionadas acima são de importância central (por exemplo, Mt. 28:19; Jo. 8:24; ICo. 15; Ef. 2:8-10).

5 - Como estas doutrinas centrais definem o caráter do cristianismo, ninguém pode ser salvo se negar qualquer uma delas.

6 - As doutrinas centrais não devem ser confundidas com assuntos periféricos sobre os quais os cristãos podem discordar (e mesmo assim serem classificados como cristãos).

As doutrinas periféricas (i.e. dispensável) são aquelas como a época da tribulação, o método do batismo, ou a estrutura do governo de igreja. Por exemplo, pode-se estar errado sobre a identidade dos "espíritos na prisão" (IPd. 3:19) ou sobre o tempo do arrebatamento e ainda ir para o céu, mas a pessoa não pode negar a salvação pela graça ou a divindade de Cristo (Jo. 8:24) e ser salva.

7 - Todas as denominações cristãs - católicos, ortodoxos ou protestantes - concordam nas doutrinas centrais. As doutrinas periféricas, ou secundárias, portanto, não podem ser usadas para dizer que elas não são cristãs.
Fonte: Alam Gomes, Seitas: Uma Definição Teológica, extraído de " Desmascarando as Seitas

Doutrinas básicas

Por: Pr. João Flávio Martinez

Doutrinas básicas é uma apostila escrita com a finalidade de expor o mais simples do fundamento da fé cristã. A palavra "doutrina" significa ensinamento. E nessas poucas páginas procuramos sintetizar o maior número possível de doutrinas bíblicas. Procuramos escrever de maneira simples e bem exposta os ensinos, sempre bem acompanhados de versículos bíblicos. Em nenhuma doutrina frisamos nossas idéias particulares, mas usamos a Palavra para acurar a mais límpida verdade. Acreditamos que existem verdades cristãs que deve e deveriam estar na mente e coração de cada autêntico servo de Deus. A simplicidade dessa apostila é proposital, visto que nesses últimos dias muitos querendo ser doutores acabaram dando ouvidos a demônios e se esquecendo da simplicidade que há no verdadeiro evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Que a graça do Senhor nos ajude e que cresçamos nela com a ajuda do Espírito Santo. Lembrando sempre a exortação paulina:
"Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não provem, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne" (Cl.2:20-23).



A DOUTRINA DA TRINDADE

A Trindade é encontrada na Bíblia desde a primeira página, Gênesis 1:1-3,26, até a última, Apocalipse 22:3 e 17. Os cristãos verdadeiros não crêem que haja três deuses em um. Crêem, isto sim, que existe três Pessoas, todas da mesma substância, co-iguais, co-existentes e co-eternas. A doutrina da Trindade está implícita no V.T.. Considerando que a palavra "Elohim" (Deus) está no plural, a Trindade está implícita nesse nome. Leiamos:
"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn.1:26)
"Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro" (Gn.11:7).
"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós?" (Is.6:8).
"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt.28:19).
"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (II Cor.13:13).
"...e um só Espírito...um só Senhor...um só Deus e Pai ..."(Ef.4:4-6).

QUADRO DEMONSTRATIVO DA TRINDADE DE DEUS

DEUS PAI
DEUS JESUS CRISTO
DEUS ESPÍRITO SANTO


Pai Onipresente, Jr.23:24
Filho Onipresente,Mt.28:20
E. S. Onipresente, Sl.139:7

Pai Onipotente, Gn.17:1
Filho Onipotente, Mt.28:18
E. S. Onipotente, Lc.1:35

Pai Onisciente, IPd.1:2
Filho Onisciente, Jo.21:17
E. S. Onisciente, I Cor.2:10

Pai o Criador, Gn.1:1
Filho o Criador, Jo.1:3
E. S. o Criador, Jó 33:4

Pai o Eterno, Rm.16:26
Filho o Eterno, Ap.22:13
E. S. o Eterno, Hb.9:14

Pai o Santo, Ap.4:8
Filho o Santo, At.3:14
E. S. o Santo, IJo.2:20

Pai o Santificador,Jo.10:36
Filho o Santificador, Hb.2:11
E. S. o Santificador, IPd.1:2

Pai o Salvador, Is.43:11
Filho o Salvador,IITm.1:10
E. S. o Salvador, Tt.3:5


"Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um" (IJo.5:7) - Tradução Almeida Revista e Corrigida.
É argumentado pelos que não crêem na Trindade, que I João 5:7 não é valido como um texto bíblico que prove a Trindade e sim como um acréscimo à Bíblia. Dizem que este versículo não consta nos mais antigos manuscritos. Entretanto, falando de tradução bíblica, não se pode desprezar nenhum manuscrito. No caso do versículo referido, João Ferreira de Almeida não acrescentou nada, mas traduziu um texto de manuscritos mais recentes, o que é perfeitamente aceito, pois a maioria dos manuscritos bíblicos são recentes(o recente, na verdade são manuscritos com centenas de anos). Há o caso do livro de Isaías que sua tradução foi feita de um manuscrito recente, mas que em 1947 e 48 foi encontrado nas cavernas Qumran, próximas ao mar morto, um rolo que sua data é provavelmente cem anos anterior ao nascimento de Cristo. Este rolo comprovou a tradução recente do livro de Isaías, pois eram idênticos. Isso nos prova que não devemos desqualificar nenhum manuscrito. Agora é preciso salientar que não é preciso usar tal versículo(I Jo.5:7) para falarmos da Trindade, pois ela está por toda a Bíblia e, com o sem este versículo, é perfeitamente possível vermos a doutrina do Deus Trino.

