Ser crente aponta para transformação da própria natureza e da vida inteira do indivíduo, é a doutrina do renascimento espiritual, o serviço prestado por um indivíduo qualquer não se reveste do menor valor enquanto a sua natureza não for transformada.
terça-feira, 31 de março de 2009
O Sonho "Diabólico" de Ellen G. White
Numa carta enviada a seu filho W. C. White em 12 de setembro de 1881 e arquivada pelo White Estate, Ellen G. White afirma que estivera clamando ao Senhor por alguns dias em busca de luz com respeito a seu dever, logo após a morte de seu marido. Certa noite, teve um sonho espiritualista, cuja origem ela atribuiu a Deus e acreditou que houvesse ocorrido em resposta às suas orações!
Sonhou que estava dirigindo uma carruagem, quando o seu marido, Tiago White, que falecera em 6 de agosto, apareceu-lhe e assentou-se a seu lado. Em lugar de repreender e expulsar de sua mente em nome de Jesus aquele mensageiro do Mal, a irmã White tragicamente saudou-o com alegria, dizendo que estava feliz por tê-lo de seu lado mais uma vez, embora soubesse que não poderia tratar-se de seu marido.
Que coisa terrível, irmão! Na carta ao filho, ela confessa que teria dito: "Papai", -- era assim que tratava seu esposo -- "teria o Senhor me ouvido e deixado que voltasse para junto de mim para que continuemos nosso trabalho juntos?" Então, aquela assombração diabólica teria olhado muito triste para ela e dito que "Deus sabia o quer era melhor para os dois"! Em seguida, pôs-se a aconselhá-la, como fez com o rei Saul, quando este consultou a médium de En-Dor.
O Diabo disfarçado de Tiago White disse a nossa pobre irmã que ela e o marido não deveriam ter se doado tanto à causa de Deus, que eles haviam se desgastado fisicamente a troco de nada, que os esforços deles não eram reconhecidos, que suas motivações eram sempre mal interpretadas, que ambos deveriam ter deixado outros fazerem o trabalho...
E então, sugere que ela a partir dali não deveria mais se envolver com tantas reuniões importantes, como fizera no passado, que recusasse os convites para pregações e que descansasse, livre de cuidados e preocupações. Que quando tivesse vontade e forças, escrevesse, porque poderia fazer muito mais pela pena do que pela voz.
Em seguida, conforme o relato da própria irmã White, olhou para ela de um jeito especial, carinhoso, como Tiago White fazia enquanto vivia, e perguntou: "Você vai fazer o que estou lhe pedindo, Ellen? Não irá negligenciar todos esses cuidados? Deus sabe de tudo, mas esse pessoal da igreja nunca irá reconhecer nossos sacrifícios. Lamento ter-me envolvido tanto, com prejuízo para a nossa saúde... Deus não queria que fizéssemos tudo que fizemos sozinhos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico e ter ficado apenas escrevendo. Temos tanta coisa importante para dizer... Você vai fazer o que estou lhe dizendo, Ellen?"
A Sra. White caiu em si e percebeu que era Satanás quem falava com ela? Não. Pelo contrário, a mensageira do Senhor deixou-se enganar por seus sentimentos de desamparo e saudade por causa da viuvez (provavelmente) e acabou por fazer um pacto com aquele que a enganava, apresentando-se como seu marido morto! "Bem, Tiago, agora você vai estar sempre comigo e trabalharemos juntos de novo..."
Era o que o diabo queria ouvir! "Sabe, Ellen, eu permaneci muito tempo aqui em Battle Creek. Deveria ter ido lá para a Califórnia, mas eu quis ajudar no trabalho e nas instituições aqui de Battle Creek. Cometi um erro... E você, Ellen, você tem o coração macio e será inclinada a repetir os mesmos erros que eu fiz. Não faça isso! Sua vida deve ser usada na causa de Deus..."
A irmã White acordou, disse que o sonho lhe parecera muito real e que, por causa dele, não sentia obrigação alguma de ir até Battle Creek. Acreditou que esse sonho, nitidamente diabólico, fosse uma mensagem divina em resposta às suas orações e entendeu-o como uma proibição de participar da reunião da Conferência Geral.
Ouviu a voz de Satanás e pensou que fosse a de Deus, embora as Escrituras afirmem:
"O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos; serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles." Levítico 20:27.
"Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus." Deuteronômio 18:10-13.
"Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto. Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." Eclesiastes 9:4-6.
"Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva." -- Isaías 8:1920.
Se aquela a quem chamamos "Mensageira do Senhor" foi incapaz de resistir nessa ocasião a uma aparição satânica, o que dizer de nós, que negligenciamos o estudo da Bíblia e não buscamos contínua comunhão com o Céu, através da oração?! Quem acompanha criticamente a programação da tevê, percebe que, especialmente através das novelas da Rede Globo, nós e nossosa filhos estamos sendo predispostos mentalmente a conviver com aparições de mortos-vivos num futuro muito próximo.
Essa grave falha da Sra. White, ao atribuir a Deus, mesmo depois de acordada, um sonho de evidente natureza satânica, em lugar de desacreditá-la como porta-voz de mensagens celestiais para o povo de Deus em diferentes ocasiões, pode ajudar-nos também a compreender um pouco melhor a natureza da inspiração divina dos profetas:
O profeta não é uma espécie de fax, com conexão exclusiva e contínua a Deus, para receber unicamente Suas mensagens, o tempo todo. O profeta também emite mensagens contendo suas próprias opiniões e que, como nesse caso, podem até incluir heresias. Por isso, toda mensagem supostamente de origem divina deve ser provada pela Bíblia.
O profeta não é infalível. Está sujeito às tentações de Satanás e pode eventualmente cometer erros, mas isso não invalida seu ministério. O apóstolo Pedro chegou a ser chamado de Satanás por Nosso Senhor Jesus Cristo, mas nem por isso deixamos de ler os conselhos inspirados de suas epístolas.
Não existem profetas 24 horas! A inspiração profética é momentânea, ocorrendo durante períodos escolhidos soberanamente por Deus, quando este necessita repassar uma mensagem específica ao povo. Nas horas restantes do dia, o profeta permanece apenas como um ser humano normal, sujeito a seus próprios pensamentos.
O Diabo tenta interferir na transmissão de mensagens divinas para o profeta. Quando não consegue bloquear o contato, afastando profeta de Deus, pode tentar confundir o mensageiro com sonhos e visões mentirosas.
Retornando ao caso específico do sonho diabólico de Ellen G. White, o episódio serve como reforço às mensagens inspiradas que ela própria transmitira, quanto às futuras simulações demoníacas de nossos entes queridos:
"Os santos precisam alcançar completa compreensão da verdade presente, a qual serão obrigados a sustentar pelas Escrituras. Precisam compreender o estado dos mortos; pois os espíritos de demônios lhes aparecerão, pretendendo ser amigos e parentes amados, os quais lhes declararão que o sábado foi mudado, bem como outras doutrinas não escriturísticas." Primeiros Escritos, pág. 87.
"Os apóstolos, conforme personificam esses espíritos de mentira, são apresentados contradizendo o que escreveram, sob a inspiração do Espírito Santo, quando estavam na Terra. Negam a origem divina da Escritura Sagrada." O Grande Conflito, pág. 557.
"Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. O Grande Conflito, pág. 588."
"Não é difícil para os anjos maus representar tanto os santos como os pecadores que morreram, e tornar essas representações visíveis aos olhos humanos. Essas manifestações serão mais freqüentes e aparecerão desenvolvimentos de caráter mais sensacional à medida que nos aproximarmos do fim do tempo." Evangelismo, pág. 604.
"É o mais fascinante e bem-sucedido engano de Satanás - com a intenção de atrair as simpatias daqueles que depositaram seus entes queridos na sepultura. Anjos maus vêm na forma desses entes queridos, relatam incidentes relacionados com sua vida e efetuam atos que eles realizaram enquanto viviam. Desse modo, levam as pessoas a crer que seus amigos falecidos são anjos que pairam sobre essas pessoas e se comunicam com elas. Esses anjos maus, que aparentam ser os amigos falecidos, são encarados com certa idolatria e, para muitos, suas palavras têm mais valor do que a Palavra de Deus. The Signs of the Times, 26 de agosto de 1889.
Ele [Satanás] tem poder para fazer surgir perante os homens a aparência de seus amigos falecidos. A contrafação é perfeita; a expressão familiar, as palavras, o tom da voz, são reproduzidos com maravilhosa exatidão. ... Muitos serão defrontados por espíritos de demônios personificando parentes ou amigos queridos, e declarando as mais perigosas heresias. Estes visitantes apelarão para os nossos mais ternos sentimentos de simpatia, efetuando prodígios para apoiarem suas pretensões. O Grande Conflito, págs. 552 e 560.
Satanás Personifica a Cristo
"O inimigo está-se preparando para enganar o mundo inteiro por seu poder operador de milagres. Ele pretenderá personificar os anjos de luz, personificar a Jesus Cristo." Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 96.
"Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão eles quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalado então por suas deturpações - professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo?" Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 394. -- Eventos Finais, págs. 156-157, 161-162 (versão digital).
Robson Ramos
sábado, 28 de março de 2009
Reiki, Johrei, Do-In, Hinduísmo e a Igreja Messiânica de Meishu-Sama
Igreja Messiânica, Meishu-Sama, Mokichi Okada, Reiki, Mikao Usui, Omoto Kyo, Chinkon Kishin, Johrei, Nogushi, Shakyamuni, Konjin, Bodhisattva Kannon, Hinduísmo, Atman, Brahman, Do-In, Sekai Kyusei-kyo, Sekai Meshia-kyoMuita coisa tem vindo à tona nestes últimos dos últimos dias. Na medida da proximidade do momento do retorno do Filho de Deus para a redenção da Sua Igreja e para o Juízo de todas as nações, mais e mais abutres sobrevoam o mundo na tentativa de encontrar carniça para satisfazer seu apetite de morte.
Ao percorrermos os jornais, as revistas, as programações da mídia televisada, os cinemas e a internet, podemos ver a explosão do ocultismo varrendo o mundo como um grande tsunami negro e mortífero. São as últimas investidas de Satanás contra a humanidade, em sua implacável rebelião contra Deus. Rebelião esta, diga-se, já bem próxima de receber o seu eterno e horrendo castigo.
O que chega a ser surpreendente é o fato de podemos ver a criatividade e a originalidade do diabo nos limites de seu fim. A Serpente parece já não ter muito mais como variar a combinação dos ingredientes de sua sopa de estrumes, a qual oferece aos homens na expectativa de que esses bebam, adoeçam e morram na incredulidade, no pecado e separados de Deus. É assim que Satanás procura se vingar contra Deus, atingindo Suas criaturas, as quais o Senhor tanto ama.
