por Randall Watters
Avaliação Bíblica
Há vários grupos religiosos que reivindicam serem Cristãos que negam a celebração de feriados à seus membros, inclusive Natal, Páscoa, aniversários, Dia das Mães, etc. Este especialmente é o caso das Testemunhas de Jeová. Enquanto há algumas Testemunhas que celebram estes feriados secretamente com medo de serem pegas, a maioria se orgulham desta proibição. Pais estão dispostos a permitir que suas crianças sofram muita pressão e isolamento, e estão perfeitamente dispostos a se isolarem de suas famílias durante épocas de feriados, até mesmo tomando a oportunidade para ir de porta em porta durante estes períodos de celebração. Quais são as razões apresentadas para esta postura contra feriados? É errado celebrar feriados?
Consideremos as razões dadas pela Torre de Vigia. Eles dão três razões básicas:
1. Feriados normalmente têm origem pagã, não-Cristã e são acompanhados freqüentemente por práticas licenciosas, como embriaguez, fornicação, etc. (Certificai-vos de Todas as Coisas, pág. 241)
2. Não são mencionados feriados na Bíblia exceto debaixo de circunstâncias negativas, como festas de aniversários onde alguém foi morto. Também, não nos é ordenado que celebremos qualquer coisa senão a Refeição Noturna do Senhor (Ceia do Senhor). (ibid., pág. 235, 236)
3. Feriados idolatram algo ou alguém diferente de Deus, e a Bíblia diz para "Fugir da idolatria" e "Nós não fazemos parte do mundo." (ibid., pág. 241, 242)
Adicionalmente, como no caso do Natal, um argumento adicional é apresentado, aquele que Cristo não nasceu no dia 25 de Dezembro, então, por que celebrar uma data que coincide com o solstício de inverno e era celebrado no passado por adoradores do sol? (ibid., pág. 237)
Antes de considerar estas objeções, revisemos primeiro alguns princípios que as TJs e cristãos concordam como básicos e não abertos à argumentação. Então examinaremos a INTERPRETAÇÃO destes princípios com uma visão para revelar a inconsistência da Torre de Vigia e o fracasso deles em entender o Cristianismo.
A Bíblia é clara ao dizer que:
* Nós devemos "não fazer parte do mundo" (João 17:16).
* Nós deveríamos nos "abster do mal" (1 Tes. 5:22).
* Nós deveríamos deixar de compartilhar as "obras infrutíferas das trevas" (Ef. 5:11; Rom. 13:12).
* Não há "nenhuma associação entre a luz e a escuridão" (2 Cor. 6:14).
* Nós deveríamos nos "separar da idolatria" (2 Cor. 6:17).
Todos que reivindicam serem Cristãos realmente deveriam acreditar e viver pelo anterior. As controvérsias começam quando estes princípios são interpretados na vida cotidiana. Além disso, a inteira aproximação de estabelecer regras nesta consideração deve ser questionada. Desde que uma consideração das anteriores passagens requereria um livro em si mesmo, a discussão será limitada às três principais objeções da Sociedade Torre de Vigia.
Refutando as Testemunhas de Jeová
OBJEÇÃO #1: Feriados normalmente têm origem pagã, não-Cristã e são acompanhados freqüentemente por práticas licenciosas, como embriaguez, fornicação, etc.
É verdade que muitos feriados têm suas origens na idolatria ou práticas pagãs. Também é verdade que outras coisas que nós utilizamos têm suas origens no paganismo, como nosso calendário (dias da semana e meses tem seus nomes em homenagem a deuses pagãos). A celebração de aniversários de casamento e também a troca de alianças em matrimônios tem raízes pagãs. Símbolos usados no moderno mundo empresarial, nas artes, em exposições, em papel de parede, etc. são freqüentemente emprestados de fontes pagãs. É possível nos mudar para algum tipo de monastério ou comunidade privada onde sejam cuidadosamente escondidos de nossa presença todos os vestígios do paganismo?
Tal atitude traz a mente a lembrança dos Fariseus, que passavam longas horas discutindo o que que era "limpo" ou "sujo" e fazendo regras para as pessoas seguirem, como se tais regras as tornassem limpas. Qualquer um que toma tempo para examinar as tradições deles (como posteriormente contido no Talmude) notará como é absurdo procurar por pequenos detalhes do que é "certo" ou "errado." Por outro lado, se nós realmente acreditamos que Deus pretendeu que nós escrupulosamente observemos estes assuntos (como se o fracasso para fazer assim nos condenasse), então como os Fariseus, deveríamos nos ocupar de uma blindagem ininterrupta de todos os vestígios do paganismo em nossas vidas. Parar de eliminar qualquer vestígio disto seria hipocrisia, não seria?
Nem tanto, diz a Torre de Vigia. Eles reivindicam ter um equilíbrio neste assunto do que é pagão e do que não é. Veja estas declarações da Despertai de 1976, neste artigo relativo ao uso de símbolos pagãos, como o coração, a suástica, e a cruz,:
Qual deveria ser a atitude de um Cristão para formas e design que de alguma forma ou momento estiveram conectados com a falsa religião? . . .
. . . só porque adoradores de ídolos em algum momento ou lugar puderam usar um certo objeto ou design não significa que os verdadeiros adoradores automaticamente sempre tem que evitar isto. Por exemplo, figuras de árvores de palmeiras, romãs e touros estavam incorporados no design do templo de Jeová em Jerusalém. O fato de outras religiões poderem tomar estas coisas naturais que Deus criou e as usarem como símbolos em adoração de ídolos não tornou isto errado para verdadeiros adoradores os usarem decorativamente. Qualquer um ao visitar o templo poderia constatar que o povo de Deus não estava adorando estas decorações ou as venerando como símbolos sagrados.
Então, as necessidades Cristãs devem estar focadas principalmente sobre o que? Não sobre o que um certo símbolo ou design significou possivelmente milhares de anos atrás ou como pode ser encarado no outro lado do mundo, mas o que significa agora para a maioria das pessoas onde elas vivem.
Com tantos design diferentes que têm sido usados na falsa adoração, se uma pessoa tomar tempo, ela poderia achar uma conexão indesejável com quase todo design que se vê ao redor dela. Mas porque fazer isso? Não seria desnecessário? E isso é o melhor uso do tempo e atenção de uma pessoa? (Despertai!, 22 Dez.1976, pgs. 12-15)
Nós concordamos com eles que é certamente um desperdício de tempo procurar conexões pagãs em cada objeto. Note declarações semelhantes na Sentinela de 15 de Maio de 1972 (pág. 295):
Se um objeto é um ídolo ou não depende primariamente em como é visto. . . . o fato de várias criaturas, plantas e corpos celestes - todas partes do trabalho criativo de Deus foram e ainda têm tido determinada reverência, não os faz em si mesmos inaceitáveis para propósitos decorativos ou ornamentais. Muitas coisas que foram uma vez adorados pelos antigos perderam sua significação idólatra e geralmente são considerados como sendo meramente ornamental.
A Sentinela está enfatizando que (1) Design ou símbolos em si mesmos não são necessariamente errados de usar, até mesmo se uma vez usados por pagãos em falsa adoração. (2) É um desperdício de tempo e desnecessário se interessar com o que um objeto pode ter significado em tempos passados, ou mesmo em outro lugar na Terra em nossos dias.
A inconsistência da Torre de Vigia se torna manifesta agora, pois a maioria dos feriados celebrados no mundo ocidental perderam sua significação pagã original. Tome o Natal por exemplo. Muito antes do tempo de Cristo os pagãos adoravam o sol no dia 25 de Dezembro, na época do solstício de inverno (onde o sol fica mais distante da terra). Como em todos os feriados pagãos, era um período de generosidade e licenciosidade. Quando a Igreja Católica instituiu a celebração do nascimento de Cristo em 25 de Dezembro, próximo do ano 336 D.C., foi para substituir o festival do Sol Invictus introduzido pelo imperador Aureliano no 3º século. Foi considerado uma vitória do Cristianismo sobre o paganismo. A posterior canonização de St. Nicholas (Papai Noel) e a troca de presentes foi incorporado a história da igreja.
De acordo com o raciocínio da Torre de Vigia, a pergunta que nós deveríamos fazer é: O Natal significa para nós o que significou para os pagãos? As pessoas em nossa "parte do mundo" adoram o sol no dia 25 de Dezembro? A resposta é NÃO. Embora seja um período do ano que é abusado e explorado por muitos, isso não pode ser usado como um argumento contra o conceito Cristão do Natal. Embora a reclamação da Torre de Vigia que Cristo não nasceu no dia 25 de Dezembro seja verdade, uma celebração não necessita ocorrer exatamente no dia exato de seu memorial. A maioria de nós obtemos férias do trabalho em dias diferentes de sua data histórica, e nós não consideramos tal uma prática de injustiça!
A Páscoa tem uma história mais relacionada à igreja. Originalmente, a igreja primitiva celebrava o moderno equivalente da Páscoa (a ressurreição de Cristo) em todos os Domingos, em expectativa do retorno do Senhor. Depois, unindo a Paixão e a história da Ressurreição, esta comemoração foi agendada como Páscoa, o banquete judeu que celebra o êxodo do Egito. A data para a celebração foi finalmente fixada pelo Conselho de Nicéia em 325 D.C. como o primeiro Domingo depois da lua cheia que segue o equinócio de primavera. Já no oitavo século o nome "Páscoa" foi transferido pelos anglo-saxões para o festival Cristão. O próprio nome foi pedido emprestado de uma celebração à Astarte, deusa da fertilidade. Também pedido emprestado da celebração à Astarte foi o uso de coelhos e ovos, símbolos comuns da fertilidade na cultura pagã. (Para mais informações sobre o Natal e Páscoa, veja a Enciclopédia Britânica (1982 Ed.), Vol. 4, página 501.)
Enquanto os ornamentos tanto da história da igreja quanto dos feriados pagãos ainda estejam conosco, a significação deles mudou. Como na observância original da ressurreição, nós hoje não conectamos coelhos e ovos com ritos de fertilidade, e nem a maioria das pessoas consideram a Páscoa como um tempo para maior licenciosidade. Até mesmo os programas de televisão durante este período são mais engrenados para temas obviamente Cristãos.
Podem ser examinados outros feriados individualmente para averiguar qual é a significação moderna deles no Mundo Ocidental.
OBJEÇÃO #2: Não são mencionados feriados na Bíblia, exceto em senso negativo. Também, não é ordenado que celebremos qualquer coisa senão a Refeição Noturna do Senhor.
Embora a Torre de Vigia só admita dois aniversários que são mencionados na Bíblia, há de fato três que foram celebrados. Houve o aniversário do faraó (Gen. 40:20), Herodes (Mateus 14:6), e também o nascimento de Cristo, celebrado pelos anjos em canção e muita glória:
O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade. (Lucas 2:10-14) versão Almeida
Foi conveniente para a Torre de Vigia omitir este aniversário muito positivo e importante da consideração deles, pois isto destrói o ponto de dizer que todos os aniversários na Bíblia foram negativos.
A Torre de Vigia também mantém reivindicações que desde que a Bíblia não diz que celebremos certos feriados, nós não deveríamos ter nada que ver com eles. Esta é uma suposição errada em pelo menos dois pontos de vista. Em primeiro lugar, Jesus nem os apóstolos mencionam feriados modernos como nós os conhecemos, porque eles simplesmente não existiam então. Todos os feriados judeus eram feriados religiosos nacionais que lhes permitiram observar ATÉ MESMO DEPOIS DA VINDA DE CRISTO E DA ABOLIÇÃO DA LEI! (Col. 2:16,17) A Torre de Vigia deveria considerar Paulo um apóstata, porque ele disse que observar ou não observar dias especiais eram com o indivíduo (Rom. 14:5,6), e até mesmo CONTINUOU em certas práticas da Lei que tinham passado! (Atos 13:14,15; 21:20-26)
As Testemunhas de Jeová praticam muitas coisas que a Bíblia não diz que façam, como contar o tempo gasto no trabalho de livros, revistas e estudos bíblicos, enquanto fixando certos dias no calendário para ir esparramar a doutrina da Torre de Vigia, cantar canções do Reino, ter Assembléias de Circuito e Distrito, responder perguntas especificadas para o batismo, etc. Nenhuma destas elas consideram errados, contudo tais práticas se tornaram tradicionais para elas.
OBJEÇÃO #3: Feriados idolatram algo ou alguém diferente de Deus, e a Bíblia diz para "Fugir de idolatria" e "Nós não fazemos parte do mundo."
Adorar a Cristo é próprio de acordo com o NT. Não apenas os anjos o adoram (Heb. 1:6), mas também todas as criaturas tanto no céu e terra (Rev. 5:13,14). Além disso, devemos dar honra ao Filho tal como o Pai (João 5:23). adorar o Cristo em qualquer dia é próprio, inclusive 25 de Dezembro e Páscoa.
Até onde aniversários são concernentes, as pessoas geralmente não adoram seus amigos ou crianças em seus aniversários. O que está errado em fazer algo especial para alguém em um certo dia, ou até mesmo considerar alguém como especial durante um dia? Há uma real diferença entre considerar alguém especial e adora-lo ou idolatra-lo. Normalmente as Testemunhas celebram seus aniversários de casamento que são uma celebração do nascimento do matrimônio deles. Talvez eles não devessem considerar um ao outro especial, seja no aniversário ou em qualquer dia. Talvez o matrimônio seja ininteligente para eles, pelo mesmo raciocínio, um companheiro seria um risco por considera-lo "especial!"
Poucas pessoas na sociedade moderna são "pedras de tropeço" por celebrar o nascimento de Cristo, com exceção das TJs e alguns outros que são legalistas pela mesma natureza. O apóstolo Paulo não aplicou sua própria deliberação relativo ao tropeço de outros (Rom. 14:21), à seitas legalistas do Cristianismo, pois o legalismo delas invocou a ira de Deus (Gal. 5:14).
O REAL ASSUNTO RELATIVO A IDOLATRIA
A Lei de Moisés foi uma pedra para um entendimento maior da natureza de Deus e como Ele relaciona com o Homem em sua condição decaída (Gal. 3:24). Este mesmo princípio também deve ser entendido na área da idolatria e relativo à objetos usados em falsa adoração. Idolatria é um problema do coração - não há nada inerentemente mal em um objeto, como contas de rosário, pentagramas, quadros de Maria, etc. É o que humanos FAZEM com tais objetos e como eles VÊEM tais objetos que os tornam idólatras (Deut. 11:16; Jó 31:26-28). No AT, os Israelitas estavam geralmente muito entorpecidos de coração para entender esta verdade. Eles estavam proibidos de fazerem imagens de qualquer coisa no Céu ou Terra, ter relacionamento social com os pagãos ao redor deles, comer com os gentios, etc.
Porquê, então, são liberados os cristãos de tais leis? Simplesmente porque eles têm as leis de Deus (de fato, os princípios de raiz da Lei) inscritas em seus corações (Jer. 31:33; 2 Cor. 3:3; Heb.10:16). Eles reconhecem que a verdadeira idolatria é um problema com o coração. Como tal, realmente se privar do contato com objetos físicos não resolve o problema. Melhor, Cristo renova o coração deles interiormente, de forma que todas as formas de idolatria (inclusive amor pelo status, riqueza, poder, popularidade, etc.) serão superados, até mesmo o que não é mencionado na Lei de Moisés.
Se os cristãos entendem a idolatria de um ângulo diferente, objetos ou símbolos não terão nenhum poder sobre nós. Nós não temos que temer nenhum objeto, ou até mesmo o próprio diabo, como se ele tivesse poder sobre nós. Temeremos apenas a Deus (2 Reis 17:35-41).
O apóstolo Paulo deixa muito claro que um ídolo não é nada (1 Cor. 8:4), não tem nenhum poder exceto aquele que você concede por seus próprios temores e superstições. Se você temer um objeto, então tem poder sobre você, e o diabo usará isto, você pode estar seguro (Deut. 7:16). A Bíblia diz que pelo medo da morte, o Homem foi sujeito a escravidão por todos os dias de sua vida. Mas agora que Cristo morreu por nós, Ele tornou o diabo e seus objetos impotentes para os cristãos. (Heb. 2:14,15).
Isto realmente entrega o sopro da morte à Sociedade Torre de Vigia. Em lugar de ver Cristo como ganhando uma vitória sobre o medo e a morte, eles têm de fato medo de cruzes, tábuas de Ouija, espíritas, doutores, ex-TJs, e qualquer coisa que possa os fazer lembrar do diabo. Em lugar de ver como meros objetos físicos ou os indivíduos como pessoas "enganadas", eles se desviarão para evitar qualquer contato com eles. Isto nos faz lembrar de certos líderes religiosos que temiam a contaminação supostamente "mal" ou coisas idólatras (Marcos 7:1-23).
Similarmente, Jesus disse que o que você come não afetará sua espiritualidade. Paulo foi tão longe quanto dizer que ele poderia entrar no templo de um ídolo e poderia comer a carne oferecida ao ídolo, e não afetaria sua saúde ou espiritualidade nem um pouco. Mas ele menciona alguns, por causa de serem fracos na fé, comeriam tal carne e veriam isto como se realmente houvesse um deus para o qual foi oferecido, e a consciência deles ficariam maculadas (1 Cor. 8:7). Se Paulo tivesse encarado objetos e rituais idólatras como os Fariseus, e como fazem agora as TJs, ele nunca teria chegado perto de um templo idolatra, e sugerido comer a carne que foi oferecida em seu altar. Isto foi mais sério que "guloseimas ou travessuras" no Dia das Bruxas! Isto seria como comparecer em um banquete de adoradores de Satanás e ter uma participação em comer antes de você dar à uma Testemunha! Para Paulo, não havia simplesmente nada que temer, a não ser que tropeçasse o mais fraco na igreja (1 Cor. 8:9-13). Se a igreja inteira fosse forte na fé, eles poderiam ter saído para o local do restaurante no templo idolatra e poderiam ter tido um banquete juntos! Isto ilustra a vitória suprema do Cristianismo sobre o diabo e seu mundo. (Lucas 10:18-20; Atos 26:18).
Infelizmente as TJs são cegas para nossa liberdade em Cristo. Como os Fariseus, eles estão encadernados sobre regras e temores relativo à feriados, objetos e certas pessoas. Eles não entendem os princípios de raiz na carta de Paulo aos Colossenses, onde ele diz:
Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne. (Col. 2:20-23)
Se você escolhe ou não celebrar feriados tradicionais, não sinta como se isso importasse de uma forma ou outra para Deus. O que importa para Ele é se você o ama de todo coração, e ama seu próximo. Entrar em escravidão religiosa nestes assuntos resultarão em regressão espiritual e orgulho, como Paulo disse acima. Crescer em Cristo significa uma liberdade para viver neste mundo pecador, e ainda não ser afetado por sua idolatria.
Ser crente aponta para transformação da própria natureza e da vida inteira do indivíduo, é a doutrina do renascimento espiritual, o serviço prestado por um indivíduo qualquer não se reveste do menor valor enquanto a sua natureza não for transformada.
terça-feira, 29 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
O NOME JEOVÁ
Traduzido por Berlirner com permissão, de
Translated by Berlirner with permission, from
www.freeminds.org
O Tetragrama Hebraico
Em Êxodo 3:15 Deus se designa por um nome, indicado no hebraico original pelas quatro consoantes YHWH (não foram providas vogais no texto). Estas quatro letras como escrito no hebraico é conhecido como o "tetragrama". Hoje nós não estamos seguros de como este nome era pronunciado, entretanto, os estudiosos em Hebraico sugerem "Yahweh" ou "Yaywah." Mais importante que a pronúncia atual do nome, é claro, era seu significado para Moisés e o faraó, como revela o contexto de Êxodo - capítulo três. Adicionalmente, visto que Deus revela que Ele chamou este nome para Si por tempo indefinido (para sempre), precisamos entender seu significado para nós.
As Testemunhas de Jeová, desde 1931, gostam de creditar a si próprias, como tendo uma "bandeira" no mercado com o nome de Deus. Todavia, não foi senão em 1931 que elas incorporaram este nome. Eu estive falando com Joseph Pandolfo em Ohio outro dia, ele tem agora 86 anos. Joseph serviu na sede da Torre de Vigia nos anos 30 e conheceu J. F. Rutherford (o então Presidente), tendo falado com ele em muitas ocasiões. Joseph mencionou uma carta que ele escreveu para Rutherford em 1930 perguntando porquê os "Estudantes de Bíblia" (como eles eram então chamados) não tinham um nome para se distinguirem do resto das igrejas. A carta de Pandolfo nunca foi respondida, mas um ano depois, Rutherford anunciou um novo nome para o grupo, "Testemunhas de Jeová." A intenção de Rutherford era fixar a organização completamente à parte do resto do mundo chamado Cristão.
Porquê a Sociedade Torre de Vigia escolheu a pronúncia "Jeová" para representar o Divino Nome? Aparentemente porque esta forma era a vocalização mais comum do tetragrama (YHWH), sendo usado na versão bíblica King James e por algumas outras. Hoje a Sociedade Torre de Vigia não reivindica que "Jeová" é a forma mais precisa de pronunciar o nome; realmente, não poderia ter sido, pois o som do "J" e "V" é estrangeiro ao idioma hebraico. O argumento da Torre de Vigia consiste principalmente em atacar o desuso do nome. Eles dirigem a crítica nas igrejas por não enfatizar que Deus tem um nome pessoal, e que deveria ser usado regularmente. Isto soa ao iniciado como um argumento contra as igrejas, e as Testemunhas de Jeová raramente são contrárias neste assunto. Neste artigo eu espero refutar alguns dos argumentos da Torre de Vigia como apresentados no folheto lançado em 1984, O Nome Divino Que Durará Para Sempre, como também alguns dos argumentos usados no Apêndice 1A da edição da Nova Referência (1984) da Tradução do Novo Mundo, e a introdução para a Interlinear Grego-Inglês - produzida pela Torre de Vigia.