A DOUTRINA DE CRISTO - CRISTOLOGIA

Alguns pensam que Jesus é um ser criado como são os Anjos e o homem. Acham que Deus criou a Jesus como filho e então o usou como seu sócio. Entretanto, vejamos o que diz a Bíblia:
"Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" (Jo.5:18).
"de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém" (Rm.9:5).
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo.1:1).
Os textos acima são mais que necessários para provarmos a Deidade de Jesus Cristo, ou seja, O Filho é tão Deus como o Pai e o Espírito Santo (Mt.28:19, II Cor.13:13, Ef.4:4-6, I Jo.5:7).
Veja, a Bíblia diz que só há um salvador e é Jeová (Is.43:11), mas em II Tm.1:10 é dito que Jesus Cristo é o Salvador. Notem que Jesus é tão Salvador como Jeová e se só há um salvador concluímos, com muita lógica, que Jeová e Jesus Cristo fazem parte da Trindade. Veja o texto de Zacarias 12:10: "... e olharão para mim (Jeová), a quem traspassaram; e o prantearão com que pranteia por um unigênito..." (ARC). O texto de Zc.12:10 é Jeová Deus quem fala, mas não foi o Pai que foi traspassado, mas o Filho. Pelo estudo do contexto, entendemos que Deus está falando de Jesus como se fosse Ele na Cruz do calvário. Aleluia.
Ainda em Is.41:4; Is.44:6 e Is.48:12 declaram que o atributo de ser o "primeiro e o último" pertence a Jeová somente, mas Ap. 1:7-8 e Ap.22:13 apresentam Jesus com exatamente esse mesmo atributo. Também Is.45:22-25 fala de uma adoração universal, que um dia toda a humanidade prestará a Jeová, Fil.2:9-11 aplica essa passagem a Jesus Cristo. Em Is.44:22-23 Jeová é apresentado como redentor e em Ef.1:7; Lc.2:11 Jesus é o Redentor. A divindade de Jesus Cristo e a Trindade são inquestionáveis.

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO - PNEUMATOLOGIA

A Bíblia nos informa que o Espírito Santo é uma Pessoa da Trindade, um ser pessoal, inteligente, com vontade e determinação próprias. Que o Espírito Santo é uma pessoa, está provado pela atribuição que a Escritura faz a Ele de atos pessoais: Ele sonda as coisas profundas de Deus Pai - I Cor.2:10; Ele fala - Mt.10:20; At.8:39; At.10:19,20; At.13:2; Ap.2:7; Ele ensina - Lc.12:12; Jo.14:26; I Cor.2:13; Ele conduz e guia - Jo.16:13; Rm.8:14; Ele intercede - Rm.8:26-28; Ele dispensa dons - I Cor.12:7-11; Ele chama homens para o seu serviço - At.13:2; At.20:28; Ele se entristece - Ef.4:30; Ele dá ordens - At. 16:6,7; Ele ama - Rm.15:30; Ele pode ser resistido - At.7:51. Vemos claramente que o Espírito Santo é uma pessoa. Aleluia!!!

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

O batismo com o Espírito Santo ocorre quando um crente é cheio do Espírito (Ef.5:18) e passa a falar em outras línguas de maneira inspirado por Deus (At.1:5,At.2:4, I Cor.14). Todo crente deve buscar esse batismo, pois quem ora em línguas edifica a si mesmo (I Cor.14:4). É tão importante termos essa experiência que na Igreja primitiva era comum os crentes buscarem esse revestimento do Espírito (At.2:4, 4:31, 8:15-17, 10:46, 11:15-16...). Além disso, falar em línguas deve ser cultivado como uma prática particular (ICor.14:13-14), na comunhão com Deus. Falar em línguas é uma experiência contínua para o resto da vida .

A DOUTRINA DA SALVAÇÃO - SOTERIOLOGIA

A salvação do homem é o sublime tema de toda a Bíblia. O objetivo de Deus foi e sempre será redimir a sua mais ilustre criatura, o homem. O homem que Deus formou era notavelmente diferente de todos e de tudo que havia sido criado. Ele possuía um espírito semelhante àqueles dos anjos e ao mesmo tempo tinha uma alma por onde tomava as decisões. O homem foi criado com liberdade perfeita e tinha a opção de escolher o que lhe melhor parecia. A Bíblia nos fala de duas árvores que havia no jardim do éden; "...bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal"(Gn.2:9). Aqui estava a grande opção do homem; a vida eterna, comendo a árvore da vida ou a morte, comendo a árvore do bem e do mal. A árvore escolhida pelo o homem foi a do bem e do mal, ou seja, ele optou por viver independentemente do seu criador (Gn.3:6). A partir da queda do homem é dado início no mais fenomenal romance entre o grande Deus amoroso e sua criatura rebelde (Gn.3:15). Por toda história bíblica é nos mostrado o esforço do Senhor em aproximar-se da sua criatura. O derradeiro ato de salvação conclui-se na manifestação do Verbo de Deus (Jo.1:1-3), o Senhor Jesus e o seu grande gesto de amor - A MORTE NA CRUZ DO CALVÁRIO E A SUA RESSURREIÇÃO AO TERCEIRO DIA (Mc.15:21-32, Mc.16:9). A partir da morte e ressurreição de Cristo na cruz a porta da salvação abriu-se a todos os homens (Jo.14:6) hoje só precisamos aceitar o Senhor Jesus Cristo (Jo.1:12) como nosso salvador, pois a nossa dívida foi paga (Cl.2:14) e a nossa redenção concluída (Ef.1:7). Leiamos:
- "e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo" (Lc.1:69).
- "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus"(Jo.1:12).
- "porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo" (I Ts.5:9).