Mas é, precisamente, a fim de alertar a homens e mulheres da necessidade de buscarem refúgio, proteção, orientação e salvação nos braços de Cristo, que Deus tem levantado homens e mulheres ao longo da História a fim de proclamar a Verdade.
"E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim."
Atos 26:14-18
O Hinduísmo e a Velha Ladainha da Fictícia União do Homem com o Cosmos (Atman é Brahman)
Os Vedas são quatro coleções de escritos produzidos entre 1500 e 500 A.C. os quais formam a principal base para as crenças do Hinduísmo. Os conceitos e as idéias ensinadas pelo New Age Movement (Movimento Nova Era) sobre Deus e sobre o mundo provém do Hinduísmo. E estes conceitos são os mesmos encontrados no Reiki de Mikao Usui e no Johrei de Meishu-Sama, dois japoneses que fizeram fortuna às custas dos velhos conceitos hindus e taoístas sobre a existência.
O princípio mestre do Hinduísmo é a crença na existência de uma "consciência universal" ou "o todo". Esse "todo", segundo o Hinduísmo, inclui um "deus interior" que cada homem possuiria dentro de si mesmo. Sendo assim, para o Hinduísmo a aproximação do homem com a "consciência universal" tem, necessariamente, de passar pela conscientização de que há "um deus" dentro de cada ser humano, e essa "conscientização" seria um passo na direção da união do "deus interior" com "o todo". O falso pressuposto a que se apegaram esses mestres do ocultismo, como Mikao Usui e Meishu-Sama com suas práticas e filosofias, é o de que existe uma energia cósmica e vital que flui pelos corpos dos homens mantendo-os em harmonia com o universo (o Brahman do Hinduísmo). A tal energia cósmica a que se referem também fluiria, segundo eles, pelos corpos dos animais, dos insetos, das plantas e até das pedras. O suposto direcionamento dessa fantasiosa energia cósmica, ou energia vital, para a união do homem com a "consciência cósmica" é o fundamento do Reiki e do Johrei, pois julgam poder manipular essa "energia" a fim de que o "deus interior" do homem seja "um com o universo".
Eis aqui, novamente, a mesma velha receita que Satanás trouxe do Hinduísmo (sua própria criação) para o Reiki e para a Igreja Messiânica de Mokichi Okada (Meishu-Sama).
REIKI
O Reiki seria a "energia cósmica universal" de cura e que agiria direta e harmoniosamente nos centros vitais do corpo, influenciando o poder de cura do próprio organismo em todos os níveis (físico, mental, emocional e etérico). O Reiki é, segundo os mestres ocultistas, uma energia equilibradora e harmonizadora de origem na Inteligência Cósmica (Hinduísmo) e, como tal, atuaria de forma inteligente, direcionando-se aos locais de maior carência, preenchendo "faltas" e dispersando "excessos", conforme a necessidade do cliente.O Reiki aproximaria você do seu eu interno (o atman do Hinduísmo) e proporcionaria um "equilíbrio energético". Teria, segundo eles, o poder de combater a causa de doenças em um suposto "campo energético". Atuaria em animais, plantas e minerais em toda a "faixa vibratória": física, mental e espiritual. É o velho Hinduísmo com novo formato, o qual foi apenas reformulado por Mikao Usui, no século passado, no Japão. Terminou por se revelar, ainda mais, como mais um filhote doutrinário do Hinduísmo do que qualquer outra coisa, quando passaram a considerar o Reiki como um "caminho espiritual". Os princípios reikianos são os mesmos das terapias holísticas, do Budismo, do Shintoísmo e do Johrei de Meishu-Sama, tudo isso já contido nos velhos escritos védicos do Hinduísmo patrocinados pelo mestre do engodo, o diabo. Todas estas práticas são antibíblicas, pois negam a soberania e a primazia de Deus sobre todos os aspectos, visíveis e invisíveis, de Sua criação.
Quem foi o Fundador da Igreja Messiânica

Mokichi Okada, mais tarde conhecido como Meishu-Sama, nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, em Tókio, no Japão. Seu pai era um negociante de objetos usados e ganhava a vida vendendo suas mercadorias em uma barraca de um mercado noturno na frente de um templo Budista. Mokichi era um jovem doente e aos 26 anos de idade contraiu Febre Tifóide e, pensando que iria morrer, nesta época escreveu seu testamento. Recuperou-se para, anos mais tarde, contrair Tuberculose, da qual também se recuperou. Era estrábico e nunca pôde concluir seu sonho de ser um pintor de quadros devido aos problemas visuais. Tornou-se, então, um laqueador em cujos objetos expressava seus atributos artísticos, tendo montado uma loja e vivia da venda de seus objetos laqueados. Esta empreitada não durou muito, pois, devido a um acidente, teve o tendão de um dos dedos da mão cortado, o que lhe impossibilitou de continuar com seu trabalho de laqueador. Passou, então, a desenhar jóias, tendo sido bem sucedido em seu novo negócio e, na mesma época, tornou-se um materialista e ateu convicto. Com o sucesso de seu novo negócio, Mokichi Okada passou a emprestar dinheiro a investidores do mercado de ações. Firmou uma sociedade com um de seus empregados o qual abriu uma conta em um banco que veio a falir, tendo o seu sócio passado a emprestar dinheiro a juros elevados, o que levou Okada e seu sócio a serem processados e a entrarem em completa bancarrota. Mais desgraças aguardavam Okada, quando após perder todo o seu dinheiro, perdeu também a esposa grávida, a qual também contraiu Febre Tifóide e veio a morrer. Foi o terceiro filho que Okada perdeu.
Em 1920, aos 38 anos de idade, Mokichi Okada se une à um movimento religioso chamado de Omoto Kyo, uma seita japonesa cuja adoração era voltada ao deus Konjin, e Okada passou a acreditar que os seres humanos eram protegidos por seres divinos e que o conhecimento de espíritos era essencial à existência.Quatro anos mais tarde Okada foi procurado por um homem chamado Sr Noguchi, o qual afirmava ter visões de uma imagem assentada próximo de Okada, essa imagem, segundo o Sr Noguchi, seria Bodhisattva Kannon (aquele que percebe os sons do mundo), um deus adorado na Índia, na China e no Japão. Esse personagem, Kannon (ou Kanzeon²) é oriundo do Lotus Sutra, uma obra atribuída ao que chamam de Buda histórico, ou Shakyamuni (já aqui vemos as incontestáveis ligações dos aprendizados de Okada e os ensinamentos do Budismo/Hinduísmo!)Segundo o Sr Noguchi, através de suas visões, o tal deus Kannon seguia Okada por onde quer que esse fosse. A coisa assumiu proporções mais intensas depois que uma suposta imagem de Kannon teria sido vista em uma fotografia, pairando sobre a cabeça de Okada. Em 1926 Okada teria recebido uma série de revelações que remontariam a fatos de 500 000 anos atrás, as quais escreveu em centenas de folhas de papel, tendo-as queimado, posteriormente, devido à perseguições do governo contra grupos religiosos japoneses. Após a segunda Guerra Mundial, Okada passou a buscar na memória as tais revelações e a agrupá-las em escritos.
Mokichi Okada se Dedica à Prática do Chinkon Kishin
"Há uma esfera de luz dentro de minha barriga" dizia Okada¹, e, segundo ele, esta esfera de luz seria um espírito elevado entre os seres divinos. Segundo o próprio Okada, esse espírito o usava como bem entendia, e sua missão (de Okada) seria ajudar a todas as criaturas vivas (aqui vemos a notável salada espírita/hinduísta/ocultista que dominava a vida do fundador da Igreja Messiânica). Veja se o amigo leitor já consegue suspeitar o que seja essa prática conhecida como Chinkon Kishin! Vejamos do que se trata:
Chinkon Kishin: Prática mística de meditação e respiração que visa a união do divino e do espírito humano!
Alguma semelhança com o Atman é Brahman do Hinduísmo? Não apenas isto, mas, como já explicado acima, trata-se da mesmíssima fórmula de ingredientes que Satanás combinou nos Vedas do Hinduísmo!
Nada nos poderia ser mais útil a fim de demonstrar que Meishu-Sama e sua Igreja Messiânica não passam do velho e já bem conhecido Ocultismo hinduísta do diabo, do que essa reveladora citação abaixo encontrada em um site norte-americano sobre o Johrei:
Com as mãos apertadas e com os olhos fechados em meditação, assim alguém exercita a própria natureza divina a fim de atingir a união com o divino. Pela repetição dessa prática se recebe força de entidades divinas, as quais capacitam a pessoa a praticar o Chinkon e curar doenças e até realizar milagres!
Foi assim, graças ao tal de Sr Nogushi, com suas visões do deus Kanzeon seguindo Okada por todo lado, e aos ensinamentos e práticas ocultistas do Chinkon Kishin que Mokichi Okada (Meishu-Sama) preparou o fundamento de todos os ensinamentos difundidos por sua Igreja Messiânica
Convencido de que possuía a habilidade de curar até doenças incuráveis, Okada, o Zé Arigó do Japão, passou a divulgar suas supostas habilidades e a cada vez mais se dedicar à prática do seu Chinkon Kishin. Porém, bem mais rico materialmente do que o pobre Arigó brasileiro, Okada transformou sua seita em um império, afirmando que seus poderes já superavam os da religião Omoto Kyo, onde fora inicialmente treinado. Sua organização passou a ser conhecido como Okada Enterprises e Mokichi pôde até se aposentar, no ano de 1934, aos 52 anos de idade.
O método de "cura" de Okada passou a ser chamado de Okada-Style Spiritual Finger-Pressure Therapy (Terapia de Digitopressão Espiritual ao Estilo Okada), o Johrei da Igreja Messiânica, prática essa com os mesmos princípios ocultistas da prática holística conhecida como Digitopunctura, Acupressão ou Do-In.
Em seu aniversário, 23 de dezembro, no ano de 1934, Mokichi Okada foi designado líder da Sociedade Kannon Japonesa (lembrando que Kannon, ou Kanzeon, é o tal deus hindu que seguia Okada nas visões do Sr Noguchi). Em japonês a palavra Meishu significa líder e Sama denota a qualidade de alguém ser reverenciado, daí o líder da Sociedade do deus hindu Kanzeon ter passado a se chamar Meishu-Sama e se assentar em altares.
A partir de 1940, Okada, agora chamado de Meishu-Sama, escreveu uma obra em três volumes com o título de Medicina do Amanhã. Johrei, do japonês Joh + Rei, significa, "espírito que purifica" e Reiki, Rei + Ki, significa "energia de espírito". Mokichi Okada morreu aos 73 anos de idade.