Alguns estudiosos modernos argumentam contra o uso da expressão "Jeová", enquanto escolhendo Yahweh ou talvez absolutamente nenhuma vocalização do tetragrama, como é hoje o costume dos judeus ortodoxos. Os argumentos dos antigos consistia principalmente em mostrar que "Jeová" não era certamente a pronúncia original, e que "Jeová" foi um termo inventado, ou pelo menos, usado pela primeira vez pelo monge espanhol Raymundus Martini em seu livro "Pugeo Fidei" - no ano 1270 D.C. #1
O argumento posterior é que a fé Judaica é baseada na tradição, sendo o nome considerado muito sagrado para ser pronunciado na conversação comum. De acordo com o Mishnah (ensinos dos Rabinos passados de mãos em mãos durante os séculos) nós lemos: ". . No Templo eles pronunciavam o Nome como foi escrito, mas nas províncias por uma palavra substituída." (Sotah 7, 6) Sanhedrin 7, 5, registros indicam que um blasfemador não era culpado a menos que ele pronunciasse o Nome. Sanhedrin 10, 1, lista que esses que pronunciam o Nome de acordo com suas letras não tem nenhuma parte no mundo vindouro.
O contra-argumento da Sociedade Torre de Vigia que retém um pouco de peso é que não importa como você pronuncie o nome, desde que em cada idioma diferirá a pronúncia deste mesmo nome, às vezes longe do original, mas que você use o nome. O nome "Jesus" é citado como exemplo, como o de "Josué" e "Jeremias" visto que em hebraico estes nomes eram pronunciados como "Yeshua", "Yehoshua" e "Yermiyahu." Eles argumentam que nós não nos recusamos a dizer "Jesus" só porque não foi o modo realmente pronunciado. Eles sustentam que esses que não usam "Jeová" por ser incompatível, estão sendo incoerentes, desde que estes mesmos usam o nome de Jesus. Neste sentido, a argumentação da Torre de Vigia é lógica.
Deste ponto em diante, porém, o departamento de redação da Torre de Vigia procura uma linha estreita de raciocínios, enquanto falhando em não contar a história inteira. Isto será discutido, como também a aproximação deles em relação a tradução da Bíblia. Eu dividirei isto em vários pontos principais, e as citações da Torre de Vigia estarão representadas em negrito itálico. Geralmente, eu começarei cada assunto com uma citação atual da Torre de Vigia, então, em seguida, uma refutação dela.
Significado do Nome
Então é evidente que a pronúncia original do nome de Deus não é conhecida. Nem é isto realmente importante. Se fosse, então o próprio Deus teria tido certeza que foi preservado para nós usarmos. A coisa importante é usar o nome de Deus de acordo com sua pronúncia convencional em nosso próprio idioma. O Nome Divino, pág. 7,
A declaração anterior soa lógica, e as primeiras três orações são os mesmos argumentos usados por estudiosos em idiomas Bíblicos. Mas a história, tanto da tradução da Bíblia como da Igreja no primeiro século, revelam que a última oração é um pensamento próprio da Torre de Vigia. Por ora, consideremos o significado do nome.
Na Tradução do Novo Mundo, Êxodos 3:14, é traduzido assim:
"Então disse Deus a Moisés: MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER. E acrescentou: "Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel, "MOSTRAREI SER" enviou-me a vós."
O Comitê Tradutor da Torre de Vigia estava bem atento que este verso é traduzido pela maioria dos estudiosos respeitáveis como "EU SOU O QUE SOU", e que este verso é usado para apoiar a visão de que Jesus estava reivindicando ser igual a Jeová em João 8:58, quando ele disse em resposta a sua identidade e origem, "EU SOU" (grego: ego eimi). Para evitar todas as possibilidades desta compreensão, a Torre de Vigia tem usado uma forma verbal aproximada.
No Novo Testamento, Jesus e os discípulos recorrem freqüentemente ao nome de Deus. A ênfase na compreensão hebraica não era na pronúncia atual do nome, mas no que o nome implica; sua autoridade e características. O mesmo é verdade em Êxodo 3:13, onde Moisés pergunta para Deus, "Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? - Sim, os Israelitas conheciam o nome de Deus (veja Gen. 26:25, 28:13), pelo menos quanto sua pronúncia. Eles estavam realmente ligados à natureza expressa naquele nome.
Como mostra o Dr. Robert Countess em seu livro, O Novo Testamento das Testemunhas de Jeová - página 26,
"Se as Testemunhas são o povo do nome de Deus, e se o nome dele tivesse sido preservado tanto nos escritos gregos como nos antigos escritos Hebraicos, então seria razoável de se esperar que a pronúncia do nome Dele também tivesse sido preservada."
Mas tal não foi o caso. Melhor, como veremos a seguir, ser "pessoas para Seu nome" (desde a vinda de Cristo) significa levar o nome de JESUS, não o nome "Jeová."
Jesus usou o Nome?
Este é um dos principais apelos da Torre de Vigia
Em certa ocasião, Jesus se levantou em uma sinagoga e leu uma parte do livro de Isaias. A seção que ele leu foi o que nós hoje chamamos de Isaias 61:1,2, onde o nome de Deus aparece mais de uma vez. (Lucas 4:16-21) ele teria recusado pronunciar o nome divino, enquanto substituindo por Senhor ou Deus? claro que não. Isso teria significado seguir a tradição partidária dos líderes religiosos judeus.
Sim, seria muito irracional pensar que Jesus deixou de usar o nome de Deus, especialmente quando ele citou partes das escrituras hebraicas que o continha.
O Nome Divino - págs. 15, 16,
Há pelo menos duas suposições dogmáticas e uma falsa suposição no argumento deles. Em primeiro lugar, eles assumem que o tetragrama estava de fato no texto que Jesus leu. O folheto Nome Divino, e a Kingdom Interlinear, a Bíblia de referência deles, apontam com confiança para mostrar que ALGUMAS das cópias mais antigas da Septuaginta (ou versão dos LXX - a tradução grega do Velho Testamento, usada freqüentemente por Jesus) continha o tetragrama YHWH escrito no manuscrito hebraico onde quer que o Nome acontecesse. Comparado com o grande número de manuscritos que não têm o tetragrama, porém, tais textos são uma minoria. Ademais, simplesmente não há nenhum modo de saber se os rolos que Jesus lia tinha o tetragrama neles ou não. Havia muitos tipos diferentes de traduções em uso no primeiro século. R. Longenecker, no livro dele, "Exegese Bíblica no Período Apostólico" (pág. 66) diz que Jesus:
"às vezes se ocupava na seleção textual entre o aramaico, hebraico e versões gregas daquela época."
Nas páginas 60-61 de seu livro, Longenecker diz relativo às citações atribuídas a Jesus nos evangelhos:
"A grande maioria é da Septuaginta em caráter. . . . Em poucos casos. . . é a leitura da versão dos LXX versus a leitura do texto Masoretico que proporcionava o teor para Jesus."
Visto que a maioria dos textos da Septuaginta disponível hoje não contem nenhum vestígio do tetragrama, a probabilidade é grande que ele freqüentemente tenha citado textos que não continham o tetragrama.
A segunda suposição dogmática é que Jesus citou literalmente dos textos. Mesmo se o tetragrama estivesse naquele manuscrito particular, isso não é nenhuma garantia que ele leu palavra por palavra ou tenha pronunciado o tetragrama.
Por exemplo, considere as palavras de Jesus em Lucas 4:18, onde ele cita Isaias 61:1. Embora geralmente semelhante com a leitura da versão dos LXX (Septuaginta), está em parte contrário da versão dos LXX e o TM (Texto Masorético), e em parte concorda com o TM contra a versão dos LXX. Adicionalmente, Jesus adiciona uma linha de Isaias 58:6 em sua citação. Outra perspectiva interessante está nos escritos de Mateus. A Sociedade tenta desenvolver o ponto que o evangelho de Mateus foi escrito originalmente em hebraico, e como tal, deve ter contido o tetragrama. Ainda, embora as citações de Mateus sejam do Masorético, ou texto hebraico existente, as citações dele das palavras de Jesus são predominantemente da Septuaginta, que provavelmente não continha o tetragrama. Isto indica que Jesus se apoiava na Septuaginta, e talvez até mesmo leu o texto em grego!
A terceira e falsa suposição feita pela Torre de Vigia é que os líderes religiosos teriam tolerado o ensino dele nas sinagogas ou teriam lhe creditado dizendo, "Instrutor, falaste bem", (Lucas 20:37-39) depois de proferir o nome divino. Registros históricos no Mishnah como também Josefo e outras fontes registram os judeus como detestando a percepção para usar o Nome, e certamente não seria tolerado por qualquer um, a um alto preço. Ainda, não permaneceu nenhum registro dos judeus atacando a Jesus por usar o Nome, o que teria sido absolutamente uma das maiores armas deles contra ele. Toda a probabilidade é que ele teria sido jogado para fora da sinagoga e os escribas e fariseus teriam absolutamente recusado a ouvir sua palavra.
Os apóstolos usaram o Nome?
A Sociedade Argumenta:
Os seguidores de Jesus no primeiro século usaram o nome de Deus? Foi-lhes ordenado por Jesus para fazerem discípulos de pessoas de todas as nações. (Mateus 28:19,20) Muitas das pessoas destinadas a ouvirem a pregação não tinham nenhuma concepção do Deus que tinha se revelado aos judeus pelo nome Jeová. Como os cristãos estariam aptos para identificar o verdadeiro Deus a eles? Seria suficiente chamá-lo de Deus ou Senhor? Não. As nações tinham seus próprios deuses e senhores. (1 Cor. 8:5) Como os cristãos poderiam fazer uma diferença clara entre o verdadeiro Deus e o falso? Apenas usando o nome do verdadeiro Deus.
Assim, o discípulo Tiago observou durante uma conferência dos anciãos em Jerusalém: "Simeão tem relatado cabalmente como Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome. E com isso concordam as palavras dos profetas, assim como está escrito" (Atos 15:14,15) O apóstolo Pedro, em seu bem conhecido discurso de Pentecostes, pondera sobre uma parte vital da mensagem Cristã quando ele citou as palavras do profeta Joel: " E todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo." Joel 2:32; Atos 2:21.
O apóstolo Paulo não deixa nenhuma dúvida sobre a importância para ele do nome de Deus. Na carta dele aos Romanos, ele cita as mesmas palavras do profeta Joel e encoraja que os cristãos da mesma categoria mostrem a fé deles nessa declaração por sair e pregar sobre o nome de Deus a outros, para que estes, também, pudessem ser salvos. (Romanos 10:13-15) Depois ele escreveu em sua carta à Timóteo: "Todo aquele que menciona o nome de Jeová renuncie à injustiça." (2 Tim. 2:19).
Porém, Jesus e seus seguidores tinham profetizado que a apostasia aconteceria na congregação Cristã. O apóstolo Pedro escreveu: Também haverá falsos profetas entre vós." Estas advertências foram cumpridas. Um dos resultados foi que o nome de Deus foi lançado para segundo plano. Foi removido até mesmo das cópias e traduções da Bíblia! -- O Nome Divino, pág. 16.
Para começar, A Sociedade Torre de Vigia assume que o Deus hebreu não tinha nenhuma reputação entre as nações circunvizinhas. Os judeus eram monoteístas famosos que adoraram um Deus, e o nome Yahweh suplicava sua própria reputação entre as nações que os cercavam. Mas a real pergunta é, que nome estavam usando os cristãos para se identificarem com o nome Yahweh ou Jesus? Não há nenhuma indicação de que os cristãos apostólicos foram chamados de "Povo de Yahweh" ou "Testemunhas de Jeová ", ou que eles até mesmo usaram o Nome. Adicionalmente, eles foram através da providência divina chamados de "Cristãos", o único nome Bíblico que eles podem ser chamados (a expressão "Testemunhas de Yahweh" aplica-se apenas aos judeus na convenção da Lei Mosaica. Ademais, os cristãos são mencionados como se casando com Cristo. (compare Isaias. 54:16 com Efésios. 5:25-27).
Consideremos algumas passagens onde o Velho Testamento está falando de Jeová, e os escritores do Novo Testamento citam e aplicam a Cristo:
[1] Hebreus 1:10 é uma citação da versão dos LXX do Salmo. 102:25. O Salmo está falando inquestionavelmente de Jeová, contudo o escritor de Hebreus aplica a Cristo! Sabendo disto, o comitê da Tradução do Novo Mundo quebrou suas próprias regras e se recusou a inserir o nome "Jeová" em Hebreus 1:10. *2
[2] 1 Pedro 3:14,15 é uma citação de Isaias. 8:12,13, que obviamente contém o tetragrama no texto hebraico e recorre a "santificar a Jeová em nossos corações." Ainda, Pedro parafraseia isto e aplica diretamente a Cristo, enquanto dizendo que nós devemos santificar CRISTO em nossos corações! Novamente, o Comitê Tradutor deles mostrou preconceito não seguindo suas próprias regras. Até mesmo a nota de rodapé na Kingdom Interlinear mostra que muitas das Bíblias hebraicas modernas contem "Jeová" em 1 Pedro 3:15. Mas desde que isso identificaria Cristo com Jeová, o Comitê Tradutor não pôde encarar.
[3] Atos 2:21 é a citação de uma profecia em Joel 2:28-32 que contem o tetragrama no texto hebraico, enquanto dizendo, "Quem invocar o nome de Jeová será salvo." Ainda Pedro cita isto e aplica a Jesus em Atos 2:21, como o verso 38 diz, "E Pedro disse a eles, "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo para o perdão de vossos pecados; e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo.' "
Adicionalmente, o nome de Jesus leva grande precedência sobre "Jeová" no Novo Testamento. Só no livro de Atos, note a importância do nome de Cristo, sem menção do nome convencional de Deus:
Homens curaram no Nome - Atos 3:6,16; 4:10,30
Salvação no Nome - Atos 4:12; 10:43; 22:16
Batismo no Nome - Atos 2:38; 8:16
Perdão pelo Nome - Atos 10:43
Ensinando e orando no Nome - Atos 8:12; 4:18; 5:28
Chamando o Nome - Atos 2:21; 9:14,21
Pregando no Nome - 4:17; 9:27,29
Sofrendo pelo nome - Atos9:16; 15:26; 5:41
Suportando o Nome perante as nações - Atos 9:15
Paulo uma vez opôs ao Nome - 26:9
Chamado ou designado pelo Nome - Atos 11:26
Os registros no Novo Testamento mostram que o Nome de Jesus retém importância primária, em lugar do Nome de convenção Jeová. Isto está de acordo com Hebreus 1:1,2 onde é dito que Deus, que nos tempos passados falou por intermédio de profetas, agora está falando pelo Filho; que é a representação exata do Pai (mas não o Pai). Note também outros textos do NT que falam do Nome de Jesus como sendo o nome mais importante que há: Efésios. 1:20,21; Fil. 2:9; 2 Tess. 1:12; 1 Cor. 1:2; Col. 3:17; 1 João 3:23; Revelação. 2:3, 13. Jesus também falou da importância do nome dele em passagens como: Mateus. 7:22; 10:22; 12:15-21; 18:5,20; 19:29; 24:9; 28:19,20 (Apenas citando Mateus).
A história do texto no Novo Testamento revela que foram os cristãos do (1º século) que derrubaram a importância de preservar o nome de Deus constante no Velho Testamento, pois Jesus era o Nome do qual eles estavam preocupados. Isto será discutido a seguir.
Descobertas textuais antigas
Os principais argumentos da Sociedade Torre de Vigia:
Alguns dos fragmentos mais velhos da Versão Septuaginta que de fato existiam nos dias de Jesus sobreviveram até nossos dias, e é notável que o nome pessoal de Deus aparecem neles. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento (Volume 2, página 512) diz: "Recentes descobertas textuais lançam duvidas na idéia que os compiladores da versão dos LXX [Septuaginta] traduziram o tetragrama YHWH por Kyrios (Senhor). Os fragmentos mais velhos da versão dos LXX MSS agora disponíveis para nós tem o tetragrama escrito em caracteres hebraicos no texto grego. Este costume foi retido por tradutores judeus posteriores do Velho Testamento nos primeiros séculos D.C." Então, se Jesus e seus discípulos leram a Bíblia em hebraico ou grego, eles se encontraram com o nome divino.
Então, o professor George Howard, da Universidade de Geórgia - E.U.A, fez este comentário: "Quando a Septuaginta que a igreja do Novo Testamento usou e citou continha a forma hebraica do nome divino, os escritores do Novo Testamento sem nenhuma dúvida incluíram o Tetragrama nas citações deles. (Arqueologia bíblica Revisada, Março de 1978 - página 14) Que autoridade eles teriam tido para fazer de outra forma? - O Nome Divino - pág. 24.
Em algum tempo durante o segundo ou terceiro século E.C os escribas removeram o Tetragrama tanto na Septuaginta quanto nas escrituras Gregas e substituíram com Kyrios, "Senhor" ou Theos, "Deus".
Relativo ao uso do Tetragrama na Bíblia Grego-Cristã, George Howard da Universidade de Geórgia escreveu no Jornal de Literatura Bíblica, Vol. 96 -1977, pág. 63,: Recentes descobertas no Egito e no deserto Judeu nos permitem ver o uso do nome de Deus em primeira mão em tempos pré-Cristãos. Estas descobertas são significantes para estudos do Novo Testamento desde que eles formam uma analogia literária com os documentos Cristãos primitivos e podem explicar como os autores do NT usaram o nome divino. Nas páginas seguintes nós estabeleceremos uma teoria que o nome divino. . . foi escrito originalmente nas citações do NT e alusões para o VT e que com o passar do tempo foi substituído principalmente com o substituto [abreviação para Kyrios, "Senhor"]. Esta remoção do Tetragrama, em nossa visão, criou uma confusão nas mentes dos primitivos cristãos gentios, sobre a relação entre o "Senhor Deus' e o "Senhor Jesus" que é refletido na tradição do MS do próprio texto do NT".
Nós concordamos com o acima, com esta exceção: Nós não consideramos esta visão uma "teoria", melhor, uma apresentação dos fatos da história sobre a transmissão dos manuscritos da Bíblia. - Apêndice - Edição de Referência da Tradução do Novo Mundo, 1984 - pág. 1564.
Em resposta a estas declarações, primeiro temos que considerar que as partes da Septuaginta encontradas que contêm o tetragrama são judaicas, e nenhuma pode ser de origem Cristã. Nós não estamos muito interessados com o que os judeus fizeram, mas o que os cristãos apostólicos fizeram nas traduções deles. C. H. Roberts, em seu livro, "Sociedade, Manuscrito e Convicção no Antigo Cristianismo Egípcio" (pág. 77) afirma:
"Versões existentes da Septuaginta que chegam a nós de fontes judaicas contêm o tetragrama, ao passo que apenas duas cópias da Septuaginta que contêm o tetragrama são possivelmente de uma fonte Cristã." Roberts descreve estas duas fontes Cristãs como "uma forma judaica de Cristianismo (o qual) persistiu em Oxyhynchus, e uma possível explicação destes dois textos excêntricos seria que eles foram o trabalho de escribas Judaico-Cristãos (pág. 34, 57)
Um destes manuscritos mais antigos que a Torre de Vigia e o Novo Dicionário Internacional está se referindo é a tradução feita por Aquila, um apóstata do Cristianismo. Aquila fez referências para se opor aos argumentos dos Cristãos, mas o estilo dele era da exceção em lugar da regra. (veja Nossa Bíblia e os Manuscritos Antigos escritos por Kenyon, pág. 56) Aquila foi incluído nos "tradutores judeus posteriores" referidos no Novo Dicionário Internacional.
Certamente, Jesus e seus discípulos se encontraram ocasionalmente com o tetragrama na leitura deles, mas quando e com que freqüência é apenas suposições. Um argumento efetivo não pode ser feito em especulação a isto, todavia a Torre de Vigia tem tentado.
Relativo ao Professor Howard, a tese dele é simplesmente uma teoria, e ele admite isto como tal. Ele nem mesmo sugere que o tetragrama seja restabelecido ao texto do Novo Testamento em quaisquer de seus escritos. Tais alterações não podem ser feitas por um tradutor honesto, desde que não existe nenhum manuscrito antigo com o tetragrama para tradução.
Quando a Torre de Vigia pergunta: "Que autoridade eles tem para fazer o contrário?", querendo dizer como pôde eles não copiarem o tetragrama, eles ignoram o fato que não havia nenhuma "regra" que a igreja primitiva teve que seguir. Eles simplesmente não pensaram nisto como importante para preservar o tetragrama. Evidências dos escritos Cristãos do primeiro século revelam que os Cristãos substituíram o tetragrama com a própria forma deles de abreviações, chamada de "linguagem sacra" pelos estudiosos de idioma. Estes símbolos podem ter sido produzidos pela igreja de Jerusalém antes de 70 D.C., ou mais recente antes do ano 100. (Lembre-se, a Bíblia como sabemos, não foi canonizada senão muito posteriormente!)
Os estudiosos também nos dizem que não há nenhuma conexão entre a " linguagem sacra" e a prática de traduzir o tetragrama como KYRIOS ou THEOS. Não foi devido a superstição ou tradição, mas melhor, uma conveniência usada pela igreja primitiva. A "linguagem sacra" não era usada não só no tetragrama, mas também nos nomes "Cristo" e "Jesus." Isto foi feito pela própria igreja apostólica, em lugar de no "2º ou 3º século", como afirma dogmaticamente a Torre de Vigia. *3
Em resumo: Os manuscritos Cristãos primitivos usavam formas abreviadas de nomes sagrados, enquanto alguns manuscritos judeus da versão dos LXX retiveram o tetragrama. E desde que o NT é escrito por cristãos para cristãos, o uso da Torre de Vigia dos manuscritos judeus é irrelevante.
