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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

REENCARNAÇÃO, UMA QUESTÃO DE INJUSTIÇA

“Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Rm 10:3-4).

Em muitos automóveis, podemos ver a seguinte frase: “Reencarnação, uma questão de JUSTIÇA!” Porém, veremos que o ensino sobre a “reencarnação” é, na verdade, uma questão de INJUSTIÇA dos homens, para com o Criador.
Dentre as inúmeras falsas “religiões”, destacamos algumas que crêem na falácia da “reencarnação”: Espiritismo, Budismo, Hinduísmo, Cabala, Seicho-no-iê, Umbanda, Taoísmo, Confucionismo, Bramanismo, Jainismo, Zoroastrismo, Xintoísmo, Islamismo esotérico (Surate II, 26 e Surate XVII: 52 do Corão), Esoterismo, Eubiose, Gnose, Maçonaria, Xamanismo, Teosofia, Igreja Messiânica Mundial, Fraternidade Rosacruz, Ordem dos Templários, Santo Daime, Candomblé, etc.
O Pr. Calvin Gardner, nos esclarece que: “A origem desse ensino, como muitos estudiosos pensam, vem dos Vedas dos Hindus (as escrituras dos hindus). Pode ser que essas crenças também foram influenciadas pela filosofia dos gregos, começando com Pitágoras (580-500 a.C.) e passando por Platão (428-348 a.C.). Há similaridades estranhas entre os ensinos dos gregos e dos hindus. Nas duas formas, a perfeição final não vem da graça de Deus, através do arrependimento dos pecados e fé em Cristo, mas por outros meios ou por outras pessoas, que no final das coisas revela que essas crenças não vêm de Deus, pois mostram outros salvadores”. [1]
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, ensinou que “a reencarnação é a volta da alma ou espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. Para os espíritas, é a única forma de Deus fazer a sua justiça, levando o homem a muitas existências sucessivas, oferecendo um meio de resgatar os seus erros, com o objetivo de atingir a perfeição”. [2]
Ao que tudo indica, a tal doutrina da “reencarnação” veio da mente do próprio Kardec e não dos tais “espíritos”, como ele alegou. Interessante observarmos que esta doutrina não é unânime entre os “espíritos”, nem entre os “espíritas”. Vejamos esta citação: “Mas o grande problema para os espíritas, confessado por Allan Kardec, é que não se pode identificar o ensino unânime dos espíritos sobre a reencarnação. Diz ele: ‘Seria o caso, talvez, de examinar-se porque todos os Espíritos não parecem de acordo sobre este ponto’. E mais: ‘De todas as contradições que se observa nas comunicações dos Espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se explica que nem todos os Espíritos a ensinam?’” (O livro dos espíritos. Allan Kardec – Obras Completas. Opus Editora Ltda, p. 94, 2ª ed., 1985). [3]
A Bíblia refuta a tola idéia da “reencarnação”, em várias passagens (2 Sm 12:22-23; Jó 7:9-10; Ec 12:7; Mt 13:38-43; Lc 23:43; Jo 1:19-21; Hb 9:27-28; Ap 20:11-15). Em Hebreus 9:27, por exemplo, lemos que: “... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”.
Lemos também que: “Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (Jó 7:9-10).
O que a Bíblia ensina é a Ressurreição (Dn 12:2; Is 26:19; Os 6:2; Jo 5:28-29, 11:11-44; At 24:15; 1 Co 15:12-22; Ap 20:6), que é o retorno do morto ao próprio corpo, implicando em uma só existência.
Enquanto os espíritas dizem que a “reencarnação” é necessária para que o homem evolua, rumo à perfeição, a Bíblia afirma que o mesmo é aperfeiçoado quando nasce de novo (Jo 3:3, 5), arrependendo-se de seus pecados; ocasião em que recebe Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb 10:14).
Em Cristo, somos regenerados, como lemos: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17). Regeneração é a mudança das disposições dominantes da alma (no mesmo corpo e existência em que vivemos): “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tt 3:5). Lemos, ainda, que: “... quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4:22-24).
A Bíblia nos ensina que a salvação é mediante a graça, por meio da fé em Jesus Cristo e não por obras: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9). [Vide: Mt 16:26; Rm 3:24-26, 28, 4:5, 5:1; Gl 3:11, 24; Tt 3:5-7].
O Pr. Calvin Gardner enfatiza que: “A graça de Deus é contrária à reencarnação. O karma é intolerável. O que faz na vida ceifará em outra. Não há exceções nem perdão. Por Cristo, há perdão, pois há uma imputação da condenação dos pecados de todos que se arrependem e crêem com fé na pessoa de Cristo, e há uma imputação da Sua justiça nestas (II Cor 5:21). Se por Cristo são pagos os nossos pecados e por Ele há paz com Deus, não há lugar para uma doutrina karmaica de reencarnação”. [4]
A conhecida Parábola sobre o Rico e Lázaro (Lc 16:19-31) prova a inexistência de “outras vidas”, e revela que só há uma vida. A Bíblia nos ensina que, após a morte, o destino das pessoas está selado, eternamente: uns para a perdição eterna e outros para a salvação eterna, pois “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3:18).
Os adeptos do Espiritismo são atraídos, em sua maioria, pelo fato de acharem que a tal “religião” espírita (uma mistura de fé/ciência/religião/filosofia) é “lógica”, pois responde às suas indagações. Aliás, eles adoram apelar para a tal “lógica humana”, para provar suas teses.
A Bíblia, entretanto, diz que: “... a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (1 Co 3:19). Como sabemos, “... a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Co 1:18). Infelizmente, as vãs filosofias (e “religiões”) têm agradado a muitos (1 Co 1:17-31; Cl 2:8).
Vejamos algumas perguntas “lógicas”, que foram retiradas de um site espírita, e suas refutações bíblicas:

1) “Por que algumas pessoas já nascem defeituosas ou doentes e outras não? Seria justo que Deus fizesse pessoas sofrerem, desde o nascimento, por algo que elas não fizeram, ou pelo que outras pessoas fizeram?”

Certa ocasião, Jesus e os discípulos viram um cego de nascença e Jesus deixou claro que a cegueira não é nenhuma conseqüência de erros (pecados) de “vidas anteriores”. Vejamos: “E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” (Jo 9:2-3) [5]
O homem foi criado perfeito, “reto”, à imagem e semelhança do seu Criador: “... Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias” (Ec 7:29). Os anjos que caíram foram criados santos, mas “... não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação...” (Jd 6). Sobre satanás está escrito: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28:15).
Como se vê, mesmo tendo sido criado reto e perfeito, o homem (tal como satanás e alguns anjos) preferiu a desobediência e o pecado. Com isto, vieram as doenças e a morte: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Lemos, ainda: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Co 15:22).
A origem de todo o mal que há na Terra é o pecado original (a desobediência, a rebelião do homem contra seu Criador): “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2:16-17). Portanto, a culpa não foi de Deus, mas, da própria humanidade.
As conseqüências desta rebelião foram as doenças, a morte, as injustiças, as desigualdades, etc.: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5:12). “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Rm 5:17-18).
Entretanto, mesmo que nós tenhamos herdado o pecado original de Adão (e, com o pecado, a morte eterna), felizmente, em Jesus Cristo, recebemos a vida eterna: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6:23), “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem”. (1 Co 15:21).

2) “E como explicar o caso de pessoas que, mesmo tendo sido boas durante toda sua vida, são surpreendidas com doenças terríveis, que lhes causam terríveis sofrimentos, ou ainda são vítimas de terríveis acidentes, enquanto outras passam por toda a vida sem conhecer tal infortúnio? Poderíamos alegar azar de uns e sorte de outros?”

Quanto às pessoas que foram “boas”, durante sua vida, a Bíblia diz que: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” (Ec 7:20).
Quanto às tragédias, lemos que: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.” (Ec 9:2). [Vide: Ec 7:15, 8:14; Jó 21:17; etc.].
Conforme disse R. C. Sproul: "Não há pessoas inocentes no mundo!" (Vide: Gn 6:5-6; Gn 8:21; Jó 4.17; Jó 14:4; Sl 51:5; Sl 58:3; Pv 20:9; Ec 9:3; Jr 13:23; 17:9; Mc 7:21-23; Jo 15:5; Rm 3:10-18, 3:23, 5:12, 8:7-8; Ef 4:17-19; 2 Tm 2:25; Tt 1:15).

3) “Se houvesse apenas uma vida, e tivéssemos como objetivo atingir a chamada ‘Salvação’, por que então alguns nascem com mais condições para atingir esse objetivo do que outros?”

As Escrituras nos ensinam, claramente, a doutrina BÍBLICA da Eleição: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1:4-5). [Vide: Mc 13:20; Jo 5:21, 40; Jo 6:37, 44, 65; Rm 8:29-30, 11:7, 16:13; Cl 3:12; Tt 1:1; 1 Pe 1:2; Ap 17:14].
Deus é Soberano e, segundo Sua perfeita justiça, “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal” (Pv 16:4), "E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" (Dn 4:35).
Para quem acha Deus injusto, o apóstolo Paulo pergunta: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? (Rm 9:20-21).

4) “Uns nascem em famílias estruturadas, que lhes dá educação e bons exemplos de moral e os encaminham para o bem... Outros nascem em famílias desestruturadas, no meio à extrema miséria, sem nenhum tipo de referencial moral, às vezes vítimas já cedo de violência, estupro e todos os tipos de mazelas...”

Esta “lógica” espírita é totalmente ilógica! Ora, muitos nascem em “berços de ouro” e cometem terríveis crimes, envolvem-se com drogas, etc. Outros nascem na mesma condição e, por sua vez, são pessoas direitas, justas, honestas, etc. Muitos nascem pobres e são cidadãos de conduta ilibada, honestos, trabalhadores, etc. Outros nascem na mesma condição e seguem caminhos errados.
Como se vê, a situação do nascimento, nada tem a ver com o futuro da pessoa e pobreza não é sinal de maldição: “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas.” (Pv 13:7). [Vide: Pv 22:1, 4; Ec 5:19].
Deus distribui a cada um (bens, dons, etc.), conforme Lhe apraz: “Ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdoa, e age, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens” (1 Rs 8:39).