Por que toda essa Quinquilharia Ocultista e Diabólica veio a se chamar de Igreja Messiânica?
Primeiramente é necessário lembrar que Messiânico vem de Messias, que significa Cristo ou Ungido, e que é título exclusivo do Senhor Jesus! Em 1931 Meishu-Sama declarou que uma Nova Era de Luz se iniciava. Meishu-Sama ensinava que o paraíso poderia ser criado aqui na terra, e de seus ensinamentos surgiu a Sociedade Kannon Japonesa e a Okada Enterprises. Posteriormente seu nome foi mudado para Nipon Kannon Kydan (Igreja Kannon Japonesa), a qual passou a ser conhecida como Sekai Kyusei-kyo ou Sekai Meshia-kyo (Sekai = Universo; Meshia = Messias; Kyo = Grande). É evidente que de messiânico esse movimento ocultista não tem nada e nem coisa alguma! Trata-se, tão somente, de uma tática satânica a fim de iludir e de enganar as pessoas fazendo-as crer que esse movimento do discípulo de Kanzeon traria uma nova era, um novo período de felicidade e de prosperidade, idéias e conceitos indiretamente relacionados ao termo messianismo, um termo que foi deturpado e é indevidamente utilizado para designar alguém que traga uma nova era de justiça e de felicidade. Porém, sabemos que só há um Messias, o Senhor Jesus Cristo, e que o local de felicidade eterna não será aqui na terra, mas nos lugares celestiais onde está o trono de Deus.
"Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos" Mateus 24:5
Retirado do Site INTELLECTUS
Pasmem!!!
Meu cunhado que foi adepto dessa seita me disse que um dia em Florianópolis um deles ministrando falou que Jesus estava na fila para receber Johrei de Meishu-Sama.
sexta-feira, 27 de março de 2009
*QUAL É A FONTE RELIGIOSA DOS ADVENTISTAS?
TRÊS TEORIAS SOBRE FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA
Existem três teorias sobre fonte de autoridade religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem (racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).
Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.
Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).
Define-se como seita uma organização religiosa cujos ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetiza”. Desde que esse profeta ou profetiza é visto como canal de comunicação de Deus com os homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetiza.
O ADVENTISMO É UMA SEITA
À luz da definição da palavra seita, fica abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso.
Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE.
JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE
Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém, se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia, e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith , pág. 263). O grifo é nosso.
Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).
Os adventistas reivindicam para a sua profetiza autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do mormonismo.
PARALELO ENTRE MARIA E EGW
Dentro do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia. Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A apostila se denomina “Orientação Profética no Movimento Adventista”. A autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa. Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores bíblicos (Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).
CANDIDATOS AO BATISMO
Na ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:
“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos livros já leu? ____ “.
Outra declaração comprometedora sobre sua infalibilidade:
“Por que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. ...
2. ...
3. ...
4. O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à inspiração e a infalibilidade”. (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 157)
Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia”(A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).
AUTORIDADE DE PROFETIZA
Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, pág. 106).
“Os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.
“Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).
“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.
“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus... Os que têm confiança posta em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo Seu Espírito” (Ibidem 292).
“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que êste deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).
No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White. Deste modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus, mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de 1906).
AUTORIDADE RECONHECIDA
Dizem os adventistas:
“CREMOS QUE:... Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia ...
NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas”. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37).
O que está dito pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito sério. Afirmar que a autoridade dos escritos de Ellen G. White quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia, é chamá-los de infalíveis. Podemos escolher entre ler os escritos, por exemplo, de Paulo, através de suas epístolas numa das quais ele afirma: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37) ou ler os escritos de Ellen G. White, acerca dos quais está escrito: “Embora os profetas da antigüidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível, estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente” (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 45). O grifo é nosso.
Ela ainda diz que “os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) (o grifo é nosso)
Duvidar de seus escritos é estar em trevas (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) e a compreensão de seus escritos decidirá o destino das almas (Primeiros Escritos, p. 258).
Imaginem os sabatistas reconhecendo a autoridade de EGW e terem de obedecer ao seguinte mandamento dela:
“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão... Que o irmão de cor se case com uma irmã de cor que seja digna, que ame a Deus e guarde os Seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de côr se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” (Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 344).
A QUESTÃO DO SÁBADO NA VISÃO DE EGW
1. Os adventistas declaram que a equação: sábado = justificação pelas obras, atribuída aos observadores do Sábado, é falsa, caluniosa e pecaminosa (por ser mentira) espero que já tenham modificado tais alegações em sua literatura, se é que realmente amam a verdade e se batem pela mais elevada ética cristã.
Veja, você leitor, como os sectaristas pisam sobre a dignidade dos seus opositores. Não andarem conforme sua cartilha, são tidos como desonestos. Vejamos o que declarou Ellen G. White sobre a guarda do sábado:
“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23 – 2ª edição, 1956).
Se uma citação não bastar, pois poderiam afirmar que somos injustos em tirar um texto fora do contexto, temos outras ainda em seus escritos. Escreve Ellen no livro O Conflito dos Séculos: “O sábado será a pedra de toque da lealdade: pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não o servem” (pág. 611, Ellen Gould White. Casa Publicadora Brasileira. 1971).
Nem mesmo o cancelamento dos pecados como afirma as Escrituras (1 Jo 1.7,9), têm certeza os sabatistas se não se viverem em harmonia com a lei de Deus, o que implica naturalmente, para eles, a guarda do sábado.
Eis o que ela declara no livro O Conflito dos Séculos:
“.... verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados, e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (pág. 487, CPB-1971).
Será que isso é “citação desonesta de trechos isolados?” É difícil aceitar que líderes da guarda do sábado desconhecessem essas declarações de sua profetisa? E isso não é uma opinião isolada. Os supostos guardadores do sábado, raciocinam assim: o sábado não implica em justificação pelas obras, mas quem não guarda o sábado e crê que o domingo como “dia do Senhor” (Ap 1.10), tem o sinal da besta e será atormentado para sempre (Ap 14.9-11).
Enquanto isso, Paulo escreveu treze epístolas e em nenhuma delas recomendou, como necessário para a salvação, a guarda do sábado. Pelo contrário, combateu aqueles que guardavam dias para se justificar diante de Deus, afirmando que temia pela salvação deles, pois estavam aceitando outro evangelho.
“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias (sábados), e meses (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalhando em vão para convosco” (Gl 4.9-11).
Também em Cl 2.16-17 Paulo declara, “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. E saiba que a palavra ‘sábados’ se refere ao sábado semanal.
* título original: “Uma carta não respondida” - (Esta matéria é de autoria do Pr. Natanael Rinaldi – numa resposta ao adventista, Azenilto Brito).
quarta-feira, 25 de março de 2009
COMO O SÁBADO SE TORNOU UMA DOUTRINA ADVENTISTA
Como vimos, Miller, o líder deste movimento nos EUA era observador do domingo, assim como Tiago White e Ellen G. Harmon, mais tarde Ellen White. Muitos adventistas acreditam que a doutrina do sábado foi divinamente inculcada através da chamada "luz progressiva", "verdade presente" e termos afins. É exatamente isso que tenta passar Ellen White ao dizer: "O Espírito de Deus tocou o coração dos que estudavam a sua palavra. Impressionava-os a convicção de que haviam ignorantemente transgredido este preceito..." (O Grande Conflito pág. 433)
Mas a verdade é bem diferente. O caso é que o sábado foi introduzido no movimento adventista por influencia de pessoas que já guardavam-no. Falando daqueles primeiros tempos de formação do movimento, historia certo escritor: "Este grupinho de fiéis testemunhas, desapontadas, mas não desiludidas; foram aos poucos recebendo novas luzes. E assim, aceitaram o sábado como em vigor na dispensação cristã. Este mandamento da imutável lei de Deus foi introduzido no movimento pela senhora Raquel Preston, egressa da igreja Batista do Sétimo Dia, aceito e pregado veementemente por José Bates, e mais
tarde ratificado através de visões celestiais, por Ellen G. White. Porém foi T.M Preble, o primeiro a comunicar esta grande verdade por meio da imprensa aos mileritas do advento" (Assim Diz o Senhor, Lourenço Gonzalez - ed. ADOS pág. 415)
Em agosto de 1844, Thomas Preble, antes ministro batista, por si mesmo ou por influência de Rachel Oakes ou Frederick Wheeler, também aceitou a observância do sábado do sétimo dia. A Sra. Raquel Preston, batista do sétimo dia chegou a visitar a igreja de New Hampshire em Washingtom, conseguindo persuadir seus membros á observância do sábado. Tempos depois em meados de 1845, o sr. Joseph Bates visitou aquele grupo e foi influenciado por eles e pela leitura do artigo de T.M. Preble sobre a questão do sábado. (LeRoy Edwin Froom - The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas
920 a 936 e 941)
Bates começou a guardar o sábado em março de 1845, sendo assim o primeiro dos preeminentes guias pioneiros do povo adventista do sétimo dia a aceitar o sábado.( Fundadores da Mensagem, pág. 98)
Bates, posteriormente, publicou um folheto intitulado "The Seventh-day
Sabbath", que foi lido por Tiago e Ellen White. Assim, o trio de firmes
lideres da denominação adventista uniu-se quanto ao sábado. Mais tarde a sra. White viria confirmar com suas visões a doutrina sabatista. Como pormenorizado acima, apesar de a idéia do sábado ter sido introduzida
por outros sabatistas, quem maior labutou para sua propaganda no meio
adventista foi o ex-marinheiro José Bates. É interessante acompanhar este pormenor, pois revela algo curioso.
BATISTAS OU ADVENTISTAS?
Os adventistas se ufanam em dizer que neles se cumpre a profecia da
restauração do sábado. Este, segundo Ellen White, seria o mandamento mais transgredido pelos homens. Alguns adventistas chegam ao absurdo em dizer que sua transgressão é diferente, sendo até mesmo pior do que pecar contra os demais mandamentos das Escrituras, tal é o valor que tributam ao 4º mandamento. Mas como já vimos toda esta pretensão fantasiosa cai por terra quando sabemos que muitas igrejas já guardavam o sábado muito antes dos adventistas do Sétimo Dia entrar em cena.
Vimos que foi uma ex-batista do sétimo dia que trouxe este costume para dentro do movimento e que mais tarde foi solidamente difundido por Joseph Bates e ratificado pelas visões de Ellen White. Na verdade, os Batistas já pregavam há muito tempo a doutrina do sábado. Se os adventistas alegam que receberam a doutrina do sábado através duma "luz adicional" ou "luz progressiva", não poderiam os batistas do sétimo dia ter tido tal revelação?