SOBRE A SALVAÇÃO

Salvar significa: "Livrar do perigo" e Salvação é o ato de salvar (Boyer).
1) - A salvação procede de Deus para o homem (Rm.6:23).
2) - Só em Jesus Cristo há salvação,(At.4:12).
3) - A salvação é obtida pela Graça ou favor imerecido da parte de Deus e não por obras humanas (Ef.2:8-9).
4) - A salvação abrange o espírito, alma e corpo do homem (I Ts.5:23).
5) - A salvação tem alcance eterno (Hb.5:9).
6) - A salvação pode ser perdida (Jo.15:6, Cl.1:23, I Cor.15:2, Hb.2:3, Hb.3:14, Hb.10:38, I Jo.1:7).
7) - A salvação é operada pela fé em Cristo (Mc.16:16).
Podemos Ter A Certeza Da Nossa Salvação E Por Conseqüência A Vida Eterna?
Embora algumas denominações cristãs ensinam que a nossa salvação só será confirmada no dia da ressurreição (esses acreditam no sono da alma), a Bíblia nos mostra o contrário e nos garante a salvação, leiamos:
"Quem crê no Filho tem a vida eterna" (Jo.3:36).
"Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida"(Jo.5:24).
"Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas" (I Tm.6:12).
"Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida"(I Jo.1:12)
"Tomai também o capacete da salvação..." (Ef.6:17).
"alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas" (I Pe.1:9).
Pelos textos apresentados podemos ter certeza que estando em Cristo (II Cor.5:17) a nossa salvação é garantida. Muitos servem a Deus sem essa certeza, mas quando passamos a entender a Palavra vivemos nessa convicção de que somos salvos por nosso Senhor. Aleluia!

A DOUTRINA DO BATISMO

A palavra "Batismo" significa imergir, ou seja, o batismo é realizado por imersão (Mt.3:16, At.8:38). A ordenança do batismo saiu dos lábios de Jesus e todos os que verdadeiramente acreditam no Senhor têm a alegria de cumpri este mandamento: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo"(Mt.28:19).
A Formula do Batismo
Alguns argumentam que o batismo tem que ser feito só em nome de Jesus, mas afirmar isso acerca da fórmula batismal é uma prova da falta de conhecimento Bíblico e teológico. Eles criaram uma fórmula que não existe modelo tal nas escrituras. A menção do batismo em nome de Jesus (Atos 2:28; 8:16; 10:48 e 19:5) encontra-se em passagens que não tratam da fórmula batismal, e, sim, de atos ou eventos feito em nome de Jesus, pois tudo o que é feito em nossas vidas é em nome de Jesus. Veja o que diz o apóstolo Paulo em Colossenses 3:17: "E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". O cristão quando se reúne, se reúne em nome de Jesus; Quando louva a Deus com cânticos, louva em nome de Jesus; Quando apresentamos uma criança, apresentamos em nome de Jesus;... e quando realizamos um batismo, realizamos em nome de Jesus, mas de acordo com a fórmula dada por Cristo: "Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo" (Mt.28:19). Os textos do livro de Atos só nos mostram essa realidade e não uma fórmula batismal, veja: Atos 2:38 - "Em nome de Jesus Cristo"; Atos 8:16 - "em nome do Senhor Jesus". Se essas passagens revelassem a fórmula batismal, seriam iguais, pois qualquer fórmula é padronizada. O que a Palavra está dizendo e que as pessoas eram batizadas na autoridade do nome do Senhor Jesus, mesmo porque não é possível que Pedro, pouco tempo depois da ordem de Jesus, em Mateus 28:19, agisse de modo tão diferente, alterando a fórmula batismal.
O Batismo salva e purifica o homem do pecado?
O batismo não purifica o homem do pecado e nem o salva, essa idéia é desqualificada com um pequeno versículo de I João 1:7: "...e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado". A Bíblia deixa-nos lúcidos quanto ao que nos purifica - O SANGUE DE JESUS CRISTO. Em Marcos 16:16 é nos dito que: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado". Não é dito que quem não crer e não for batizado será condenado, mas apenas quem não crer. O ladrão da cruz não teve tempo para se batizar, mas creu no Senhor , aceitou o seu sangue e foi salvo (Lc.23:43).
Quem deve ser Batizado?
Os que devem passar pelas águas do Batismo são aqueles que creram na Palavra, se arrependeram dos seus pecados e querem viver uma nova vida (Mc.16:16, At.2:38, Rm.6:4). As crianças estão isentas dessa ordenança, pois dos tais é o Reino de Deus (Mt.19:14).

O que simboliza o batismo?
"...que também agora, por uma verdadeira figura, o batismo..." (I Pe.3:21). "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte..." (Rm.6:4). O batismo é uma figura do que acontece com as nossas vidas. É um símbolo da nossa morte e ressurreição com cristo, pois Jesus morreu por nós e, pela fé, nós morremos com ele naquela cruz. Hoje vivemos em novidade de vida, por termo crucificado o nosso velho homem (Gl.2:19-20).

A DOUTRINA SOBRE A IGREJA DE JESUS CRISTO - ECLESIOLOGIA

"...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt.16:18).
A palavra Igreja significa: "Os chamados para fora (do mundo) para serem santos (separados)". No N.T., o termo designa o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de Deus (Ef.2:19), com o propósito de adorar a Deus (Jo.4:23-24). A palavra Igreja pode referir-se a uma Igreja local (Mt.18:17, At.15:4) ou à Igreja no sentido universal (At.16:18, At.20:28, Ef.2:21-22). A Igreja é composta por filhos de Deus através de Jesus Cristo (Jo.1:12) que irá morar nos céus com o Ele (Hb.12:23). Veja que o texto de Hebreus diz: "igreja dos primogênitos inscritos nos céus", a palavra "primogênitos" está no plural indicando que todos os filhos de Deus compõem a Igreja que está arrolado nos Céus.