Perdendo o ponto
A Sociedade argumenta:
Eventualmente, como vimos anteriormente, o nome foi restabelecido em muitas traduções da Bíblia hebraica. Mas, e sobre a Bíblia grega? Bem, os estudiosos e tradutores que não colocaram o nome de Deus, e algumas partes da Bíblia grego-Cristã são muito difíceis de entender corretamente. Restabelecer o nome é uma grande ajuda, aumentando a claridade e compreensão desta parte da Bíblia inspirada.
Por exemplo, considere as palavras de Paulo aos Romanos, conforme aparecem na Versão Autorizada: "Pois todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo." (Romanos 10:13) Que nome temos que clamar para sermos salvos? Desde que Jesus é mencionado freqüentemente como "Senhor", e as escrituras dizem: "Crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo", Deveríamos concluir que Paulo estava aqui falando sobre Jesus? - Atos 16:31
Não, nós não deveríamos. Uma referência marginal para Romanos 10:13 na Versão Autorizada nos aponta a Joel 2:32 na Bíblia hebraica. Se você checar a referência, verá que Paulo estava de fato citando as palavras de Joel em sua carta aos Romanos e que o que Joel disse no hebraico original foi: "Todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo." (TNM) Sim, Paulo quis dizer aqui que nós deveríamos invocar o nome de Jeová. Conseqüentemente, enquanto tivermos que acreditar em Jesus, nossa salvação está ligada intimamente com a própria apreciação do nome de Deus.
Este exemplo demonstra como a remoção do nome de Deus da Bíblia grega contribuiu para confundir Jesus e Jeová nas mentes de muitos. Indubitavelmente, contribuiu grandemente para o desenvolvimento da doutrina da Trindade! - O Nome Divino - pág. 26.
O Nome do Deus, estava no Velho Testamento como denominação da glória revelada de Deus. Nos dias do Novo Testamento, a glória apareceu na pessoa de Jesus Cristo; e assim a força da igreja estava agora no nome dele. . . . o nome de Jesus Cristo era um tipo de compêndio de confissão da igreja, a força de sua fé, e a âncora de sua esperança. Da mesma maneira que Israel se gloriou antigamente no nome de Jeová, assim a igreja do Novo Testamento encontra sua força no nome de Jesus Cristo.
Este é o ponto essencial que a Torre de Vigia não entendeu, obscurecendo e trazendo inconsistências nas igrejas. Como o fariseus dos dias de Jesus, eles perderam o real Messias!
A Sociedade Torre de Vigia é honesta?
Um tradutor teria o direito de restabelecer o nome, devido ao fato que manuscritos existentes não o contêm? Sim, ele teria esse direito. A maioria dos léxicos gregos reconhecem freqüentemente que a palavra "Deus" na Bíblia se refere a Jeová. Por exemplo, em sua seção debaixo da palavra grega Kyrios, o Léxico grego-inglês do Novo Testamento de Robinson, diz que significa "Deus como o Deus Supremo e soberano do universo, normalmente Jeová na Septuaginta". Conseqüentemente, em lugares onde os escritores da Bíblia gregos-Cristã citam os escritos hebraicos, o tradutor tem o direito para verter a palavra Kyrios como "Jeová" onde quer que o nome divino aparecesse no original hebraico. - O Nome Divino - pág. 26, 27.
Uma tradução que corajosamente restabelece o nome de Deus com boa autoridade é a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Grego-Cristã. Esta versão, atualmente disponível em 11 idiomas modernos, inclusive inglês, restabeleceu o nome de Deus toda vez que uma parte da Bíblia hebraica que o contêm é citada nas Escrituras Gregas. No total, o nome aparece em uma base saudável, 237 vezes na tradução das Escrituras Gregas.
O Nome Divino - pág. 27.
Sobre se um tradutor tem o direito de introduzir algo no Novo Testamento que não pode ser achado em qualquer documento antigo disponível, simplesmente em base de preconceito teológico, eu deixarei esta resposta para Stephen T. Byington, tradutor da "Bíblia no Inglês Vivo", que a Sociedade Torre de Vigia comprou os direitos para imprimir e distribuir esta versão da Bíblia devido a seu uso do nome "Jeová" no Velho Testamento (mas não no Novo). O próprio Byington disse isto na revisão das "Escrituras Grego-Cristãs" da Sociedade Torre de Vigia:
"Se existe necessidade de discutir o ponto de traduzir "o Senhor" onde o grego diz "o Senhor", meu argumento seria que quando Jesus, os apóstolos e os amigos deles pronunciaram um texto do Velho Testamento em voz alta, eles disseram "o Senhor" para Jeová, até mesmo cuidadosamente para uma citação como Marcos 12:29 (o manuscrito recentemente encontrado de Isaias pode ser citado como evidência que o costume de dizer "o Senhor" começou antes do tempo de Cristo, para isto há casos de oscilação entre as leituras de "Jeová" e "o Senhor", e a explicação de tal oscilação é que os dois eram pronunciados semelhantemente), e nós não podemos presumir que os apóstolos escreveram o contrário do que falaram. E reproduzir o original, é o negócio do tradutor." *4
A Torre de Vigia faria bem em atender as palavras de alguém que eles admiram por colocar o nome "Jeová" em sua própria tradução do Velho Testamento. Mas eles atravessam a abertura entre vaidade e desonestidade quando fizeram a declaração que eles restabeleceram o nome de Deus cada vez que uma parte da Bíblia em hebraico que o contêm é citada nos escritos gregos.
Conclusão
Não há simplesmente nenhuma justificativa escolástica para introduzir o tetragrama (muito menos a forma menos acurada "Jeová) no texto do Novo Testamento. A ausência do tetragrama em qualquer manuscrito do NT, nos mais de 13.000 disponíveis, explode os argumentos da Torre de Vigia. Se Deus estivesse tão preocupado sobre a preservação de seu nome convencional, poderia-se razoavelmente perguntar porque não há nenhuma evidência que os apóstolos perpetuaram isto em seus escritos. Ademais, insinuar que o nome "Jeová" é o nome primário que devemos estar interessados, contradiz a ênfase ininterrupta no nome de Jesus, como foi estabelecido. Enquanto o tetragrama não será achado em qualquer manuscrito do Novo Testamento, o nome de Jesus é encontrado mais de 900 vezes.
Os cristãos devem tornar o nome do Pai conhecido, como enfatizou Jesus (Mt. 6:9; João 17:26). Como eles fazem isso? Reconhecendo que Jesus Cristo foi o escolhido pelo Pai para ostentar toda a glória e reputação que cerca aquele Nome (Fil. 2:11), e que a falha em identificar-se com o nome de Jesus causará nossa perda de vida (Atos 4:12).
O motivo do Corpo Governante, como foi e sempre será, é salientar a si próprios como estando separado e distinto das igrejas. Se o assunto é a cruz, feriados, a palavra "igreja", ou o nome "Jeová", o assunto primário sempre se revolve ao redor do espírito sectário deles. Quando você os enfrenta em quaisquer destes assuntos e os refuta passo a passo, eles concedem que o assunto realmente não é tão importante, entretanto, conduzem para uma outra doutrina exclusiva como prova do ser eles as pessoas escolhidas de Deus. Felizmente, muitos, até mesmo na organização, percebem a desonestidade escolástica e descobrem que a manifestação suprema de Jeová está em seu Filho, Jesus Cristo. Até mesmo os Fariseus veneravam grandemente o nome Yahweh, mas não usaram a real chave da vida - o nome de JESUS (João 5:37-40).
Notas de Rodapé
#1 - Desde então, como difundido profusamente no folheto da Torre de Vigia, igrejas no mundo inteiro usaram variações de "Jeová" e ornamentaram suas igrejas e estátuas, e escritos com isto. Estranhamente, não parece os aborrecer que esta prática foi instituída primeiramente através da Cristandade (o objeto de ataque deles) e é usado no mundo inteiro em muitas igrejas Cristãs até hoje..
#2 - A própria Tradução Interlinear do Reino diz na página 18 do prefácio:
"Como um tradutor moderno poderia saber ou determinar quando verter da fórmula grega KYRIOS e THEOS para o nome divino em sua versão? Determinando onde os escritores Cristãos inspirados citaram da Bíblia hebraica. Então ele tem que recorrer ao original para localizar se o nome divino aparece lá."
#3 - [Veja o Manuscrito, Sociedade e Crenças no Primitivo Cristianismo egípcio, C. H. Roberts, p.26-29]
#4 - [O Século Cristão, 9 de Maio de 1951 - pag. 589]
Translated by Berlirner with permission, from
www.freeminds.org
O Tetragrama Hebraico
Em Êxodo 3:15 Deus se designa por um nome, indicado no hebraico original pelas quatro consoantes YHWH (não foram providas vogais no texto). Estas quatro letras como escrito no hebraico é conhecido como o "tetragrama". Hoje nós não estamos seguros de como este nome era pronunciado, entretanto, os estudiosos em Hebraico sugerem "Yahweh" ou "Yaywah." Mais importante que a pronúncia atual do nome, é claro, era seu significado para Moisés e o faraó, como revela o contexto de Êxodo - capítulo três. Adicionalmente, visto que Deus revela que Ele chamou este nome para Si por tempo indefinido (para sempre), precisamos entender seu significado para nós.
As Testemunhas de Jeová, desde 1931, gostam de creditar a si próprias, como tendo uma "bandeira" no mercado com o nome de Deus. Todavia, não foi senão em 1931 que elas incorporaram este nome. Eu estive falando com Joseph Pandolfo em Ohio outro dia, ele tem agora 86 anos. Joseph serviu na sede da Torre de Vigia nos anos 30 e conheceu J. F. Rutherford (o então Presidente), tendo falado com ele em muitas ocasiões. Joseph mencionou uma carta que ele escreveu para Rutherford em 1930 perguntando porquê os "Estudantes de Bíblia" (como eles eram então chamados) não tinham um nome para se distinguirem do resto das igrejas. A carta de Pandolfo nunca foi respondida, mas um ano depois, Rutherford anunciou um novo nome para o grupo, "Testemunhas de Jeová." A intenção de Rutherford era fixar a organização completamente à parte do resto do mundo chamado Cristão.
Porquê a Sociedade Torre de Vigia escolheu a pronúncia "Jeová" para representar o Divino Nome? Aparentemente porque esta forma era a vocalização mais comum do tetragrama (YHWH), sendo usado na versão bíblica King James e por algumas outras. Hoje a Sociedade Torre de Vigia não reivindica que "Jeová" é a forma mais precisa de pronunciar o nome; realmente, não poderia ter sido, pois o som do "J" e "V" é estrangeiro ao idioma hebraico. O argumento da Torre de Vigia consiste principalmente em atacar o desuso do nome. Eles dirigem a crítica nas igrejas por não enfatizar que Deus tem um nome pessoal, e que deveria ser usado regularmente. Isto soa ao iniciado como um argumento contra as igrejas, e as Testemunhas de Jeová raramente são contrárias neste assunto. Neste artigo eu espero refutar alguns dos argumentos da Torre de Vigia como apresentados no folheto lançado em 1984, O Nome Divino Que Durará Para Sempre, como também alguns dos argumentos usados no Apêndice 1A da edição da Nova Referência (1984) da Tradução do Novo Mundo, e a introdução para a Interlinear Grego-Inglês - produzida pela Torre de Vigia.
Alguns estudiosos modernos argumentam contra o uso da expressão "Jeová", enquanto escolhendo Yahweh ou talvez absolutamente nenhuma vocalização do tetragrama, como é hoje o costume dos judeus ortodoxos. Os argumentos dos antigos consistia principalmente em mostrar que "Jeová" não era certamente a pronúncia original, e que "Jeová" foi um termo inventado, ou pelo menos, usado pela primeira vez pelo monge espanhol Raymundus Martini em seu livro "Pugeo Fidei" - no ano 1270 D.C. #1
O argumento posterior é que a fé Judaica é baseada na tradição, sendo o nome considerado muito sagrado para ser pronunciado na conversação comum. De acordo com o Mishnah (ensinos dos Rabinos passados de mãos em mãos durante os séculos) nós lemos: ". . No Templo eles pronunciavam o Nome como foi escrito, mas nas províncias por uma palavra substituída." (Sotah 7, 6) Sanhedrin 7, 5, registros indicam que um blasfemador não era culpado a menos que ele pronunciasse o Nome. Sanhedrin 10, 1, lista que esses que pronunciam o Nome de acordo com suas letras não tem nenhuma parte no mundo vindouro.
O contra-argumento da Sociedade Torre de Vigia que retém um pouco de peso é que não importa como você pronuncie o nome, desde que em cada idioma diferirá a pronúncia deste mesmo nome, às vezes longe do original, mas que você use o nome. O nome "Jesus" é citado como exemplo, como o de "Josué" e "Jeremias" visto que em hebraico estes nomes eram pronunciados como "Yeshua", "Yehoshua" e "Yermiyahu." Eles argumentam que nós não nos recusamos a dizer "Jesus" só porque não foi o modo realmente pronunciado. Eles sustentam que esses que não usam "Jeová" por ser incompatível, estão sendo incoerentes, desde que estes mesmos usam o nome de Jesus. Neste sentido, a argumentação da Torre de Vigia é lógica.
Deste ponto em diante, porém, o departamento de redação da Torre de Vigia procura uma linha estreita de raciocínios, enquanto falhando em não contar a história inteira. Isto será discutido, como também a aproximação deles em relação a tradução da Bíblia. Eu dividirei isto em vários pontos principais, e as citações da Torre de Vigia estarão representadas em negrito itálico. Geralmente, eu começarei cada assunto com uma citação atual da Torre de Vigia, então, em seguida, uma refutação dela.
Significado do Nome
Então é evidente que a pronúncia original do nome de Deus não é conhecida. Nem é isto realmente importante. Se fosse, então o próprio Deus teria tido certeza que foi preservado para nós usarmos. A coisa importante é usar o nome de Deus de acordo com sua pronúncia convencional em nosso próprio idioma. O Nome Divino, pág. 7,
A declaração anterior soa lógica, e as primeiras três orações são os mesmos argumentos usados por estudiosos em idiomas Bíblicos. Mas a história, tanto da tradução da Bíblia como da Igreja no primeiro século, revelam que a última oração é um pensamento próprio da Torre de Vigia. Por ora, consideremos o significado do nome.
Na Tradução do Novo Mundo, Êxodos 3:14, é traduzido assim:
"Então disse Deus a Moisés: MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER. E acrescentou: "Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel, "MOSTRAREI SER" enviou-me a vós."
O Comitê Tradutor da Torre de Vigia estava bem atento que este verso é traduzido pela maioria dos estudiosos respeitáveis como "EU SOU O QUE SOU", e que este verso é usado para apoiar a visão de que Jesus estava reivindicando ser igual a Jeová em João 8:58, quando ele disse em resposta a sua identidade e origem, "EU SOU" (grego: ego eimi). Para evitar todas as possibilidades desta compreensão, a Torre de Vigia tem usado uma forma verbal aproximada.
No Novo Testamento, Jesus e os discípulos recorrem freqüentemente ao nome de Deus. A ênfase na compreensão hebraica não era na pronúncia atual do nome, mas no que o nome implica; sua autoridade e características. O mesmo é verdade em Êxodo 3:13, onde Moisés pergunta para Deus, "Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? - Sim, os Israelitas conheciam o nome de Deus (veja Gen. 26:25, 28:13), pelo menos quanto sua pronúncia. Eles estavam realmente ligados à natureza expressa naquele nome.
Como mostra o Dr. Robert Countess em seu livro, O Novo Testamento das Testemunhas de Jeová - página 26,
"Se as Testemunhas são o povo do nome de Deus, e se o nome dele tivesse sido preservado tanto nos escritos gregos como nos antigos escritos Hebraicos, então seria razoável de se esperar que a pronúncia do nome Dele também tivesse sido preservada."
Mas tal não foi o caso. Melhor, como veremos a seguir, ser "pessoas para Seu nome" (desde a vinda de Cristo) significa levar o nome de JESUS, não o nome "Jeová."
Jesus usou o Nome?
Este é um dos principais apelos da Torre de Vigia
Em certa ocasião, Jesus se levantou em uma sinagoga e leu uma parte do livro de Isaias. A seção que ele leu foi o que nós hoje chamamos de Isaias 61:1,2, onde o nome de Deus aparece mais de uma vez. (Lucas 4:16-21) ele teria recusado pronunciar o nome divino, enquanto substituindo por Senhor ou Deus? claro que não. Isso teria significado seguir a tradição partidária dos líderes religiosos judeus.
Sim, seria muito irracional pensar que Jesus deixou de usar o nome de Deus, especialmente quando ele citou partes das escrituras hebraicas que o continha.
O Nome Divino - págs. 15, 16,
Há pelo menos duas suposições dogmáticas e uma falsa suposição no argumento deles. Em primeiro lugar, eles assumem que o tetragrama estava de fato no texto que Jesus leu. O folheto Nome Divino, e a Kingdom Interlinear, a Bíblia de referência deles, apontam com confiança para mostrar que ALGUMAS das cópias mais antigas da Septuaginta (ou versão dos LXX - a tradução grega do Velho Testamento, usada freqüentemente por Jesus) continha o tetragrama YHWH escrito no manuscrito hebraico onde quer que o Nome acontecesse. Comparado com o grande número de manuscritos que não têm o tetragrama, porém, tais textos são uma minoria. Ademais, simplesmente não há nenhum modo de saber se os rolos que Jesus lia tinha o tetragrama neles ou não. Havia muitos tipos diferentes de traduções em uso no primeiro século. R. Longenecker, no livro dele, "Exegese Bíblica no Período Apostólico" (pág. 66) diz que Jesus:
"às vezes se ocupava na seleção textual entre o aramaico, hebraico e versões gregas daquela época."
Nas páginas 60-61 de seu livro, Longenecker diz relativo às citações atribuídas a Jesus nos evangelhos:
"A grande maioria é da Septuaginta em caráter. . . . Em poucos casos. . . é a leitura da versão dos LXX versus a leitura do texto Masoretico que proporcionava o teor para Jesus."
Visto que a maioria dos textos da Septuaginta disponível hoje não contem nenhum vestígio do tetragrama, a probabilidade é grande que ele freqüentemente tenha citado textos que não continham o tetragrama.
A segunda suposição dogmática é que Jesus citou literalmente dos textos. Mesmo se o tetragrama estivesse naquele manuscrito particular, isso não é nenhuma garantia que ele leu palavra por palavra ou tenha pronunciado o tetragrama.
Por exemplo, considere as palavras de Jesus em Lucas 4:18, onde ele cita Isaias 61:1. Embora geralmente semelhante com a leitura da versão dos LXX (Septuaginta), está em parte contrário da versão dos LXX e o TM (Texto Masorético), e em parte concorda com o TM contra a versão dos LXX. Adicionalmente, Jesus adiciona uma linha de Isaias 58:6 em sua citação. Outra perspectiva interessante está nos escritos de Mateus. A Sociedade tenta desenvolver o ponto que o evangelho de Mateus foi escrito originalmente em hebraico, e como tal, deve ter contido o tetragrama. Ainda, embora as citações de Mateus sejam do Masorético, ou texto hebraico existente, as citações dele das palavras de Jesus são predominantemente da Septuaginta, que provavelmente não continha o tetragrama. Isto indica que Jesus se apoiava na Septuaginta, e talvez até mesmo leu o texto em grego!
A terceira e falsa suposição feita pela Torre de Vigia é que os líderes religiosos teriam tolerado o ensino dele nas sinagogas ou teriam lhe creditado dizendo, "Instrutor, falaste bem", (Lucas 20:37-39) depois de proferir o nome divino. Registros históricos no Mishnah como também Josefo e outras fontes registram os judeus como detestando a percepção para usar o Nome, e certamente não seria tolerado por qualquer um, a um alto preço. Ainda, não permaneceu nenhum registro dos judeus atacando a Jesus por usar o Nome, o que teria sido absolutamente uma das maiores armas deles contra ele. Toda a probabilidade é que ele teria sido jogado para fora da sinagoga e os escribas e fariseus teriam absolutamente recusado a ouvir sua palavra.
Os apóstolos usaram o Nome?
A Sociedade Argumenta:
Os seguidores de Jesus no primeiro século usaram o nome de Deus? Foi-lhes ordenado por Jesus para fazerem discípulos de pessoas de todas as nações. (Mateus 28:19,20) Muitas das pessoas destinadas a ouvirem a pregação não tinham nenhuma concepção do Deus que tinha se revelado aos judeus pelo nome Jeová. Como os cristãos estariam aptos para identificar o verdadeiro Deus a eles? Seria suficiente chamá-lo de Deus ou Senhor? Não. As nações tinham seus próprios deuses e senhores. (1 Cor. 8:5) Como os cristãos poderiam fazer uma diferença clara entre o verdadeiro Deus e o falso? Apenas usando o nome do verdadeiro Deus.
Assim, o discípulo Tiago observou durante uma conferência dos anciãos em Jerusalém: "Simeão tem relatado cabalmente como Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome. E com isso concordam as palavras dos profetas, assim como está escrito" (Atos 15:14,15) O apóstolo Pedro, em seu bem conhecido discurso de Pentecostes, pondera sobre uma parte vital da mensagem Cristã quando ele citou as palavras do profeta Joel: " E todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo." Joel 2:32; Atos 2:21.
O apóstolo Paulo não deixa nenhuma dúvida sobre a importância para ele do nome de Deus. Na carta dele aos Romanos, ele cita as mesmas palavras do profeta Joel e encoraja que os cristãos da mesma categoria mostrem a fé deles nessa declaração por sair e pregar sobre o nome de Deus a outros, para que estes, também, pudessem ser salvos. (Romanos 10:13-15) Depois ele escreveu em sua carta à Timóteo: "Todo aquele que menciona o nome de Jeová renuncie à injustiça." (2 Tim. 2:19).