Como vimos, a tal “lógica” espírita não passa de um conjunto de divagações humanas, conjecturas e vãs filosofias.
A Bíblia nega, veementemente, qualquer afirmação de existência de outras vidas. A doutrina da “reencarnação” é, na verdade, uma grande questão de INJUSTIÇA dos homens para com o seu Criador, que, em total demonstração de amor e misericórdia, entregou Seu Filho Unigênito, para morrer por nós.
Ora, não é à JUSTIÇA de Deus que devemos apelar, mas à Sua MISERICÓRDIA. Graças à misericórdia divina é que somos salvos (a partir do momento em que depositamos nossa fé em Jesus Cristo), pois: "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22).
Mas, para a doutrina espírita, Jesus Cristo seria apenas um espírito elevado, evoluído, o melhor médium que jamais viveu. Eles não O consideram Deus. Entretanto, a Bíblia nos ensina: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1 Tm 3:16).
O próprio Jesus Cristo afirmou, diversas vezes, que Ele é Deus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30); “... Quem me vê a mim vê o Pai (Jo 14:9b); “... Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6). [grifos meus]. Vejamos esta citação:
“Ele não é apenas “um caminho”, mas o ÚNICO. Isso neutraliza as afirmações dos líderes religiosos de todos os tempos, confirmando a exclusividade de Cristo como Salvador. Realmente, não existe outro meio de se chegar a Deus, a não ser pelo reconhecimento da morte vicária de Cristo. O primeiro acontecimento, após Sua morte, foi o véu do Templo se rasgando, a fim de permitir livre acesso a Deus e estabelecer uma Nova Aliança, na qual os pecadores têm livre acesso ao Pai, sem a necessidade de outro mediador que não seja Cristo.
Ele é a Verdade porque representa total segurança e confiabilidade no que diz e realiza, tendo feito tudo que o Pai O incumbiu de realizar, sendo a própria Verdade encarnada (João 1:1-14).
Ele é a Vida por ser capaz de dar vida até a quem já morreu, como no caso de Lázaro, da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim. Ele é Auto-existente, como o Pai (João 5:16) e com a Sua morte e ressurreição Ele Se tornou a fonte da vida eterna para todos os que Nele crêem (João 3:16). “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer”. (João 5:21).
Quando Ele usava a frase “EU SOU”, conforme a revelação de Deus em Êxodo, estava confirmando a Sua Divindade e comprovando que Ele, de fato, era o Messias prometido a Israel, anunciado pelos profetas do V.T.” [6] [negritos meus]
Infelizmente, muitas “religiões” inventam outros meios para a “salvação”, à sua própria maneira, enganando muitos que pensam estar no caminho certo: “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3:13).
Ora, Jesus Cristo morreu naquela infame cruz, cumprindo todo o propósito de Deus, pagando o preço exigido para a remissão dos pecados e tudo isto para nos propiciar a salvação, através de um sacrifício perfeito e definitivo: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus”. (Rm 3:25)
Deus é tão misericordioso que “... prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8). O que Ele podia fazer para salvar o homem, já foi feito, pois “... Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).
ESTA É A MAIS PERFEITA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR, JUSTIÇA E MISERICÓRDIA!
Apesar disto, o ser humano quer comparar seus padrões falíveis de justiça (que são contaminados pelo pecado e, portanto, imperfeitos) com o justo padrão de Deus: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Is 64:6).
A perfeita justiça divina exigiu a morte de um Justo (Jesus Cristo), para possibilitar a salvação dos pecadores, pois: “... sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9:22).
O próprio Jesus Cristo, quando agonizava na cruz, reconheceu a perfeita JUSTIÇA divina, como nos mostra S. Charnock: “Nem todos os vasos do juízo já derramados ou por derramar sobre o mundo ímpio, nem a chama ardente da consciência do pecador, nem a sentença irrevogável pronunciada contra os demônios rebeldes, nem o gemido das criaturas condenadas demonstram o ódio de Deus ao Seu Filho. Nunca a santidade divina parece mais bela e mais amorável do que na hora em que o semblante do Salvador ficou por demais desfigurado em meio aos estertores da Sua agonia mortal. Ele próprio o reconhece no Salmo 22. Quando o Senhor afastou dEle o Seu risonho rosto e Lhe fincou no coração aguda faca, provocando Seu terrível brado, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22:1). Ele adora esta perfeição – “Porém tu és santo” (vs. 3).” [7]
As pessoas se esquecem que Deus, além de Justo (Jó 4:17; Sl 19:9; 116:5; 119:62, 75, 137: 129:4; 145:17; Is 45:21; Jr 11:20; Dn 9:14; Sf 3:5; Jo 17:25; Ap 16:5), também tem outros atributos, quais sejam: Ele é Perfeito (Dt 18:13; Jó 37:16; Mt 5:48), Soberano (Is 46:10; Dn 4:35; Sl 115:3, 135:6; Ec 3:14), Santo (Êx 15:11; Sl 30:4, 145:17; Is 6:3; Hc 1:13; Ap 15:4), um fogo consumidor (Êx 24:17; Dt 9:3; Is 30:27, 30; Hb 12:29), etc.
Só mesmo uma pessoa sem conhecimento bíblico exigiria a JUSTIÇA divina, pois, por este atributo seríamos condenados. A Bíblia nos mostra que já nascemos condenados, visto que “... Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3:10), “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23).
O homem natural (não regenerado) anda “... segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar” (Ef 2:2), é por natureza filho da ira (Ef 2:3), “... não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef 2:12b).
O ser humano já nasce morto em ofensas e pecados (Jó 15:14; Ef 2:1, 5, 5:14; Cl 2:13), sendo um sério candidato ao lago de fogo, se não nascer de novo, pela fé em Jesus Cristo; pois, “... aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3b).
Somente com o novo nascimento, tornamo-nos justos diante de Deus, em virtude do sacrifício vicário de Cristo, conforme lemos: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24). “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21). [Vide: Rm 5:12; Ef 2:1, 5, 5:14; Cl 2:13].
Os espíritas usam textos isolados das Escrituras, quando lhes convém (para dar um “ar cristão” aos seus ensinamentos), tirando-os do contexto, distorcendo-os ao seu bel prazer, etc. Porém, quando a Bíblia é contrária aos seus ensinos, eles a descartam, como o fazem as demais seitas.
Eles chegam ao absurdo de dizer que João Batista foi a “reencarnação” de Elias, mesmo tendo o próprio João Batista negado tal heresia, veementemente. Vejamos: “E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?... E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou... ” (João 1:19, 21).
Quando o anjo do Senhor apareceu a Zacarias (pai de João Batista), disse-lhe que João iria diante do Senhor “no espírito e virtude de Elias” (Lc 1:17). Os espíritas conseguem “ver”, nesta passagem, a “prova” de que João era o mesmo espírito de Elias. Mas, vejamos que a Bíblia não diz que João iria “com” o espírito de Elias, mas “no” espírito de Elias. Isto faz uma grande diferença!
Na 2 Rs 2:15, lemos: “... O espírito de Elias repousa sobre Eliseu”. Porém, Elias tinha acabado de ser arrebatado aos céus, num redemoinho (sem morrer). Assim, os dois não eram a mesma pessoa, pois eram contemporâneos, não tendo como Eliseu ser a “reencarnação” de Elias (conforme entendem os espíritas)!
Outro fato a ser considerado é que, segundo a doutrina espírita, o espírito do morto, ao se manifestar aos vivos, apresenta-se no último corpo em que viveu aqui na Terra. Na questão 150 do Livro dos Espíritos, lê-se que a alma “tem um fluído que lhe é próprio, colhido na atmosfera de seu planeta, e que representa a aparência de sua última reencarnação”. [grifos meus]
Ora, a Bíblia nos mostra que Elias não morreu, mas foi arrebatado aos céus: “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (2 Rs 2:11). Então, se Elias não morreu, não poderia ter “reencarnado”, como crêem os espíritas!
Lemos, também, que, em certa ocasião, Jesus Cristo Se dirigiu a um alto monte, levando consigo a Pedro, Tiago e João (Mt 17:1) e, ao Se transfigurar diante deles, “... eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17:3).
Como se vê, quem apareceu juntamente com Moisés foi “Elias” e não João Batista, sendo que este já havia morrido (Mt 14:10; Lc 9:9, 28:31). Portanto, se João Batista fosse a “reencarnação” de Elias, era João (conforme a doutrina espírita) que deveria ter aparecido no Monte da Transfiguração e não Elias.
Em Malaquias 4:5, lemos: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”. Também, com base nesta passagem, os espíritas alegam que João Batista foi a “reencarnação” de Elias, que voltou no N.T. Porém, João Batista veio, com qualidades semelhantes às de Elias, e cumpriu seu ministério (Lc 1:15-17), conforme a passagem de Malaquias 4:5. [8]
De qualquer forma, no Livro do Apocalipse vemos que Elias retornará (juntamente com Moisés, sendo eles “as duas testemunhas”), apenas no período da Grande Tribulação (tal como foi visto pelos discípulos, no Monte da Transfiguração), para anunciar o evangelho a todas as nações, antes que venha o fim: “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” (Ap 11:3).
Como se vê, jamais devemos usar textos das Escrituras fora do contexto. Isto é pretexto para heresias. Portanto: “... sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso...” (Rm 3:4a)
A Bíblia contém toda a revelação de Deus aos homens. Mas, infelizmente, muitos preferem cometer uma grande INJUSTIÇA para com o Criador, crendo em falácias, tais como a que diz que a “reencarnação é uma questão de justiça”.
Eles, também, são INJUSTOS para com o Senhor, ao consultarem os “mortos”, o que é, terminantemente, proibido por Deus. O Senhor advertiu Israel: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is 8:19). Infelizmente, muitas pessoas, ao perderem entes queridos, vão aos médiuns à procura dos “espíritos familiares”...
Agindo em desobediência às ordenanças divinas, eles são enganados por demônios: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1Tm 4:1) e permanecem em caminhos de morte (apesar da aparência de caridade): “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14:12).
Os espíritas deveriam ouvir o que disse Allan Kardec: "No cristianismo encontram-se todas as verdades" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5).
Por fim, vejamos o que disse Jesus Cristo: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; e não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5:39-40). [grifos meus].

Humberto Fontes (humbertoetania@globo.com)
Outubro/2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Como as Seitas Controlam a Mente dos Adeptos

Randall Watters
Fonte: www.geocities.com/osarsif

Nos últimos trinta anos a expressão 'lavagem ao cérebro' tem-se tornado muito comum. Em 1961 Robert J. Lifton escreveu o livro Thought Reform and the Psychology of Totalism (Reforma do Pensamento e a Psicologia do Totalitarismo), depois de ter estudado os efeitos do controlo da mente de prisioneiros de guerra americanos na China comunista. Lifton enumera oito aspectos principais que podem ser usados para determinar se um certo grupo é uma seita destrutiva. Todas as religiões autoritárias deviam ser submetidas a este teste para determinarmos exatamente quão destrutiva é a influência que elas têm sobre os seus adeptos. Que cada um julgue por si mesmo.

1. Controlo do Meio

As seitas usam várias técnicas para controlar o meio das pessoas que recrutam, mas usam quase sempre uma forma de isolamento. Os adeptos podem ser fisicamente separados da sociedade ou pode-se-lhes ordenar, sob pena de punição, que se mantenham afastados dos meios de comunicação social, especialmente se estes os levarem a pensar criticamente. Todos os livros, filmes ou testemunhos de ex-membros do grupo (ou de qualquer outra pessoa que critique o grupo) têm de ser evitados.

A organização 'mãe' arquiva cuidadosamente informações acerca de cada recruta. Todos são vigiados, para que não se afastem nem se adiantem em relação às posições da organização. Isto permite que a organização pareça omnisciente aos adeptos, pois sabe tudo sobre todos.

2. Manipulação Mística

Nas seitas religiosas, Deus está sempre presente nas atividades da organização. Se uma pessoa sai da seita, quaisquer acidentes ou outros infortúnios que lhe aconteçam são interpretados como uma punição de Deus. A seita diz que os anjos estão sempre a velar pelos fiéis e circulam histórias que dizem que Deus está realmente a fazer coisas maravilhosas entre eles, porque eles são "a verdade". Desta forma, a organização reveste-se de uma certa "mística" que atrai o novo adepto.

3. Exigência de Pureza

O mundo é descrito a preto-e-branco, não há necessidade de se fazerem decisões baseadas numa consciência treinada. A conduta da pessoa é modelada de acordo com a ideologia do grupo, conforme esta é ensinada na sua literatura. Pessoas e organizações são descritas como boas ou más, dependendo do seu relacionamento com a seita.