Vamos ver o que eles entendem por luz progressiva. Christianini criticando as Testemunhas de Jeová sobre utilizar tal recurso para desculpar seus erros teológicos, arrazoa dizendo: "As testemunhas de Jeová, baseadas em Prov. 4:18, especialmente na expressão de que a luz vai "brilhando mais e mais até ser dia perfeito", afirmam que recebem revelação progressiva.
Entendemos por revelação progressiva a descoberta de uma verdade até então ainda não entendida. ( Arnaldo B. Christianini em Radiografia do Jeovismo)
Ora, nisto os adventistas se contradizem, pois alegam que receberam tal
doutrina através duma luz adicional, e como constatamos acima tal luz
adicional significa "a descoberta de uma verdade até então ainda não
entendida".
Porventura, os batistas há muito já não haviam descoberto esta tal verdade do sábado? Diante disso se torna inconsistente as alegações adventistas.
Para confirmar esta verdade vamos lançar mão de um depoimento encontrado no site da Convenção da Igreja Batista do Sétimo Dia:
"Grande número de igrejas denominadas Batistas do Sétimo Dia apareceram no século dezesseis. Havia então trinta e duas igrejas com essa denominação nas Ilhas Britânicas. A igreja de Mill Yard, em Londres, fundada em 1617, ainda está viva. Na Europa também existem igrejas da mesma fé, na Holanda, Alemanha, Polônia, grupos na Finlândia, Tchecoslováquia, Hungria e outros países.Da Inglaterra o movimento propagou-se para a América, sendo organizada a primeira Igreja Batista do Sétimo Dia em Newport, Rhode Island, em 1671/1672. A fundação de igrejas dessa denominação na América seguiu a onda de emigração e se estendeu a todos os continentes e ilhas do mar.
Atualmente os Batistas do Sétimo Dia possuem igrejas em muitos países, de todos os continentes; e, por meio deles, outros grupos de cristãos têm aceito o Sábado."
O mesmo autor adventista acima citado também confirma este fato:
"No século XVII, fundou-se em Newport, (Rhode Island, EE. UU.). precisamente em 1671, a Igreja Batista do Sétimo Dia. No século XVIII fundou-se a Comunidade Efrata, por John Conrad Beissel, em Lancaster. Precisamente em 1732. Convenceu-se depois do dever de observar o sétimo dia como dia de repouso e publicou Das Büchlein vom Sabbath (Philadelphia, 1728). E no século XIX, em 1844 surgiu nos Estados Unidos o movimento que, anos depois, teria a denominação de Adventistas do Sétimo Dia, de âmbito mundial" (Subtilezas do Erro, pág. 167)
Se a profecia de Isaias sobre a tal restauração realmente alcançou a era
cristã, cabe aqui uma pergunta: quem restaurou o sábado afinal? Os adventistas em 1846 ou os Batistas em 1617?
Será que a profecia de Apocalipse 14.12 é exclusiva dos adventistas? Não se cumpriria também em outras denominações que já guardavam o sábado bem antes dos adventistas aparecerem?
Dos Batistas do Sétimo Dia é que surge Samuel Mumford, que emigrou para a América Colonial em 1664, tornando-se o primeiro guardador do sábado do sétimo dia no Novo Mundo.(LeRoy Edwin Froom - The Prophetic Faith of our Fathers, vol. IV, páginas 906 e 907)
Os adventistas passam a imagem de que são os únicos no mundo que preenchem de modo cabal tal versículo. Perguntamos mais uma vez: os batistas do sétimo dia têem fé em Jesus e guardam os mandamentos de Deus ou isso é exclusivo dos adventistas? Deixemos que eles mesmos respondam:
"Pela misericórdia de Deus e graça de nosso Senhor Jesus Cristo, humilde e sinceramente cremos que sempre houve e haverá um remanescente de cristãos fiéis à Sua Palavra, aos quais se aplicam as palavras proféticas do Apocalipse: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apoc. 14:12)." (extraído do site oficial dos Batistas do Sétimo Dia)
Os adventistas sabem muito bem disso, pois chegaram até confessar o débito que têm para com esta última denominação:
"Já indicamos o débito especial que os adventistas têm para com os batistas do sétimo dia." (História do Adventismo, pag. 109)
CONCLUSÃO
É preciso um esforço exegético descomunal para acreditar nas alegações adventistas referentes a serem os verdadeiros restauradores do sábado.
Diante das provas irrefutáveis expostas acima, não estaria na hora dos
líderes adventistas mudarem sua história? Pelo menos se harmonizaria melhor com os fatos! Se a profecia de Isaías capítulos 56 e 58 refere-se a uma restauração esta nunca poderia ter se cumprido entre os adventistas pelos motivos já vistos. Se alega-se que a profecia tem duplo cumprimento este só pode ter sido preenchido pelos batistas do sétimo dia.
terça-feira, 24 de março de 2009
A Sábia Óptica de Salomão Sobre a Vida Após a Morte
O estado dos mortos e o destino dos ímpios têm sido outro alvo de questionamentos. Alguns afirmam que os mortos estão inconscientes até o arrebatamento ou até o juízo final. Somente após o juízo serão lançados no lago de fogo e durarão nesse tormento proporcionalmente aos seus pecados e então deixaram de existir ou seja, serão aniquilados. Para justificar tais afirmações, usam alguns versículos no livro de Eclesiastes. Consideremos os versículos citados:
Eclesiastes 3.19,20 e 21: Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Eclesiastes 9.5,10: Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.
Afirmam, usando esses versículos que o homem é semelhante ao animal em sua morte, e em sua condição após a morte. Seria realmente isso o que está sendo declarado nesses versículos? O contexto do livro de Eclesiastes concorda com essa exposição? Inicialmente podemos observar que existem outros versículos que fazem comparações que não são comentadas pelas seitas. Vejamos alguns:
Os seguintes versículos são omitidos em suas considerações: Ec 2.14-16; 6.6; 8.10; 9.2; porque? Que verdades encontramos nesses versículos que lançam luz na interpretação dos primeiros versículos citados?
Lemos na Palavra de Deus: Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; também, então, entendi eu que o mesmo lhe sucede a todos. Pelo que eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que, então, busquei eu mais a sabedoria? Então, disse no meu coração que também isso era vaidade. Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo nos dias futuros total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo! (Ec 2.14-16)
Diante de uma expectativa ampla de vida, Salomão concluiu: E certamente, ainda que vivesse duas vezes mil anos, mas não gozasse o bem, não vão todos para um mesmo lugar? (6.6)
Assim também vi os ímpios sepultados, e eis que havia quem fosse à sua sepultura; e os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade; também isso é vaidade. (8.10)
Também escreveu Salomão: Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme ao julgamento. (9.22)
Concordam os sectários com as implicações desses versículos? Ao considerarem suas únicas citações (Ec 3.19,20; 9.5,10) porque não usam o mesmo princípio de interpretação nos demais textos? Quê interpretação temos dos demais versículos e como isso esclarece esses versículos aparentemente difíceis?
'O mesmo sucede a todos'. 'E como morre o sábio, assim morre o tolo!' 'Não vão todos para o mesmo lugar?' 'O mesmo sucede...' Se lermos esses versículos numa perspectiva eterna isso entrará em conflito com as demais Escrituras. Concordaria alguma seita que tais comparações foram feitas indicando que sucederá eternamente a mesma coisa a todos? Haveria alguma outra informação que esclareceria quê perspectiva tinha Salomão em mente?
Consideremos os versículos chaves que identificam a perspectiva de Salomão. Ec 1.3,9,14; 2.11,17,18,19, 20, 22; 3.16; 4.1,3,7,15; 5.13,18; 6.1,12; 8.9,15,17; 9.3,6,9,11,13; 10.5, aparece a expressão debaixo do sol. E nos seguintes versículos aparecem a expressão debaixo do céu: Ec 1.13; 2.3; 3.1. Salomão usa 27 vezes a expressão debaixo do sol e 3 vezes debaixo do céu. Essas expressões totalizam 30 vezes. Teria Salomão citado repetidamente essas expressões sem nenhum propósito? Ou estava enfatizando que sua perspectiva sob o céu ou sol, seria uma perspectiva secularizada que visava refletir conceitos céticos e conduzi-los à uma conclusão piedosa?
Salomão costumava pregar para multidões (Ec 1.1), também recebia ilustres visitantes de todas as nações para ouvi-lo (Mt 12.42). Nessa pregação Salomão discursa sob uma perspectiva debaixo do sol ou debaixo do céu. O pregador demonstra que o dia-a-dia retrata uma condição miserável em que a humanidade se encontra, onde a injustiça parece predominar.
Salomão enfaticamente, cerca de 30 vezes , alerta que está relatando sua observação nas eventualidades sob o sol, excluindo, portanto, a realidade além do céu ou sol! Não poderia o livro de Eclesiastes ter sido escrito precisamente para despertar os materialistas que aquilo que eles conseguem ver não retrata a realidade eterna?
É exatamente isto que Salomão faz no último capítulo 12.13,14: De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo o que esta encoberto, quer seja bom quer seja mau.
Quando um ateu, um cético, ao observar a violência e injustiça; verifica que pessoas justas podem ser injustiçadas e pessoas injustas prevalecem, isso leva a tais a criticar a existência de Deus e a veracidade de suas leis e promessas. Contudo, Salomão chama atenção para que vêem além das aparências, não se apeguem ao fim comum que todo homem e animal têm em comum: a morte e seu enterro ou decomposição; mas atentem para a sabedoria! Haverá restituição após a morte! Deus há de trazer a juízo! Também toda a Escritura é unânime quanto ao juízo final! Lemos em Hebreus 9.27: E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo.
Alguns detalhes dos textos que merecem atenção.
Em Ec 3.21, Salomão pergunta se o fôlego do homem sobe ou desce. Mas ele mesmo responde no capítulo 12.7: E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
Tanto Adventista do Sétimo Dia, quanto as Testemunhas-de-Jeová, usam esses versículos (Ec 9. 5,6) para advogarem o sono da alma e aniquilação. Lemos no texto: Mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tem mais recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.
Em relação a quê os mortos não sabem coisa alguma? O versículo 6 responde: em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Salomão não está referindo-se a condição pós túmulo. Ele está dizendo que, por exemplo, o ambicioso e egoísta, não terá ciência do destino e uso de seus bens após a morte. O que o homem sabe, o que administra e como administra está condicionado apenas a realidade humana. Ele não terá, após a morte, acesso a recompensa material do trabalho de suas mãos.Contudo, receberá de Deus, após a morte, ou a vida eterna, ou a morte eterna. Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada segundo as suas obras; a saber: A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção; Mas a indignação e ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade; Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego (Romanos 2.5-10). Haverá, concordemente recompensa no por vir.
Conclusão
Claramente vemos no contexto do Livro de Eclesiastes a mesma doutrina que encontramos nas demais Escrituras.