Porém, Jesus e seus seguidores tinham profetizado que a apostasia aconteceria na congregação Cristã. O apóstolo Pedro escreveu: Também haverá falsos profetas entre vós." Estas advertências foram cumpridas. Um dos resultados foi que o nome de Deus foi lançado para segundo plano. Foi removido até mesmo das cópias e traduções da Bíblia! -- O Nome Divino, pág. 16.
Para começar, A Sociedade Torre de Vigia assume que o Deus hebreu não tinha nenhuma reputação entre as nações circunvizinhas. Os judeus eram monoteístas famosos que adoraram um Deus, e o nome Yahweh suplicava sua própria reputação entre as nações que os cercavam. Mas a real pergunta é, que nome estavam usando os cristãos para se identificarem com o nome Yahweh ou Jesus? Não há nenhuma indicação de que os cristãos apostólicos foram chamados de "Povo de Yahweh" ou "Testemunhas de Jeová ", ou que eles até mesmo usaram o Nome. Adicionalmente, eles foram através da providência divina chamados de "Cristãos", o único nome Bíblico que eles podem ser chamados (a expressão "Testemunhas de Yahweh" aplica-se apenas aos judeus na convenção da Lei Mosaica. Ademais, os cristãos são mencionados como se casando com Cristo. (compare Isaias. 54:16 com Efésios. 5:25-27).
Consideremos algumas passagens onde o Velho Testamento está falando de Jeová, e os escritores do Novo Testamento citam e aplicam a Cristo:
[1] Hebreus 1:10 é uma citação da versão dos LXX do Salmo. 102:25. O Salmo está falando inquestionavelmente de Jeová, contudo o escritor de Hebreus aplica a Cristo! Sabendo disto, o comitê da Tradução do Novo Mundo quebrou suas próprias regras e se recusou a inserir o nome "Jeová" em Hebreus 1:10. *2
[2] 1 Pedro 3:14,15 é uma citação de Isaias. 8:12,13, que obviamente contém o tetragrama no texto hebraico e recorre a "santificar a Jeová em nossos corações." Ainda, Pedro parafraseia isto e aplica diretamente a Cristo, enquanto dizendo que nós devemos santificar CRISTO em nossos corações! Novamente, o Comitê Tradutor deles mostrou preconceito não seguindo suas próprias regras. Até mesmo a nota de rodapé na Kingdom Interlinear mostra que muitas das Bíblias hebraicas modernas contem "Jeová" em 1 Pedro 3:15. Mas desde que isso identificaria Cristo com Jeová, o Comitê Tradutor não pôde encarar.
[3] Atos 2:21 é a citação de uma profecia em Joel 2:28-32 que contem o tetragrama no texto hebraico, enquanto dizendo, "Quem invocar o nome de Jeová será salvo." Ainda Pedro cita isto e aplica a Jesus em Atos 2:21, como o verso 38 diz, "E Pedro disse a eles, "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo para o perdão de vossos pecados; e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo.' "
Adicionalmente, o nome de Jesus leva grande precedência sobre "Jeová" no Novo Testamento. Só no livro de Atos, note a importância do nome de Cristo, sem menção do nome convencional de Deus:
Homens curaram no Nome - Atos 3:6,16; 4:10,30
Salvação no Nome - Atos 4:12; 10:43; 22:16
Batismo no Nome - Atos 2:38; 8:16
Perdão pelo Nome - Atos 10:43
Ensinando e orando no Nome - Atos 8:12; 4:18; 5:28
Chamando o Nome - Atos 2:21; 9:14,21
Pregando no Nome - 4:17; 9:27,29
Sofrendo pelo nome - Atos9:16; 15:26; 5:41
Suportando o Nome perante as nações - Atos 9:15
Paulo uma vez opôs ao Nome - 26:9
Chamado ou designado pelo Nome - Atos 11:26
Os registros no Novo Testamento mostram que o Nome de Jesus retém importância primária, em lugar do Nome de convenção Jeová. Isto está de acordo com Hebreus 1:1,2 onde é dito que Deus, que nos tempos passados falou por intermédio de profetas, agora está falando pelo Filho; que é a representação exata do Pai (mas não o Pai). Note também outros textos do NT que falam do Nome de Jesus como sendo o nome mais importante que há: Efésios. 1:20,21; Fil. 2:9; 2 Tess. 1:12; 1 Cor. 1:2; Col. 3:17; 1 João 3:23; Revelação. 2:3, 13. Jesus também falou da importância do nome dele em passagens como: Mateus. 7:22; 10:22; 12:15-21; 18:5,20; 19:29; 24:9; 28:19,20 (Apenas citando Mateus).
A história do texto no Novo Testamento revela que foram os cristãos do (1º século) que derrubaram a importância de preservar o nome de Deus constante no Velho Testamento, pois Jesus era o Nome do qual eles estavam preocupados. Isto será discutido a seguir.
Descobertas textuais antigas
Os principais argumentos da Sociedade Torre de Vigia:
Alguns dos fragmentos mais velhos da Versão Septuaginta que de fato existiam nos dias de Jesus sobreviveram até nossos dias, e é notável que o nome pessoal de Deus aparecem neles. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento (Volume 2, página 512) diz: "Recentes descobertas textuais lançam duvidas na idéia que os compiladores da versão dos LXX [Septuaginta] traduziram o tetragrama YHWH por Kyrios (Senhor). Os fragmentos mais velhos da versão dos LXX MSS agora disponíveis para nós tem o tetragrama escrito em caracteres hebraicos no texto grego. Este costume foi retido por tradutores judeus posteriores do Velho Testamento nos primeiros séculos D.C." Então, se Jesus e seus discípulos leram a Bíblia em hebraico ou grego, eles se encontraram com o nome divino.
Então, o professor George Howard, da Universidade de Geórgia - E.U.A, fez este comentário: "Quando a Septuaginta que a igreja do Novo Testamento usou e citou continha a forma hebraica do nome divino, os escritores do Novo Testamento sem nenhuma dúvida incluíram o Tetragrama nas citações deles. (Arqueologia bíblica Revisada, Março de 1978 - página 14) Que autoridade eles teriam tido para fazer de outra forma? - O Nome Divino - pág. 24.
Em algum tempo durante o segundo ou terceiro século E.C os escribas removeram o Tetragrama tanto na Septuaginta quanto nas escrituras Gregas e substituíram com Kyrios, "Senhor" ou Theos, "Deus".
Relativo ao uso do Tetragrama na Bíblia Grego-Cristã, George Howard da Universidade de Geórgia escreveu no Jornal de Literatura Bíblica, Vol. 96 -1977, pág. 63,: Recentes descobertas no Egito e no deserto Judeu nos permitem ver o uso do nome de Deus em primeira mão em tempos pré-Cristãos. Estas descobertas são significantes para estudos do Novo Testamento desde que eles formam uma analogia literária com os documentos Cristãos primitivos e podem explicar como os autores do NT usaram o nome divino. Nas páginas seguintes nós estabeleceremos uma teoria que o nome divino. . . foi escrito originalmente nas citações do NT e alusões para o VT e que com o passar do tempo foi substituído principalmente com o substituto [abreviação para Kyrios, "Senhor"]. Esta remoção do Tetragrama, em nossa visão, criou uma confusão nas mentes dos primitivos cristãos gentios, sobre a relação entre o "Senhor Deus' e o "Senhor Jesus" que é refletido na tradição do MS do próprio texto do NT".
Nós concordamos com o acima, com esta exceção: Nós não consideramos esta visão uma "teoria", melhor, uma apresentação dos fatos da história sobre a transmissão dos manuscritos da Bíblia. - Apêndice - Edição de Referência da Tradução do Novo Mundo, 1984 - pág. 1564.
Em resposta a estas declarações, primeiro temos que considerar que as partes da Septuaginta encontradas que contêm o tetragrama são judaicas, e nenhuma pode ser de origem Cristã. Nós não estamos muito interessados com o que os judeus fizeram, mas o que os cristãos apostólicos fizeram nas traduções deles. C. H. Roberts, em seu livro, "Sociedade, Manuscrito e Convicção no Antigo Cristianismo Egípcio" (pág. 77) afirma:
"Versões existentes da Septuaginta que chegam a nós de fontes judaicas contêm o tetragrama, ao passo que apenas duas cópias da Septuaginta que contêm o tetragrama são possivelmente de uma fonte Cristã." Roberts descreve estas duas fontes Cristãs como "uma forma judaica de Cristianismo (o qual) persistiu em Oxyhynchus, e uma possível explicação destes dois textos excêntricos seria que eles foram o trabalho de escribas Judaico-Cristãos (pág. 34, 57)
Um destes manuscritos mais antigos que a Torre de Vigia e o Novo Dicionário Internacional está se referindo é a tradução feita por Aquila, um apóstata do Cristianismo. Aquila fez referências para se opor aos argumentos dos Cristãos, mas o estilo dele era da exceção em lugar da regra. (veja Nossa Bíblia e os Manuscritos Antigos escritos por Kenyon, pág. 56) Aquila foi incluído nos "tradutores judeus posteriores" referidos no Novo Dicionário Internacional.
Certamente, Jesus e seus discípulos se encontraram ocasionalmente com o tetragrama na leitura deles, mas quando e com que freqüência é apenas suposições. Um argumento efetivo não pode ser feito em especulação a isto, todavia a Torre de Vigia tem tentado.
Relativo ao Professor Howard, a tese dele é simplesmente uma teoria, e ele admite isto como tal. Ele nem mesmo sugere que o tetragrama seja restabelecido ao texto do Novo Testamento em quaisquer de seus escritos. Tais alterações não podem ser feitas por um tradutor honesto, desde que não existe nenhum manuscrito antigo com o tetragrama para tradução.
Quando a Torre de Vigia pergunta: "Que autoridade eles tem para fazer o contrário?", querendo dizer como pôde eles não copiarem o tetragrama, eles ignoram o fato que não havia nenhuma "regra" que a igreja primitiva teve que seguir. Eles simplesmente não pensaram nisto como importante para preservar o tetragrama. Evidências dos escritos Cristãos do primeiro século revelam que os Cristãos substituíram o tetragrama com a própria forma deles de abreviações, chamada de "linguagem sacra" pelos estudiosos de idioma. Estes símbolos podem ter sido produzidos pela igreja de Jerusalém antes de 70 D.C., ou mais recente antes do ano 100. (Lembre-se, a Bíblia como sabemos, não foi canonizada senão muito posteriormente!)
Os estudiosos também nos dizem que não há nenhuma conexão entre a " linguagem sacra" e a prática de traduzir o tetragrama como KYRIOS ou THEOS. Não foi devido a superstição ou tradição, mas melhor, uma conveniência usada pela igreja primitiva. A "linguagem sacra" não era usada não só no tetragrama, mas também nos nomes "Cristo" e "Jesus." Isto foi feito pela própria igreja apostólica, em lugar de no "2º ou 3º século", como afirma dogmaticamente a Torre de Vigia. *3
Em resumo: Os manuscritos Cristãos primitivos usavam formas abreviadas de nomes sagrados, enquanto alguns manuscritos judeus da versão dos LXX retiveram o tetragrama. E desde que o NT é escrito por cristãos para cristãos, o uso da Torre de Vigia dos manuscritos judeus é irrelevante.
Perdendo o ponto
A Sociedade argumenta:
Eventualmente, como vimos anteriormente, o nome foi restabelecido em muitas traduções da Bíblia hebraica. Mas, e sobre a Bíblia grega? Bem, os estudiosos e tradutores que não colocaram o nome de Deus, e algumas partes da Bíblia grego-Cristã são muito difíceis de entender corretamente. Restabelecer o nome é uma grande ajuda, aumentando a claridade e compreensão desta parte da Bíblia inspirada.
Por exemplo, considere as palavras de Paulo aos Romanos, conforme aparecem na Versão Autorizada: "Pois todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo." (Romanos 10:13) Que nome temos que clamar para sermos salvos? Desde que Jesus é mencionado freqüentemente como "Senhor", e as escrituras dizem: "Crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo", Deveríamos concluir que Paulo estava aqui falando sobre Jesus? - Atos 16:31
Não, nós não deveríamos. Uma referência marginal para Romanos 10:13 na Versão Autorizada nos aponta a Joel 2:32 na Bíblia hebraica. Se você checar a referência, verá que Paulo estava de fato citando as palavras de Joel em sua carta aos Romanos e que o que Joel disse no hebraico original foi: "Todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo." (TNM) Sim, Paulo quis dizer aqui que nós deveríamos invocar o nome de Jeová. Conseqüentemente, enquanto tivermos que acreditar em Jesus, nossa salvação está ligada intimamente com a própria apreciação do nome de Deus.
Este exemplo demonstra como a remoção do nome de Deus da Bíblia grega contribuiu para confundir Jesus e Jeová nas mentes de muitos. Indubitavelmente, contribuiu grandemente para o desenvolvimento da doutrina da Trindade! - O Nome Divino - pág. 26.
O Nome do Deus, estava no Velho Testamento como denominação da glória revelada de Deus. Nos dias do Novo Testamento, a glória apareceu na pessoa de Jesus Cristo; e assim a força da igreja estava agora no nome dele. . . . o nome de Jesus Cristo era um tipo de compêndio de confissão da igreja, a força de sua fé, e a âncora de sua esperança. Da mesma maneira que Israel se gloriou antigamente no nome de Jeová, assim a igreja do Novo Testamento encontra sua força no nome de Jesus Cristo.
Este é o ponto essencial que a Torre de Vigia não entendeu, obscurecendo e trazendo inconsistências nas igrejas. Como o fariseus dos dias de Jesus, eles perderam o real Messias!
A Sociedade Torre de Vigia é honesta?
Um tradutor teria o direito de restabelecer o nome, devido ao fato que manuscritos existentes não o contêm? Sim, ele teria esse direito. A maioria dos léxicos gregos reconhecem freqüentemente que a palavra "Deus" na Bíblia se refere a Jeová. Por exemplo, em sua seção debaixo da palavra grega Kyrios, o Léxico grego-inglês do Novo Testamento de Robinson, diz que significa "Deus como o Deus Supremo e soberano do universo, normalmente Jeová na Septuaginta". Conseqüentemente, em lugares onde os escritores da Bíblia gregos-Cristã citam os escritos hebraicos, o tradutor tem o direito para verter a palavra Kyrios como "Jeová" onde quer que o nome divino aparecesse no original hebraico. - O Nome Divino - pág. 26, 27.
Uma tradução que corajosamente restabelece o nome de Deus com boa autoridade é a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Grego-Cristã. Esta versão, atualmente disponível em 11 idiomas modernos, inclusive inglês, restabeleceu o nome de Deus toda vez que uma parte da Bíblia hebraica que o contêm é citada nas Escrituras Gregas. No total, o nome aparece em uma base saudável, 237 vezes na tradução das Escrituras Gregas.
O Nome Divino - pág. 27.
Sobre se um tradutor tem o direito de introduzir algo no Novo Testamento que não pode ser achado em qualquer documento antigo disponível, simplesmente em base de preconceito teológico, eu deixarei esta resposta para Stephen T. Byington, tradutor da "Bíblia no Inglês Vivo", que a Sociedade Torre de Vigia comprou os direitos para imprimir e distribuir esta versão da Bíblia devido a seu uso do nome "Jeová" no Velho Testamento (mas não no Novo). O próprio Byington disse isto na revisão das "Escrituras Grego-Cristãs" da Sociedade Torre de Vigia:
"Se existe necessidade de discutir o ponto de traduzir "o Senhor" onde o grego diz "o Senhor", meu argumento seria que quando Jesus, os apóstolos e os amigos deles pronunciaram um texto do Velho Testamento em voz alta, eles disseram "o Senhor" para Jeová, até mesmo cuidadosamente para uma citação como Marcos 12:29 (o manuscrito recentemente encontrado de Isaias pode ser citado como evidência que o costume de dizer "o Senhor" começou antes do tempo de Cristo, para isto há casos de oscilação entre as leituras de "Jeová" e "o Senhor", e a explicação de tal oscilação é que os dois eram pronunciados semelhantemente), e nós não podemos presumir que os apóstolos escreveram o contrário do que falaram. E reproduzir o original, é o negócio do tradutor." *4
A Torre de Vigia faria bem em atender as palavras de alguém que eles admiram por colocar o nome "Jeová" em sua própria tradução do Velho Testamento. Mas eles atravessam a abertura entre vaidade e desonestidade quando fizeram a declaração que eles restabeleceram o nome de Deus cada vez que uma parte da Bíblia em hebraico que o contêm é citada nos escritos gregos.
Conclusão
Não há simplesmente nenhuma justificativa escolástica para introduzir o tetragrama (muito menos a forma menos acurada "Jeová) no texto do Novo Testamento. A ausência do tetragrama em qualquer manuscrito do NT, nos mais de 13.000 disponíveis, explode os argumentos da Torre de Vigia. Se Deus estivesse tão preocupado sobre a preservação de seu nome convencional, poderia-se razoavelmente perguntar porque não há nenhuma evidência que os apóstolos perpetuaram isto em seus escritos. Ademais, insinuar que o nome "Jeová" é o nome primário que devemos estar interessados, contradiz a ênfase ininterrupta no nome de Jesus, como foi estabelecido. Enquanto o tetragrama não será achado em qualquer manuscrito do Novo Testamento, o nome de Jesus é encontrado mais de 900 vezes.
Os cristãos devem tornar o nome do Pai conhecido, como enfatizou Jesus (Mt. 6:9; João 17:26). Como eles fazem isso? Reconhecendo que Jesus Cristo foi o escolhido pelo Pai para ostentar toda a glória e reputação que cerca aquele Nome (Fil. 2:11), e que a falha em identificar-se com o nome de Jesus causará nossa perda de vida (Atos 4:12).
O motivo do Corpo Governante, como foi e sempre será, é salientar a si próprios como estando separado e distinto das igrejas. Se o assunto é a cruz, feriados, a palavra "igreja", ou o nome "Jeová", o assunto primário sempre se revolve ao redor do espírito sectário deles. Quando você os enfrenta em quaisquer destes assuntos e os refuta passo a passo, eles concedem que o assunto realmente não é tão importante, entretanto, conduzem para uma outra doutrina exclusiva como prova do ser eles as pessoas escolhidas de Deus. Felizmente, muitos, até mesmo na organização, percebem a desonestidade escolástica e descobrem que a manifestação suprema de Jeová está em seu Filho, Jesus Cristo. Até mesmo os Fariseus veneravam grandemente o nome Yahweh, mas não usaram a real chave da vida - o nome de JESUS (João 5:37-40).
Notas de Rodapé
#1 - Desde então, como difundido profusamente no folheto da Torre de Vigia, igrejas no mundo inteiro usaram variações de "Jeová" e ornamentaram suas igrejas e estátuas, e escritos com isto. Estranhamente, não parece os aborrecer que esta prática foi instituída primeiramente através da Cristandade (o objeto de ataque deles) e é usado no mundo inteiro em muitas igrejas Cristãs até hoje..
#2 - A própria Tradução Interlinear do Reino diz na página 18 do prefácio:
"Como um tradutor moderno poderia saber ou determinar quando verter da fórmula grega KYRIOS e THEOS para o nome divino em sua versão? Determinando onde os escritores Cristãos inspirados citaram da Bíblia hebraica. Então ele tem que recorrer ao original para localizar se o nome divino aparece lá."
#3 - [Veja o Manuscrito, Sociedade e Crenças no Primitivo Cristianismo egípcio, C. H. Roberts, p.26-29]
#4 - [O Século Cristão, 9 de Maio de 1951 - pag. 589]
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Deus e a Eficiência da Evangelização
por
R. B. Kuiper
A Comunicação do Evangelho
Ultimamente veio à luz uma nova ciência - ou, mais precisamente, uma velha ciência recebeu novo nome. O que de há muito era denominado retórica, mais tarde oratória, e mais recentemente arte de falar em público, hoje em dia é intitulado comunicação. É a ciência da transmissão de mensagens, seja pela linguagem falada, seja pela linguagem escrita, seja pela ação.
Até que ponto pregadores evangelistas do porte de Wesley, Whitefield, Edwards, Spurgeon, Moody, Sunday e Walter A. Meyer conheciam a comunicação como ciência, é difícil dizer. Mas o certo é que eles dominavam esta arte. A mesma coisa se pode dizer do evangelista Billy Graham e de Peter H. Eldersveld, da "Back-to-God-Hour" (Hora da Volta para Deus) - programa de rádio da Igreja Cristã Reformada, nos E.U.A. Talvez a comunicação seja primariamente um dom, secundariamente uma arte, e num sentido mais remoto, uma ciência.
Ocasionalmente se ouvem elogios feitos ao apóstolo Paulo como um grande orador, e mesmo como o maior orador que a igreja cristã já teve. Há bom motivo para duvidar que ele fosse considerado assim nos seus dias. De fato, é praticamente certo que, pelos padrões do mundo greco-romano, ele não era qualificado como orador. Na sofisticada cidade de Corinto, havia quem dissesse dele: "As cartas, com efeito, são graves e fortes; mas a presença corporal dele é fraca, e a palavra desprezível" (2 Coríntios 10:10). Ele mesmo disse aos coríntios que tinha ido até eles, não "com ostentação de linguagem", nem com "linguagem persuasiva de sabedoria", mas "em fraqueza, temor e grande tremor" (1 Coríntios 2:1-4). Ele mesmo admitiu que era "falto no falar" (2 Coríntios 11:6). Evidentemente Paulo não foi nem um Demóstenes, nem um Cícero. Apesar disso, o impacto que ele causava em seus ouvintes prova que ele sabia captar e reter um auditório.