Usam-se sentimentos de culpa e vergonha para controlar indivíduos, mesmo depois de eles saírem da seita. Eles têm grande dificuldade em compreender as complexidades da moral humana, pois polarizam tudo em bem e mal e adotam uma posição simplista. Tudo aquilo que é classificado como mau tem de ser evitado e a pureza só pode ser atingida se o adepto se envolver profundamente na ideologia da seita.

4. O Culto da Confissão

Pecados sérios (segundo os critérios da organização) têm de ser confessados imediatamente. Os membros da seita que forem apanhados a fazer alguma coisa contrária às regras têm de ser denunciados imediatamente.

Existe muitas vezes uma tendência para ter prazer na degradação de si mesmo através da confissão. Isto acontece quando todos têm de confessar regularmente os seus pecados na presença de outros, criando assim uma certa unidade dentro do grupo. Isto também permite que os líderes exerçam a sua autoridade sobre os mais fracos, usando os "pecados" deles como um chicote para controlá-los.

5. O "Conhecimento Sagrado"

A ideologia da seita torna-se na moral definitiva para estruturar a existência humana. A ideologia é demasiado "sagrada" para se duvidar dela e requer-se que o adepto tenha reverência pelos líderes. A seita alega que a sua ideologia tem uma lógica infalível, fazendo parecer que é a verdade absoluta, sem contradições. Um sistema assim é atrativo e oferece segurança.

6. Linguagem Elaborada

Lifton explica que as seitas usam de forma abundante "clichês para acabar com o pensamento", expressões ou palavras que são forjadas para acabar a conversa ou a controvérsia. Todos conhecemos os clichês "capitalista" e "imperialista", usados por manifestantes anti-guerra nos anos sessenta. Estes clichês memorizam-se facilmente e têm efeito imediato. Chamam-se a "linguagem do não-pensamento" pois terminam a discussão, dispensando quaisquer considerações adicionais.

Entre as Testemunhas de Jeová, por exemplo, expressões como "a verdade", "a sociedade", "a organização", "o novo sistema", "a nova ordem", "os apóstatas" e "as pessoas do mundo" contêm em si mesmas um julgamento dos outros, não é necessário pensar mais neles.

7. Doutrina Acima das Pessoas

A experiência humana é subordinada à doutrina, independentemente de quão profunda ou contraditória tal experiência seja. A história da seita é alterada para se ajustar à lógica doutrinal. O indivíduo só tem valor na medida em que se conforma aos modelos preestabelecidos pela seita. As percepções do senso comum são desconsideradas, se forem hostis à ideologia da seita.

8. Dispensados da Existência

A seita decide quem tem o "direito" de existir e quem não tem. Eles decidem quem morrerá na batalha final do bem contra o mal. Os líderes é que decidem quais são os livros de história exatos e quais são os tendenciosos. As famílias podem ser destruídas e os estranhos podem ser enganados pois não merecem existir!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Possíveis Razões de Origem das Seitas e os Novos Movimentos Religiosos

Lic. José Maria Baamonde


À hora de falar sobre as origens das seitas e dos novos movimentos religiosos, encontramos uma ampla gama de hipóteses que vão desde as mais complexas até as mais simplistas, que reduzem toda a problemática a uma simples questão econômica. Veremos a seguir, algumas dessas hipóteses:

Busca da Verdade, do Transcendente e de Deus
Escuta-se dizer, às vezes com certa freqüência no que diz respeito à origem destes movimentos, que os mesmos surgem em razão de uma busca honesta da verdade, do transcendente, ou de Deus.

Se bem este argumento não pode ser de todo refutado, tampouco pode ser tomado com muita seriedade, porque quem busca honestamente a verdade, o transcendente ou a Deus, tende a inserir-se em alguma religião clássica ou tradicional. Quer dizer, torna-se católico, judeu, ortodoxo, ou de alguma comunidade protestante histórica, comunidades todas estas que, em maior ou menor medida, possuem um aprofundamento do religioso, apoiado no filosófico. E isto é o que precisamente falta a estes novos movimentos, onde o discurso religioso em geral é gratuito e obedece aos circunstanciais caprichos do fundador ou líder.

O desengano e a briga
A razão mais freqüente para o surgimento destes grupos é o desengano e a briga. Quer dizer, o integrante de uma religião, movimento ou seita, briga com os dirigentes de seu grupo, se separa com dois ou três fiéis, e cria um novo culto.

Esta separação contestadora , provoca, geralmente, que o novo movimento tenda a isolar-se tentando uma autonomia total e mantendo-se em relações dialéticas. As relações dialéticas assumidas apresentam ao grupo como os custódios da pureza doutrinal, manifestando uma forte rejeição à tudo o que é exterior, como ser a sociedade, as instituições e, especialmente, para aquela estrutura da qual se desprenderam, que por sua vez costumam observar de maneira mais ou menos freqüente, componentes de tipo paranóico em sua estrutura.

Assim mesmo, estas separações por desengano e briga, geralmente vêem acompanhadas de revelações, visões e mensagens especiais.

Freqüentemente veremos na origem destes grupos, em que aparece ao fundador do mesmo Jesus Cristo, um anjo ou, como agora se registra com mais freqüência, um Ovini, que lhe transmite uma mensagem e uma missão particular.

Isto supõe, em mais de um caso e especialmente vendo o conteúdo destas supostas mensagens e missões, a possibilidade de certas alterações psicológicas, especialmente uma variedade de demência conhecida com o nome de "psicose Esquizoparanóica", que se caracteriza precisamente por estar constituída de delírio de tipo religioso, místico, de influência e megalomania, quer dizer um delírio desmedido de poder.

Se bem existem tantas visões e mensagens como movimentos, encontramos de todas as maneiras uma insistência em diversos temas, tais como a teoria do fracasso de Cristo, a traição à mensagem original, a caducidade de todas as religiões clássicas ou tradicionais.

Teoria do fracasso de Cristo
Este tipo de visões remetem a que Cristo veio com uma missão ao mundo mas, ao não ser reconhecido como o Messias por seu próprio povo judeu e ser crucificado, fracassou. Então, o sujeito desta nova missão e mensagem, é chamado a concluir a missão redentora de Cristo.

Tal argumento é o esgrimido pela Igreja da Unificação (Moon), que tomando uma passagem bíblica onde diz "um anjo surgirá do oriente", sustentam que o fundador e atual líder do movimento, Sun Myung Moon, é o último e verdadeiro Messias que vem cumprir a tarefa de restauração não alcançada por Jesus Cristo.

Também, ainda que com algumas variantes, este argumento é utilizado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou Mormons, que sustentam que ao ter Cristo fracassado na Palestina, aparece na América e estabelece em uma tribo sua verdadeira Igreja.

Traição da mensagem original
Estas visões referem-se a que tal ou qual religião, traiu a mensagem originalmente dada por Deus. O que ocupa o primeiro lugar neste tipo de acusações é a Igreja Católica, sendo este incluído o cargo que fizeram em seu momento Lutero e Calvino por ocasião do cisma do ocidente.

Posteriormente, os sucessores de Lutero e Calvino, fizeram o mesmo cargo a eles, e os seus sucessores e os seus sucessores, desmembrando-se cada vez mais em mais grupos. Talvez este seja o argumento mais esgrimido à hora das separações.

Caducidade das religiões clássicas ou tradicionais
As presentes visões remetem a que todas as religiões clássicas ou tradicionais traíram a mensagem original ou feneceram ficando tão somente alguns elementos ainda válidos das diferentes religiões e juntá-los todos, surgindo assim os movimentos sincretistas, quer dizer, aqueles que pegam elementos de diversas origens e os amontoam, sem conseguir uma verdadeira síntese ou fusão, mas somente misturando-os.

Este tipo de argumento foi o utilizado por um movimento originado na Argentina que começou desenvolvendo atividades sob a denominação "Igreja Evangélica Cristã Judaica Ecumênica", e também pode ser observado na grande maioria dos movimentos de caráter gnóstico, esotérico e ocultista.

Origens com finalidade política
Também escuta-se com certa freqüência, sobre a origens das seitas, alegar-lhes uma finalidade exclusivamente política ou econômica. Ouve-se falar, por exemplo, de seitas da CIA ou de uma suposta penetração imperialista yankee na América Latina, no que se refere à política; e de Bancos de Deus, Transnacionais da Fé ou Multinacionais Religiosas, no que se refere ao econômico.

Frente a estes dois aspectos, é recomendável a prudência, a fim de não cair em atitudes reducionistas ou simplistas, impossíveis de sustentar em um tema tão complexo como o presente.

No que diz respeito à questão política, se bem que existiu um Documento Rockefeller e documentos Santa Fé I e Santa Fé II, que fazem referência ao tema das seitas e Igreja Católica, para uma apreciação objetiva não se pode deixar de levar em conta dois aspectos importantes e que geralmente são descuidados.

O primeiro deles refere-se à noção particular de que os Estados Unidos, de maioria protestante, tem sobre a Igreja Católica. O protestantismo vê centrado suas origens nas igrejas nacionais, com importante adesão política e suspeita, que o mesmo poderia estar em todas as crenças. A esse respeito são proverbiais os escritos e manifestações do outrora arcebispo de Nova York, Fulton J. Sheen, sobre o tema.

O segundo, e não menos importante que o anterior, refere-se a que tais documentos não falam da Igreja Católica em geral, mas de certos setores da mesma. Concretamente aos mais radicalizados dentro da "Teologia da Libertação", e são precisamente estes setores dos quais mais têm esgrimido o argumento de uma "suposta penetração imperialista na América Latina". Sua objetividade a respeito é discutível, em razão de que está corrente encontra-se também presa a uma ideologia.

Sobre o mencionado precedentemente é de ressaltar um curioso paradoxo. A mesma consiste em que alguns dos outrora maiores ideólogos da Teologia da Libertação, como por exemplo o ex-franciscano brasileiro Leonardo Boff, deixaram o sacerdócio e o celibato, e inseriram-se dentro da New Age ou Nova Era, a maior tendência originária dos Estados Unidos. De todas as maneiras, ainda que não se possa reduzir o fenômeno a uma questão política, isto não quer dizer que tal aspecto não exista, registrando-se em não poucas oportunidades certas conivências temporais, entre alguns movimentos e governos, não só norte-americanos.

Origens com finalidade econômica
Por sua parte, no que faz à questão econômica, um elemento que facilitou simplificar o tema, é a teologia da prosperidade ou a teologia da abundância, à qual tantos "televangelistas" são afetados, pregando constantemente sobre o "progresso material", amém do espiritual, que encontrarão todos aqueles que "entreguem o coração a Cristo".

A esse respeito é importante não deixar de levar em conta que muitos destes grupos trazem consigo, elementos calvinistas, e entre eles, o tema da predestinação. Quer dizer, a crença de que desde o início de nossas vidas estaríamos predestinados a ser salvos ou condenados.

Esta predestinação calvinista gerou uma espécie de equação que poderia ser enunciada da seguinte maneira: " a boa relação com Deus, implica um triunfo econômico e, mais precisamente, o progresso material". Isto que definíamos como a teologia da prosperidade, pode ser observado no caráter dos testemunhos que diariamente os pentecostais expressam nas praças, esquinas, programas de rádio e televisivos.

O êxito econômico e a ostentação em alguns casos, de certos pastores, é utilizado muitas vezes como um meio de proselitismo. Aos olhos destes, as igrejas erram o caminho associando espiritualidade e pobreza, já que aos que têm fé, Deus quer presenteá-los com riqueza, saúde e êxito.