TODOS OS QUE ACEITAM A JESUS COMPÕEM A IGREJA QUE VAI PARA O CÉU

"Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo.1:12)
"Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hb.12:22-23)
"e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à Igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas" (Ef.1:22). Hb.3:6, Itm.3:15
"..., saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade" (I Tm.3:15).
"mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança" (Hb.3:6)
A compreensão dos textos acima é simples. Você aceita a Jesus Cristo como seu Salvador e se torna filho de Deus. Quando você se torna filho se transforma em casa de Deus, em morado do Espírito Santo (I Cor.3:16) e sendo "casa de Deus" você é automaticamente a Igreja de Jesus Cristo na Terra. Essa Igreja representa o corpo do Senhor movendo-se na terra e fazendo a obra do Pai. É lógico que quando Jesus voltar para buscar a sua Igreja (Jo.14:1-3, I Ts.4:13-18), Ele não vai levar uma parte do seu corpo e deixar a outra, mas como disse Paulo; "estaremos com Ele" (Fil.1:23).
Naquele dia será uma grande festa entre o noivo e a sua "Igreja noiva" (II Cor.11:2, Ef.5:23-27).O Apóstolo Paulo escreveu a maior parte das epístolas do N.T. e nunca fez separação entre o povo que servia a Deus, mas sempre chamava todos os servos de Deus de Igreja de Jesus e mostrava a certeza de um dia estarmos com o Senhor, por isso seja fiel e esteja pronto para o toque trombeta. Aleluia!!! (leia: Rm.16:16, I Cor.1:2, I Cor.16:19, II Cor.1:1, Gl.1:2, Cl.4:15, I Ts.1:1, II Ts.1:1, I Tm.3:5, I Tm.5:16, Fl.1:2).

A MISSÃO DA IGREJA DE JESUS CRISTO

A missão da Igreja no mundo é continuar a passar o amor de Jesus que uma vez foi expresso na Cruz do Calvário. Por isso é nos dito: "...Portanto ide..."(Mt.28:19,20). A incumbência de pregar as boas novas de Cristo deve estar em cada cristão, que autenticamente tenha recebido o novo nascimento (Jo.3:6). Levar a salvação é motivo de grande alegria para o verdadeiro crente(Lc.10:17). Acredito que a pessoa que está em comunhão com o Espírito Santo sente necessidade de falar do amor de Deus (Lc.6:45, Jo.16:8, At.2:14-36). Alguns argumentam preguiçosamente que; "quando eu sentir ai eu vou falar de Jesus", mas Jesus não mencionou nada de sentimento quando incumbiu a sua Igreja. A Palavra de Deus é clara "IDE", ou seja, já temos mandamento para trabalharmos e pregarmos o amor de Jesus. Muitos ainda dizem, "mas quando eu vou?"; a Bíblia diz "a tempo e fora de tempo" (II Tm.4:2). Por isso trabalhemos, pois o nosso trabalho não é vão no Senhor (I Cor.15:58).

A DOUTRINA DA NOSSA IDA PARA O CÉU , O ARREBATAMENTO - ESCATOLOGIA

Dentre as muitas promessas feitas por Jesus, destaca-se a do arrebatamento ao céu da Igreja. Jesus Disse: "E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" (Jo.14:3).


PROVAS BÍBLICAS QUE VAMOS PARA O CÉU

A Bíblia em vários lugares fala do céu e da nossa ida para esse lugar glorioso. Logo abaixo leremos alguns desses versículos:
"Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos" (Ap.7:9).
"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt.5:6).
"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mt.5:10).
"Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós"(Mt.5:12).
" Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também"(Jo.14:1-3)
"Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" (Mt.5:20).
"O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu" I Cor.15:47).
"Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu," (II Cor.5:1-2).
"Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu" (II Cor.12:2).
"Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fil.3:20).
"por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho" (Col.1:5).
"à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus..."(Hb.12:23).
"para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós"(I Pe.1:4). É só pesquisar e você encontrará muitos outros versículos.
O apóstolo Paulo fez do arrebatamento da Igreja ao céu um dos mais importantes assuntos de suas pregações e escritos:
"Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor" (I Ts.4:14-17).
"Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (I Cor.15:51-53).
O arrebatamento poderá ocorrer a qualquer momento. O apóstolo Pedro diz que esse dia virá como ladrão (II Pe.3:10), ou seja, Cristo não será manifesto ao mundo no arrebatamento, mas somente a Igreja. No findar da última semana de Daniel, então Cristo voltará com a sua Igreja para o grande julgamento das nações onde todo olho o verá (Dn.9:27, Ap.11:2-3, Mt.25:31-46, Jd.14, Mt.24, Ap.1:7).

A JERUSALÉM CELESTIAL - O CÉU PARA ONDE A IGREJA SERÁ ARREBATADA

A Igreja será arrebatada ao céu que é a mesma coisa que Jerusalém celestial, leiamos: "Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hb.12:22-23).
Nesta cidade celestial viveremos com Jesus por toda a eternidade. O patriarca Abraão tinha essa mesma esperança; "Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus" (Hb.11:8-10).
Abraão sabia que a terra que lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada. Pelo contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que Deus preparara para seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo povo de Deus(Gl.3:14); devemos reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para o nosso verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem ficar fascinado por ele como fazem os mundanos(Hb.11:13). Devemos nos considerar estrangeiros e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (Hb.11:16, Fil.3:20), a Jerusalém Celestial (Hb.12:22) e a cidade permanente (Hb.13:14) .