A comunicação é mais uma questão de personalidade de que de técnica. Se um orador tem certo tipo de personalidade, sem dúvida prende a atenção dos ouvintes sem recorrer a astutos artifícios. Por outro lado, se lhe falta certo tipo de personalidade, os mais engenhosos estratagemas serão insuficientes para a conquista de ouvintes. Sendo assim, a personalidade do evangelista é de substancial importância.
A Escritura reconhece esse fato quando ensina que, normalmente, a salvação é efetuada mediante a pregação da Palavra de Deus. Sem dúvida, os pecadores podem ser salvos, e muitas vezes isto se dá, pela simples leitura da Palavra de Deus. Mas, como regra geral, Deus se apraz em empregar a pregação para esse fim. O chefe do tesouro público da Etiópia não chegou à posse da fé pela leitura que fizera de Isaías 53, mas sim, pela pregação de Filipe sobre aquele texto (Atos 8:26-39). Referindo-se a judeus e a gregos, Paulo levantou a seguinte questão retórica: "Como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10:14). O mesmo pregador declarou: "Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus", e, "visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o reconheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação" (1 Coríntios 1:18,21). Ora, na pregação, a personalidade do pregador só pode desempenhar papel proeminente. A esse fato Phillips Brooks deu expressão em sua definição de pregação - aliás, defeituosa em muitos outros aspectos - como "a comunicação da verdade aos homens pelo homem".
Que espécie de pessoa o evangelista deve ser a fim de dirigir a atenção dos ouvintes para o Evangelho? Alguns requisitos são evidentes. Ele deve ter clara compreensão do Evangelho pela simples razão de que a imprecisão e a confusão não podem nem transmitir a verdade, nem exigir respeito. Deve ter firme convicção da veracidade do Evangelho, de modo que possa dizer: "Eu cri, por isso é que falei" (2 Coríntios 4:13) e "Antes de tudo vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:3,4). Deve ter vívido senso da suprema importância do Evangelho, de que a atitude da pessoa para com ele é questão de vida ou morte, e ainda, de vida eterna ou morte eterna. Ele mesmo deve ter experimentado o poder salvador do Evangelho, de maneira que possa testificar: "Sei em quem tenho crido, e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (2 Timóteo 1:12). Deve ter paixão pelas almas perdidas que o impele a exortá-las como se Deus as estivesse exortando, e a rogar-lhes em lugar de Cristo: "Reconciliai-vos com Deus" (2 Coríntios 5:20). Deve ter dominante amor ao Salvador, que o amou primeiro, podendo exclamar:
Se a natureza inteira fosse minha,
seria ainda um presente pequenino.
Amor tão estupendo e tão divino
requer todo o meu ser, minha alma e vida.
Desde que ele próprio é um pecador salvo pela graça, deve proclamar o amor de Deus mais eloqüentemente do que o poderiam fazer os anjos. Deus abençoa e usa essa comunicação do Evangelho.
A Dádiva da Conversão
O vocábulo comunicação é muitas vezes empregado com sentido mais amplo com o qual foi empregado na discussão precedente. Em geral se diz que os oradores, os escritores e os atores comunicam suas convicções àqueles a quem se dirigem. É bom dizer enfaticamente que, nesse sentido, a comunicação excede a capacidade do mais eloqüente e piedoso evangelista. A tarefa do evangelista é comunicar aos homens o Evangelho; infundir no homem a fé no Evangelho é prerrogativa de Deus.
A fé salvadora não é dom do evangelista ao seu ouvinte não salvo; "é dom de Deus" (Efésios 2:8). Nenhum evangelista jamais deu fé em Cristo a uma única alma. Ela é produzida nos corações humanos pelo Espírito Santo, pois "ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor" senão pelo Espírito Santo" (1 Coríntios 12:3). Nenhum pecador jamais foi convertido por um evangelista; o autor da conversão é Deus. A Escritura explica a conversão de Lídia, não dizendo que ela abriu por dentro o ferrolho do seu coração, nem relatando que o grande apóstolo - por sua argumentação convincente e com seus apelos eloqüentes - abrandou-lhe o coração, mas, sim, insistindo em que o Senhor lhe abriu o coração para que ela estivesse atenta ao que Paulo dizia (Atos 16:14).
Foi com pela ciência de como o evangelista depende completamente de Deus para a eficiência de seu trabalho, que o mais célebre missionário da igreja escreveu: "Quem é Apolo? e quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento" (1 Coríntios 3:5-7).
O profundo ensino da Escritura Sagrada é que a explicação última do fato de uma pessoa chegar à fé, é que Deus a escolheu soberanamente desde a fundação do mundo para a salvação. Na expressão de Jesus: "muitos são chamados, mas poucos escolhidos" (Mateus 22:14), está implícito que, dos muitos chamados pelo Evangelho, os poucos que crêem, crêem porque desde a eternidade foram escolhidos por Deus para esse fim. Também com poucas palavras Lucas disse que em resposta à pregação de Paulo e Barnabé aos gentios de Antioquia da Pissídia, "creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna" (Atos 13:48). A destinação foi feita por Deus. Deus também fez com que a destinação fosse eficiente por meio da comunicação da fé salvadora.
Numa rua de Londres, um bêbado cambaleante deu um encontrão em Spurgeon. Reconheceu o pregador e lhe perguntou se este não o reconhecia. Quando Spurgeon respondeu que não, o ébrio argumentou: "Mas o senhor devia conhecer-me; sou um dos seus convertidos". Ao que veio a competente resposta: "Isso pode ser. Se o senhor fosse um converso de Deus, não estaria nessas condições".
É condenável o conselho muitas vezes dado aos que proclamam o Evangelho: "Preguem como se tudo dependesse de vocês; orem como se tudo dependesse de Deus". Aquele que prega como se tudo dependesse dele, parte de falsa suposição. Isto não pode ser bom. Aquele que ora como se tudo dependesse de Deus declara falsa uma suposição verdadeira. Isto não é melhor. Por outro lado, é recomendável o conselho dado por William Carrey, missionário batista na Índia: "Só espere grandes coisas de Deus. Tente realizar grandes coisas para Deus". O evangelista deve, de fato, trabalhar com todas as suas forças, mas em completa dependência de resultados da ação do Espírito Santo. Se agir assim, sua dependência só pode expressar-se em fervente oração. E também neste ponto, "muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tiago 5:16)
Em muitos casos o evangelista apresenta o Evangelho a pecadores espiritualmente mortos. Nem seria preciso dizer que os mortos não podem voltar à vida por si mesmos. Que nenhum homem pode ressuscitar mortos, também não seria preciso dizer. Somente pode fazê-lo Aquele que, numa das visões de Ezequiel, disse aos ossos secos do vale: "Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que Eu sou o Senhor" (Ezequiel 37:5,6). Noutra colocação, incredulidade é coisa do coração, disposição íntima do ser humano. A pessoa não salva tem coração de pedra. Ela mesma não pode substituí-lo por um coração de carne. Nem o evangelista pode. Dar-lhe novo coração é prerrogativa de Deus o Espírito Santo, daquele que prometeu ao Seu povo idólatra: "Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei coração de carne" (Ezequiel 11:19). Somente quem foi submetido àquela radical mudança de coração que a Escritura chama de novo nascimento, abraçará o Evangelho pela fé. Pois "o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente" (1 Coríntios 2:14).
Da verdade de que a eficiência da evangelização depende totalmente de Deus, segue-se uma conclusão inevitável. É que a Deus pertence toda a glória por toda conversão genuína. Que nenhum converso se julgue merecedor de crédito por sua conversão. Que nenhum evangelista se julgue merecedor de algum crédito pela conversão daquele a quem apresentou o Evangelho. Exclui-se toda jactância. "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Coríntios 1:31). Toda verdadeira conversão é de Deus, mediante Deus e para Deus. A Ele seja a glória para sempre (Romanos 11:36).
Às vezes os frutos da evangelização não são tão evidentes como o evangelista gostaria e esperaria que fossem, em suas orações a Deus. Pode parecer-lhe que está lavrando sobre rocha, e que nenhuma das sementes que semeia cai em boa terra. Então pode sobrevir o desânimo. Todavia, aquele que se empenha zelosamente em harmonizar sua mensagem e seu método com a Palavra de Deus, jamais terá motivo para desespero. Ao contrário, pode esperar resultados, confiante em Deus.
Somente o onisciente Deus pode avaliar com precisão os resultados da evangelização. Somente Ele pode calcular o número dos convertidos. Quando, por intermédio da evangelização de massa, milhares vêm a professar a fé em Cristo, somente "aquele que sonda mente e corações" (Apocalipse 2:23) pode julgar quantos deles possuem a fé verdadeira e duradoura. E quando Robert Morrison, o pai das missões protestantes na China, viu-se remunerado com apenas dez almas - depois de vinte oito anos de zeloso esforço missionário - somente Deus sabia em quantos corações mais o Seu Espírito estava por começar, ou já tinha começado, a boa obra.
Deus vê as coisas de amanhã como se tivessem ocorrido ontem. Daí o Filho de Deus podia dizer: "Um é o semeador, e outro é o ceifeiro" (João 4:37). Quando, pela direção da divina providência, alguém deixou um folheto numa certa casa da Inglaterra, Deus tinha planejado que Richard Baxter (1615-1691), convertido por meio da leitura daquele folheto, escrevesse The Saints' Everlasting Rest (O Repouso Eterno dos Santos); que Phillip Doddridge (1702-1751), movido pela leitura daquele tratado, escrevesse The Rise and Progress of Religion in the Soul (Nascimento e Progresso da Religião na Alma); que William Wilberforce (1759-1833), fascinado por aquela obra, escrevesse Practical Christianity (Cristianismo Prático); e que Thomas Chalmers (1780-1847), fundador da Igreja Livre da Escócia, profundamente influenciado por aquele livro, viesse a tornar-se um dos maiores pregadores de todos os tempos, cujos sermões seriam publicados em vinte cinco volumes, dois anos depois da sua morte. Quando, às portas de Damasco, Deus transformou Saulo de Tarso, Ele sabia que, pelos trabalhos daquele converso, milhões seriam introduzidos no Reino até o fim dos tempos. E quando Seu próprio Filho, ao sofrer a morte de um criminoso, concluiu Sua missão na terra de um jeito que parecia ser um completo fracasso e uma vergonhosa derrota, Deus sabia que, levantado na cruz, Ele iria atrair a Si uma multidão incontável de gente de todas as raças, tribos, povos e nações (João 12:32).
A Palavra de Deus está repleta de grandes e preciosíssimas promessas dirigidas àquele que trabalha no Evangelho. É-lhe dito: "Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes" (Salmos 126:6). Deus lhe assegura: "Assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam sem que primeiro reguem a terra e fecundem e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei" (Isaías 55:10,11). Ele é admoestado a ser firme, inabalável e sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o seu trabalho não é vão (1 Coríntios 15:58). Porque Deus é fiel e o Seu conselho permanecerá de pé (Isaías 46:10), Seu servo pode ficar plenamente certo de que todos os que foram destinados para a vida eterna crerão e serão salvos (Atos 13:48).
Com Deus como líder, não há lugar para desespero. Só há lugar para vigorosa fé, firme esperança e ardente amor.
R. B. Kuiper
A Comunicação do Evangelho
Ultimamente veio à luz uma nova ciência - ou, mais precisamente, uma velha ciência recebeu novo nome. O que de há muito era denominado retórica, mais tarde oratória, e mais recentemente arte de falar em público, hoje em dia é intitulado comunicação. É a ciência da transmissão de mensagens, seja pela linguagem falada, seja pela linguagem escrita, seja pela ação.
Até que ponto pregadores evangelistas do porte de Wesley, Whitefield, Edwards, Spurgeon, Moody, Sunday e Walter A. Meyer conheciam a comunicação como ciência, é difícil dizer. Mas o certo é que eles dominavam esta arte. A mesma coisa se pode dizer do evangelista Billy Graham e de Peter H. Eldersveld, da "Back-to-God-Hour" (Hora da Volta para Deus) - programa de rádio da Igreja Cristã Reformada, nos E.U.A. Talvez a comunicação seja primariamente um dom, secundariamente uma arte, e num sentido mais remoto, uma ciência.
Ocasionalmente se ouvem elogios feitos ao apóstolo Paulo como um grande orador, e mesmo como o maior orador que a igreja cristã já teve. Há bom motivo para duvidar que ele fosse considerado assim nos seus dias. De fato, é praticamente certo que, pelos padrões do mundo greco-romano, ele não era qualificado como orador. Na sofisticada cidade de Corinto, havia quem dissesse dele: "As cartas, com efeito, são graves e fortes; mas a presença corporal dele é fraca, e a palavra desprezível" (2 Coríntios 10:10). Ele mesmo disse aos coríntios que tinha ido até eles, não "com ostentação de linguagem", nem com "linguagem persuasiva de sabedoria", mas "em fraqueza, temor e grande tremor" (1 Coríntios 2:1-4). Ele mesmo admitiu que era "falto no falar" (2 Coríntios 11:6). Evidentemente Paulo não foi nem um Demóstenes, nem um Cícero. Apesar disso, o impacto que ele causava em seus ouvintes prova que ele sabia captar e reter um auditório.
A comunicação é mais uma questão de personalidade de que de técnica. Se um orador tem certo tipo de personalidade, sem dúvida prende a atenção dos ouvintes sem recorrer a astutos artifícios. Por outro lado, se lhe falta certo tipo de personalidade, os mais engenhosos estratagemas serão insuficientes para a conquista de ouvintes. Sendo assim, a personalidade do evangelista é de substancial importância.
A Escritura reconhece esse fato quando ensina que, normalmente, a salvação é efetuada mediante a pregação da Palavra de Deus. Sem dúvida, os pecadores podem ser salvos, e muitas vezes isto se dá, pela simples leitura da Palavra de Deus. Mas, como regra geral, Deus se apraz em empregar a pregação para esse fim. O chefe do tesouro público da Etiópia não chegou à posse da fé pela leitura que fizera de Isaías 53, mas sim, pela pregação de Filipe sobre aquele texto (Atos 8:26-39). Referindo-se a judeus e a gregos, Paulo levantou a seguinte questão retórica: "Como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10:14). O mesmo pregador declarou: "Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus", e, "visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o reconheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação" (1 Coríntios 1:18,21). Ora, na pregação, a personalidade do pregador só pode desempenhar papel proeminente. A esse fato Phillips Brooks deu expressão em sua definição de pregação - aliás, defeituosa em muitos outros aspectos - como "a comunicação da verdade aos homens pelo homem".
Que espécie de pessoa o evangelista deve ser a fim de dirigir a atenção dos ouvintes para o Evangelho? Alguns requisitos são evidentes. Ele deve ter clara compreensão do Evangelho pela simples razão de que a imprecisão e a confusão não podem nem transmitir a verdade, nem exigir respeito. Deve ter firme convicção da veracidade do Evangelho, de modo que possa dizer: "Eu cri, por isso é que falei" (2 Coríntios 4:13) e "Antes de tudo vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:3,4). Deve ter vívido senso da suprema importância do Evangelho, de que a atitude da pessoa para com ele é questão de vida ou morte, e ainda, de vida eterna ou morte eterna. Ele mesmo deve ter experimentado o poder salvador do Evangelho, de maneira que possa testificar: "Sei em quem tenho crido, e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (2 Timóteo 1:12). Deve ter paixão pelas almas perdidas que o impele a exortá-las como se Deus as estivesse exortando, e a rogar-lhes em lugar de Cristo: "Reconciliai-vos com Deus" (2 Coríntios 5:20). Deve ter dominante amor ao Salvador, que o amou primeiro, podendo exclamar:
Se a natureza inteira fosse minha,
seria ainda um presente pequenino.
Amor tão estupendo e tão divino
requer todo o meu ser, minha alma e vida.
Desde que ele próprio é um pecador salvo pela graça, deve proclamar o amor de Deus mais eloqüentemente do que o poderiam fazer os anjos. Deus abençoa e usa essa comunicação do Evangelho.
A Dádiva da Conversão
O vocábulo comunicação é muitas vezes empregado com sentido mais amplo com o qual foi empregado na discussão precedente. Em geral se diz que os oradores, os escritores e os atores comunicam suas convicções àqueles a quem se dirigem. É bom dizer enfaticamente que, nesse sentido, a comunicação excede a capacidade do mais eloqüente e piedoso evangelista. A tarefa do evangelista é comunicar aos homens o Evangelho; infundir no homem a fé no Evangelho é prerrogativa de Deus.
A fé salvadora não é dom do evangelista ao seu ouvinte não salvo; "é dom de Deus" (Efésios 2:8). Nenhum evangelista jamais deu fé em Cristo a uma única alma. Ela é produzida nos corações humanos pelo Espírito Santo, pois "ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor" senão pelo Espírito Santo" (1 Coríntios 12:3). Nenhum pecador jamais foi convertido por um evangelista; o autor da conversão é Deus. A Escritura explica a conversão de Lídia, não dizendo que ela abriu por dentro o ferrolho do seu coração, nem relatando que o grande apóstolo - por sua argumentação convincente e com seus apelos eloqüentes - abrandou-lhe o coração, mas, sim, insistindo em que o Senhor lhe abriu o coração para que ela estivesse atenta ao que Paulo dizia (Atos 16:14).
Foi com pela ciência de como o evangelista depende completamente de Deus para a eficiência de seu trabalho, que o mais célebre missionário da igreja escreveu: "Quem é Apolo? e quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento" (1 Coríntios 3:5-7).
O profundo ensino da Escritura Sagrada é que a explicação última do fato de uma pessoa chegar à fé, é que Deus a escolheu soberanamente desde a fundação do mundo para a salvação. Na expressão de Jesus: "muitos são chamados, mas poucos escolhidos" (Mateus 22:14), está implícito que, dos muitos chamados pelo Evangelho, os poucos que crêem, crêem porque desde a eternidade foram escolhidos por Deus para esse fim. Também com poucas palavras Lucas disse que em resposta à pregação de Paulo e Barnabé aos gentios de Antioquia da Pissídia, "creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna" (Atos 13:48). A destinação foi feita por Deus. Deus também fez com que a destinação fosse eficiente por meio da comunicação da fé salvadora.
Numa rua de Londres, um bêbado cambaleante deu um encontrão em Spurgeon. Reconheceu o pregador e lhe perguntou se este não o reconhecia. Quando Spurgeon respondeu que não, o ébrio argumentou: "Mas o senhor devia conhecer-me; sou um dos seus convertidos". Ao que veio a competente resposta: "Isso pode ser. Se o senhor fosse um converso de Deus, não estaria nessas condições".
É condenável o conselho muitas vezes dado aos que proclamam o Evangelho: "Preguem como se tudo dependesse de vocês; orem como se tudo dependesse de Deus". Aquele que prega como se tudo dependesse dele, parte de falsa suposição. Isto não pode ser bom. Aquele que ora como se tudo dependesse de Deus declara falsa uma suposição verdadeira. Isto não é melhor. Por outro lado, é recomendável o conselho dado por William Carrey, missionário batista na Índia: "Só espere grandes coisas de Deus. Tente realizar grandes coisas para Deus". O evangelista deve, de fato, trabalhar com todas as suas forças, mas em completa dependência de resultados da ação do Espírito Santo. Se agir assim, sua dependência só pode expressar-se em fervente oração. E também neste ponto, "muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tiago 5:16)
Em muitos casos o evangelista apresenta o Evangelho a pecadores espiritualmente mortos. Nem seria preciso dizer que os mortos não podem voltar à vida por si mesmos. Que nenhum homem pode ressuscitar mortos, também não seria preciso dizer. Somente pode fazê-lo Aquele que, numa das visões de Ezequiel, disse aos ossos secos do vale: "Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que Eu sou o Senhor" (Ezequiel 37:5,6). Noutra colocação, incredulidade é coisa do coração, disposição íntima do ser humano. A pessoa não salva tem coração de pedra. Ela mesma não pode substituí-lo por um coração de carne. Nem o evangelista pode. Dar-lhe novo coração é prerrogativa de Deus o Espírito Santo, daquele que prometeu ao Seu povo idólatra: "Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei coração de carne" (Ezequiel 11:19). Somente quem foi submetido àquela radical mudança de coração que a Escritura chama de novo nascimento, abraçará o Evangelho pela fé. Pois "o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente" (1 Coríntios 2:14).
Da verdade de que a eficiência da evangelização depende totalmente de Deus, segue-se uma conclusão inevitável. É que a Deus pertence toda a glória por toda conversão genuína. Que nenhum converso se julgue merecedor de crédito por sua conversão. Que nenhum evangelista se julgue merecedor de algum crédito pela conversão daquele a quem apresentou o Evangelho. Exclui-se toda jactância. "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Coríntios 1:31). Toda verdadeira conversão é de Deus, mediante Deus e para Deus. A Ele seja a glória para sempre (Romanos 11:36).
Às vezes os frutos da evangelização não são tão evidentes como o evangelista gostaria e esperaria que fossem, em suas orações a Deus. Pode parecer-lhe que está lavrando sobre rocha, e que nenhuma das sementes que semeia cai em boa terra. Então pode sobrevir o desânimo. Todavia, aquele que se empenha zelosamente em harmonizar sua mensagem e seu método com a Palavra de Deus, jamais terá motivo para desespero. Ao contrário, pode esperar resultados, confiante em Deus.
Somente o onisciente Deus pode avaliar com precisão os resultados da evangelização. Somente Ele pode calcular o número dos convertidos. Quando, por intermédio da evangelização de massa, milhares vêm a professar a fé em Cristo, somente "aquele que sonda mente e corações" (Apocalipse 2:23) pode julgar quantos deles possuem a fé verdadeira e duradoura. E quando Robert Morrison, o pai das missões protestantes na China, viu-se remunerado com apenas dez almas - depois de vinte oito anos de zeloso esforço missionário - somente Deus sabia em quantos corações mais o Seu Espírito estava por começar, ou já tinha começado, a boa obra.