É por isso que com palavras mais, palavras menos, alguns destes pastores nos dizem: "Vejam como estou bem, é porque entreguei o coração a Cristo. Entregue-o você também, e gozará do mesmo êxito".

Já inclusive E. Durheim, falecido depois da primeira década do século XX e que foi o primeiro a utilizar as estatísticas em sociologia, efetuou interessantes trabalhos a respeito das conseqüências sociais e econômicas que provocaram as raízes calvinistas em países de maioria protestante.

Lamentavelmente pelas características do presente trabalho não podemos abordar a tais pontos em profundidade, mas podemos dizer que se bem existe o fator político e o fator econômico, estes não são nem os únicos e nem os importantes, mas que se inter-relacionam com muitos outros.

Se tivéssemos que buscar algum objetivo último, deveria ser visto grupo por grupo. Em termos gerais, poderíamos pensar em uma ânsia desmedida de poder. Agora sim, o poder efetiva muito mais exitosamente por meio de contatos políticos e recursos econômicos, mas estes encontram-se subordinados a este delírio megalomaníaco. Em seu defeito, não se poderiam entender casos como o da seita "Templo do Povo", liderada por Jim Jones, quem, apesar de ter um grande poder político e econômico, culminou com um suicídio coletivo em Guayana, em 1978.

Critérios para determinar se um grupo é uma seita perigosa

Fonte: ACI Digital
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A proliferação de seitas na América Latina incrementou-se nos últimos anos. Muitas das seitas têm uma origem religiosa gerando confusão e polêmica entre os fiéis para distinguir corretamente se um determinado grupo mantém-se fiel aos ensinamentos do Evangelho e da Igreja ou se pelo contrário distorcem estes ensinamentos e constróem sua própria verdade. Aqui seguem alguns critérios.
O grupo é autoritário em sua estrutura de poder. O líder tem a autoridade suprema. Ele ou ela pode delegar certos poderes em uns poucos subordinados com o propósito de que os membros se adiram aos desejos e ordens do líder. Não há apelação possível fora de seu sistema a outros sistemas de justiça que estejam acima. Por exemplo, se um professor de escola se sente injustamente tratado pelo diretor do colégio, pode se queixar, mas em uma seita o líder sempre tem a última palavra (e única) em todos os assuntos.


Os líderes sectários tendem a ser carismáticos, decididos e dominantes. Eles persuadem seus seguidores a abandonar suas famílias, trabalhos e amizades para seguí-los. O grupo, e não o indivíduo, controla as propriedades de seus seguidores, seu dinheiro, e suas vidas.


Os líderes sectários são messias autoproclamados que presumem ter uma missão especial na vida.


O líder sectário centra a veneração de seus adeptos sobre si mesmo. Sacerdotes, rabinos, ministros, líderes democráticos e de movimentos realmente altruístas dirigem a veneração de seus seguidores para Deus, princípios abstratos, ou o bem comum. Os líderes sectários, ao contrário, propõem a si mesmos como o objetivo do amor, devoção e adesão de seus seguidores.


A seita tende a ser totalitária no controle do comportamento de seus membros. As seitas costumam ditar com grande detalhe como devem vestir-se seus membros, o que comer, quando e onde trabalhar, dormir, tomar banho, assim como o que devem crer, pensar e dizer.


A seita costuma ter uma dupla moral. Por um lado os membros devem ser abertos e honestos com o grupo, e confessar tudo a seus líderes. Por outro, são animados a mentir e manipular aos não-membros. As religiões estabelecidas ensinam seus membros a ser honestos com todo o mundo, e reger-se por uma só moral.


A seita tem dois objetivos básicos; recrutar novos membros e conseguir dinheiro. As religiões estabelecidas e movimentos altruístas podem também recrutar e conseguir dinheiro, mas seu único objetivo não é seu próprio crescimento mas melhorar as vidas de seus membros e semelhantes. As seitas podem presumir-se de fazer contribuições sociais, mas em realidade ficam apenas na presunção, ou em meros gestos. Seus objetivos sempre estarão encaminhados ao recrutamento e fazer dinheiro.



A seita aparenta ser inovadora e exclusiva. O líder afirma romper com a tradição, oferecendo algo novo, e instituindo o único sistema viável de mudança que solucionará os problemas da vida ou do mundo. Enquanto afirma isto, veladamente utiliza a coerção psicológica sobre seus membros para inibir sua capacidade de examinar a validade das presunções do líder e sua seita.

Mais critérios

Este critério define outros elementos comuns dos sistemas de coerção psicológica. Baseado no modelo de Robert Jay Lifton, consta de oito pontos de reforma do pensamento tal como se usa em uma organização sectária. São os seguintes:

1. CONTROLE DO MEIO
Limitação de todas ou algumas das formas de comunicação com aqueles ao grupo. Livros, revistas, cartas e visitas aos amigos são tabu. "Vem e isole-se"

2. MANIPULAÇÂO MÍSTICA
Converso potencial ao grupo chega a ser convencido além da dúvida do elevado propósito, do destino especial do grupo, através de um profundo encontro/experiência. Por exemplo, através de um suposto milagre ou palavra profética daqueles no grupo.

3. DEMANDA DE PUREZA
Um objetivo explícito do grupo é produzir certa forma de mudança, seja de forma global ou pessoal. "A perfeição só será possível se permanecer no grupo e entregar-se a ele"

4. CULTO DE CONFISSÃO
A pouco saudável pratica de expor-se aos membros do grupo, freqüentemente no contexto de uma reunião pública, admitindo pecados passados e imperfeições, inclusive dúvidas sobre o grupo e pensamentos críticos sobre a integridade dos líderes.

5. CIÊNCIA SAGRADA
A perspectiva do grupo é a verdade absoluta e completamente capaz de explicar TUDO. A doutrina não está sujeita a melhoras ou críticas. A conformidade ABSOLUTA com a doutrina é necessária.

6. CARGA DA LINGUAGEM
Um novo vocabulário emerge no contexto do grupo. Os adeptos 'pensam' em parâmetros estreitos e muito abstratos, próprios da doutrina do grupo. A terminologia previne suficientemente o pensamento crítico reforçando uma mentalidade em 'branco e preto'. Os clichês e respostas preparadas introduzem preconceitos mentais.

7. DOUTRINA SOBRE A PESSOA
A experiência prévia ao grupo e dentro do grupo é interpretada de forma rígida e decisiva por meio da doutrina absoluta, inclusive quando a experiência contradiz a doutrina.

8. DISPENSA DA EXISTÊNCIA
A salvação só é possível dentro do grupo. Aqueles que o abandonem estão condenados.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Notas de classificação das seitas

1. Seitas cristãs ou pseudo-cristãs (Testemunhas de Jeová, Mórmons, Luz do Mundo, Amizade Cristã, Igreja do Bom Pastor, etc...). Algumas destas comunidades assumem muitas características de uma seita na prática e costumam aderir radicalmente a seu pastor.

a) Adotam uma interpretação particular da Bíblia como única norma de vida. Seu texto se converte em arma de ataque e de defesa frente a estranhos. Costumam Memorizar "versículos-chave" para tanto. Não se preocupam muito com o contexto das citações e nem com a verdade histórica de suas afirmações.

b) Costumam desenvolver uma mentalidade de natureza fundamentalista. Seu fervor religioso nasce como reação a um mundo complexo e hostil que ameaça certos princípios qualificados como "intocáveis". Excluem o uso da razão de sua compreensão bíblica e caem facilmente na irracionalidade total. Sua argumentação freqüentemente espelha medo e incerteza, já que desconhecem o diálogo e seu apego ao ditado pela seita raia o absurdo.

c) Proporcionam um ambiente de "poucos fiéis do povo escolhido". Segundo tal, o mundo os persegue porque somente eles têm permanecido fiéis ao que Deus quer. Isto provoca uma profunda suspeita frente ao mundo externo à seita, estabelecem relações entre membros e não-membros e criam a idéia de que a salvação dos homens será possível apenas dentro dos estreitos limites da seita.

d) O líder ou fundador da seita é normalmente elevado ao nível de "profeta", de "ungido de Deus" ou de visionário. Facilmente exerce um poder absoluto sobre as consciências dos membros que vêem nele um laço direto com Deus. O 'Irmão Samuel', Apóstolo da Luz do Mundo, e Gordon Hinkley, Profeta dos Mórmons são exemplos típicos.

f) A seita faz o possível para ocupar todo o tempo livre dos seus membros. Abarrota-lhes de
reuniões, serviços, estudos e outras atividades que fazem com que a vida diária do adepto gire em torno da seita. Costumam proibir categoricamente qualquer contato com literatura ou programas não gerados pela mesma seita.

g) Sem exceção, as seitas cristãs e pseudo-cristãs ditam um código moral estreito que afetam todos os aspectos da vida de seus membros. A forma de vestir, a escolha dos esposos, a abstinência do fumo, da dança, da música... Tudo isso serve para separar do mundo os membros, dar-lhes uma identidade externa inconfundível, criar neles uma mentalidade de superioridade moral e reforçar em suas mentes a legitimidade da seita, já que lhes tira muito de seus maus hábitos anteriores. As Testemunhas de Jeová e Luz do Mundo são exemplos exagerados disso.

h) Muitas seitas criam uma forte expectativa em seus membros quanto ao fim do mundo e a segunda vinda de Cristo. Esta postura de milenarismo ou adventismo resulta em um fanatismo dificilmente compreensível para aqueles que não compartilham da visão do fim iminente.

i) Os grupos de espiritualidade pentecostal (a Luz do Mundo, os Nazarenos, etc...) dão muita importância aos sinais exteriores do "poder do Espírito" como o fala r em línguas, o transe místico, as visões, as choradeiras, etc... A seita exerce uma sugestão poderosa sobre os seus para que se produzam estas manifestações de forma contínua nas reuniões dos adeptos.

j) A seita obriga seus membros a uma ação direta de proselitismo de porta em porta, nas estações de metrô, pelas ruas, etc... como forma de ganhar novos adeptos e de fortalecer a convicção dos membros. Freqüentemente controlam os resultados do proselitismo de forma pública dentro da comunidade, o que serve de pressão aos membros menos inclinados a estar molestando estranhos com suas crenças particulares.

2. Seitas de espiritualidade oriental (os Hare Krishna, a Meditação Transcendental, o Brahma Kumaris, a Missão da Luz Divina, os seguidores de Osho, os practicantes de zen, de yoga e de tai-chi, etc...)

a) Estas seitas promovem nos seus uma adesão religiosa à figura do guru ou mensageiro divino que se apresenta como único caminho para a realização.

b) Imprimem um rigoroso ascetismo e receitam longas horas de meditação ou exercícios tipo yoga que proporcionam um estado alterado de consciência no seus. São estes estados, combinados com a fragilidade emocional e psicológica do adepto, que fazem palpável e aceitável a idéia de um estado espiritual superior.

c) A dependência psicológica total dos adeptos à pessoa do guru faz com que entreguem seus bens materiais a seita em um gesto de abandono pouco sã. Hão ocorrido casos escandalosos de abuso sexual e ruína psicológica e emocional em alguns grupos (vg. os seguidores de Osho).

d) Há uma insistência em idéias absurdas como a reencarnação, a projeção astral, a leitura das
áureas corporais, etc...que faz o adepto crer que possui dotes espirituais sobrenaturais que na realidade não existem .

e) Algumas das seitas obrigam seus membros a pedir esmolas ou a vender quinquilharias na rua para sustentar a seita. Normalmente são obrigados a romper todo laço de comunicação com seus familiares e como seu estilo anterior de vida.