1. Neste mundo o homem sofre adversidades, isso inclui até mesmo o justo padecer e o ímpio florescer. (Ec 2.14-16)
2. Embora os eventos aparentemente sejam os mesmos, assim como morre um animal, morre o homem; assim como morre um justo, morre o ímpio, isso não deve levar o homem a ser descompromissado. (Ec 6.6)
3. Salomão enfatiza que seu discurso refere-se às observações 'debaixo do sol', portanto não está negando a condição dos mortos; ele restringe sua visão à perspectiva terrena. Na conclusão de seu discurso ele ultrapassa as fronteiras materiais, retirando o véu, e aponta para o Dia do Juízo.
4. Haverá uma prestação de contas - após a morte. (Ec 12.7,13,14; Rm 2.5-10)
5. A morte física entre homens e animais é semelhante, segundo uma observação natural. Mas a constituição do homem é diferente, pois tem espírito (Ec 12.7) e responderá diante de Deus (Ec 12.13,14)
Escrito pelo Apologista Marcio Souza
domingo, 22 de março de 2009
O QUE É IGREJA ADVENTISTA DO 7º DIA
Pr. Joaquim de Andrade e Pr. Natanael Rinaldi
1. ORIGEM E HISTÓRIA DO ADVENTISMO
1.1. William Miller
A história da Igreja Adventista do Sétimo Dia (ASD) está ligada a William Miller, que desempenhou papel proeminente no início do Movimento do Advento na América, já que foi ele quem fixou a data de 22 de março de 1843 para a vinda de Cristo à terra. Os adventistas se orgulham de seu nome, pois no livro Fundadores da Mensagem, p. 9, lê-se:“O MOVIMENTO do Advento na América foi originado por homens que estavam desejosos de receber a verdade, quando esta a eles chegasse. Aceitaram-na sinceramente e segundo a mesma viveram, esperando serem dentro em breve transladados. Depois do grande desapontamento todos caíram em trevas". Não ocorrendo o retorno de Cristo na data prevista, Miller apontou a data de 22 de outubro de 1844. Jesus novamente não veio.
1.2. A formação da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Após o "Grande Desapontamento" formaram-se vários grupos: o de Hiram Edson, em Port Gibson, o de Joseph Bates, de New Hampshire, Washington, e o de Ellen Gould Harmon White, que começou em Portland, no Maine. Em 1860, em conjunto com a organização da obra de publicações, escolheu-se um nome. Alguns optaram pelo nome “Igreja de Deus”, mas prevaleceu a opinião de que o nome deveria refletir os distintivos ensinos da igreja; assim adotaram o nome de “Igreja Adventista do Sétimo Dia”, e em maio de 1863, organizou-se a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.
1.3. Ellen Gould White e o “espírito de profecia”
No livro Subtilezas do Erro, p. 35, lê-se: “O espírito de profecia é o que, segundo as Escrituras, a par com a guarda dos mandamentos de Deus, seria o característico da igreja remanescente”. No folheto The Mark of the Beast (A Marca da Besta), de George A. Irwin, 1911, afirma-se: “Acreditamos que o Espírito de Profecia é o único intérprete infalível dos princípios bíblicos“. Concluímos, assim, que os ASD possuem além da Bíblia, uma outra fonte de direção divina (Veja Gálatas 1:18; 2ª Coríntios 11:1-4; 1ª Tessalonicenses 5:21; Salmo 119:105,130).
1.4. Visões e revelações de Ellen Gould White
O movimento crê que as visões e revelações de Ellen White foram inspiradas por Deus como foram as de todos os profetas bíblicos. Entretanto, várias foram as profecias que não aconteceram:
· A porta da graça fechada após o Grande Desapontamento de 1844 (Mensagens Escolhidas, v. 1 , p. 63). - Compare com Isaías 55:7; 2ª Coríntios 6:2; Tito 2:11-13.
· “Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão seu próprio interesse em acudir, e haverá guerra geral” (grifo nosso). O livro Subtilezas do Erro, na página 48, tenta defender que ela apenas sugeriu uma possibilidade... A profecia mostrou-se falsa - Deuteronômio 18:20-22.
· Dia e a Hora da Vinda de Jesus “(...) Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus” (Vida e Ensino, pp. 57-58, 94). - Compare com Mateus 24:36 e Atos 1:7.
2. DOUTRINAS DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
2.1. Doutrina da natureza de Cristo
Os ASD ensinam que Cristo, ao vir à terra, tomou sobre si a natureza pecaminosa do homem: “Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. Senão, não seria então ‘em tudo semelhante aos irmãos’ , não seria como nós em tudo.... De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo filho de Adão - uma natureza pecaminosa “ (Estudos Bíblicos, pp. 140-141). - Compare com Lucas 1:35; João 8:46; 14:30; 1ª Coríntios 15:45; Colossenses 2:9; Hebreus 4:15; 7:26.
2.2. Juízo Investigativo
Segundo a teologia de Ellen Gould White a expiação não foi concluída na cruz do calvário (O Conflito dos Séculos, pp. 420-421). Ao terminarem as 2300 tardes e manhãs, Jesus entrou no lugar santíssimo para efetuar a última parte da sua solene obra - Purificar o santuário (Compare com Hebreus 6:19-20; 8:1; 10:19, 20; Levítico 16:2; Números 7:89; 1º Samuel 4:4; 2º Reis 19:15 e Êxodo 26:33). Veja ainda Hebreu 1:3.
2.3. O lugar de Satanás na Expiação
A doutrina da expiação da Igreja Cristã tem defendido que Cristo é o único expiador, sendo que Satanás não tem nenhuma parte na expiação. Com base em Levítico 16:5-10, alegando que o bode emissário tipifica Satanás, os ASD defendem que Satanás não somente levará o peso e castigo de seus próprios pecados, mas também os pecados da hoste dos remidos, os quais foram colocados sobre ele. - Veja Isaías 53:4-6, 11, 12 e compare com Mateus 8:16-17; João 1:29; 1ª Pedro 2:24; 3:18.
2.4. A mortalidade ou sono da alma
O livro Subtilezas do Erro, p. 249, diz “O que o homem possui é o “fôlego da vida” ou “vida” (o que dá animação ao corpo), que lhe é retirado por Deus quando expira. E o fôlego é reintegrado no ar, por Deus. Mas não é entidade consciente ou o homem real como querem os imortalistas”. A Bíblia desmente tal doutrina - o dormir refere-se ao corpo - Mateus 27:52 e Deuteronômio 34:5-6, comparados com Mateus 17:1-3.
2.5. Os adventistas do sétimo dia e os dois concertos
Insistem os ASD em dizer que o decálogo é obrigatório, e assim, vivem no Antigo Concerto, afirmando que todos os não-sabatistas são transgressores da lei. O Antigo Concerto, porém, foi dado a Israel, que não o cumpriu. Veio Jesus, cumpriu a lei e realizou um Novo Concerto, sob o qual estamos. - Veja Hebreus 8:6, 7, 10, 11, 13; Colossenses 2:16, 17; Hebreus 12:18-24 e Gálatas 4:21-26.
2.6. A divisão da Lei: Lei de Deus e Lei de Moisés
O folheto Leis em Contraste, pp. 2-3, diz: “A Lei Moral, os Dez Mandamentos, chamados Lei de Deus” “O mesmo não se dá com a Lei Cerimonial, freqüentemente chamada de Lei de Moisés”. Entretanto “lei de Deus” e “lei de Moisés” são expressões sinônimas na Bíblia - Romanos 6:11-17; Gálatas 5:18-21; 2ª Coríntios 3:6-11.
2.7. A Guarda do Sábado
Ellen White em O Conflito dos Séculos, p. 611, diz: “O sábado será a pedra de toque da lealdade... traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem”. Afirmam ainda que “o selo de Deus na vida do cristão é a guarda do sábado” Veja Oséias 2:11; Colossenses 2:16-17; Isaías 1:13-14; Gálatas 4:9-10.
2.8. A Guarda do Domingo
Dizem os adventistas que a guarda do domingo é de origem pagã. Citam, no folheto Por que se Guarda o Domingo?, O dicionário Webster’s, que reza: “chama-se assim [Sunday] (dia do sol), porque era antigamente dedicado ao Sol ou ao seu culto”. Por esta lógica, a guarda do sábado também é de origem pagã, pois Saturday (sábado, em inglês) era o dia do deus Saturno, celebrado com orgias.
2.9. É a guarda do domingo o sinal da besta (666)?
Para os ASD o selo de Deus na vida do cristão é a guarda do sábado; logo, afirmam que todos os que não guardarem o sábado receberão o sinal da besta - Veja Efésios 1:13; 2ª Timóteo 2:19; 2ª Coríntios 6:17; Romanos 4:25 e Apocalipse 1:10.
3. EXPLICAÇÃO DAS PASSAGENS USADAS NA DEFESA DAS SUAS DOUTRINAS
1. Gênesis 26:5 (Abraão guardou o sábado?) - Abraão guardou diversos “preceitos”, “estatutos” e “leis”; Gênesis 12:1; 17:1, 2; 17:9, 11; 21:12; 22:2 e 26:2, 3; mas a Bíblia não declara que ele tenha guardado o sábado.
2. Êxodo 16:22-30 (Ordenou-se a guarda do sábado antes do decálogo no Sinai, desde o princípio do mundo ?) - Ezequiel 20:10,12 diz que Deus disse que tirou Israel do Egito e lhe deu (não restaurou) os sábados como sinal consigo. Quando? Quando os tirou do Egito. A guarda do sábado é exclusivamente israelita: Deuteronômio 5:15; Salmo 147:19-20.
3. Êxodo 20:1, 17 (O decálogo é superior ao resto da lei de Moisés?) - Os dez mandamentos não foram escritos em pedra por serem superiores aos outros, mas por servirem de testemunha visível do concerto de Deus com Israel. Tábuas do testemunho: Êxodo. 31:18; 25:16; 32:15. Arca do testemunho: Êxodo 40:5; Tabernáculo do testemunho: Êxodo 38:21. Seria impossível escrever todo o Pentateuco em pedra e transportá-lo pelo deserto. O decálogo não é completo, pois não proíbe a bebedice, a ingratidão, a ira.
4. Êxodo 31:16 (O sábado, sendo perpétuo, está em vigor?) - Se devemos guardar o sábado por ser perpétuo, então somos também obrigados a guardas as festas judaicas, que os ASD admitem terem sido abolidas - Veja Levítico 23:31; Êxodo. 12:14.