Deus vê as coisas de amanhã como se tivessem ocorrido ontem. Daí o Filho de Deus podia dizer: "Um é o semeador, e outro é o ceifeiro" (João 4:37). Quando, pela direção da divina providência, alguém deixou um folheto numa certa casa da Inglaterra, Deus tinha planejado que Richard Baxter (1615-1691), convertido por meio da leitura daquele folheto, escrevesse The Saints' Everlasting Rest (O Repouso Eterno dos Santos); que Phillip Doddridge (1702-1751), movido pela leitura daquele tratado, escrevesse The Rise and Progress of Religion in the Soul (Nascimento e Progresso da Religião na Alma); que William Wilberforce (1759-1833), fascinado por aquela obra, escrevesse Practical Christianity (Cristianismo Prático); e que Thomas Chalmers (1780-1847), fundador da Igreja Livre da Escócia, profundamente influenciado por aquele livro, viesse a tornar-se um dos maiores pregadores de todos os tempos, cujos sermões seriam publicados em vinte cinco volumes, dois anos depois da sua morte. Quando, às portas de Damasco, Deus transformou Saulo de Tarso, Ele sabia que, pelos trabalhos daquele converso, milhões seriam introduzidos no Reino até o fim dos tempos. E quando Seu próprio Filho, ao sofrer a morte de um criminoso, concluiu Sua missão na terra de um jeito que parecia ser um completo fracasso e uma vergonhosa derrota, Deus sabia que, levantado na cruz, Ele iria atrair a Si uma multidão incontável de gente de todas as raças, tribos, povos e nações (João 12:32).
A Palavra de Deus está repleta de grandes e preciosíssimas promessas dirigidas àquele que trabalha no Evangelho. É-lhe dito: "Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes" (Salmos 126:6). Deus lhe assegura: "Assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam sem que primeiro reguem a terra e fecundem e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei" (Isaías 55:10,11). Ele é admoestado a ser firme, inabalável e sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o seu trabalho não é vão (1 Coríntios 15:58). Porque Deus é fiel e o Seu conselho permanecerá de pé (Isaías 46:10), Seu servo pode ficar plenamente certo de que todos os que foram destinados para a vida eterna crerão e serão salvos (Atos 13:48).
Com Deus como líder, não há lugar para desespero. Só há lugar para vigorosa fé, firme esperança e ardente amor.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Rutheford, o Médium
Traduzido por Berlirner com permissão, de
Translated by Berlirner with permission, from
www.jwfiles.com
"Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre seus domésticos para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado?" - Mateus 24:45 TNM
A Sociedade Torre de Vigia é conhecida por suas doutrinais "flip-flops", este é um assunto sério o suficiente para desqualificá-la como “o canal de comunicação de Deus”. Porém, luzes que se acendem e se apagam constantemente não são a coisa mais grave relativo à Sociedade Torre de Vigia, como veremos a seguir.
A Sociedade sob a liderança de Charles Taze Russell reivindicava que a interpretação de Mateus 24:45 seria aplicada a uma classe que estava dispensando o alimento espiritual no tempo apropriado (Sentinela, 9/1880, pg. 8) Depois, essa interpretação foi mudada para se aplicar a um indivíduo (Sentinela, 1/3/1896, pg. 48) e esse indivíduo, é claro, foi identificado como o próprio Russell. (Sentinela 15/12/1916, pg. 394).
Depois da morte de Russell, Joseph Franklin Rutherford assumiu e foi o instrumento que mudou a organização para uma escala que reflete a Sociedade atual na maioria de seus ensinamentos. Rutherford introduziu lentamente as “novas luzes” que foram utilizadas eventualmente para transformar as doutrinas e devoção defendidas por Russell, “o escravo”. Por volta de 1928, Rutherford estava bastante confortável para anunciar na publicação “Profecia” que a classe de Elias (do período de Russell) tinha passado a favor da classe de Eliseu (do tempo de Rutherford) que tinha uma “porção dobrada do espírito.” Em 1928, a posição de Russell como sendo “aquele escravo” tinha sido usurpada, o escravo era agora visto como uma classe, depois disso, qualquer devoção para com Russell passou a ser encarada como “adoração à criatura”. Russell era passado.
Apesar do escravo fiel e discreto ser visto como uma classe, e era suposto que distribuiria o alimento no tempo apropriado, era de fato Rutherford quem estava dispensando "alimento espiritual" pela pletora de seus livros, folhetos, e no curso da principal publicação da Sociedade, a revista Sentinela. Virtualmente todos seus livros e publicações levavam impressas seu nome, o que levanta perguntas sobre o papel atual da classe do escravo.
Antes de sua morte, Russell estipulou em seu testamento que a responsabilidade editorial seria deixada para um comitê de cinco homens, encarregados de protegerem a “verdade”, o comitê era formado por: W.E.VanAmburg, J. Hemerey, R.H. Barber, E.J. Coward, e J.F. Rutherford (Sentinela 1/3/87, pg. 14). Contrariando o testamento de Russell, Rutherford aboliu o Comitê Editorial como declarado no Anuário de 1932:
"Como sabem, durante alguns anos constou no titulo das páginas da Sentinela, os nomes de um comitê editorial, devido à providências tomadas anos atrás. Em uma reunião do conselho de administração uma resolução foi adotada abolindo o comitê editorial durante o ano fiscal." (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1932 - pg. 35)
Isto deixou Rutherford no controle completo sobre o que constaria ou não nas publicações da STV.
Desde o tempo de Rutherford, a Sociedade tem deixado claro que anjos transmitem informações ao restante ungido das Testemunhas de Jeová, começando particularmente com Rutherford:
“Estes anjos são invisíveis aos olhos humanos e se apresentam para levar a cabo as ordens de Deus. Sem dúvida eles ouvem as instruções emitidas por Deus, e então estes mensageiros invisíveis passam tais instruções para o restante ungido. Os fatos mostram que os anjos de Deus, tendo a Ele como templo, têm feito este serviço para os ungidos desde 1919.” (Vindicação III - 1932, pg. 250)
Sob Rutherford, foram formuladas muitas doutrinas das Testemunhas de Jeová, como:
Vindicação do nome de Jeová
A presença de Cristo em 1914
A Teocracia
O nome "Testemunhas de Jeová"
A classe terrestre que as Testemunhas de Jeová chamam de a "Grande Multidão"
Estas são apenas uma porção de algumas doutrinas que as Testemunhas de Jeová aceitam hoje em dia sem nenhum questionamento. Junto com doutrinas, estavam falsas profecias, a mais amplamente conhecida foi a data de 1925:
“Baseado nos argumentos estabelecidos a seguir, então, essa velha ordem de coisas, este velho mundo, está passando e terminará, e a nova ordem está chegando, e 1925 marcará a ressurreição dos fieis profetas da antiguidade e do começo da reconstrução, é razoável concluir que milhões de pessoas ainda estarão na terra em 1925. Então baseado nas promessas estabelecidas na Palavra divina, nós temos que chegar à conclusão positiva e indisputável que milhões que agora vivem jamais morrerão.” (Milhões que Agora Vivem Jamais Morrerão - 1920 - pág. 97)
A Sociedade reivindicou que o espírito santo de Deus é essencial em prover nova direção ou nova "luz". Eles disseram:
"O espírito de Deus sempre trabalhou em harmonia com sua Palavra. Não pode ir ao contrário dela. Ele não nos dará uma direção contrária ou uma nova direção se isto já está escrito em sua Palavra para aprendermos, mas ele nos ajudará a entender o que está escrito" (Sentinela - 15/01/67, pg. 556)
A Sociedade reivindicou que depois de 1918, ela chegou a um entendimento melhor e mais claro da verdade. Eles disseram:
"Mas os verdadeiros seguidores de Cristo Jesus não puderam e não viram aquele "sinal no céu" senão após 1918, porque foi em 1918 que o Senhor veio a seu templo e começou a dar para a classe do templo maior luz sobre a Palavra de Deus. (Profecia - 1929, pg. 82)
Foram as doutrinas dadas pela Sociedade depois de 1918 o produto do "espírito santo" de Deus? A Sociedade reivindica que durante a administração de Rutherford, foi formulada uma "compreensão mais clara" durante aquele tempo, e isto é o que as Testemunhas de Jeová acreditam hoje.
"O Senhor Jesus veio a seu templo em 1918 e isso marcou o tempo da cessação do trabalho do espírito santo como advogado, ajudador e confortador para os membros da igreja na terra." (Preservação -1932, pg. 202-203)
Ao invés do "espírito santo", a Sociedade ensina que anjos foram os responsáveis por qualquer informação ou luz que apareceram nas publicações da Sociedade (Preservação - 1932, pg. 203). Assim, durante o período de Rutherford, que foi o período que estabeleceu a fundação espiritual para o que é hoje a Sociedade Torre de Vigia, nós podemos ver várias coisas:
Rutherford estava absoluto no controle e foi autor das publicações da Sociedade Torre de Vigia, conseqüentemente ele e tão somente ele estava dispensando o alimento no tempo devido.
O espírito santo foi tirado de cena desde 1918
Anjos transmitem informações de Jeová para o restante (Rutherford)
Considerando que Rutherford era a pessoa com absoluto controle, mensagens tiveram que ser transmitidas dos anjos para ele, fazendo assim de Rutherford um médium.
Durante o tempo de Rutherford, foram promulgadas doutrinas flip-flops, falsas profecias, como também doutrinas e políticas que colocaram vidas em perigo. Então, nós podemos chegar a conclusão factual que as doutrinas da Sociedade não são baseadas no “espírito santo” ou Jeová, mas de informações de um médium que nos traz a seguinte questão: que tipo de anjos são esses? Anjos de Deus ou demônios de Satan?
Jesus disse:
"Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro ajudador, para que fique convosco para sempre. a saber, o espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. João 14:15-17 (Almeida)
Por Jerry
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"Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre seus domésticos para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado?" - Mateus 24:45 TNM
A Sociedade Torre de Vigia é conhecida por suas doutrinais "flip-flops", este é um assunto sério o suficiente para desqualificá-la como “o canal de comunicação de Deus”. Porém, luzes que se acendem e se apagam constantemente não são a coisa mais grave relativo à Sociedade Torre de Vigia, como veremos a seguir.
A Sociedade sob a liderança de Charles Taze Russell reivindicava que a interpretação de Mateus 24:45 seria aplicada a uma classe que estava dispensando o alimento espiritual no tempo apropriado (Sentinela, 9/1880, pg. 8) Depois, essa interpretação foi mudada para se aplicar a um indivíduo (Sentinela, 1/3/1896, pg. 48) e esse indivíduo, é claro, foi identificado como o próprio Russell. (Sentinela 15/12/1916, pg. 394).
Depois da morte de Russell, Joseph Franklin Rutherford assumiu e foi o instrumento que mudou a organização para uma escala que reflete a Sociedade atual na maioria de seus ensinamentos. Rutherford introduziu lentamente as “novas luzes” que foram utilizadas eventualmente para transformar as doutrinas e devoção defendidas por Russell, “o escravo”. Por volta de 1928, Rutherford estava bastante confortável para anunciar na publicação “Profecia” que a classe de Elias (do período de Russell) tinha passado a favor da classe de Eliseu (do tempo de Rutherford) que tinha uma “porção dobrada do espírito.” Em 1928, a posição de Russell como sendo “aquele escravo” tinha sido usurpada, o escravo era agora visto como uma classe, depois disso, qualquer devoção para com Russell passou a ser encarada como “adoração à criatura”. Russell era passado.
Apesar do escravo fiel e discreto ser visto como uma classe, e era suposto que distribuiria o alimento no tempo apropriado, era de fato Rutherford quem estava dispensando "alimento espiritual" pela pletora de seus livros, folhetos, e no curso da principal publicação da Sociedade, a revista Sentinela. Virtualmente todos seus livros e publicações levavam impressas seu nome, o que levanta perguntas sobre o papel atual da classe do escravo.
Antes de sua morte, Russell estipulou em seu testamento que a responsabilidade editorial seria deixada para um comitê de cinco homens, encarregados de protegerem a “verdade”, o comitê era formado por: W.E.VanAmburg, J. Hemerey, R.H. Barber, E.J. Coward, e J.F. Rutherford (Sentinela 1/3/87, pg. 14). Contrariando o testamento de Russell, Rutherford aboliu o Comitê Editorial como declarado no Anuário de 1932:
"Como sabem, durante alguns anos constou no titulo das páginas da Sentinela, os nomes de um comitê editorial, devido à providências tomadas anos atrás. Em uma reunião do conselho de administração uma resolução foi adotada abolindo o comitê editorial durante o ano fiscal." (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1932 - pg. 35)
Isto deixou Rutherford no controle completo sobre o que constaria ou não nas publicações da STV.
Desde o tempo de Rutherford, a Sociedade tem deixado claro que anjos transmitem informações ao restante ungido das Testemunhas de Jeová, começando particularmente com Rutherford:
“Estes anjos são invisíveis aos olhos humanos e se apresentam para levar a cabo as ordens de Deus. Sem dúvida eles ouvem as instruções emitidas por Deus, e então estes mensageiros invisíveis passam tais instruções para o restante ungido. Os fatos mostram que os anjos de Deus, tendo a Ele como templo, têm feito este serviço para os ungidos desde 1919.” (Vindicação III - 1932, pg. 250)
Sob Rutherford, foram formuladas muitas doutrinas das Testemunhas de Jeová, como:
Vindicação do nome de Jeová
A presença de Cristo em 1914
A Teocracia
O nome "Testemunhas de Jeová"
A classe terrestre que as Testemunhas de Jeová chamam de a "Grande Multidão"
Estas são apenas uma porção de algumas doutrinas que as Testemunhas de Jeová aceitam hoje em dia sem nenhum questionamento. Junto com doutrinas, estavam falsas profecias, a mais amplamente conhecida foi a data de 1925:
“Baseado nos argumentos estabelecidos a seguir, então, essa velha ordem de coisas, este velho mundo, está passando e terminará, e a nova ordem está chegando, e 1925 marcará a ressurreição dos fieis profetas da antiguidade e do começo da reconstrução, é razoável concluir que milhões de pessoas ainda estarão na terra em 1925. Então baseado nas promessas estabelecidas na Palavra divina, nós temos que chegar à conclusão positiva e indisputável que milhões que agora vivem jamais morrerão.” (Milhões que Agora Vivem Jamais Morrerão - 1920 - pág. 97)
A Sociedade reivindicou que o espírito santo de Deus é essencial em prover nova direção ou nova "luz". Eles disseram:
"O espírito de Deus sempre trabalhou em harmonia com sua Palavra. Não pode ir ao contrário dela. Ele não nos dará uma direção contrária ou uma nova direção se isto já está escrito em sua Palavra para aprendermos, mas ele nos ajudará a entender o que está escrito" (Sentinela - 15/01/67, pg. 556)
A Sociedade reivindicou que depois de 1918, ela chegou a um entendimento melhor e mais claro da verdade. Eles disseram:
"Mas os verdadeiros seguidores de Cristo Jesus não puderam e não viram aquele "sinal no céu" senão após 1918, porque foi em 1918 que o Senhor veio a seu templo e começou a dar para a classe do templo maior luz sobre a Palavra de Deus. (Profecia - 1929, pg. 82)
Foram as doutrinas dadas pela Sociedade depois de 1918 o produto do "espírito santo" de Deus? A Sociedade reivindica que durante a administração de Rutherford, foi formulada uma "compreensão mais clara" durante aquele tempo, e isto é o que as Testemunhas de Jeová acreditam hoje.
"O Senhor Jesus veio a seu templo em 1918 e isso marcou o tempo da cessação do trabalho do espírito santo como advogado, ajudador e confortador para os membros da igreja na terra." (Preservação -1932, pg. 202-203)
Ao invés do "espírito santo", a Sociedade ensina que anjos foram os responsáveis por qualquer informação ou luz que apareceram nas publicações da Sociedade (Preservação - 1932, pg. 203). Assim, durante o período de Rutherford, que foi o período que estabeleceu a fundação espiritual para o que é hoje a Sociedade Torre de Vigia, nós podemos ver várias coisas:
Rutherford estava absoluto no controle e foi autor das publicações da Sociedade Torre de Vigia, conseqüentemente ele e tão somente ele estava dispensando o alimento no tempo devido.
O espírito santo foi tirado de cena desde 1918
Anjos transmitem informações de Jeová para o restante (Rutherford)
Considerando que Rutherford era a pessoa com absoluto controle, mensagens tiveram que ser transmitidas dos anjos para ele, fazendo assim de Rutherford um médium.
Durante o tempo de Rutherford, foram promulgadas doutrinas flip-flops, falsas profecias, como também doutrinas e políticas que colocaram vidas em perigo. Então, nós podemos chegar a conclusão factual que as doutrinas da Sociedade não são baseadas no “espírito santo” ou Jeová, mas de informações de um médium que nos traz a seguinte questão: que tipo de anjos são esses? Anjos de Deus ou demônios de Satan?
Jesus disse:
"Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro ajudador, para que fique convosco para sempre. a saber, o espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. João 14:15-17 (Almeida)
Por Jerry
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Você Tem Certeza da Sua Salvação?
Tipo: Perguntas e Respostas / Autor: Autores Diversos
A Segurança da Salvação
“Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tende a vida eterna e para que creais no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5.13).
Todo cristão deseja ter a certeza da salvação, ou seja: a certeza de que, quando Cristo voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor, no céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8). O propósito de João ao escrever esta primeira epístola é que o povo de Deus tenha esta certeza (5.13). Note que João não declara em parte alguma da carta que uma experiência de conversão vivida apenas no passado proporciona certeza ou garantia da salvação hoje. Supor que possuímos a vida eterna, tendo por base única uma experiência passada, ou uma fé morta, é um erro grave. Esta epístola expõe nove maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em Jesus Cristo.
(1) Temos a certeza da vida eterna quando cremos “no nome do Filho de Deus” (5.13; cf. 4.15; 5.1,5). Não há vida eterna, nem certeza da salvação, sem uma fé inabalável em Jesus Cristo; fé esta que o confessa como Filho de Deus, enviado como Senhor e Salvador nosso.
(2) Temos certeza da vida eterna quando temos Cristo como Senhor da nossa vida e procuramos sinceramente guardar os seus mandamentos. “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (2.3-5; ver também 3.24; 5.2; Jo 8.31; 14.23; Hb 5.9).
(3) Temos certeza da vida eterna quando amamos o Pai e o Filho, e não o mundo (2.15; cf. 5.4).
(4) Temos a certeza da vida eterna quando habitual e continuamente praticamos a justiça, e não o pecado (2.29). Por outro lado, aquém vive na prática do pecado é do diabo (3.7-10).
(5) Temos a certeza da vida eterna quando amamos os irmãos (3.14; ver também 2.9-11; 4.7, 12, 20; 5.1; Jo 13.34, 35).
(6) Temos a certeza da vida eterna quando temos consciência da habitação do Espírito Santo em nós. “E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado” (3.24). Ver também 4.13: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito”.
(7) Temos a vida eterna quando nos esforçamos e permanecemos na “Palavra da vida”, i.e., no Cristo vivo (1.1), e de igual modo procedemos conforme a mensagem de Cristo e dos apóstolos, conforme o NT (2.24; cf. 1.1-5; 4-6).
(8) Temos a certeza da vida eterna quando nos esforçamos para seguir o exemplo de Jesus e viver como ele viveu (2.6; cf. Jo 13.15).
(9) Temos a certeza da vida eterna quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de Jesus Cristo, para nos levar para si mesmo. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (3.2,3; cf. Jo 14.1-3).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal
Transcrito por:
Pr. Airton Evangelista da Costa
30.03.2008
www.palavradaverdade.org
A Segurança da Salvação
“Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tende a vida eterna e para que creais no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5.13).
Todo cristão deseja ter a certeza da salvação, ou seja: a certeza de que, quando Cristo voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor, no céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8). O propósito de João ao escrever esta primeira epístola é que o povo de Deus tenha esta certeza (5.13). Note que João não declara em parte alguma da carta que uma experiência de conversão vivida apenas no passado proporciona certeza ou garantia da salvação hoje. Supor que possuímos a vida eterna, tendo por base única uma experiência passada, ou uma fé morta, é um erro grave. Esta epístola expõe nove maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em Jesus Cristo.
(1) Temos a certeza da vida eterna quando cremos “no nome do Filho de Deus” (5.13; cf. 4.15; 5.1,5). Não há vida eterna, nem certeza da salvação, sem uma fé inabalável em Jesus Cristo; fé esta que o confessa como Filho de Deus, enviado como Senhor e Salvador nosso.
(2) Temos certeza da vida eterna quando temos Cristo como Senhor da nossa vida e procuramos sinceramente guardar os seus mandamentos. “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (2.3-5; ver também 3.24; 5.2; Jo 8.31; 14.23; Hb 5.9).
(3) Temos certeza da vida eterna quando amamos o Pai e o Filho, e não o mundo (2.15; cf. 5.4).
(4) Temos a certeza da vida eterna quando habitual e continuamente praticamos a justiça, e não o pecado (2.29). Por outro lado, aquém vive na prática do pecado é do diabo (3.7-10).
(5) Temos a certeza da vida eterna quando amamos os irmãos (3.14; ver também 2.9-11; 4.7, 12, 20; 5.1; Jo 13.34, 35).
(6) Temos a certeza da vida eterna quando temos consciência da habitação do Espírito Santo em nós. “E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado” (3.24). Ver também 4.13: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito”.
(7) Temos a vida eterna quando nos esforçamos e permanecemos na “Palavra da vida”, i.e., no Cristo vivo (1.1), e de igual modo procedemos conforme a mensagem de Cristo e dos apóstolos, conforme o NT (2.24; cf. 1.1-5; 4-6).