O TAMANHO DA CIDADE CELESTIAL - A NOVA JERUSALÉM

Diz o pastor Salas em uma observação sobra a Nova Jerusalém: "A Nova Jerusalém é um cubo perfeito, por ser totalmente quadrada. É a cidade que Deus tem preparado para sua Igreja (Hb.12:22-23). A Nova Jerusalém tem doze mil estádios por cada lado (Ap.21:16). Cada milha tem oito estádios, portanto a Nova Jerusalém tem mil e quinhentas milhas por cada lado, ou seja, a nova Jerusalém, tem quase três mil quilômetros de altura, três mil de comprimentos e três mil de largura. Nessa cidade daria para construir 15 bilhões de casas de ouro puro. Em outras palavras, haveria três casas para cada pessoa da terra (cuja população esta perto dos 6 bilhões). Jesus bem que disse: "Na casa de meu Pai há muitas moradas" (Jo.14:1-3)"

A DOUTRINA DA VIDA APÓS A MORTE
O IMORTAL ESPÍRITO HUMANO

"Deus É Espírito"(Jo.4:24) "Criou Deus, Pois, O Homem À Sua Imagem. À Imagem De Deus O Criou; Homem E Mulher Os Criou". (Gn.1:27) "Então Formou O Senhor Deus Ao Homem Do Pó Da Terra E Lhe Soprou Nas Narinas O Fôlego De Vida (No Original: O Espírito De Vida).." (Gn.2:7) "...E Aos Espíritos Dos Justos Aperfeiçoados."(Hb. 12:23) "...Não Havemos De Estar Em Muito Maior Submissão Ao Pai Dos Espíritos E Então Viveremos "(Hb. 12:9), "...e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (I Ts.5:23).
Há alguns que dizem: "Quando o homem morre, tudo morre. Ele fica sem sentido em um estado de dormência até o dia da ressurreição". Caro leitor isso não é verdade, pois declarou o Senhor Jesus: "EU SOU O DEUS DE ABRAÃO, O DEUS DE ISAQUE E O DEUS DE JACÓ. ELE NÃO É DEUS DE MORTOS, E SIM DE VIVOS". (Mt. 22:32)
Sim, Deus é Deus de vivos, pois o espírito humano é imortal. Os que acreditam no sono da alma devem achar que o nosso Deus está morto, achar que os anjos estão mortos, pois tanto Deus, como os anjos e os homens são espíritos. Se quando ocorre a morte do homem tudo nele morre, Deus está morto, não existem anjos e estamos sem esperança alguma. Entenda bem isso, quando Deus fez o homem, ele o dotou de um espírito imortal igual ao dele(Gn.2:7). O espírito do homem, o Espírito de Deus, e o espírito dos anjos são os mesmos. Espírito é espíritos e não há diferença na essência. Eu disse em essência, não estou falando de pureza e nem de santidade, se estivesse falando de santidade eu não poderia comparar o espírito de Deus com o espírito humano. Quando Deus fez o homem, ele tirou algo seu, uma parte íntima dele e essa parte, que é imortal, constitui o espírito humano. Veja bem, Deus Pai não tem corpo físico, mas é vivo. Os anjos não têm corpos físicos, mas estão na ativa lutando a nossa favor (Hb. 1:14). O homem quando morre só perde o corpo físico e mais nada, ele continua vivo como Deus está vivo e como os anjos estão vivos (Ec.12:7).

FATOS SOBRE A PALAVRA ALMA

Existem três palavras diferentes empregadas no grego para designar "vida" ou "alma": 1) bios, 2) Psiquê, 3) zoe. Todas elas descrevem a vida da alma, mas exprimem significados bem diferentes. Bios refere-se aos meios de vida ou subsistência. Zoe é a vida mais elevada, a vida do espírito. Sempre que a Bíblia fala de vida eterna ela usa esta palavra. Psiquê refere-se à vida animada do homem ou vida da alma. Devemos observar que as palavras "alma" e "vida da alma", na Bíblia, são uma só e a mesma palavra no original. No antigo Testamento a palavra hebraica para alma - nefesh - é usada igualmente para vida da alma. Por causa disso e de tantas variantes é que não podemos entender que a alma é só o sangue, mas que ela é aplicada em vários sentidos. Veja:
- No sentido como sendo o sangue: Gn.9:4-5, Dt.12:23, Lv.17:11, Lv.17:14...
- No sentido como pessoa: Gn.46:22-27, Lv.17:15, IPe.3:20...
- No sentido de vida: Lv.22:3, Jó 12:10...
- No sentido de alma(Psiquê) que é a mente (Pv.19:2, Sl.13:2, Sl.139:14, Lm.3:20, Pv.2:10, Pv.3:21-22, Pv.24:14...), as vontades (ICr.22:19, Jr.44:14, Jó 6:7, Jó7:15,...), emoções (I Sm.18:1, Ct.1:7, II Sm.5:8, Zc.11:8, Dt.6:5, Jó10:1, Sl.107:18, Sl.84:2, Mt.26:38, Lc.1:46, Jo.12:27, II Pe.2:8...).
Se o sentido da palavra alma fosse sempre - sangue, então, os irracionais também deveriam amar a Deus porque eles também possuem alma, o que é ridículo para quem conhece um pouco a Palavra de Deus. Não amamos a Deus com o sangue, mas com a alma, ou seja, com o coração, com entendimento, com o espírito, com todo o nosso ser, o que é algo peculiar do homem.

PROVAS DE QUE HÁ VIDA APÓS A MORTE

- "Tinha Moisés cento e vinte anos quando morreu"(Dt.34:7). "E eis que lhe apareceram Moisés e Elias, conversando com ele" (Mt.17:3 ). A pergunta é obviai; "Com quem Jesus conversava, se Moisés estava morto?" É claro que a alma de Moisés estava viva e não em um estado de dormência, pois se a doutrina do sono da alma estivesse certa esse fato não poderia ter ocorrido. Vejamos mais alguns fatos: - "Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos... E clamaram com grande voz, dizendo: ..." (Ap. 6:9-10).
- "e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu." (Ec.12:7). O que será que torna a Deus se tudo no homem acaba ao morrer? Se ao morrer acabou, não teria mais nada para voltar a Deus, mas não é isso que vemos.
- "O próprio Deus de paz vos santifique... o espírito, e a alma, e o corpo..." (I Ts.5:23). Estaria Paulo errado ao dizer que o homem é trino (espírito, alma e corpo)?