3. Seitas gnósticas e ocultistas (a Grande Fraternidade Universal, a Sociedade Teosófica, a Nova Acrópolis, etc...)

a) Estos grupos costumam se apresentar através de conferências e publicações sobre temas esotéricos. Seus conferencistas sempre se apresentam com credenciais de cientistas, experts, doutores, etc... quando normalmente são uns charlatães profissionais.

b) Fundamentam-se na idéia de que um grupo seleto de indivíduos possui a chave secreta do conhecimento universal. Estes "privilegiados" se revestem de títulos, de símbolos, de palavras estranhas, e de ritos de iniciação que pressupõem um entendimento superior. No fundo, o absurdo e o irracional de suas pretensões se encobrem em um ambiente deliberadamente misterioso e obscuro para dar a impressão de algo sobrenatural.

c) Misturam-se elementos maçônicos, orientais e ocultistas nestes grupos. Seus adeptos costumam ser soberbos e raros.

4. Seitas utópicas (a Igreja da Cientologia, Danamhur, os Meninos de Deus, a Igreja Universal e Triunfante, Findhorn, Esalen, etc...)

a) O único que estas seitas possuem em comum é a convicção de que encontraram o caminho de uma vida perfeita, seja por meio da liberdade absoluta, do amor perfeito, da superação pessoal, ou que quer que seja. Protegem suas comunidades com bastante zelo e a controlam internamente por una rede de espiões e de provas de lealdade que pesam fortemente nas consciências dos seus adeptos.

b) São muitos proselitistas e costumam projetar uma imagem muito favorável de seu fundador ou líder. Promovem suas obras escritas como tesouro para a libertação definitiva de humanidade.

c) Grande parte destas seitas se movem exclusivamente pelo desejo de lucro pessoal sem que lhes importem muito a veracidade de suas afirmações ou o dano que ocasionam a seus membros.

d) Os adeptos destes grupos costumam ser estranhos, obcecados por uma ou duas idéias chave de suas seitas, extremamente defensivas frente a ataques ou críticas e sumamente ambiciosas. Os membros da Cientologia, por exemplo, andam com um olhar perdido, um sorriso artificial, de plástico, uma visão muito superficial da realidade, reagem violentamente frente a qualquer crítica, e provocam o desequilíbrio mental e emocional.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Como Identificar Seitas Perigosas

Randall Watters

Como podemos saber se uma organização religiosa, política ou de outro tipo é uma seita perigosa? As seitas usam as seguintes táticas:

1. Recrutamento

Engano: A identidade e os verdadeiros objetivos do grupo não são revelados antecipadamente. Os líderes dizem aos membros para esconderem informação acerca do grupo, para que pessoas 'de fora' não saibam muito acerca deles.

Chantagem Emocional: As seitas oferecem amizade e aceitação instantânea. Os que recrutam novos adeptos não aceitam uma resposta negativa sem terem antes feito a pessoa sentir-se culpada ou ingrata. Se dissermos sim, a culpa e o sentido da obrigação serão usados cada vez mais para enfraquecer as nossas defesas.

Exploração de Crises Emocionais: São exploradas situações como um relacionamento quebrado, um falecimento na família, a perda do emprego, uma mudança recente, a solidão e a depressão.

Invenção de Crise: O mundo à nossa volta e crentes de outras religiões são vistos numa perspectiva negra, ou o fim do mundo é iminente, etc. Dizem-nos que temos de fazer parte do grupo para sermos salvos ou curados.

Respostas: O grupo tem respostas simplistas para todas as nossas perguntas acerca da vida. As respostas deles são as únicas.
2. Programação

Estudo Intenso: A ênfase é posta nos escritos e doutrinas do grupo. A Bíblia, se usada, é citada de forma seletiva e fora do contexto.

Avisos: Os novos membros são avisados de que Satanás fará os familiares e amigos deles falar mal do grupo. Dentro de pouco tempo, os recrutas só confiam em outros membros do grupo.

Culpa e Medo: Os grupos enfatizam a natureza pecaminosa do indivíduo e a necessidade de purificar a velha personalidade.

Controlo da Rotina, Fadiga: O estudo e o trabalho para o grupo são obrigatórios, roubando quase todo o tempo do novo membro, tornando-o demasiado ocupado para refletir ou para ouvir a opinião de outros. A família, os amigos, o emprego e os passatempos são postos de lado, isolando-o ainda mais.

Ataque ao Pensamento Independente: O pensamento crítico é desencorajado e interpretado como orgulho e pecado. É encorajada a aceitação cega.

Comissão Divina: O(s) líder(es) alegam ter recebido novas revelações de Deus e afirmam ser os únicos porta-vozes de Deus para a humanidade neste tempo.

Mentalidade a Preto-e-Branco: Todas as questões têm respostas simples e requer-se do novo adepto uma obediência inquestionável às ordens do grupo. Uma mentalidade do tipo "nós contra eles" fortalece a identidade do grupo. Todas as pessoas que não pertencem ao grupo são encaradas como fracos ou enganados.
3. Retenção

Questionamento de Motivos: Quando é apresentada evidência sólida contra o grupo, os membros são ensinados a questionar os motivos da pessoa que apresenta a evidência. Aquilo que pode ser verificado é ignorado e aceita-se aquilo que não pode ser verificado.

Controlo da Informação: O grupo controla aquilo que o membro pode ver ou ouvir. É proibido o contato com ex-membros e com qualquer pessoa que critique o grupo.

Isolamento e Alienação: O grupo substitui a família e é-lhe dito que não precisa de mais ninguém (nem mesmo a família) além do grupo. Talvez o novo adepto receba instruções para desistir da escola, abandonar o lar, o desporto, etc.

Coerção: A desobediência, incluindo até mesmo desacordos insignificantes com a doutrina do grupo, terá como resultado o ostracismo e a expulsão.

Fobias: O medo do mundo e das outras pessoas é aumentado, tal como o medo do diabo e o medo do mal. Ensina-se aos membros que lhes acontecerá algo muito mau se eles deixarem o grupo. Não existe nenhuma maneira honrosa de sair do grupo.

Empenho: Ser membro e trabalhar para o grupo é essencial para a salvação. Por muito que o adepto se esforce, nunca é suficiente.
4. Resultados

Dependência: O adepto fica com uma dependência infantil do grupo.

Desordens Pessoais: Depressão, desorientação, ansiedade, stress, comportamento neurótico ou psicótico e até mesmo tendências suicidas.

Capacidade Diminuída: O adepto perde a capacidade de pensar de forma clara e crítica. Contradições lógicas nas doutrinas têm pouco ou nenhum efeito sobre ele.

Relacionamentos Cortados: A família e os amigos são postos de lado.

Exploração: O adepto é explorado financeira, psíquica e/ou mentalmente. Pode ser manipulado para dar tudo o que possui ao grupo, abandonar a escola ou emprego para poder passar muitas horas a vender literatura ou outros itens, fornecer mão-de-obra barata para o grupo, etc.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Seitas cristãs - Dicionário das religiões de John Hinnells

O termo "seita" pode ser usado pejorativamente em relação a grupos considerados heréticos. Como termo técnico neutro na análise sociológica do cristianismo, todavia, a "seita" denota um grupo com certas características, como: a ênfase extrema dada a alguns aspectos ou doutrinas da tradição cristã em detrimento de outros; a conversão pessoal como condição para a pessoa tornar-se membro; e a condenação dos valores e instituições da sociedade comum. Isso contrasta com o tipo de "Igreja" do cristianismo, que se caracteriza por: ampla ou equilibrada extensão de ensino; membros entre os quais se incluem naçôes inteiras ou que requerem apenas qualificações mínimas; e grau elevado de acomodação aos valores e instituições da sociedade em geral. "Denominaçâo" é o termo que se aplica aos grupos que têm uma base mais ampla ou estâo mais abertos à sociedade comum do que as seitas, embora sejam menos abrangentes e socialmente tolerantes do que as "igrejas". Nessa classificação, o anglicanismo, a igreja ortodoxa e o catolicismo romano seriam "igrejas" e o metodismo e o presbiterianismo, por exemplo, "denominaçôes". (Fora da discussão sociológica, entretanto, "igreja" e "denominação" costumam usar-se simplesmente como termos sinônimos para qualquer grupo cristâo organizado. As seitas, muitas vezes, se originam de um líder "carismático", e muitas enfatizam o milenarismo. A conexão feita amiúde com os socialmente destituídos nem sempre é correta. Em alguns casos, o tempo traz um sistema doutrinário mais equilibrado e mina a separação da sociedade (por exemplo, no caso do pentecostalismo). Grande número de seitas desenvolveu-se nos Estados Unidos, sobretudo a Ciência Cristã (Christian Science), as Testemunhas de Jeová e os mórmons. Desvios extremados da corrente principal do cristianismo e a introdução de vastos elementos extracristãos podem ser levados em conta para qualificar algumas seitas mais como "cultos" do que como seitas cristãs.

domingo, 19 de outubro de 2008

CCB e o Adultério

P/ os adeptos da Congregação Cristã do Brasil:Se o adultério é um pecado sem perdão, então quer dizer que ...
todos nós já estamos condenados?

Jesus ensinou que o adultério é cometido só de pensar antes mesmo do ato (Mateus 5:28;Marcos 7:20-23).

Mateus 5:28 Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela


Marcos 7:20 E prosseguiu: O que sai do homem , isso é que o contamina.
Marcos 7:21 Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios,
Marcos 7:22 a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez;
Marcos 7:23 todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem.

Este estranho ensino é ensinado na CCB, inclusive eu conheço muitos ex-crentes da CCB que cometeram adultério e não querem mais saber de voltar para o braço do SENHOR, pq acham que já estão condenados.

Esse estranho ensino é anti-bíblico (I João 1:9; João 8:1-11).

A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição absoluta de um coração endurecido ao rogo final de Deus (Marcos 3:28-30; Mateus 12:22-32; Lucas 11:14-22; João 10:37-38).É a rejeição deliberada e derradeira da obra especial do Espírito Santo que testemunha diretamente ao coração do pecador à respeito de Jesus como Salvador e Senhor, resultando assim na recusa total de crer, fechando então a porta para a salvação(João 16:7-11).

Não existe nenhuma menção nas Escrituras que ligue o adultério a blasfêmia contra o Espírito Santo.
O adultério e a prostituição de acordo com os apóstolos estão no mesmo nível de outros pecados (Romanos 2:21-23; I Coríntios 6:10-11; II Coríntios 12:19-21;Gálatas 5:3-5; Colossenses 3:5; Tiago 2:11-13; Apocalipse 21:8).

Jesus ensinou que o adultério é cometido interiormente, antes mesmo do ato (Mateus 5:28;Marcos 7:20-23).

O cristão que cometeu um pecado de natureza sexual na igreja de Corinto, foi disciplinado severamente, mas depois de seu arrependimento foi perdoado (I Coríntios 5:1-5,13 compare com II Coríntios 2:5-11).

Esse ensino da CCB é notadamente de inspiração maligna e farisaica, pois leva o adepto da CCB que cometeu adultério ou algum pecado de natureza sexual a perder toda a esperança em Deus.(João 10:10; I João 2:1-2)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Conceitos bíblicos sobre o espiritismo

Definição: A crença de que uma parte espiritual dos humanos sobrevive à morte do corpo físico e pode comunicar-se com os vivos, usualmente por meio duma pessoa que serve qual médium. Algumas pessoas acreditam que todo objeto material e todos os fenômenos naturais têm espíritos que habitam neles. Feitiçaria é o uso de poder que reconhecidamente provém de espíritos maus. Todas as formas de espiritismo são fortemente condenadas na Bíblia.