(8) Temos a certeza da vida eterna quando nos esforçamos para seguir o exemplo de Jesus e viver como ele viveu (2.6; cf. Jo 13.15).
(9) Temos a certeza da vida eterna quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de Jesus Cristo, para nos levar para si mesmo. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (3.2,3; cf. Jo 14.1-3).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal
Transcrito por:
Pr. Airton Evangelista da Costa
30.03.2008
www.palavradaverdade.org
terça-feira, 15 de julho de 2008
COMO O "RESTANTE" SABE QUE SÃO UNGIDOS?
Traduzido por Berlirner com permissão, de
Translated by Berlirner with permission, from
www.freeminds.org
Freqüentemente, eu recebo cartas que dizem em suas linhas: "Sempre que eu pergunto a um desses que reivindica ser um dos "restante"' (144.000 escolhidos entre as Testemunhas de Jeová para ir para o céu ) como eles sabem que são ungidos, eles normalmente dizem algo como, "é o desejo para estar com Cristo." Muitos cristãos dizem a mesma coisa. Ainda enquanto uma Testemunha, eu fui levado a acreditar que isto fosse um tipo de alguma experiência sobrenatural, que a maioria das pessoas não têm, e quando você tem, você SABE. Qual é a real história?
Talvez isto ajude. Um "desejo para estar com Cristo" usualmente inclui o seguinte:
1. Almejar pela liberação deste mundo
2. Amor pela pessoa e características de Jesus, ao ponto de alguém querer estar tão perto dele quanto possível, e estar disposto a deixar QUALQUER OUTRA COISA para conseguir isto.
Desde que este "desejo" é acompanhado por emoções fortes, no caso desses que desistiriam de tudo o mais, isto cria suas próprias experiências, que variam amplamente. Para alguns, é uma esperança especial, calorosa, que energiza muito de suas vidas ("verdade" para muitos "ungidos" em Betel). Para outros, é acompanhado quase que diariamente por evidências milagrosas. (Isto também é reivindicado por alguns dos ungidos. Eu fui pioneiro com um em San Luis Obispo, que tinha estado em Betel nos dias de Rutherford, e eu ouvi seus comentários e amor diário para Jesus. Você não o poderia distinguir dos típicos cristãos "renascidos", senão pelo uso dos clichês da Sociedade). Só porque uma pessoa não tem uma certa doutrina não significa que ela não teve uma "experiência." Algumas Testemunhas não-ungidas tiveram experiências com "Jesus", antes ou durante seu período como Testemunhas. (A maioria das experiências são muito complexas para definir em detalhes, entretanto algumas pessoas podem as articular melhor que outras.)
Agora, se você estivesse na Sociedade antes de 1935, não haveria nenhuma razão para "reclassificar" ou "reajustar" sua "experiência", para ser uma forma de orgulho ou decepção satânica (como é freqüentemente o caso na Sociedade hoje em dia), assim se você tivesse tal experiência, você sentiria automaticamente em seu coração que sua experiência é paciente testemunha das palavras de Jesus em João 14 e outros lugares, e esta "testemunha" (confirmação interna) o convence que você será o recipiente da promessa de Jesus. Deste ponto, a experiência pode não ser definida, ou sujeita a um exame, daí a resposta, "eu apenas sei."
O Corpo Governante e outros veteranos em Betel estão compromissados com esses que reivindicam a experiência que eu mencionei acima, junto com outros que se ajustam na religião e interpretam a posição deles pela "luz" atual no assunto, (que foi baseada na cronologia de 1935). Assim, esses na Sociedade antes de 1935 seriam um conglomerado de pessoas, que não são diferentes desses nas igrejas, desses muitos que tiveram algum tipo de "experiência", contudo outros apenas estão na religião e interpretam a posição deles diante de Deus, pelas doutrinas atuais da organização.
Após 1935, aconteceu uma mudança principal, significando que o segundo tipo há pouco mencionado, desapareceu quase que completamente, uma vez que a organização agora diz que, a menos que você tenha esta "experiência" ou "testemunho", seria presunçoso de sua parte reivindicar ser "de Cristo", você seria apenas um dos que tem esperança Terrestre. Esses que se juntaram após 1935 e reivindicaram serem dos ungidos, às vezes estiveram sujeitos ao escrutínio e questionamento, desde que pertencer a esta classe envolve um status não oficial de "elite" (afinal de contas, eles são os únicos, que supostamente regerão o mundo com Cristo!) e eles são observados mais de perto pelas outras Testemunhas de "colarinho azul".
Conseqüentemente, como no caso de alguns países africanos alguns anos atrás, onde congregações inteiras de Testemunhas de Jeová reivindicaram serem dos ungidos, assim, de repente, a Torre de Vigia assumiu que isso é de origem demoníaca, e advertiu as congregações, e provavelmente, nem mesmo levou em conta, esses grupos que participaram do pão e vinho, em sua contagem anual dos "ungidos." Uma mentalidade muito racista e elitista.
E sobre a experiência cristã de "nascer de novo?"
Muitos acreditam que Deus pode chamar qualquer um para Cristo, não importa em que casa vivam, até mesmo nas Testemunhas de Jeová (ainda que a estreita máquina de propaganda reduza isto consideravelmente, e também atraia um certo elemento de elitismo, que pode, com efeito, ser uma falsa experiência). O sentimento entre muitos cristãos é que as pessoas podem ser "de Cristo" e ainda podem estar perdidos intelectualmente, e também confusos. Para nós, "conhecimento exato" não é a chave para a salvação, pelo menos como interpretado pela Sociedade Torre de Vigia e alguns outros grupos religiosos. Eu tive tal experiência pessoalmente, em um cruzada de Billy Graham, anos antes de me tornar uma Testemunha, e sinto como válido este dia, ainda que estive perdido na Sociedade Torre de Vigia durante oito anos.
Tudo isto são apenas observações, e eu não tento julgar a experiência de uma pessoa como sendo de Deus ou não. Se eles reivindicam tal experiência (#1 e #2) como mencionado acima, então eu tomarei a palavra deles nisto, que eles tiveram uma "experiência." Porém, não é uma exigência que eu tenha que fazer alguma coisa com essa informação, (como prova e entendimento se me associarei com eles ou não). Eu pessoalmente escolho a associação com pessoas na base do "se eu gosto ou não", em lugar das experiências reivindicadas por elas, ou a gelosia de estruturas doutrinais embutidas nas mentes delas. Se Jesus os reconhece, então eu saberei ,sem dúvida, algum dia. Enquanto isso, eu não desejo julgar qualquer experiência de alguém. Se penso que eles são estranhos, eu os deixo só!
Translated by Berlirner with permission, from
www.freeminds.org
Freqüentemente, eu recebo cartas que dizem em suas linhas: "Sempre que eu pergunto a um desses que reivindica ser um dos "restante"' (144.000 escolhidos entre as Testemunhas de Jeová para ir para o céu ) como eles sabem que são ungidos, eles normalmente dizem algo como, "é o desejo para estar com Cristo." Muitos cristãos dizem a mesma coisa. Ainda enquanto uma Testemunha, eu fui levado a acreditar que isto fosse um tipo de alguma experiência sobrenatural, que a maioria das pessoas não têm, e quando você tem, você SABE. Qual é a real história?
Talvez isto ajude. Um "desejo para estar com Cristo" usualmente inclui o seguinte:
1. Almejar pela liberação deste mundo
2. Amor pela pessoa e características de Jesus, ao ponto de alguém querer estar tão perto dele quanto possível, e estar disposto a deixar QUALQUER OUTRA COISA para conseguir isto.
Desde que este "desejo" é acompanhado por emoções fortes, no caso desses que desistiriam de tudo o mais, isto cria suas próprias experiências, que variam amplamente. Para alguns, é uma esperança especial, calorosa, que energiza muito de suas vidas ("verdade" para muitos "ungidos" em Betel). Para outros, é acompanhado quase que diariamente por evidências milagrosas. (Isto também é reivindicado por alguns dos ungidos. Eu fui pioneiro com um em San Luis Obispo, que tinha estado em Betel nos dias de Rutherford, e eu ouvi seus comentários e amor diário para Jesus. Você não o poderia distinguir dos típicos cristãos "renascidos", senão pelo uso dos clichês da Sociedade). Só porque uma pessoa não tem uma certa doutrina não significa que ela não teve uma "experiência." Algumas Testemunhas não-ungidas tiveram experiências com "Jesus", antes ou durante seu período como Testemunhas. (A maioria das experiências são muito complexas para definir em detalhes, entretanto algumas pessoas podem as articular melhor que outras.)
Agora, se você estivesse na Sociedade antes de 1935, não haveria nenhuma razão para "reclassificar" ou "reajustar" sua "experiência", para ser uma forma de orgulho ou decepção satânica (como é freqüentemente o caso na Sociedade hoje em dia), assim se você tivesse tal experiência, você sentiria automaticamente em seu coração que sua experiência é paciente testemunha das palavras de Jesus em João 14 e outros lugares, e esta "testemunha" (confirmação interna) o convence que você será o recipiente da promessa de Jesus. Deste ponto, a experiência pode não ser definida, ou sujeita a um exame, daí a resposta, "eu apenas sei."
O Corpo Governante e outros veteranos em Betel estão compromissados com esses que reivindicam a experiência que eu mencionei acima, junto com outros que se ajustam na religião e interpretam a posição deles pela "luz" atual no assunto, (que foi baseada na cronologia de 1935). Assim, esses na Sociedade antes de 1935 seriam um conglomerado de pessoas, que não são diferentes desses nas igrejas, desses muitos que tiveram algum tipo de "experiência", contudo outros apenas estão na religião e interpretam a posição deles diante de Deus, pelas doutrinas atuais da organização.
Após 1935, aconteceu uma mudança principal, significando que o segundo tipo há pouco mencionado, desapareceu quase que completamente, uma vez que a organização agora diz que, a menos que você tenha esta "experiência" ou "testemunho", seria presunçoso de sua parte reivindicar ser "de Cristo", você seria apenas um dos que tem esperança Terrestre. Esses que se juntaram após 1935 e reivindicaram serem dos ungidos, às vezes estiveram sujeitos ao escrutínio e questionamento, desde que pertencer a esta classe envolve um status não oficial de "elite" (afinal de contas, eles são os únicos, que supostamente regerão o mundo com Cristo!) e eles são observados mais de perto pelas outras Testemunhas de "colarinho azul".
Conseqüentemente, como no caso de alguns países africanos alguns anos atrás, onde congregações inteiras de Testemunhas de Jeová reivindicaram serem dos ungidos, assim, de repente, a Torre de Vigia assumiu que isso é de origem demoníaca, e advertiu as congregações, e provavelmente, nem mesmo levou em conta, esses grupos que participaram do pão e vinho, em sua contagem anual dos "ungidos." Uma mentalidade muito racista e elitista.
E sobre a experiência cristã de "nascer de novo?"
Muitos acreditam que Deus pode chamar qualquer um para Cristo, não importa em que casa vivam, até mesmo nas Testemunhas de Jeová (ainda que a estreita máquina de propaganda reduza isto consideravelmente, e também atraia um certo elemento de elitismo, que pode, com efeito, ser uma falsa experiência). O sentimento entre muitos cristãos é que as pessoas podem ser "de Cristo" e ainda podem estar perdidos intelectualmente, e também confusos. Para nós, "conhecimento exato" não é a chave para a salvação, pelo menos como interpretado pela Sociedade Torre de Vigia e alguns outros grupos religiosos. Eu tive tal experiência pessoalmente, em um cruzada de Billy Graham, anos antes de me tornar uma Testemunha, e sinto como válido este dia, ainda que estive perdido na Sociedade Torre de Vigia durante oito anos.
Tudo isto são apenas observações, e eu não tento julgar a experiência de uma pessoa como sendo de Deus ou não. Se eles reivindicam tal experiência (#1 e #2) como mencionado acima, então eu tomarei a palavra deles nisto, que eles tiveram uma "experiência." Porém, não é uma exigência que eu tenha que fazer alguma coisa com essa informação, (como prova e entendimento se me associarei com eles ou não). Eu pessoalmente escolho a associação com pessoas na base do "se eu gosto ou não", em lugar das experiências reivindicadas por elas, ou a gelosia de estruturas doutrinais embutidas nas mentes delas. Se Jesus os reconhece, então eu saberei ,sem dúvida, algum dia. Enquanto isso, eu não desejo julgar qualquer experiência de alguém. Se penso que eles são estranhos, eu os deixo só!
"Geração de 1914" Descartada pela Torre de Vigia
por Randall Watters - Traduzido por Berlirner com permissão, de: www.freeminds.org
Poucas Testemunhas de Jeová compreenderam as implicações de longo alcance, de dois discursos públicos proferidos no congresso de distrito em 1993. Para os antigos observadores do culto, porém, não foi nenhuma surpresa que eles estivessem semeando o chão, para as mudanças inevitáveis que teriam que chegar, cedo ou tarde.
Luz Mutável
Durante várias décadas, a revista Sentinela ensinou que o ano de 1914 havia marcado a presença invisível de Cristo, e que a geração que viu os eventos mundiais que aconteceram desde 1914, seria aquela que testemunharia o fim dos governos terrestres, e o estabelecimento do Reino de Deus na terra. A Sentinela de 1 de Maio de 1985 (pág. 4) faz a seguinte afirmação: "Antes que a geração de 1914 desapareça completamente, o julgamento de Deus deve ser executado." Originalmente, foi ensinado que esses que eram velhos o bastante para entender os eventos que aconteceram em 1914, seriam tal geração [Veja a Sentinela de 10/01/78 pág.31, 15/10/80, pág. 31], mas em anos mais recentes, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, indicou que esses que nasceram próximo à 1914, seriam esta geração (aparentemente para ganhar mais tempo até o fim - veja a Sentinela de15/05/84, pág. 5)
Enquanto o transcurso desta "geração" necessitava de uma mudança de interpretação, aparentemente, houve certa vacilação por parte do Corpo Governante em anos recentes, de como eles iriam reinterpretar a doutrina da "geração de 1914". A primeira evidencia impressa de tal vacilação, veio na revista "Despertai" de 8 de janeiro de 1987. A tradicional apresentação da página 4 cessou a declaração que dizia que a geração que viu 1914 não passaria, apenas retornando a declaração na revista de 8 de Março de 1988. Com a publicação da Despertai de 8 de Novembro de 1995, a apresentação foi alterada para evitar completamente a menção de "1914" ou "geração" (veja a página 11).
Uma semelhante mudança, raramente percebida, aconteceu em 1989 quando eles reimprimiram a Sentinela de Janeiro de 1989 (volumes encadernados). Na página 12 da revista foi dito: "Ele [o apóstolo o Paulo] também estava colocando uma fundação para um trabalho que seria completado no século XX ", mas ao final do ano quando os volumes encadernados foram completados, a oração foi alterada para "... seria completado em nossos dias", inadvertidamente revelando a própria insegurança deles, sobre estarem nessa "geração especial." Aparentemente, a Sociedade Torre de Vigia, não estava mais confiante que o Armagedon aconteceria, finalmente, no século XX.
Agora parece que o Corpo Governante achou uma solução para o dilema, e está semeando o chão", dando para as Testemunhas um gosto das mudanças que chegarão, sem descobrir as implicações completas desta mudança na doutrina principal.
Discursos no congresso de 1993
Dois discursos especiais, "Qual será o sinal de sua presença?" e "Diga-nos, quando ocorrerão estas coisas?" foram proferidos na tarde de sábado de 1993 no congresso de Distrito. Estes foram pretendidos para preparar o caminho para uma "nova luz" no ensino deles, de que nós estamos vivendo na geração que verá o fim do mundo, com um retoque para alterar tal compreensão.
As mudanças ou "clarificações" feitas pelo Corpo Governante em 1993, com referencia para a compreensão deles de Mateus 24, Lucas 21 e Marcos 13, foram as seguintes:
1) Quando Mateus 24:14 diz que "então virá o fim", inicialmente isto recorre à destruição de Jerusalém em 70 D.C., e ESTAVA SE REFERINDO AO SISTEMA JUDEU DE ADORAÇÃO. (Previamente, eles tiveram muita dificuldade em aplicar este "fim" aos primeiros eventos do século.) O verso 14 foi compreendido como aplicando principalmente aos nossos dias, e não para o fim do sistema judaico. Mas como será visto, eles apóiam agora que esta passagem se aplique mais ao primeiro século do que era anteriormente entendido.
2) A aplicação de Mateus 24:29 que diz, "Imediatamente depois da tribulação daqueles dias o sol ficará escurecido, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes do céu serão abalados", foi mudada para uma interpretação mais "realista." (Previamente, "imediatamente depois de" de fato, significava quase 2000 anos depois, enquanto significando que os eventos celestiais não aconteceram até nossos dias! Os eventos celestiais foram interpretados para significar a proliferação de foguetes, satélites, etc., isso fez os céus parecerem lúgubres - veja a Sentinela de 1/3/83, pág. 27.) Mas agora, o Corpo Governante está dizendo que os eventos celestiais tiveram seu cumprimento inicial durante o tempo da destruição de Jerusalém em 70 D.C., mas também terão um cumprimento maior depois do começo da grande tribulação.
Visto que a Torre de Vigia reconhece Atos 2:14-21 como semelhante a Mateus 24:29, agora, eles interpretam ambos da mesma forma. Visto que os eventos que aconteceram em Atos, próximo a Pentecostes, não pareciam incluir "o sol ser transformado em escuridão e a lua em sangue", isto aparentemente refere-se mais aos eventos que aconteceram alguns anos depois, em 70 D.C. (Josefo, o historiador judeu, registra as ocorrências de "chuva, raios, e escuridão" como acompanhando a destruição de Jerusalém.) Estes sinais aconteceriam até mesmo mais intensamente no cumprimento secundário, ou contemporâneo dos eventos (na forma de um ataque em todas as outras religiões, durante a "grande tribulação."
Similarmente, Mateus. 24:30,31 é interpretado como ocorrendo depois do começo da grande tribulação. Depois de seu começo (verso 29), o "sinal do Filho do homem que aparece no céu, as tribos da terra que se batem, e o Filho de homem que vem nas nuvens de céu com poder e glória" será manifesto. (Supostamente "óbvio",devido à natureza cataclísmica dos eventos que acontecerão.) Nenhuma nova mudança aqui, mas uma clarificação é feita com referencia ao verso 31: Os anjos são enviados para juntar os escolhidos (restante "ungido") DURANTE este período de tempo, e não antes dele. Assim, tecnicamente, o "ajuntamento" dos ungidos ainda não aconteceu. A escolha já aconteceu (como previamente entendido), mas não o ajuntamento do "restante." O ponto é, os versos 29-31 tecnicamente se aplicam somente durante a grande tribulação!
_____________________________
Revisando os pontos do Corpo Governante para Mateus 24, Lucas 21 e Marcos 13 como indicando esta ORDEM DE EVENTOS:
a) O começo da grande tribulação com o ataque na Cristandade (Mat. 24:29; Marcos 13:24,25; Luc. 21:25, 26)
b) O aparecimento do sinal do Filho de homem (Mateus 24:30; Marcos 13:26; Lucas 21:27)
c) O ajuntamento dos "ungidos" (Mateus 24:31; Marcos 13:27; Lucas 21:28)
d) A destruição final deste sistema iníquo
3) Desde que o versículo, "esta geração não passará até que todas as coisas ocorram" SEGUIU os versos que descrevem a grande tribulação, eles estavam contemplando que "esta geração" pudesse ser ESSES QUE SÃO VELHOS O BASTANTE PARA VER O COMEÇO DA GRANDE TRIBULAÇÃO! Isto deixaria a porta amplamente aberta para QUANDO a grande tribulação poderia começar. O Armagedon poderia ser adiado por cem anos ou mais!
. Nova Luz, Outubro de 1995
O "debate" que se seguiu no Corpo Governante desde 1993, neste assunto, resultou em um entendimento "mais claro" desta "geração." Com a Sentinela de 15 de Novembro de 1995, eles decidiram identificar a "geração" como o gênero humano ruim, incontrolável, e a tirou de qualquer prazo calculável (i.e., simplesmente uma "era" das pessoas que não conhecem a Deus). Eles repetem as velhas declarações que nós estamos avançados nos últimos dias, e que Cristo retornou invisivelmente em 1914, mas que não se pode contar 70 ou 80 anos de 1914 para se chegar ao Armagedon.
Note o que diz a Sentinela de 1 de Novembro de 1995, página 31:
(Por conseguinte, quando os apóstolos ouviram Jesus mencionar "esta geração", em que pensavam? Ao passo que nós, conhecendo o passado, sabemos que a destruição de Jerusalém, na "grande tribulação", veio 37 anos mais tarde, os apóstolos que ouviram Jesus não podiam saber isso. Antes, sua menção duma "geração" não lhes teria dado a idéia dum período de grande extensão, mas de pessoas que viveriam por um período relativamente curto...")
A mesma Sentinela, também diz na página 19:
(Portanto, hoje, no cumprimento final da profecia de Jesus, "esta geração" parece referir-se aos povos da terra que vêem o sinal da presença de Cristo, mas que não se corrigem. Em contraste, nós, como discípulos de Jesus, recusamos ser amoldados pelo estilo de vida 'desta geração'.)
. Cristo está julgando, ovelhas e cabritos
A Sociedade Torre de Vigia tem tentado encobrir o fracasso de Cristo não fazer qualquer coisa que queriam que ele fizesse, durante os anos em que ela reivindicou um tipo de "entronização gradual." Quando ele não trouxe um fim para o mundo em sua suposta entronização em 1914, eles reivindicaram depois que ele contudo, não exercitou sua realeza completa, no senso de JULGAR a Terra. Até a Sentinela atual, eles reivindicam que Cristo se tornou o rei da congregação Cristã em 33 E.C., e então, se tornou o rei do mundo inteiro em 1914, e então começou a julgar o "restante" dos irmãos de Cristo (favoravelmente) e a Cristandade (desfavoravelmente), e começou a separar as ovelhas e os cabritos para julgamento.