A ALMA HUMANA E O ESTADO INTERMEDIÁRIO ENTRE A MORTE E A RESSURREIÇÃO

O PARAÍSO

"Jesus Lhe Respondeu: Em Verdade Te Digo Que Hoje Estarás Comigo No Paraíso".(Lc.23:43) "...Foi Arrebatado Até Ao Terceiro Céu... Foi Arrebatado Ao Paraíso..." (IiCor.12:2 E 4)
Todos nós devemos saber que existem três tipos de mortes: A morte física - quando o corpo orgânico para de funcionar ( Jo.11:17); A morte espiritual - quando o homem está afastado de Deus(Lc.9:60); A morte eterna - quando o homem (que é pecador e não se arrependeu) for jogado no lago de fogo (Mt.25:46, Ap.20:11-15). Confesso que dessas três mortes é preferível enfrentar a física, pois quando se é um cristão verdadeiro o Deus todo poderoso nos ajuda a atravessar esse momento(Sl.23) e lá do outro lado Ele nos preparou o que a Bíblia chama de "paraíso" (Lc.16:19-31). O paraíso é um lugar intermediário entre a nossa morte e nossa ressurreição, quando iremos viver eternamente na cidade celestial (Fl. 3:20). O Paraíso está agora no 3º céu (II Cor. 12: 1-6), pois quando o Senhor Jesus desceu ao coração da terra (Fl. 4:9) Ele levou cativo o cativeiro (Ef.4:8 - 10). Na época em que o Senhor falou a história verídica do rico e do Lázaro, o Hades (lugar de tormento onde ficam os mortos) era dividido em duas partes - uma delas o próprio Hades (onde ficavam os perdidos) e a outra era o seio de Abraão (onde ficavam os que esperavam o redentor) também chamado de paraíso. Quando o Senhor Jesus morreu na cruz (morte física) desceu ao Hades (I Pe. 3:19; 4:6) para resgatar os seus e colocar o paraíso no terceiro céu. O seio de Abraão sempre foi um lugar de desfruto espiritual (Lc.16:25) é o ante gozo celestial.

A ALMA E O INFERNO

Há sete termos nas línguas originais traduzidos por "inferno" e "sepultura", nas Bíblias de língua portuguesa, resultando em grande confusão entre os estudantes da Bíblia, principalmente aqueles menos preparados.
Estes sete termos são: Seol, Hades, Abussos, Abadon, Tártarus, Geena e Trofete. Desses sete referidos, vamos apenas falar sobre o Hades.
A palavra Hades, de acordo com o texto referido quer dizer: "LUGAR DE TORMENTOS" (Lc.16:23). Nesse lugar terrível de sofrimento as pessoas são atormentadas dia e noite sendo queimadas por chamas que nunca se apagam. Em um futuro próximo o próprio Hades será jogado no lago de fogo (Ap.20:14) e então o juízo de Deus estará concluído. No inferno há um tormento eterno (Lc.16:23 e Ap. 14:11); No inferno há fogo do juízo em forma de labaredas (Lc.16:24); No inferno o homem tem consciência do que está acontecendo, pois o seu espírito é imortal (Lc.16:23); No inferno há memória, pois a memória humana só será apagada quando houver novos céus e nova terra (Is.65:17). No Hades, por ser um estado intermediário, haverá lembrança de tudo (Lc.16:25 e 28); No inferno não se perde a razão (Lc.16:27 - 30). No inferno é lugar de justiça (Lc.16:25).

O INFERNO NÃO É INJUSTIÇA, MAS CONFIRMA A JUSTIÇA

A doutrina do inferno e do lago de fogo não é repugnante à justiça: Se a justiça nos fosse feita, cada um de nós receberia a condenação que merece (Jo.3:18). Merecemos a justiça, mas Deus nos concede a misericórdia pela sua graça, por causa do seu Filho Jesus (Rm.3:26). Todos devem ser salvos da mesma maneira, através dos méritos de Cristo (Ef.2:8-9). Deus é justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. O Inferno é, segundo os ensinos cristalinos da Palavra de Deus, uma dura realidade que até gostaríamos de não aceitá-la, mas como não somos como alguns que torcem a verdade por achá-la dura demais, nós nos curvamos diante da soberania de Deus. Não é Deus que simplesmente lança alguém no inferno, mas a própria pessoa deliberadamente que ali se lança. E pior é que, o inferno não só é uma realidade, mas um lugar de sofrimento (Judas 7), lugar de dor (Sl.116:3), lugar de tormentos (Lc.16:24,25,28), lugar de ira (Ef.2:3, Cl.3:6), lugar de condenação eterna (Mc.3:29), lugar de tormento eterno (Mt.25:41,46; Mc.9:44-46).

A DOUTRINA DO DÍZIMO DO SENHOR

Quem começou a dar o dízimo foi o pai dos crentes, Abraão e para que essa benção continue a fluir em nossas vidas devemos imitá-lo (Gl.3:14) e exceder os escribas e fariseus (Mt. 5:20; 23:23; Hb.7:8-9), pois o bom cristão e mais que dizimista. Todos concordam que devemos "dar a César o que é de César" (Lc.20:25), mas quando é para dar a Deus inventam muitos argumentos e obstáculos. Assim muitos demonstram ser mais fiéis a César (o governo) do que a Deus, mas o nosso Senhor qualifica tais pessoas como ladrões, leiamos: "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas" (Ml.3:8). Acredito que a única pessoa que quer que os filhos de Deus fiquem na miséria é o diabo (Jo.10:10) e para isso ele se transfigura em anjo de luz (II Cor.11:14) e tenta fechar o meio de Deus abençoar o seu povo - que é dando o dízimo e as ofertas. Que nunca nos deixemos contaminar pela avareza (Cl.3:5) e devolvamos a Deus o que lhe pertence: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro (a igreja), para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança"(Ml.3:10).