É realmente possível que um humano se comunique com o "espírito" dum ente querido falecido?

Ecl. 9:5, 6, 10: "Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada . . . Também seu amor, e seu ódio, e seu ciúme já pereceram, e por tempo indefinido eles não têm mais parte em nada do que se tem de fazer debaixo do sol. Tudo o que a tua mão achar para fazer, faze-o com o próprio poder que tens, pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [a sepultura], o lugar para onde vais."

Não indica a Bíblia que o Rei Saul se comunicou com o profeta Samuel depois da morte de Samuel?

O relato acha-se em 1 Samuel 28:3-20. Os versículos 13 e 14 mostram que o próprio Saul não viu Samuel, mas apenas deduziu da descrição fornecida pela médium espírita que ela havia visto Samuel. Saul desesperadamente queria acreditar que se tratava de Samuel e assim deixou-se enganar. O versículo 3 diz que Samuel estava morto e enterrado. Os textos citados debaixo do subtítulo precedente tornam claro que não havia parte alguma de Samuel que estivesse viva em outro domínio e que fosse capaz de comunicar-se com Saul. A voz que fingia ser de Samuel era a de um impostor.

Com quem realmente se comunicam os que procuram falar com os mortos?

A verdade sobre a condição dos mortos é claramente expressa na Bíblia. Mas, quem procurou enganar o primeiro casal humano acerca da morte? Satanás contradisse o aviso de Deus de que a desobediência resultaria em morte. (Gên. 3:4; Rev. 12:9) Com o tempo, naturalmente, tornou-se óbvio que os humanos realmente morrem assim como Deus disse que se daria. Razoavelmente, pois, quem foi responsável por inventar a idéia de que os humanos não morrem realmente, mas que alguma parte espiritual do homem sobrevive à morte do corpo? Tal fraude ajusta-se a Satanás, o Diabo, a quem Jesus descreveu como o "pai da mentira". (João 8:44; veja também 2 Tessalonicenses 2:9, 10.) Crer que os mortos estão realmente vivos em outro domínio e que podemos comunicar-nos com eles não tem trazido proveito para a humanidade. Ao contrário, Revelação 18:23 diz que, por meio das práticas espíritas de Babilônia, a Grande, "todas as nações foram desencaminhadas". A prática espírita de ‘falar com os mortos’ é realmente uma fraude que pode colocar as pessoas em contato com os demônios (anjos que se tornaram rebeldes egoístas contra Deus) e amiúde leva a pessoa a ouvir vozes indesejadas e a ser molestada por tais espíritos iníquos.

Há algum mal em se procurar cura ou proteção por meios espíritas?

Gál. 5:19-21: "As obras da carne são manifestas, as quais são fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo . . . Quanto a tais coisas, aviso-vos de antemão, do mesmo modo como já vos avisei de antemão, de que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus." (Recorrer alguém ao espiritismo em busca de ajuda significa que crê nas mentiras de Satanás acerca da morte; está buscando o conselho de pessoas que se esforçam a obter poder de Satanás e seus demônios. Tal pessoa identifica-se assim com os que são inimigos declarados de Deus. Em vez de ser realmente ajudado, qualquer um que persiste em tal proceder sofre danos duradouros.)

Luc. 9:24: "Todo aquele que quiser salvar a sua alma [ou, vida], perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa [por ser seguidor de Jesus Cristo] é o que a salvará." (Se a pessoa violar deliberadamente os mandamentos claramente delineados na Palavra de Deus, num esforço de resguardar ou preservar sua vida atual, perderá a perspectiva de vida eterna. Quão tolo isso seria!)

2 Cor. 11:14, 15: "O próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz. Portanto, não é grande coisa se os ministros dele também persistem em transformar-se em ministros da justiça." (Assim, não devemos ser desencaminhados quando algumas das coisas realizadas por meios espíritas parecem trazer proveito temporário.)

Veja também as páginas 103-107, debaixo de "Curas".

É sábio recorrer a meios espíritas para saber o que o futuro reserva ou para assegurar-se êxito em algum empreendimento?

Isa. 8:19: "E caso vos digam: ‘Recorrei aos médiuns espíritas ou aos que têm espírito de predição, que chilram e fazem pronunciações em voz baixa’, não é a seu Deus que qualquer povo devia recorrer?"

Lev. 19:31: "Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos, de modo a vos tornardes impuros por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus."

2 Reis 21:6: "[O Rei Manassés] praticou a magia e procurou presságios, e constituiu médiuns espíritas e prognosticadores profissionais de eventos. Fez em grande escala o que era mau aos olhos de Deus, para o ofender." (Essas práticas espíritas realmente envolviam voltar-se para Satanás e seus demônios em busca de ajuda. Não é de admirar que fosse "mau aos olhos de Deus", e que ele trouxesse severa punição sobre Manassés por isso. Mas, quando se arrependeu e abandonou essas práticas ruins, ele foi abençoado por Deus.)

Que prejuízo pode haver em participar de jogos que envolvem uma forma de adivinhação ou em buscar o significado de algo que parece ser um bom presságio?

Deut. 18:10-12: "Não se deve achar em ti alguém que . . . empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Deus." (A adivinhação procura desvendar conhecimento oculto ou predizer eventos, não em resultado de pesquisa, mas pela interpretação de presságios ou pela ajuda de poderes sobrenaturais. Deus proibiu tais práticas entre seus servos. Por quê? Todas essas práticas são um convite para a comunicação com os espíritos impuros, ou demônios, ou para a possessão por eles. Empenhar-se em tais coisas é grave infidelidade para com Deus.)

Atos 16:16-18: "Veio-nos ao encontro certa serva com um espírito, um demônio de adivinhação. Ela costumava fornecer muito ganho aos seus amos por praticar a arte do vaticínio." (Por certo, ninguém que ame a justiça consultaria tal fonte de informações, quer com intento sério, quer por brincadeira. Paulo cansou-se do clamor dela, e ordenou que o espírito saísse dela.)

São os espíritos iníquos capazes de assumir forma humana?

Nos dias de Noé, anjos desobedientes realmente assumiram forma humana. Com efeito, casaram-se e geraram filhos. (Gên. 6:1-4) Contudo, quando veio o Dilúvio, aqueles anjos foram obrigados a retornar ao domínio espiritual. A respeito deles, Judas 6 diz: "Os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta, ele reservou com laços sempiternos, em profunda escuridão, para o julgamento do grande dia." Deus não só os rebaixou de seus anteriores privilégios celestiais e os entregou às densas trevas quanto aos propósitos de Deus, mas a referência aos laços indica que ele os restringiu. De quê? Evidentemente, de assumirem corpos carnais para terem relações com as mulheres, como haviam feito antes do Dilúvio. A Bíblia relata que anjos fiéis, quais mensageiros de Deus, realmente se materializavam, no cumprimento de seus deveres, até o primeiro século EC. Mas, depois do Dilúvio, aqueles anjos que fizeram mau uso de seus dons foram privados da capacidade de assumir forma humana.

É de interesse, porém, que os demônios aparentemente podem fazer com que humanos tenham visões, e que aquilo que estes vêem pareça real. Quando o Diabo tentou a Jesus, ele evidentemente fez uso de tais meios, a fim de mostrar a Jesus "todos os reinos do mundo e a glória deles". — Mat. 4:8.

Como pode a pessoa ficar livre da influência espírita?

Pro. 18:10: "O nome de Deus é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção." (Isto não significa que o uso do nome pessoal de Deus sirva de encantamento para afastar o mal. O "nome" de Deus representa a própria Pessoa dele. Somos protegidos quando chegamos a conhecê-lo e depositamos plena confiança nele, sujeitando-nos à autoridade dele e obedecendo os seus mandamentos. Se fizermos isso, então, quando o invocarmos por ajuda, usando seu nome pessoal, ele proverá a proteção que prometeu em sua Palavra.)

Mat. 6:9-13: "Portanto, tendes de orar do seguinte modo: ‘ . . . Não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.’" Deve também ‘persistir em oração’. (Rom. 12:12) (Deus ouve tais orações dos que realmente desejam conhecer a verdade e adorá-lo duma forma que o agrada.)

1 Cor. 10:21: "Não podeis estar participando da ‘mesa deDeus’ e da mesa de demônios." (Os que desejam a amizade e a proteção de Deus devem romper com qualquer participação em reuniões espíritas. Em harmonia com o exemplo registrado em Atos 19:19, é também importante destruir todos os objetos que possui, que se relacionem com o espiritismo, ou desfazer-se adequadamente deles.)

Tia. 4:7: "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas oponde-vos ao Diabo, e ele fugirá de vós." (Para fazer isso, seja diligente em aprender a vontade de Deus e em aplicá-la à sua vida. Com o amor a Deus fortificando-o contra o temor do homem, recuse-se firmemente a participar em quaisquer costumes ligados ao espiritismo ou a obedecer a quaisquer regulamentos prescritos por um espírita.)

Revista-se "da armadura completa de Deus", descrita em Efésios 6:10-18, e seja zeloso em manter cada parte dela em bom estado.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Jesus não ressuscitou em carne segundo o Corpo Governante

4.1. Jesus foi um anjo que se tornou um homem, The Watchtower, May 15, 1963, p. 307.

4.2. Jesus foi o único homem perfeito, mas não Deus em carne, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 306.

4.3. Jesus não morreu em uma cruz mas em um poste, Reasoning from the Scriptures, 1985, pp. 89-90.

4.4. Jesus não voltou da morte em seu corpo físico, Awake! July 22, 1973, p. 4.

4.5. Jesus foi ressuscitado "não como criatura humana, mas um espírito." Let God be True, p. 276.

Poucas pessoas percebem que as Testemunhas negam a ressurreição corporal de Jesus da sepultura. Contudo, a Sociedade Torre de Vigia ousadamente afirma: "O primogênito dos mortos não foi levantado da cova como uma criatura humana, mas foi erguido como um espírito." (Let God Be True, Brooklyn: Watchtower Bible and Tract Society, 1946, pág. 272.)

Coloquei este texto pelo fato de um TJ anônimo me escreveu dizendo que era mentira o que eu estava postando, taí a prova diretamente da Torre de Vigia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Análise do espiritismo

Fonte: http://www.textosdareforma.net.

Jesus Cristo em Seu Evangelho nos adverte sobre os falsos profetas (pregadores):

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores..” (Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus cap. 7 vers. 15).

Vejamos o que os espíritos nos ensinam a respeito das pregações:
“Se alguém tem uma convicção bem firmada sobre uma doutrina (ensinamento), ainda que falsa, necessário é lhe tiremos essa convicção, mas pouco a pouco. Por isso é que muitas vezes nos servimos de seus termos e aparentamos abundar nas suas idéias; é para que não fique de súbito ofuscado e não deixe de se instruir conosco. (“O Livro dos Médiuns” pag. 392).

CUIDADO!
“servimo-nos de seus termos; ... aparentamos abundar nas suas idéias”

Verdadeiros profetas não manipulam as verdades dados por Deus, pois não existe necessidade de politiquismo, visto que a mensagem pregada foi dada por Deus. Quem quiser rejeitá-la, rejeita a Palavra de Deus.