5. Deuteronômio 31:21-26 (O Pentateuco, que foi colocado na arca e escrito diretamente por Deus, é a “lei moral”) A lei, porém, é uma só, incluindo a cerimonial: Êxodo. 22:21-22; Levítico 19:2, 16, 18; Deuteronômio 16:19; 18:13; Êxodo 23:2. Que parte da lei de Jesus considerou mais importante? Mateus 22:36-40. O primeiro mandamento está em Deuteronômio 6:5 e o segundo em Levítico 19:18. Tais mandamentos estavam originalmente do lado de fora da arca.
6. Salmo 19:7 - “Lei” não se refere só ao decálogo, mas a uma inteira seção das Escrituras: Deuteronômio 17:15-19; Salmo 1:2; 119:128.
7. Isaías 56:1,7 (E os filhos dos estrangeiros ?) - Se estes tiverem de guardar o sábado, terão de oferecer também holocaustos e sacrifícios no altar, no monte (Jerusalém). Atos 8:21.
8. Isaías 66:22, 23 (Guardar-se-á o sábado no futuro?) - Se esta passagem indica isso, indica também que a festa judaica da lua nova (igualmente perpétua) deve ser guardada por todos.
9. Mateus 5:17-19 (Jesus não veio destruir a lei e os profetas) - Esta passagem não diz que cada jota ou til da lei vai permanecer até que o céu e a terra passem, mas diz que não passarão “sem que tudo seja cumprido”! E Jesus disse que veio cumpri-la; logo, já passou. Lucas 24:44; 16:16, 17; Atos 13:29; Colossenses 2:14-16; Romanos 10:4.
10. .Mateus 19:16-22 (“Guarda os mandamentos”) - A lei não estava cumprida. Vide acima.
11. .Marcos 2:28 (O sábado é o dia do Senhor?) - O texto não diz que o sábado era o seu dia, mas que Jesus é superior ao sábado: Mateus 12:1-8.
12. .João 3:13 – Jesus não estava tratando da morte das pessoas ou do estado da alma após a morte, mas das maravilhas do céu, cujo conhecimento não dependia de outro, que tivesse “subido ao céu”, e descido para nô-las contar. Jesus, que desceu do céu, contou-nos.
13. .Atos 13:14 (Paulo guardava o sábado?) - O texto apenas diz que Paulo entrava nas sinagogas nos sábados, evidentemente se aproveitando da reunião dos Judeus para anunciar-lhes Jesus. Veja Colossenses 2:16-17.
14. . Romanos 3:31 (Anulamos o sábado pela fé?) - Paulo está argumentando nestes três últimos capítulos que ninguém consegue guardar a lei. Então conclui que ninguém pode ser justificado “pela lei das obras”, mas todos podem sê-lo pela “lei da fé” (Romanos 3:37). Daí conclui-se que “o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”( v. 28). Para que ninguém o chame de “sem lei” (v. 31), o mesmo Paulo, ensinando que a lei foi abolida (Romanos 10:4; Colossenses 2:14-16; 2ª Coríntios 3:2-14), declara que ele, para com Deus, não estava sem lei, mas debaixo da lei de Cristo (1ª Coríntios 9:21). Em seguida vem a declaração de Romanos 6:12-14; 7:4, 6.
15. Romanos 6:14 (Crêem que estar “debaixo da lei” é transgredi-la) - e estar debaixo da graça, é violar a graça ? Veja Gálatas 4:4 (Jesus nasceu “debaixo da lei”, mas não em pecado).
16. Romanos 7:12 - O assunto do contexto é a lei do marido e da mulher.
17. Hebreus 4:3-11 - O repouso mencionado não é o do quarto mandamento, mas de uma vida de fé em Deus: Salmo 118:22-24; Mateus 11:28-30.
18. Tiago 2:8-12 - “Lei” quer dizer toda a lei, e não só o decálogo. Então entre os transgressores se encontram também os adventistas, que não sacrificam animais, não guardam as festas, e nem praticam a circuncisão. Tiago também reprovou a acepção de pessoas (conforme Levítico 19:18, que não é do decálogo).
19. Iª João 2:3-6 - Não se diz que são os mandamentos do decálogo. Os vv. 1, 2 mostram que o texto se refere a lei de Cristo. - Veja João 14:15, 21; 15:10; 13:34; Atos 1:2.
4. CONCLUSÃO
Concluímos, com base nos fatos apresentados, que apesar de a igreja ter as melhores escolas, hospitais, grupos musicais como: Prisma, Karisma, Voz da Profecia, Arautos do Rei e outro, os Adventistas do Sétimo Dia têm se comportado como judaizantes, paralelos aos da época apostólica. Os que dependem das obras da lei para a salvação não são verdadeiros cristãos (Efésios 2:8-15).
Carta Aberta aos Adventistas do Sétimo Dia
Caríssimos irmãos adventistas do sétimo dia,
Saudações em Cristo.Venho por meio desta carta aberta expressar minha dupla indignação. Uma, contra a passividade e estreiteza de visão dos membros da Igreja Adventista, da qual ainda sou membro. Outra, contra a manipulação ditatorial dessa liderança denominacionalista.
É impressionante ver que o ser humano nunca muda mesmo. Parece que gosta de ser enganado. Gosta de entregar a direção de sua consciência a outros seres humanos iguais e muitas vezes piores do que ele. O termo "lavagem cerebral" caberia muito bem aqui. Sim, porque é assustador o poder que a cúpula da IASD tem de manipular as consciências, omitindo sua verdadeira história e o que se passa, em proveito próprio.
Mas, relembrando o genial Rui Barbosa - "cada povo tem o governo que merece" - chego à conclusão que a membresia adventista merece mesmo ser ludibriada, pois se entrega de corpo e alma ao denominacionalismo adventista. Mas, para desespero dos mal intencionados, cada vez mais se descobre o "modus operandi" dela.
Sei que há muitos irmãos sérios, amantes da causa (adventista ou cristã?), que fazem das tripas coração pela Obra.
Mas creio que a raiz da cegueira dos membros sobre a realidade do que acontece lá em cima, nos diferentes níveis administrativos, como politicagem, nepotismo, desvios, etc, é um antigo dogmatismo medieval: o de que a Igreja, no caso, a IASD, é de origem divina, ou seja, a denominação Igreja Adventista do Sétimo Dia é divinamente instituída e mantida, aconteça o que acontecer.
Pronto, esse dogma simplesmente embota, obscurece e trava a faculdade de os membros julgarem por si mesmos, com total isenção e liberdade, o que acontece nesta instituição que ELES sustentam, que se arroga de ser a igreja verdadeira e remanescente.
Se vocês já lerem "O Leviatã Adventista", do Professor Edegard Silva Pereira, onde se faz um raio-x da organização estrutural da IASD, verão que as coisas são bem diferentes que se imagina, aliás, que eu também imaginava.
Façam uma profunda e imparcial investigação de certas verdades como trindade, dízimo, espírito de profecia, igreja, lava-pés, etc, e ficarão estupefatos com o que irão descobrir. A internet é uma ótima ferramente de pesquisa.
Não vamos misturar as coisas, irmãos! Estamos falando do sistema hierárquico e burocrático organizacional da IASD, e de seu corpo de doutrinas, da qual eu e vocês fazemos parte; não estamos questionando a relação de ninguém com Cristo, pois denominação religiosa é bem diferente de Cristo, cristianismo e cristão.
Vejo uma tremenda dificuldade quando eu mesmo tento expor minha preocupação a outros irmãos.
Logo eles mudam de fisionomia, ficam profundamente transtornados e escandalizados, só porque acabam de ouvir algo que jamais esperavam ouvir acerca de sua amada denominação. Parece que ficam sem chão, ficando evidente que mais se ancoram sua fé na igreja do que em Cristo.
É, a verdade de Cristo ainda machuca e escandaliza até os próprios cristãos. Sem querer entrar no campo doutrinário, onde há muitas coisas que a IASD precisa explicar, a liderança brinca com Deus, fazendo da denominação o fim em si mesma, acima do Ide de Jesus Cristo, perdendo o foco do Evangelho.
Ouvi dizer que, na China, por exemplo, não pode haver IASD oficialmente porque a soberba liderança Americana (leia-se Conferência Geral), não abre mão em hipótese nenhuma de seu governo eclesiástico, em detrimento de uma liderança dentro das fronteiras do país, como exige a comunista lei chinesa.
Ora, onde está a urgência de se levar as pessoas a Cristo? Os praxes da denominação têm prioridade sobre a salvação das pessoas. Outras denominações avançam seu proselitismo em solo chinês, mas a IASD não pode porque a sua cúpula não concorda com as regras chinesas. A rigidez institucional passa por cima do "ide por TODO O MUNDO." E que se calem os membros.
Este é só um exemplo de como a burocracia está prevalecendo sobre a missão cristã. Lembro-me de quando uns irmãos de uma cidade próxima, mas já de outro distrito, queriam fazer um trabalho na cidadezinha onde eu morava, mas quando o pastor do distrito local, que morava bem mais longe, tão logo descobriu, ficou tomado de ciúme, e acabou espantando os irmãos, que nunca mais voltaram.
Nenhum pastor daquele distrito jamais foi fazer um trabalho missionário naquela pacata cidadinha, mas foi só o pastor descobrir que a igreja de outro distrito estava querendo evangelizar em seu território, tratou logo de botá-los para correr. Santa pobreza espiritual, meu Deus! O que será que Jesus acha de tudo isso?
O que desejo aqui não é me promover, fazer média, apontar o dedo para os defeitos alheios, pois também tenho muitos, mas exortar a todos os irmãos que abram os olhos da inteligência, do bom senso, da reflexão, do questionamento, para se aterem aos fatos, pois a verdade não teme investigação. Com isso estariam, sem dúvida, apressando o retorno do Mestre.
Uma verdade que precisa ser repetida, pois ficou no esquecimento: Cristo não fundou nenhuma denominação.
Tal assertiva pode servir como luva para qualquer organização religiosa, mas quando se trata de nós, não vale? A verdade é que Cristo também não fundou nenhuma Igreja Adventista do Sétimo Dia. Isso é dogmatismo dos pioneiros, como acontece com os fundadores de outras seitas.
Sua santa Igreja abrange horizontes muito mais amplos do que a concepção denominacional preconiza. Vai muito além de ministérios de homens, templos, patrimônios e papéis. Os verdadeiros adoradores são os que O adoram em espírito e em verdade, e onde há o Espirito do Senhor, aí há liberdade. Embora admitam isso na teoria, na prática governam com punho de ferro o rebanho, que, separado da administração, sustenta toda a pirâmide e acaba fazendo o trabalho sozinho.
Não precisam dizer que sou um dissidente revoltado, etc, etc, etc, pois essa é a primeira reação que vejo. Não sou um rebelde preconizando contenda nem criando uma guerrilha contra todos os valores estabelecidos. Mas sei no Deus em Quem tenho crido. Sei que poderia estar falando mal de Sua Obra, de Seu Povo.