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Palavra "religião" na Bíblia

‘A religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai, é esta: guardar-se incontaminado do mundo.’ — Tg. 1:27, Almeida.

RELIGIÃO tem sido definida como "expressão da crença e da reverência do homem para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e governante do universo". Quem, então, logicamente tem o direito de determinar a diferença entre religião verdadeira e falsa? Certamente tem de ser Aquele em quem se crê e que é reverenciado, o Criador. Deus delineou claramente em sua Palavra sua posição sobre religião verdadeira e falsa.

A Palavra "Religião" na Bíblia

A palavra grega traduzida por "forma de adoração", ou "religião", é threskeía. No A Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento) esta palavra é definida como "a adoração de Deus, religião, esp[ecialmente] conforme se expressa em ofícios ou cultos religiosos". O Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento) dá outros detalhes, declarando: "A etimologia é controversial; . . . peritos modernos defendem uma ligação com therap- (‘servir’). . . . Pode-se também notar uma distinção de significado. O bom sentido é ‘zelo religioso’ . . ., ‘adoração de Deus’, ‘religião’. . . . Mas há também um mau sentido, i.e., ‘excesso religioso’, ‘adoração errada’". Assim, threskeía pode ser traduzido tanto por "religião" como por "forma de adoração", boa ou má.

Essa palavra aparece apenas quatro vezes no Novo Testamento. O apóstolo Paulo usou-a duas vezes para referir-se à religião falsa. At. 26:5 registra sua declaração de que, antes de tornar-se cristão, "vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião". Em sua carta aos colossenses, ele alertou: "Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos" (Cl. 2:18) Essa adoração de anjos aparentemente era comum na Frígia daqueles dias, mas era uma forma de religião falsa. Curiosamente, ao passo que algumas traduções da Bíblia traduzem threskeía por "religião", em Cl. 2:18, a maioria usa a palavra "adoração".

"Pura e Imaculada" do Ponto de Vista de Deus

As outras duas ocorrências da palavra threskeía se dão na carta escrita pelo discípulo Tiago, membro da igreja do primeiro século. Ele escreveu: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo" (Tg. 1:26, 27).

Tiago mostra que a pessoa talvez se considere verdadeiramente religiosa, não obstante, a sua forma de adoração talvez seja fútil. A palavra grega aqui traduzida "fútil" significa também "ociosa, vazia, infrutífera, inútil, impotente, desprovida de verdade". Poderia ser assim no caso de alguém que afirmasse ser cristão mas não refreasse a sua língua nem a usasse para glorificar a Deus e edificar outros cristãos. Estaria "enganando seu próprio coração", e não estaria praticando "a religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus". (Almeida) O que vale é o ponto de vista do Senhor.

Tiago não enumera todas as coisas que Deus exige com relação à adoração pura. Em consonância com o tema geral de sua carta, que é a fé provada por meio de obras e a necessidade de manter-se livre da amizade com o mundo de Satanás, Tiago realça apenas dois requisitos. Um deles é "cuidar dos órfãos e das viúvas nas suas tribulações". Isto envolve o verdadeiro amor cristão. Deus sempre tem demonstrado preocupação amorosa pelos órfãos e pelas viúvas. (Dt. 10:17, 18; Ml. 3:5) Uma das primeiras medidas dos apóstolos da Igreja do primeiro século, foi em favor de viúvas cristãs. (At. 6:1-6) O apóstolo Paulo deu instruções detalhadas a respeito de zelar amorosamente pelas viúvas idosas, necessitadas, que se haviam mostrado fiéis ao longo dos anos e que não tinham família que as ajudasse. (ITm. 5:3-16).

"Guardar-se incontaminado do Mundo"

O segundo requisito para a religião verdadeira mencionado por Tiago é "guardar-se incontaminado do mundo". Jesus declarou: "Meu reino não é deste mundo"; coerentemente, seus seguidores verdadeiros não fariam "parte do mundo". (Jo. 15:19; 18:36)

Outros Traços da Religião Verdadeira

9 Se religião é ‘reverência a um poder sobre-humano reconhecido como criador e governante do universo’, certamente a religião verdadeira tem de dirigir a adoração ao Deus verdadeiro. O apóstolo Pedro declarou: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome (Jesus Cristo), dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At. 4:8-12) Portanto, a religião pura que oferecerá sobrevivência para o novo mundo de Deus tem de inspirar fé em Cristo e no valor de seu sacrifício expiatório. (Jo. 3:16, 36; 17:3; Ef. 1:7) Além disso, tem de ajudar os adoradores verdadeiros a se submeterem a Cristo qual Rei reinante de Deus e ungido Sumo Sacerdote. — Sl. 2:6-8; Fl. 2:9-11; Hb. 4:14, 15.

A religião pura tem de basear-se na revelada vontade do único Deus verdadeiro e não em tradições ou filosofias criadas pelo homem. Nada saberíamos sobre Deus e seus propósitos maravilhosos, nem sobre Jesus e seu sacrifício, se não fosse a Bíblia. Os cristãos instilam no povo uma inabalável confiança na Bíblia. Além disso, demonstram por meio de sua vida diária que concordam com a declaração do apóstolo Paulo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" — IITm. 3:16, 17.