Kardec escreveu que o Espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa (“Evangelho Segundo o Espiritismo”, pag. 48), só que o Cristianismo nos manda amaldiçoar qualquer pessoa que nos pregue evangelho que vá além do que já fôra pregado pêlos apóstolos:

“Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!” (Epístola de Paulo aos Gálatas cap. 1 vers. 8 e 9).

Os profetas do Espiritismo costumam começar a apresentação de sua doutrina aos leigos afirmando que ela não se trata de religião:

“Seu verdadeiro caráter, é o de uma ciência, e não de uma religião: e a prova disso é que conta entre seus adeptos homens de todas as crenças, que não renunciaram por isso às suas convicções: católicos fervorosos que não praticam menos todos os seus deveres de seu culto, quando não são repelidos pela Igreja, protestantes de todas as seitas, israelitas, muçulmanos, e até budistas e brâmanes.” (“O que é espiritismo”, pag. 79)

Entretanto, depois de conquistar a confiança dos novatos à pregação, mudam de figura:

“Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos o­nde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeira Cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana. Ao te escolherem, os Espíritos conheciam a solidez das tuas convicções e sabiam que tua fé, qual muro de aço, resistiria a todos os ataques. (“Obras Póstumas”, pág. 308)

“O Espiritismo é chamado a desempenhar imenso papel na Terra. Ele reformará a legislação ainda tão freqüentemente contrária às leis divinas: retificará os erros da História; restaurará a religião do Cristo, que se tornou, nas mãos dos padres, objeto de comércio e de tráfico vil; instituirá a verdadeira religião a religião natural da que parte do coração e vai diretamente a Deus.” (“Obras Póstumas”, pag. 200)

Seus livros também pregam que o espiritismo é a terceira revelação de Deus aos Homens, vejamos:

“...reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador. (“A Gênese", pág. 34)

“A primeira revelação teve sua personificação em Moisés, a segunda, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância.” (“A Gênese”, pag. 35)

Na Bíblia, o Consolador é chamado de Espírito Santo, vejamos:

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (Evangelho de Jesus Cristo segundo João cap. 14 vers. 26)

Em toda a Bíblia o Espírito Santo é mencionado como pessoa e não como movimento religioso:

Ele aparece entre as pessoas:
“Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês nada além das seguintes exigências necessárias:” (Atos cap.15 vers. 28)

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em http://nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,” (Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus cap. 28 vers. 19)

Aparece no batismo de Jesus Cristo:
“Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele.” (Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus cap.3 vers. 16)

Aparece na benção apostólica:
“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês.” (2.ª Epístola de Paulo aos Coríntios cap. 13 vers. 13)

É chamado Deus:
Então perguntou Pedro: "Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, ao ponto de você mentir ao Espírito Santo e guardar para si uma parte do dinheiro que recebeu pela propriedade? Ela não lhe pertencia? E, depois de vendida, o dinheiro não estava em seu poder? O que o levou a pensar em fazer tal coisa? Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus". (Atos dos Apóstolos cap. 5 vers. 3 e 4)

Possui atributos de personalidade:
- Inteligência: “mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois, quem conhece os pensamentos do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus. (1.ª Epístola de Paulo aos Coríntios cap. 2 vers. 10 e 11)
- Volição (vontade): “Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer”.(1.ª Epístola de Paulo aos Coríntios cap. 12 vers. 11) - “Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frígia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. (Atos dos Apóstolos cap. 16 vers. 6)
- Sensibilidade: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.” (Epístola de Paulo aos Efésios cap. 4 vers. 30)
- Exerce atividades pessoais:
a) Ensina: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (Evangelho de Jesus Cristo segundo João cap. 14 vers. 26)
b) Intercede: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” (Epístola de Paulo aos Romanos cap. 8 vers. 26)
c) Convence: “Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Consolador não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.h” (Evangelho de Jesus Cristo segundo João cap. 16 vers. 7 e 8)
d) Fala: "Enquanto Pedro ainda estava pensando na visão, o Espírito lhe disse: Simão, três homens estão procurando por você” (Atos dos Apóstolos cap. 10 vers.19 e 20)

O espiritismo julga ser a terceira revelação. Admitindo-se ser a 3.ª revelação, estabelece-se que as 3 (três) revelações procedem da mesma fonte, que é Deus, chegando-se à conclusão que não pode haver contradição entre elas. Dessa forma como se explica às inúmeras contradições entre as doutrinas de Cristo e as do espiritismo?

domingo, 12 de outubro de 2008

Formas de espiritismo

Fonte: http://www.textosdareforma.net.

A PALAVRA "ESPIRITISMO"

A palavra espiritismo é formada de duas outras:
- Espírito: do grego pneuma - pneuma - vento, respiração, movimento de ar, alento, alma, espírito de vida, aquilo que dá vida ao corpo.
- Ismós: doutrina filosófico-religiosa.

Espírita: Diz Allan Kardec é todo aquele que acredita nas manifestações dos espíritos. (“Livro dos Médiuns” pag. 44).


ALGUMAS FORMAS DE ESPIRITISMO

1) Tendência ortodoxa: é o Kardecismo puro, exclusivo, que não permite ulterior desenvolvimento, nem tolera a presença de outros “espiritismos”.

2) Tendência Rusteinista: João Batista Roustaing, advogado de Bordéus e presidente da Ordem dos Advogados, teve seu primeiro contato com o espiritismo em 1861. Leu então as principais obras de Kardec e começou a interessar-se morbidamente por questões religiosas. Meteu-se num desordenado estudo do Antigo e Novo Testamento e chegou a conclusão de que era necessário conseguir novas revelações sobre a Revelação contida na Bíblia.

3) Tendências ubaldista: Pietro Ubaldi nasceu na Itália em 1886. Estudou direito em Roma e dedicou-se depois ao magistério, ensinando inglês no Liceu de Módica, na Sicília. Desde muito cedo começou a ouvir uma “voz”. Essa misteriosa “voz” lhe ditou depois os seguintes livros: “A Grande Síntese”; “As Noures”; “Ascense Mística”; “História de um Homem”; “Fragmentos de pensamento e de Paixão”, “A Nova Civilização do Terceiro Milênio”; “Problemas do Futuro”; “Ascensões Humanas”; “Deus e o Universo”.

4) O Espiritismo Racionalista do “Redentor”: A reação mais violenta e extremada dentro do Espiritismo Kardecista surgiu em 1910 com o Sr. Luiz de Mattos, fundador do “Espiritismo; Racional e Científico (Cristão)”, que tem sua sede principal no “Centro Espirita Redentor”, no Rio de Janeiro.

5) O Círculo Esotérico da Comunhão do “O Pensamento”: Foi fundado em 27/06/1909 pelo Sr. Antônio Olívio Rodrigues. Tem sua Sede central em São Paulo e possui mais de 1.400 centros (eles dizem “Tattwas”) espalhados por todo o Brasil.

6) O Rosacrucianismo: Temos no Brasil as seguintes organizações rosacrucianas: A Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis (AMORC), a Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a Fratemitas Rosae Crucis (FRC) de Clymer, a Fratemitas Rosicruciana Antiqua (FRA) de Krumm-Heller, e a Igreja Expoente (Ordem Kabbalística da Rosa-Cruz) do Sr. Léo Álvares Costel de Marchevile (“Sevanada”).

7) A Legião da Boa Vontade: Organizada, fundada e dirigida pelo Sr. Alziro Zarur, nasceu do Programa “Hora da Boa Vontade”, que o Sr. Zarur lançou na Rádio Globo em 04/03/1949. No dia 01/01/1950 foi oficialmente fundada a LBV, para “promover a fraternidade humana em bases verdadeiramente cristãs” e proclamando que “ninguém será salvo pelas boas obras que praticou, em cumprimento aos mandamentos divinos” (o que está correto segundo a Bíblia).

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

ESPIRITISMO

As Curas de Dr. Fritz

Por Cledson Ramos

É bastante incrível, e muito mais lamentável ainda, que haja pessoas teimando em acreditar nas "curas" do Dr. Fritz, ou melhor dos "Doutores Fritz", já que o fantasminha camarada até hoje não se decidiu qual o seu médium favorito. Ora, a entidade "se incorpora" em fulano de tal, ora em beltrano, e por aí vai. O mais incrível é a eficiência: considerando que os três prediletos do Dr. Fritz no Brasil moram há quilômetros de distância entre si, e atendem diariamente ao público, é de se ficar imaginando como o bom fantasma faz para driblar estes obstáculos. Nem mesmo o famoso "jeitinho brasileiro" chegaria a tanto.

Igualmente intrigante é que, apesar de tanta popularidade, ninguém saiba nada a respeito da vida do famoso médico alemão: onde nasceu, em que cidades morou, quem foram seus parentes, em que universidade se formou... Tudo o que se sabe é isso: um alemão de nome Fritz, algo tão incomum como um brasileiro de nome Francisco ou José. Nem mesmo "Mister M" possui um passado tão bem escondido. Até a vida do Salman Rushdie (autor de "Versos Satânicos" , e que vive escondido temendo a fúria muçulmana) se apresenta mais clara que a do nosso Dr. Fritz.

O pior é que, ultimamente, quando aparece alguma notícia ligada a tão singular figura é justamente nas páginas policiais. Observe-se, p. ex., esta reportagem extraída do "Jornal da Tarde" em 27 de maio de 2000:


Justiça decreta prisão do `Dr. Fritz'

O juiz presidente do 1º Tribunal do Júri, José Ruy Borges, recebeu ontem denúncia do promotor Fernando Pastorelo Kfouri contra o médium Rubens de Faria Júnior, que diz incorporar o espírito do "Dr. Fritz", e decretou sua prisão preventiva.
O promotor acusa Faria, que está foragido e envolvido em outros inquéritos, de ter antecipado a morte de Vanessa de Biafi, que sofria de leucemia. A vítima foi convencida pelo médium a abandonar tratamento médico no Hospital das Clínicas, com a promessa de "cura miraculosa" em suas sessões.
Ao preço de R$ 20 cada uma, as sessões aconteceram em um galpão na Rua dos Patriotas, no Ipiranga, de 25 de julho de 1997 até 14 de agosto do ano seguinte. No último atendimento, Vanessa sentiu-se mal e foi internada no Hospital Leão XIII, onde faleceu três dias depois.
O juiz marcou o interrogatório do médium, caso ele venha a ser preso até lá, para o próximo dia 30 de junho.


Se já é revoltante saber o quanto os médiuns espíritas prejudicam suas vítimas com os crimes de charlatanismo, exercício ilegal da medicina e lesão corporal, muito pior é constatar casos como este, ou seja, em que paira uma acusação de homicídio. Até que ponto estes indivíduos vão continuar fugindo, ou usando de todo tipo de manobra judicial, é também de deixar qualquer um indignado.

Caso fôssemos acrescentar aqui também sobre o prejuízo para as almas, em seguir os preceitos espíritas, pior ainda o resultado.

No entanto, vamos nos limitar a uma simples pergunta: Por que a pobre Vanessa morreu ? A reportagem mostra: porque que sofria de leucemia e parou o tratamento tradicional, para ficar apenas recebendo os passes espíritas.

Terrível. Boa parte dos médiuns espíritas não manda que o paciente pare o tratamento. Pelo contrário, sugerem aqueles que o fiel continue seguindo as recomendações médicas, mas que também receba alguns "passes" ou mesmo se submeta a uma "cirurgia espiritual". Os motivos aqui são óbvios: ainda que seja a medicina quem cure, sabe-se muito bem quem é que recebe as glórias da vitória. Além disso, o médium se arrisca menos.