É doloroso ter de ver as pessoas sendo enganadas friamente, por interesses excusos, que até o diabo duvida.
A igreja de Cristo somos NÓS. NÓS somos os sacerdotes, mas parece que ainda não sabemos exercer o livre sacerdócio que Cristo nos conquistou.
Não que eu seja contra organização, desde que ela não se torne autônoma ao ponto de destituir Cristo, colocando-se como mediadora entre o rebanho e o Pastor. Você já viu esse filme em algum lugar?
Isso já aconteceu na Idade Média, todos nós já devíamos ter aprendido a lição, mas ainda no século 21 as pessoas são ingênuas.
Ouçamos a advertência do Senhor a SEU povo Israel: "Não vos fieis em palavras vãs, dizendo: Templo do Senhor, Templo do Senhor, Templo do Senhor é este." Jeremias 7:4
Pafraseando: "Não confiem em palavras vazias, dizendo: Igreja do Senhor, Igreja do Senhor, Igreja do Senhor é esta." O povo de Israel estava se fiando no rótulo de povo do Senhor, mas na prática estavam bem distantes do Senhor. Adoravam mais o templo do que ao Senhor. Amavam as festas, os sábados, as cerimônias, os utensílios; cumpriam tudo formalmente, mas espiritualmente estavam sem Deus.
Para eles, "templo, sinagogas, casas publicadoras, hospitais, sanatórios, universidades, canais de rádio e TV" eram a sua garantia do aval de Deus. O exílio tratou de esclarecer as coisas e por os pingos nos is.
Eis o erro em que eu, você e todos os membros desta denominação podemos cair. Na velha armadilha do religiosismo hipócrita, que mais distancia as pessoas de Deus do que aproxima.
Vemos que o alvo de batismos precisa ser alcançado, mas depois, se as ovelhas questionam as coisas, são tratadas com aspereza e desligadas mais depressa ainda, afinal, já serviram para fazer número nos relatórios.
Precisamos reconsiderar as coisas, para vermos sob o verdadeiro prisma. No meu caso, tive de fazer uma releitura da Bíblia, e vi que o estudo "bíblico" que havia recebido distava seriamente do credo adventista em certas doutrinas. Bem, essa foi a minha experiência, irmãos. No começo foi muito duro, confesso. Até chorei. Foi um parto difícil.
Nunca tinha imaginado o quanto poderia ser doloroso crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, de acatar o conselho do irmão Paulo: "E não se conformem com este mundo, mas sejam transformados pela renovação do seu entendimento, para que experimentem qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:2
Eu os desafio a investigar e reinvestigar todas as coisas com relação à amada Igreja Adventista do Sétimo Dia, que se encontra sofrendo a sua maior crise estrutural e doutrinária, porém ela não quer dar o braço a torcer e admitir que também anda laborando em erro. Com isso, rebaixa-se além de outras igrejas, pois muitas não se arvoram o título de igreja remanescente e verdadeira. Perante pessoas esclarecidas foram do arraial adventista, a situação é embaraçosa, constrangedora e desmoralizante.
Cada um julgue por si mesmo. Não permitam serem manipulados, amordaçados em suas dúvidas e questionamentos.
Viva a liberdade de expressão, de consciência, de crença. Que o Senhor Deus abençoe esse site, que se tornou uma tribuna indispensável em defesa desses valores. -- Eduardo
sábado, 21 de março de 2009
A Deidade de Jesus
Resposta:
Hoje tentei pesquisar um pouco sobre os termos e argumentos que seus "amigos" TJ têm usado para defender suas heresias. Impressionante como torcem as Escrituras e tentam fingir que o grego os apoia!
Primeiro, o argumento em si é falido. O fato de termos gregos diferentes serem usados de forma diferente não significa nada em termos da divindade de Jesus. proskuneo de fato é um termo usado para adoração, esp. no sentido de "curvar-se diante", e pode ser usado de falsos deuses, ídolos, Jesus, o diabo, etc. MAS O TERMO TAMBÉM FOI USADO DE DEUS PAI em muitos textos (Mt 4.10, Lc 4.8, Jo 4.20, 21,22, 23,24, 12.20, 1 Co 14.25). É claramente FALSO afirmar que a adoração a Deus é sebomai e não proskuneo.
Além disso, pelo mesmo argumento dos TJ, se a palavra foi usada para OUTROS e não Deus Pai, significa que Ele não é Deus? Note também Hb 1.6, Ap 4.10.
O argumento sobre sebomai é ainda mais falido. O termo foi usado poucas vezes no NT. Esse é um argumento de silêncio. Mas o termo traz a idéia de reverência, ou seja "medo", e foi usado como equivalente do "temor do Senhor" no VT, um conceito que não está tão comum no NT. Existe um grupo de palavras com a raiz "seb" no NT que precisam ser estudadas, pois sebomai é somente uma dessas palavraas (o sufixo "omai" é somente uma forma do verbo da 1a pessoa voz média). σέβομαι, σεβάζομαι, σέβασμα, Σεβαστός, εὐσεβής, εὐσέβεια, εὐσεβέω, ἀσεβής, ἀσέβεια, ἀσεβέω, σεμνός, σεμνότης
Theological dictionary of the New Testament. 1964-c1976. Vols. 5-9 edited by Gerhard Friedrich. Vol. 10 compiled by Ronald Pitkin. (G. Kittel, G. W. Bromiley & G. Friedrich, Ed.) (7:168). Grand Rapids, MI: Eerdmans.
E essas palavras se aplicam tanto para Deus Pai como para Jesus Cristo (veja 2 Tm 3.12, Tito 2.12, 1 Tm 6.3, Tito 1.1, 1 Tm 3.16). E além disso, o mesmo grupo pode ser aplicado para ídolos, a criação, etc.: At 19.27, Rm 1.25, At 17.23, 2 Ts 2.4 (o Anticristo!!!)--O MESMO ARGUMENTO USADO CONTRA PROSKUNEO COMO REFERÊNCIA A JESUS E O DEUS VERDADEIRO.
Resumindo, há uma sobreposição em ambos os termos, que podem ser usados de falsos deuses, Satanás, Jesus e Deus. proskuneo é bem mais comum no NT, mas seu uso em vários textos mostra adoração reservada somente para Deus no VT. E argumentar que sebomai só se refere ao verdadeiro Deus é FALSO.
Estude os textos acima. Espero que serviu como ajuda.
Pr. Davi Merkh
sexta-feira, 20 de março de 2009
O desapontamento adventista
Dissertando sobre as frustrações emocionais pelas quais muitas pessoas passam em determinados movimentos religiosos, o psicólogo Henry Gleitman, em seu artigo: “A teoria da dissonância cognitiva”, elucida, do ponto de vista psicológico, a persistente confiança do adepto de seita na doutrina, no grupo ou em seu líder, mesmo após freqüentes decepções. Diz ele em sua introdução:
“As pessoas tentam dar um sentido ao mundo ao redor, mas como? Procuram uma analogia entre as próprias experiências e lembranças, e buscam uma confirmação de que a analogia está certa na opinião dos outros. Se tudo vai dar certo, ótimo. Mas o que acontece quando encontram-se incoerências?”.
Deparar-se com incoerências doutrinárias (heresias) é uma constante que alguns sectários sinceros são incapazes de negar. Prosseguindo em sua declaração, Henry diz que: “O estudo de Asch (Solomon Asch, 1956) mostrou o que acontece quando há discordância entre as próprias experiências (e as crenças fundadas nelas) e as das outras pessoas. Mas, e se a incoerência estiver no interior das próprias experiências ou nas crenças das pessoas? Isso vai provocar uma inclinação a reconstruir uma coerência cognitiva, ou seja: a reinterpretar a situação de maneira a tornar menor o desacordo encontrado. De acordo com as teorias de Leon Festinger, isso acontece porque cada incoerência percebida entre os aspectos do conhecimento, dos sentimentos e do comportamento é causa de angústia — dissonância cognitiva — que as pessoas logicamente tentam aliviar (Festinger, 1956)”.
Cabe salientar que muitos grupos denominados “cristãos” passaram por isto. Entre eles está o grupo religioso da senhora Ellen G. White. Pela analogia, o leitor irá perceber que a “teoria da dissonância cognitiva” explica, de modo satisfatório, o fenômeno vexatório chamado pelos adventistas de “o grande desapontamento de 1844”. Cabe ressaltar, ainda, que a Sra. White fazia parte do movimento adventista de então, que esperava a parousia (o aparecimento de Cristo em glória) para aquela época. Mais tarde, porém, ela se tornou uma das fundadoras e profetisa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, grupo religioso com fortes raízes na doutrina do advento.
A “arte” de “interpretar determinada situação com o objetivo de esconder incoerências foi, sem dúvida, um artifício que envolveu os adventistas daquela época. Henry propõe um fato ilustrativo que se encaixa perfeitamente na frustrante experiência do movimento adventista. Ele explica isso empregando o exemplo de uma seita esotérica que, por meio de sua profetisa, havia recebido uma mensagem dos “guardas do universo” para esperarem o fim do mundo em uma data fixa, à meia-noite, ocasião em que aconteceria uma inundação enorme e apenas os verdadeiros fiéis se salvariam, sendo arrebatados por discos voadores. Empregaremos aqui o mesmo método para traçar um paralelo com o que ocorreu com os adventistas.
Observe que, semelhantemente, os adventistas da primeira geração acreditavam, por meio das teorias de Guilherme Miller (um leigo pregador batista), que Jesus voltaria em 1843. O principal pilar da teoria de Miller eram os 2.300 dias e, ligado a isto, estava a idéia da purificação terrestre do santuário, ambos contidos no livro do profeta Daniel. Como nada aconteceu na data fixada, remarcaram a data, desta vez para 1844. Novamente, a profecia falhou. A Sra. White fazia parte daquela geração que esperava o retorno de Cristo para aquele tempo, conforme acreditavam os adventistas. Posteriormente, Ellen White declarou que os estudos de Miller foram guiados por Deus, confirmando, assim, a crença na predição do segundo advento com data fixa.
Mas o que o desapontamento adventista tem de comum com o grupo esotérico apontado por Henry? Deixemos que a profetisa White nos ajude a encontrar a resposta.