A Religião Verdadeira — Um Modo de Vida

Jesus declarou: "Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade." (Jo. 4:24) A adoração pura é espiritual, baseada na fé. (Hb. 11:6) Esta fé, porém, tem de ser apoiada por obras. (Tg. 2:17) A religião verdadeira adere às normas da Bíblia sobre moral e bons costumes (ICo. 6:9, 10; Ef. 5:3-5. Seus praticantes empenham-se sinceramente em produzir os frutos do espírito de Deus na sua vida familiar, no trabalho secular, na escola, e até mesmo na recreação. (Gl. 5:22, 23) Os cristãos tentam jamais se esquecer do conselho do apóstolo Paulo: "ortanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (ICo. 10:31). A religião cristã não é mero formalismo; é um modo de vida.

Naturalmente, a religião verdadeira envolve atividades espirituais. Estas incluem oração pessoal e em família, o estudo regular da Palavra de Deus e de ajudas para o estudo bíblico, e assistir às reuniões da igreja cristã. Estas são iniciadas e encerradas com um cântico de louvor a Deus e uma oração (Mt. 26:30; Ef. 5:19).

Vimos anteriormente que certos estudiosos ligam a palavra grega traduzida por "forma de adoração" ou "religião" com o verbo "servir". Curiosamente, o equivalente em hebraico, `avodháh, pode ser traduzido por "serviço" ou "adoração". Para os hebreus, adoração significava serviço. E é isto o que significa para os verdadeiros adoradores hoje. Um sinal identificador muito importante e distintivo da religião verdadeira é que todos os que a praticam participam do serviço piedoso de pregar "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações" (Mt. 24:14; At. 1:8; 5:42). Que outra religião é conhecida mundialmente por seu testemunho público sobre o Reino de Deus como única esperança da humanidade?

sábado, 18 de abril de 2009

Por que a CCB é uma Seita Pseudo-Cristã?

Como dissemos em outros artigos, em nosso conceito a CCB é uma seita pseudo-cristã.

Algumas instituições apologéticas afirmam que a CCB é apenas um movimento contraditório, mas para nós a CCB é, incontestavelmente, uma seita pseudo-cristã.

O que é uma seita pseudo-cristã?

Seita pseudo-cristã é um movimento religioso que apresenta um ensino distorcido e falso de Jesus Cristo e de seus ensinamentos.

As seitas pseudo-cristãs catalogadas pelo ICP (Instituto Cristão de Pesquisas) são:


- Mormonismo, Adventismo do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, Cristadelfianismo, etc.


No mormonismo Jesus é um entre 3 deuses que formam a trindade. Não crêem na Trindade como um Deus Uno em essência e Trino quanto a personalidade.


No Adventismo do Sétimo Dia Jesus é o Arcanjo Miguel, porém continua sendo Deus juntamente com o Pai.


Nas Testemunhas de Jeová, Jesus também é o Arcanjo Miguel, mas é um deus menor que o Pai-Jeová, é um mestre de obras que ajudou Jeová na criação do mundo, e para elas não existe a trindade, a qual chamam de doutrina diabólica.


Já o “Jesus” da CCB é parte da Santíssima Trindade, conforme ponto de doutrina exposto na contracapa do seu hinário, porém é um “deus” que não perdoa adultério, e se personifica na boca dos pregadores da CCB na hora da Palavra.


Esse “Jesus” da CCB “revelou”, em dezembro de 1908, para Louis Francescon que mandaria para a CCB todos que deveriam ser salvos (vide Histórico da Obra de Deus, Revelada pelo Espírito Santo no século passado - Pág. 41).


Segundo o ensino da CCB, esse “Jesus” tem uma DOUTRINA que salva, pois na CCB quem salva não é apenas Jesus Cristo (João 14:6), mas o “Jesus” da CCB e a doutrina da CCB.


Colocam a doutrina da CCB em pé de igualdade com Jesus Cristo, e chamam a doutrina da CCB de “sã doutrina”.


Por essas e outras coisas afirmamos que a CCB é uma seita pseudo-cristã, pois o conceito cristão que ela transmite é contrário ao conceito bíblico.


O Jesus Cristo da Bíblia perdoa adultério, pois perdoou a mulher adúltera (João 8:3-11), e é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13:8).


O “Jesus” da CCB lança para fora os adúlteros que se arrependem, usando para isso o Ministério dos Anciãos e Cooperadores da CCB, que chamam de “pecadores de morte” ou “defuntos” os que erraram e querem perdão.


O “Jesus” da CCB proíbe que se tenham pastores humanos, pois segundo a doutrina da CCB só ele é o Pastor.


O Jesus Cristo da Bíblia deu uns para pastores (Efésios 4:11).


Finalizando esse breve artigo, concluímos que a CCB é uma seita pseudo-cristã, pois prega um outro Jesus, diferente das Sagradas Escrituras, além de pregar um pseudo-evangelho, que de maneira nenhuma é o Evangelho genuíno exarado na Bíblia Sagrada, mas é na verdade um amontoado de mitos, crendices e doutrinas de homens corrompidos no entendimento.


“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” – (II Coríntios 11:3,4)



MINISTÉRIO DA REFORMA DA CCB

Batalhando pela fé cristã dada aos santos

(Judas 3)

CCB - Áudio entre Sérgio e Diácono do Brás - Caso Nicolau

Conheça e ouça a ligação telefônica entre Diácono do Brás, sobre pagamento de propina de dinheiro, para pagamento de falso testemunho para derrubar presidente da CCB em 2001

DIÁCONO CHEFE DO BRÁS MANDA FALAR QUE "DEUS PREPAROU" SE ALGUÉM PERGUNTAR SOBRE A PROPINA.....

Sabemos que o povo vai ficar do lado do Brás, mas ai está a prova que o povo pediu






clique aqui para ouvir: http://www.archive.org/details/DialogoEntrejeremiasXSergio

Fonte:

http://sitedareforma.blogspot.com/2009/02/audio-entre-sergio-e-diacono-do-bras.html