Mas há um outro aspecto que queremos destacar: a leucemia é uma doença essencialmente somática, corporal, que atinge a produção de leucócitos (glóbulos brancos).

Não se trata, portanto, de uma doença psíquica, como uma neurose qualquer; ou mesmo de alguma doença psico-somática, como certos tipos de úlcera.

Ora, quando o médium trata os seus pacientes, o máximo que ele pode fazer é curar ou aliviar a dor de algumas doenças destes dois últimos grupos (psíquica e psico-somática). Tal se dá, não porque "baixe" algum espírito, mas simplesmente por meio de um processo sugestivo que, obviamente, não teve efeito sobre a medula e os leucócitos de Vanessa.

A psicologia e a parapsicologia são ricas em casos como este, em que o poder sugestivo do paciente, seja oriundo dele mesmo ou de algum fator externo, pode curar ou aliviar o seu sofrimento. É por isso que muitas vezes se fala em tratamento médico por hipnose, embora haja várias questões éticas envolvendo o tema. Nos piores tempos de crise da ex-URSS, houve médicos que, por falta de anestesia, chegaram a hipnotizar pacientes até para fazer cirurgias.

No entanto, a eficácia de tais métodos por sugestão, como se pode notar, é restrito a certos casos e, mesmo assim, nem sempre apresenta a segurança e o resultado esperados.

Mas vejamos, por exemplo, o caso de pessoas com problemas na coluna, tão comuns nos centros espíritas. Via de regra, o máximo que o médium consegue aí é tirar a dor do paciente. Se este possuir uma hérnia de disco ou mesmo outra deformidade mais grave, continuará com ela, embora não sinta mais dor. Tal situação é extremamente grave, pois, mais cedo ou mais tarde, o organismo pode reagir e talvez seja tarde demais, precisando o paciente se submeter a uma cirurgia (médica, e não espírita) de última hora.

É por isso que não se vê, em contrapartida, um médium espírita que trate sequer de uma simples cárie dentária. De fato, ele pode até tirar a dor de dente, mas a mancha preta continuará ali, denunciando que o serviço não fora completo.

Mas, além de tudo, porque os médiuns espíritas quando adoecem não procuram um de seus colegas para receber os "passes" ?

Portanto, quando aparecer um padre, pastor, médium ou quem quer que seja, propagando os seus poderes de cura, sempre muito cuidado. Não precisamos de mais vítimas.

Ah, e caso alguém encontre o Dr. Fritz por aí, peça-lhe que nos envie a biografia dele.

Mas se o encontro for apenas com o médium Rubens de Faria, pode entregá-lo à Justiça mesmo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

As muitas esposas de Brighan Young

Determinar com quantas mulheres Joseph Smith e Brigham Young foram casados é uma das tarefas mais difíceis para os historiadores mórmons.
Andrew Jensen, que foi um historiador auxiliar da Igreja Mórmon, fez uma lista de 27 mulheres que foram casadas com Joseph Smith (que agora passaremos a chamar simplesmente de J.S.), isso conforme o Historical Record, ps. 233-234. Entretanto, o autor mormon John J. Stewart credita a J.S. muitas esposas: "Ele casou com muitas mulheres, talvez 3 ou 4 dúzias" (Brigham Young and His Wives, p.31). As pesquisas de Fawn N. Brodie trazem uma lista de 48 mulheres que devem ter se casado com J.S. (No Man Knows My History, ps. 434-465). Stanley S. Ivins, que foi considerado "uma das maiores autoridades em poligamia mórmon", dizia que "apenas pode-se supor, mas devem ter sido de 60 para cima" (Western Humanities Review, 10:232-233).

Antes de sua morte, Ivins preparou uma lista de 84 mulheres que poderiam ter sido esposas de J.S. ao longo de sua vida. Embora Ivins não tivesse certeza de que todas as mulheres da lista fossem realmente casadas com J.S. Para elaborar a lista Ivins fez muita pesquisa nos registros do Templo em Navoo, nos registros da Casa dos Assentamentos e outros registros genealógicos. Depois que seus estudos foram completados, alguns dos registros da Biblioteca da SUD (Igreja Mórmon) foram reduzidos e deixaram de ficar disponíveis ao público em geral.

Antes de colocar os últimos 11 nomes em sua lista, Ivins declarou: "No dia 9/04/1899, 11 das esposas de J.S. ao longo de sua vida foram ao ele seladas por procuração. Uma nota acompanhando o registro da selagem dizia: As selagens das abaixo nomeadas foram realizadas durante a vida do Profeta J.S., porém não há registro disso. O Presidente Lorenzo Snow decidiu que elas sejam repetidas, a fim de que possa existir um registro e que isso seja explicado". Este incidente sugere que outras dentre muitas mulheres falecidas a quem J.S,. fora selado por procuração, possam ter sido casadas com ele durante a sua vida terrena..."No final do papel, Ivins concluiu: Completando estas mulheres falecidas, J.S. foi selado a pelo menos 229 outras, até 18/03/1880. (Nota adicional: ele foi selado a 246 mulheres falecidas) (Joseph Smith and His Wives, p. 47).

No prefácio da segunda edição do seu livro "No Man Knows My History", Fawn Brodie declara: "Mais de 200 mulheres, aparentemente através de sua própria solicitação, foram seladas a J.S. após sua morte, em cerimônias especiais no Templo. Além do mais, distintas da história, inclusiva várias santas católicas, também foram seladas a J.S. em Utah. Vi essas espantosas listas nos Arquivos Genealógicos da SUD, em Salt Lake City, em 1944".
Se a doutrina mórmon da pluralidade do casamento fosse verdadeira, J.S. teria centenas de esposas na ressurreição. Algumas das mulheres com quem Brigham Young e H. C. Kimball se casaram, que já tinham se casado com J.S. antes, devem ter desistido depois de J.S.

Num artigo publicado na Western Humanities Review (10:232-233), Stanley S. Ivins observou que "Brigham Young geralmente é creditado com apenas 27 esposas, porém foi selado a mais do dobro de muitas mulheres vivas e pelo menos 150 que haviam morrido".
O escritor da SUD, John J. Stewart, fez uma lista de 53 mulheres que foram seladas a Brigham Young (doravante B.Y.) de em seguida acrescentou: "Houve também uma ou duas mais, além das 150 a quem ele foi selado após sua morte" (Brigham Young and His Wives, p. 96).
Num discurso no dia 24/01/1858, o Apóstolo Ezra T. Benson afirmou que B.Y. tinha cerca de 50 a 60 esposas (Journal of Discourses, 6:180-181).

Stanley P. Hirshon oferece uma lista de 70 mulheres com quem B.Y. deveria ter sido casado (Lion of the Lord, ps. 190-221). Nas páginas 188-189 do mesmo livro, ele relata:
"... Young sempre pilheriava sobre suas esposas: 'diga aos gentios' observou certa vez, 'que não conheço a metade delas'. Mais tarde indagado com a clássica pergunta por um governador gentio de Utah, Young respondeu: 'Eu mesmo não sei'. Jamais recusei casar com uma mulher respeitável que me pedisse e o caso é que às vezes separava uma mulher no altar do matrimônio, para nunca mais encontrá-la. Meus filhos, porém, eu os crio. Tenho 77 vivos agora e já perdi 3".

B.Y. se gabava de sua habilidade em obter muitas esposas: "O irmão Cannon observou que as pessoas se admiram de quantas esposas e filhos eu tinha. Ele pode informá-las de que terei esposas e filhos até 1 milhão, a glória, a riqueza, o poder, o domínio, e reino após reino, e reinarei triunfantemente"(Journal of Discourses 8:178). "Eu poderia provar a esta congregação que ainda sou jovem; pois eu poderia conseguir mais jovens que me escolheram para marido do que qualquer homem jovem"(Journal of Discourses, 5:210).
Embora B.Y estivesse constantemente se casando com novas mulheres, ele afirmava que "provavelmente existem poucos homens no mundo que se importam menos com a classe particular de mulheres do que eu faço" (Journal of Discourses, 5:99).

A multa por adultério era sempre uma causa de preocupação para J.S. Joseph Lee Robinson registrou o seguinte: "... Deus lhe (Joseph) revelou que qualquer homem que tenha cometido adultério em qualquer de suas experiências, esse homem jamais será erguido até à mais alta exaltação na glória celestial, e que ele ficara tão ansioso com relação a si mesmo, que havia indagado do Senhor e que o Senhor lhe havia garantido que ele jamais cometera adultério".
Entretanto, esta preocupação não conseguiu evitar que o profeta tomasse as esposas de outros homens, numa base mais ou menos regular. John D. Lee diz quer J.S. tirou a mulher de H. B. Jacobs, no tempo em que este estava ausente: "em sua ausência ela foi selada ao Profeta Joseph e se tornou sua esposa" (Confession of John D. Lee, p. 132).
Essa tendência para tirar as esposas de outros homens não se limitava de modo algum a J.S. Brigham Young (B.Y.) era também um excelente expert neste campo. Consideremos apenas um exemplo: Juanita Brooks declara que "Zina Diantha Huntington "era a mulher casada com Henry B. Jacobs e mais tarde selada a J.S., ela continuou a viver com Jacobs, tendo mais tarde renunciado a Jacobs para se juntar à família de Brigham Young." (On The Mormon Frontier, The Diary of Hosea Stout, 1:141, footnote 18).

No Historical Record (2:233), o historiador assistente da Igreja confirmou que de fato Zina B. Huntington caso com J.S. e mais tarde com B.H. : "Zina B. Huntington aparece como a esposa No. 5 na lista de Ivins: "No. 5 = Zina D. Huntington... esposa de Henry B. Jacobs.. casou-se com J.S. no dia 27/10/1841. No dia 02/02/1846 ela foi selada a J.S. para a eternidade e a B.H. para esta vida. Ela viveu com B.Y. como sua esposa e faleceu em 29/08/1901" (Joseph Smith and Poligamy, p. 42). Fawn Brodie relata:
"Zina deixou Jacobs em 1846 para casar com B.Y. William Hall afirma que havia escutado B.Y. dizer publicamente a Jacobs: "A mulher que você reclama como esposa não lhe pertence. Ela é a esposa espiritual de Joseph Smith a ele selada. Sou o procurador e ela, bem como seus filhos, são minha propriedade. Pode ir aonde quiser e arranje outra, mas tenha a certeza de que ela pertença à sua parentela espiritual". Jacobs aparentemente aceitou a decisão B.Y. como a Palavra do Senhor, já que permaneceu como testemunha no Templo de Navoo, em janeiro de 1846, quando Zina foi selada a B.Y. "para o tempo" e a Joseph Smith "para a eternidade". (No Man Knows My History", p. 443).

Juanita Brooks explica mais: "Zina havia se mudado para Winter Quarters. Ela agora renunciava a Jacobs e se juntava à família de B.Y., viajando pelo Oeste em 1848, numa carroça fornecida e conduzida pelo irmão dela, Oliver" (On the Mormon Frontier, 1:141, footnote 18).
Então, quantas esposas B. Y. teve? Certamente muito mais de uma, conforme o novo LDS Relief Society Manual menciona. Não é de admirar que haja um grande clamor no meio do povo da SUD, que conhece melhor. Mas exatamente quantas?
Contudo, o Dr. Avery, um mórmon que sabia que Hider primeiro dizia que ele possuíra 55 esposas, não pôde explicar porque o manual da lição que está sendo usado desde janeiro pelos membros (homens e mulheres) da Igreja, traduzido em 22 línguas diferentes, pinta como um monógamo, o mais famosos polígamo da América.