A primeira pergunta é: Há alguma prova de que Miller havia recebido seu cálculo profético de Deus? Veja o que pensava Ellen G. White acerca disso: “Deus encaminhou a mente de Guilherme Miller para as profecias, e deu-lhe grande luz quanto ao livro do Apocalipse”.1
Mas será que os adventistas acreditavam, de fato, que seriam arrebatados naquela ocasião? Segundo Ellen White, os adventistas que vivenciaram aquela frustração não “desejavam ser instruídos ou corrigidos por aqueles que estavam indicando o ano em que acreditavam expirarem os períodos proféticos, e os sinais que mostravam estar Cristo perto, às portas mesmo2 [...] Os santos esperaram ansiosamente pelo seu Senhor, com jejuns, vigílias, e oração quase constante”.3
Como podemos perceber, a Sra. White não só afirmava em seus escritos que Miller fora instruído por Deus como também dizia que Cristo voltaria num dia prefixado para buscar os que acreditavam naquela profecia, circunstância em que se daria o fim do mundo.
Acompanhe o exemplo mencionado por Henry e veja como os membros da seita amenizaram o problema (correlacione o fato com a IASD): “No Dia do Juízo, os membros da seita reuniram-se à espera da inundação. À hora prevista para o pouso dos discos voadores chegou e passou, a tensão era maior com o passar das horas, quando a líder da seita recebeu a suposta mensagem ‘aliviadora’: o mundo foi poupado como prêmio pela confiança dos fiéis. Houve muita alegria e os crentes tornaram-se mais fiéis”.
Da mesma forma, com os adventistas, o tempo foi passando e as expectativas aumentando cada vez mais. Alguns dizem que os adventistas até mesmo se vestiram de roupas brancas para esperar o grande acontecimento, contudo, isto é hoje negado veementemente pela IASD. Seja como for, os alardes das predições de Guilherme Miller arrastaram multidões de crédulos na crença de que Jesus voltaria na data marcada. Entretanto, a predição falhou mais uma vez. Mas isso não foi o suficiente, pois muitos preferiram permanecer na pertinácia, procurando alternativas para a falha profética.
Atente para os fatos que envolveram esta circunstância. Qual foi o resultado desta grande expectativa? Jesus realmente voltou? Ellen White responde: “Vi que os que estimavam a luz olhavam para o alto com ardente desejo, esperando que Jesus viesse e os levasse para si. Logo uma nuvem passou sobre eles, e seus rostos ficaram tristes. Indaguei a causa dessa nuvem, e foi-me mostrado que era o seu desapontamento. O tempo em que esperavam o seu Salvador havia passado, e Jesus não viera”.4
Qual foi então a desculpa, ou “nova mensagem”, que a Sra. White encontrou para explicar esse fracasso e amenizar a angústia dos desapontados? Ela explicou a questão nos seguintes termos: “Estão de novo desapontados em suas expectações. Jesus não pode ainda vir à terra. Precisam suportar maiores provações por seu amor. Devem abandonar erros e tradições recebidos de homens e voltar-se inteiramente para Deus e sua Palavra. Precisam ser purificados, embranquecidos, provados. Os que resistirem a essa amarga prova obterão eterna vitória. Jesus não veio à terra como o grupo expectante e jubiloso esperava, a fim de purificar o santuário mediante a purificação da terra pelo fogo. Vi que eles estavam certos na sua interpretação dos períodos proféticos; o tempo profético terminou em 1844, e Jesus entrou no lugar santíssimo para purificar o santuário no fim dos dias. O engano deles consistiu em não compreender o que era o santuário e a natureza de sua purificação. Ao olhar de novo o desapontado grupo expectante, pareciam tristes. Examinaram cuidadosamente as evidências de sua fé e reestudaram a interpretação dos períodos proféticos, mas não lograram descobrir erro algum”.
Mas isso não é tudo. A Sra. White continua: “Foi-me mostrado o doloroso desapontamento do povo de Deus por não ter visto a Jesus no tempo em que o esperava. Não sabiam porque seu Salvador não viera; pois não podiam ter evidência alguma de que o tempo profético não houvesse terminado. Disse o anjo: ‘Falhou a Palavra de Deus? Deixou Deus de cumprir suas promessas? Não; Ele cumpriu tudo o que prometera. Jesus levantou-se e fechou a porta do lugar santo do santuário celestial, abriu uma porta para o lugar santíssimo, e entrou ali para purificar o santuário’. Todos os que pacientemente esperarem compreenderão o mistério. O homem errou; mas não houve engano da parte de Deus. Tudo o que Deus prometeu foi cumprido; mas o homem erroneamente acreditou que a terra era o santuário a ser purificado no fim do período profético. Foi a expectativa do homem, não a promessa de Deus, que falhou”.5
Observe que Ellen White confirmou que os crentes, na teoria do advento pregado por Miller, se reuniram para esperar, no dia marcado, o retorno de Cristo, porém, o dia chegou e passou e Cristo não veio, para o desapontamento de todos. Daí, ela alegou que alguns receberam de Deus algumas explicações para o fracasso ocorrido. Entre essas explicações, a que dizia que Deus resolveu, de “última hora”, provar o seu povo, adiando, assim, a oportunidade para que outros aceitassem a mensagem do advento. Aqueles que aceitaram essa explicação tornaram-se ainda mais fiéis.
Novamente, retomando o paralelo com a seita esotérica, Henry comenta: “Com o ridículo fracasso de uma profecia tão exata, era lógico imaginar, como reação, o abandono daquelas crenças e o afastamento dos fiéis da seita. Mas a teoria da dissonância cognitiva explica este comportamento: deixando de acreditar nos ‘guardas do universo’, a pessoa tem de aceitar uma dissonância entre o atual cepticismo e as crenças antigas, e isso é causa de dor”. Trazendo para o contexto adventista, isso quer dizer que se os adventistas deixassem de acreditar na profecia, teriam de aceitar e reconhecer a enorme incoerência que envolveu o episódio, e isso lhes traria uma frustração ainda maior.
Ellen White explica a persistência dos adventistas na derrocada doutrina dos 2300 dias? Ao invés de reconhecerem o erro, passaram a acreditar numa suposta resposta (forjada) para o acontecido, a fim de amenizar a decepção que tiveram. “Aqueles fiéis e desapontados, que não puderam compreender porque seu Senhor não viera, não foram deixados em trevas. De novo foram levados às suas Bíblias, a fim de examinar os períodos proféticos. A mão do Senhor removeu-se dos algarismos, e o erro foi explicado. Viram que o período profético chegava a 1844, e que a mesma prova que haviam apresentado para mostrar que o mesmo terminava em 1843, demonstrava terminar em 1844. Ao passar o tempo, os que não haviam recebido inteiramente a luz do anjo se uniram com os que haviam desprezado a mensagem, e voltaram-se contra os desapontados, ridicularizando-os”.6
Naturalmente, com tamanho erro de predição era de se esperar que aquela idéia da volta de Cristo com data marcada se encerraria por aqueles dias. Mas confirmando a teoria da “dissonância cognitiva”, a dor da decepção foi “superada” por uma nova teoria.
Comentando a desilusão que acometeu alguns adeptos da seita esotérica, Henry diz: “A sua antiga fé seria agora uma humilhante idiotice. Alguns membros da seita chegaram até a perder o trabalho e a gastar todo o seu dinheiro, e, agora, recusando a ideologia dos ‘guardas do universo’, tudo isso teria parecido como uma ridícula bobagem sem sentido. A dor da dissonância teria sido intolerável. Assim foi reduzida de importância acreditando na nova mensagem, e, vendo outros membros aceitá-la sem dúvida nenhuma, a fidelidade saiu até fortalecida. Agora podiam se considerar como heróicos e leais membros de um corajoso grupo que salvou o mundo”.
Da mesma maneira, os adventistas procuraram esconder os erros cometidos atrás de eufemismos sutis. Os adventistas mais radicais não deram “o braço a torcer” reconhecendo seu erro e, ao invés disso, procuraram amenizar o problema, interpretando de outra maneira o cálculo profético das 2.300 tardes e manhãs, espiritualizando-o: o tabernáculo não era mais a terra, mas o céu. Portanto, não havia fim de mundo, ou volta literal de Cristo, que apenas havia passado de um compartimento do santuário celestial para outro. Essa nova interpretação, admitida paulatinamente, desembocou na aberração teológica da doutrina do “Santuário”, do “Juízo Investigativo” e do “Bode Emissário”. E tudo isso debaixo de uma suposta visão que Hiram Edson teve após o “grande desapontamento”. É importante esclarecer que tudo isso não passou de uma desculpa acanhada para tentar remendar o desastre teológico de Miller. Assim, o grupo poderia novamente assegurar-se de que estava no rumo certo. Ou seja, não eram mais considerados fanáticos ou he
réticos, pois tinham recebido uma nova revelação de Deus como resposta para o fiasco anterior.
Os adventistas que perseveraram nessa idéia da nova revelação sofreram algumas privações. “Os que não ousaram privar os outros da luz que Deus lhes dera foram excluídos das igrejas; mas Jesus estava com eles, e estavam alegres ante a luz de seu semblante. Estavam preparados para receber a mensagem do segundo anjo7 [...] De igual maneira, vi que Jesus considerou, com a mais profunda compaixão, os desapontados que haviam aguardado a sua vinda; e enviou os seus anjos para dirigir-lhes a mente, de maneira que pudessem segui-lo até onde Ele estava. Mostrou-lhes que a terra não é o santuário, mas que Ele devia entrar no lugar santíssimo do santuário celestial, a fim de fazer expiação por seu povo e receber o reino de seu Pai e, então, voltaria à terra e os tomaria para ficar com Ele para sempre”.8
160 anos depois
Ainda muito poderia ser comentado sobre o desapontamento adventista, todavia, acreditamos ter sido possível compreender, pelo paralelo entre o movimento do advento e o exemplo que Henry forneceu, as técnicas psicológicas empregadas pelos então pioneiros adventistas, com o objetivo de aliviar a frustração angustiante (dissonância cognitiva) por uma profecia não cumprida. A fim de amenizar a seriedade do fracasso e da incoerência da predição, inventaram uma nova teoria (supostamente revelada por Deus), que tornou menor o desacordo encontrado. Com isso, conseguiram tirar a atenção dos adeptos dos pontos mais críticos do erro profético ocorrido em 1843-4. E hoje, cerca de 160 anos após esse grande desvio ter ocorrido, a IASD continua acreditando que é a única igreja verdadeira na face da terra — os remanescentes. Estes foram os resultados do desapontamento adventista.
• Todas as citações de Henry Gleitman foram extraídas da obra Basic Psychology, Norton (1983), traduzida por A. Maria De Florim M. Martinelli.
Notas:
1 Primeiros escritos de Ellen Gould White. Tradução de Carlos A. Trezza. Casa Publicadora Brasileira. Santo André: São Paulo, 1967, p. 231.
2 Ibid., p. 234.
3 Ibid., p. 239.
4 Ibid., p. 241.
5 Ibid., p.250-1.
6 Ibid., p. 246.
7 Ibid., p. 237.
8 Ibid., p. 244.