Agora, embora ainda retendo o "julgamento da Cristandade", é dito que Cristo tem "judicialmente inspecionado" o restante ungido", e que a separação das ovelhas dos cabritos ainda não começou. A "separação" supostamente irá começar na "grande tribulação", que EM BREVE virá.
. Que efeito isso terá?
As Testemunha já estão aprendendo a "depreciar a significação destas mudanças", contudo, a maioria não percebe as implicações.
As Testemunhas encararam 1914 por décadas, como a "cortina final" na fase mundial, a ser seguido em breve pelo paraíso na terra. Nesta expectativa, milhares incontáveis venderam suas casas, desistiram de carreiras e renunciaram a uma educação superior por um trabalho de baixa renda, e um modo mais "enxuto" de vida. Muitos deixaram de ter filhos, negligenciaram uma atenção médica vital, e juraram celibato para doar mais tempo à Sociedade Torre de Vigia. A maioria das Testemunhas morderam seus lábios e saíram resfriadas, em dias tempestuosos, para distribuir as palavras de alguns homens idosos de Brooklyn, que incrivelmente, exercem o controle de quase 10 milhões de pessoas. Para muitos dos antigos, Testemunhas de longo tempo, as esperanças estão quebradas. Durante algum tempo, eles suspeitaram que nada em Brooklyn é inspirado, mas agora, chegou o momento da decisão. Alguns, pelo canto dos olhos, observam o cachorrinho Totó, no mágico de Oz, que retira a cortina, expondo um homem velho e tolo. O que significará para muitos é raiva, depressão, e possivelmente mais suicídios. Esperemos que muitos que clamam por ajuda, encontrem o amor de Deus, manifesto em Jesus.
1 Ray Franz, ex membro do Corpo Governante da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, nota em seu livro "Crise de Consciência", que a Sociedade tentou durante vários anos, "comprar" mais tempo para o Armagedon, uma vez que falharam suas expectativas, particularmente com o cumprimento para a predição que 1975 traria o Armagedon. De acordo com Franz, eles até mesmo consideraram mudar o começo de tal geração para 1957, mas tal mudança foi rejeitada por voto popular, nas sessões secretas do Corpo Governante. (Crise, pág. 218)
. Resumo
A "geração de 1914" foi redefinida. Agora, não é mais a geração que nasceu próximo ao ano de 1914, que verá as profecias de Mateus 24 ocorrer, antes de todos eles se extinguirem; melhor, é qualquer um que é parte daquela geração má que testemunhe os eventos problemáticos de Mateus 24, que verá Cristo voltar para executar o julgamento (invisivelmente, claro). A informação foi pincelada, mas começou oficialmente com a Sentinela de 15 de Outubro de 1995, e mais adiante exposta com a Sentinela de 1 de Novembro de 1995. Também, o trabalho de separar as "ovelhas e os cabritos", que uma vez começou em 1914, agora, nem mesmo começou ainda, e não irá, senão após a Grande Tribulação.
Poucas Testemunhas de Jeová compreenderam as implicações de longo alcance, de dois discursos públicos proferidos no congresso de distrito em 1993. Para os antigos observadores do culto, porém, não foi nenhuma surpresa que eles estivessem semeando o chão, para as mudanças inevitáveis que teriam que chegar, cedo ou tarde.
Luz Mutável
Durante várias décadas, a revista Sentinela ensinou que o ano de 1914 havia marcado a presença invisível de Cristo, e que a geração que viu os eventos mundiais que aconteceram desde 1914, seria aquela que testemunharia o fim dos governos terrestres, e o estabelecimento do Reino de Deus na terra. A Sentinela de 1 de Maio de 1985 (pág. 4) faz a seguinte afirmação: "Antes que a geração de 1914 desapareça completamente, o julgamento de Deus deve ser executado." Originalmente, foi ensinado que esses que eram velhos o bastante para entender os eventos que aconteceram em 1914, seriam tal geração [Veja a Sentinela de 10/01/78 pág.31, 15/10/80, pág. 31], mas em anos mais recentes, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, indicou que esses que nasceram próximo à 1914, seriam esta geração (aparentemente para ganhar mais tempo até o fim - veja a Sentinela de15/05/84, pág. 5)
Enquanto o transcurso desta "geração" necessitava de uma mudança de interpretação, aparentemente, houve certa vacilação por parte do Corpo Governante em anos recentes, de como eles iriam reinterpretar a doutrina da "geração de 1914". A primeira evidencia impressa de tal vacilação, veio na revista "Despertai" de 8 de janeiro de 1987. A tradicional apresentação da página 4 cessou a declaração que dizia que a geração que viu 1914 não passaria, apenas retornando a declaração na revista de 8 de Março de 1988. Com a publicação da Despertai de 8 de Novembro de 1995, a apresentação foi alterada para evitar completamente a menção de "1914" ou "geração" (veja a página 11).
Uma semelhante mudança, raramente percebida, aconteceu em 1989 quando eles reimprimiram a Sentinela de Janeiro de 1989 (volumes encadernados). Na página 12 da revista foi dito: "Ele [o apóstolo o Paulo] também estava colocando uma fundação para um trabalho que seria completado no século XX ", mas ao final do ano quando os volumes encadernados foram completados, a oração foi alterada para "... seria completado em nossos dias", inadvertidamente revelando a própria insegurança deles, sobre estarem nessa "geração especial." Aparentemente, a Sociedade Torre de Vigia, não estava mais confiante que o Armagedon aconteceria, finalmente, no século XX.
Agora parece que o Corpo Governante achou uma solução para o dilema, e está semeando o chão", dando para as Testemunhas um gosto das mudanças que chegarão, sem descobrir as implicações completas desta mudança na doutrina principal.
Discursos no congresso de 1993
Dois discursos especiais, "Qual será o sinal de sua presença?" e "Diga-nos, quando ocorrerão estas coisas?" foram proferidos na tarde de sábado de 1993 no congresso de Distrito. Estes foram pretendidos para preparar o caminho para uma "nova luz" no ensino deles, de que nós estamos vivendo na geração que verá o fim do mundo, com um retoque para alterar tal compreensão.
As mudanças ou "clarificações" feitas pelo Corpo Governante em 1993, com referencia para a compreensão deles de Mateus 24, Lucas 21 e Marcos 13, foram as seguintes:
1) Quando Mateus 24:14 diz que "então virá o fim", inicialmente isto recorre à destruição de Jerusalém em 70 D.C., e ESTAVA SE REFERINDO AO SISTEMA JUDEU DE ADORAÇÃO. (Previamente, eles tiveram muita dificuldade em aplicar este "fim" aos primeiros eventos do século.) O verso 14 foi compreendido como aplicando principalmente aos nossos dias, e não para o fim do sistema judaico. Mas como será visto, eles apóiam agora que esta passagem se aplique mais ao primeiro século do que era anteriormente entendido.
2) A aplicação de Mateus 24:29 que diz, "Imediatamente depois da tribulação daqueles dias o sol ficará escurecido, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes do céu serão abalados", foi mudada para uma interpretação mais "realista." (Previamente, "imediatamente depois de" de fato, significava quase 2000 anos depois, enquanto significando que os eventos celestiais não aconteceram até nossos dias! Os eventos celestiais foram interpretados para significar a proliferação de foguetes, satélites, etc., isso fez os céus parecerem lúgubres - veja a Sentinela de 1/3/83, pág. 27.) Mas agora, o Corpo Governante está dizendo que os eventos celestiais tiveram seu cumprimento inicial durante o tempo da destruição de Jerusalém em 70 D.C., mas também terão um cumprimento maior depois do começo da grande tribulação.
Visto que a Torre de Vigia reconhece Atos 2:14-21 como semelhante a Mateus 24:29, agora, eles interpretam ambos da mesma forma. Visto que os eventos que aconteceram em Atos, próximo a Pentecostes, não pareciam incluir "o sol ser transformado em escuridão e a lua em sangue", isto aparentemente refere-se mais aos eventos que aconteceram alguns anos depois, em 70 D.C. (Josefo, o historiador judeu, registra as ocorrências de "chuva, raios, e escuridão" como acompanhando a destruição de Jerusalém.) Estes sinais aconteceriam até mesmo mais intensamente no cumprimento secundário, ou contemporâneo dos eventos (na forma de um ataque em todas as outras religiões, durante a "grande tribulação."
Similarmente, Mateus. 24:30,31 é interpretado como ocorrendo depois do começo da grande tribulação. Depois de seu começo (verso 29), o "sinal do Filho do homem que aparece no céu, as tribos da terra que se batem, e o Filho de homem que vem nas nuvens de céu com poder e glória" será manifesto. (Supostamente "óbvio",devido à natureza cataclísmica dos eventos que acontecerão.) Nenhuma nova mudança aqui, mas uma clarificação é feita com referencia ao verso 31: Os anjos são enviados para juntar os escolhidos (restante "ungido") DURANTE este período de tempo, e não antes dele. Assim, tecnicamente, o "ajuntamento" dos ungidos ainda não aconteceu. A escolha já aconteceu (como previamente entendido), mas não o ajuntamento do "restante." O ponto é, os versos 29-31 tecnicamente se aplicam somente durante a grande tribulação!
_____________________________
Revisando os pontos do Corpo Governante para Mateus 24, Lucas 21 e Marcos 13 como indicando esta ORDEM DE EVENTOS:
a) O começo da grande tribulação com o ataque na Cristandade (Mat. 24:29; Marcos 13:24,25; Luc. 21:25, 26)
b) O aparecimento do sinal do Filho de homem (Mateus 24:30; Marcos 13:26; Lucas 21:27)
c) O ajuntamento dos "ungidos" (Mateus 24:31; Marcos 13:27; Lucas 21:28)
d) A destruição final deste sistema iníquo
3) Desde que o versículo, "esta geração não passará até que todas as coisas ocorram" SEGUIU os versos que descrevem a grande tribulação, eles estavam contemplando que "esta geração" pudesse ser ESSES QUE SÃO VELHOS O BASTANTE PARA VER O COMEÇO DA GRANDE TRIBULAÇÃO! Isto deixaria a porta amplamente aberta para QUANDO a grande tribulação poderia começar. O Armagedon poderia ser adiado por cem anos ou mais!
. Nova Luz, Outubro de 1995
O "debate" que se seguiu no Corpo Governante desde 1993, neste assunto, resultou em um entendimento "mais claro" desta "geração." Com a Sentinela de 15 de Novembro de 1995, eles decidiram identificar a "geração" como o gênero humano ruim, incontrolável, e a tirou de qualquer prazo calculável (i.e., simplesmente uma "era" das pessoas que não conhecem a Deus). Eles repetem as velhas declarações que nós estamos avançados nos últimos dias, e que Cristo retornou invisivelmente em 1914, mas que não se pode contar 70 ou 80 anos de 1914 para se chegar ao Armagedon.
Note o que diz a Sentinela de 1 de Novembro de 1995, página 31:
(Por conseguinte, quando os apóstolos ouviram Jesus mencionar "esta geração", em que pensavam? Ao passo que nós, conhecendo o passado, sabemos que a destruição de Jerusalém, na "grande tribulação", veio 37 anos mais tarde, os apóstolos que ouviram Jesus não podiam saber isso. Antes, sua menção duma "geração" não lhes teria dado a idéia dum período de grande extensão, mas de pessoas que viveriam por um período relativamente curto...")
A mesma Sentinela, também diz na página 19:
(Portanto, hoje, no cumprimento final da profecia de Jesus, "esta geração" parece referir-se aos povos da terra que vêem o sinal da presença de Cristo, mas que não se corrigem. Em contraste, nós, como discípulos de Jesus, recusamos ser amoldados pelo estilo de vida 'desta geração'.)
. Cristo está julgando, ovelhas e cabritos
A Sociedade Torre de Vigia tem tentado encobrir o fracasso de Cristo não fazer qualquer coisa que queriam que ele fizesse, durante os anos em que ela reivindicou um tipo de "entronização gradual." Quando ele não trouxe um fim para o mundo em sua suposta entronização em 1914, eles reivindicaram depois que ele contudo, não exercitou sua realeza completa, no senso de JULGAR a Terra. Até a Sentinela atual, eles reivindicam que Cristo se tornou o rei da congregação Cristã em 33 E.C., e então, se tornou o rei do mundo inteiro em 1914, e então começou a julgar o "restante" dos irmãos de Cristo (favoravelmente) e a Cristandade (desfavoravelmente), e começou a separar as ovelhas e os cabritos para julgamento.
Agora, embora ainda retendo o "julgamento da Cristandade", é dito que Cristo tem "judicialmente inspecionado" o restante ungido", e que a separação das ovelhas dos cabritos ainda não começou. A "separação" supostamente irá começar na "grande tribulação", que EM BREVE virá.
. Que efeito isso terá?
As Testemunha já estão aprendendo a "depreciar a significação destas mudanças", contudo, a maioria não percebe as implicações.
As Testemunhas encararam 1914 por décadas, como a "cortina final" na fase mundial, a ser seguido em breve pelo paraíso na terra. Nesta expectativa, milhares incontáveis venderam suas casas, desistiram de carreiras e renunciaram a uma educação superior por um trabalho de baixa renda, e um modo mais "enxuto" de vida. Muitos deixaram de ter filhos, negligenciaram uma atenção médica vital, e juraram celibato para doar mais tempo à Sociedade Torre de Vigia. A maioria das Testemunhas morderam seus lábios e saíram resfriadas, em dias tempestuosos, para distribuir as palavras de alguns homens idosos de Brooklyn, que incrivelmente, exercem o controle de quase 10 milhões de pessoas. Para muitos dos antigos, Testemunhas de longo tempo, as esperanças estão quebradas. Durante algum tempo, eles suspeitaram que nada em Brooklyn é inspirado, mas agora, chegou o momento da decisão. Alguns, pelo canto dos olhos, observam o cachorrinho Totó, no mágico de Oz, que retira a cortina, expondo um homem velho e tolo. O que significará para muitos é raiva, depressão, e possivelmente mais suicídios. Esperemos que muitos que clamam por ajuda, encontrem o amor de Deus, manifesto em Jesus.
1 Ray Franz, ex membro do Corpo Governante da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, nota em seu livro "Crise de Consciência", que a Sociedade tentou durante vários anos, "comprar" mais tempo para o Armagedon, uma vez que falharam suas expectativas, particularmente com o cumprimento para a predição que 1975 traria o Armagedon. De acordo com Franz, eles até mesmo consideraram mudar o começo de tal geração para 1957, mas tal mudança foi rejeitada por voto popular, nas sessões secretas do Corpo Governante. (Crise, pág. 218)
. Resumo
A "geração de 1914" foi redefinida. Agora, não é mais a geração que nasceu próximo ao ano de 1914, que verá as profecias de Mateus 24 ocorrer, antes de todos eles se extinguirem; melhor, é qualquer um que é parte daquela geração má que testemunhe os eventos problemáticos de Mateus 24, que verá Cristo voltar para executar o julgamento (invisivelmente, claro). A informação foi pincelada, mas começou oficialmente com a Sentinela de 15 de Outubro de 1995, e mais adiante exposta com a Sentinela de 1 de Novembro de 1995. Também, o trabalho de separar as "ovelhas e os cabritos", que uma vez começou em 1914, agora, nem mesmo começou ainda, e não irá, senão após a Grande Tribulação.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
GUIADOS PELO ESPÍRITO
Por: Julio Cesar Lucarevski
13/07/2008
Pois todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos
de Deus. Romanos 8:14
A Bíblia não poupa os seus heróis. Ela não usa maquiagem para disfarçar as falhas e fraquezas dos patriarcas, dos profetas e dos discípulos de Jesus. Ela expõe os seus acertos e desacertos, coragem e temores, a fé e a incredulidade, deixando à mostra de modo realista a humanidade de cada um deles. Exibe a embriaguez de Noé, a incredulidade de Abraão, o caráter de Jacó, a ira de Moisés, a reputação de Raabe, o adultério de Davi, a disputa dos discípulos, e a negação de Pedro.
No livro de Reis encontramos um profeta em estado de depressão. Trata-se de Elias, aquele valente que fez cair fogo do céu e matou à espada 450 profetas de Baal. Homem de oração, que clamou a Deus e começou a chover depois de três anos e meio sem chuva. Jurado de morte pela rainha Jezabel, foi tomado pelo medo e chegou ao ponto de pedir a morte para si. Não é sem motivo que Tiago, em sua epístola, ao se referir ao profeta Elias, o apresenta a partir de suas fraquezas. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós. Tiago 5:17. Elias é um exemplo de um homem chamado por Deus que em muitos momentos foi conduzido por si mesmo e por seus temores.
Muitos cristãos encontram-se na mesma situação de Elias: ora estão no auge da vida espiritual, ora estão no fundo do abismo. Sua espiritualidade é marcada por altos e baixos, oscilando constantemente. Por meio desta lição, Deus nos alerta para o perigo de se viver a partir da alma, de andar na carne e não no Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o Espírito, para a vida e paz. Romanos 8:6
Foi na caverna do monte Horebe, em um momento de fuga, que Elias teve consciência de sua real condição diante de Deus. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? e ele respondeu: Tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos exércitos... e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida. 1 Reis 19:13-14 Em sua síndrome de herói, fixou-se em si mesmo, dando espaço para sentimentos como: auto-compaixão e orgulho.
O que fez Deus? O Senhor fez com que o profeta saísse de sua caverna. Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o Senhor. Eis que passava o Senhor; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranqüilo e suave. 1 Reis 19:11-12.
A voz do Espírito veio ao profeta, não de forma estrondosa mas, na forma de uma suave brisa. Algo quase imperceptível. Através deste delicado cicio, o Espírito de Deus, conscientizou-o de que Elias não estava só. Deus tinha conservado mais sete mil pessoas que também não se dobraram a Baal. Elias não estava percebendo que ele fazia parte de um plano maior que a sua própria vida. Ele descobriu que ele não era o único e, nem tão grande como imaginava.
Foi preciso que o Espírito de Deus tirasse Elias do seu mundo de fantasia, convocando-o para novas tarefas. Disse-lhe o Senhor: ... unge a Hazael rei sobre a Síria. A Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel e também Eliseu... ungirás profeta em teu lugar. 1 Reis 19:15.16. Estes iriam dar continuidade ao testemunho de Deus no mundo.
Da mesma forma, o Espírito de Deus continua trabalhando na vida dos filhos de Deus, para libertá-los da mania de grandeza, própria do ser humano. Sua missão é de levar à cabo o plano de redenção através de Cristo Jesus, removendo o povo de Deus das prisões da alma, nas quais estão sujeitos aos interesses mesquinhos, entretenimentos egoístas, prazeres transitórios e ambições fúteis- características da “carne”. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:7-8.
O trabalho do Espírito é guiar os filhos de Deus, onde Cristo tenha a primazia sobre o ego. A transição de uma vida centrada no eu para uma vida centrada em Cristo é chamada de santificação. O Espírito Santo é igualmente o agente da salvação e da santificação. O seu objetivo é formar um povo que seja conforme a imagem e semelhança de Cristo Jesus.
O primeiro passo do Espírito Santo é conduzir os homens à salvação. Através da experiência do novo nascimento, os cristãos são introduzidos na esfera do governo de Deus. Se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. João 3:5. Mas, isso é apenas o começo. Pois, além de guiá-los para a salvação, o Espírito Santo os leva a trilhar o caminho da obediência.
Diferentemente do que acontecia no Velho Testamento, no Novo Testamento o Espírito vem habitar no interior do cristão. Na antiga aliança o Espírito Santo estava fora do homem, ainda que em alguns casos tenha concedido o seu poder para realizar tarefas específicas. Por meio da regeneração o cristão se torna habitação permanente de Deus. É o cumprimento da promessa dada pelos profetas. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. Ezequiel 36:26-27.
O Espírito Santo é dado por Deus com o único propósito de conformar progressivamente o cristão à imagem de Cristo. O Senhor Jesus referiu-se a Ele como o Auxiliador, e disse mais: Mas o Auxiliador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. João 14:26.
Assim, o Espírito Santo vem habitar, controlar, renovar, ativar e nos ensinar todas as coisas. Por meio dessa união sobrenatural entre o Espírito divino e o espírito humano, Cristo e o crente são unidos em um só espírito. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. 1Coríntios 6:17.
Muitas pessoas anseiam por receber o poder do Espírito Santo e as suas manifestações. Porém, elas parecem lembrar-se somente de Pentecostes. Enxergam somente a glória, mas se esquecem do Gólgota, da agonia e da vergonha da cruz. O Pentecostes somente se tornou possível porque Cristo foi encarnado, crucificado, ressuscitado, ascendido e exaltado. O Espírito santo desceu para confirmar a vitória de Cristo e levar adiante o plano de redenção da humanidade. Na história do cristão acontece a mesma coisa: sem Gólgota não há Pentecostes.
O Espírito Santo sempre conduz os filhos de Deus de volta para a cruz. Não é possível falar do Espírito Santo sem falar de cruz. Pelo fato do Espírito Santo e da cruz serem inseparáveis, o lapidar da cruz é o lapidar do Espírito Santo. Aquele que não passou pela cruz não alcançará a abundancia espiritual. A cruz é o princípio da vida em abundância, porém o alvo final do Espírito Santo é a vida da ressurreição.
Quando o Espírito Santo testifica em nosso interior Ele espera uma resposta imediata. Não deveríamos ficar protelando para ter confirmações se, realmente é isso que Deus tem para nossas vidas. Pois, o momento em que o Espírito fala é o tempo certo de Deus. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. João 3:8. Quer seja de um modo estrondoso ou por meio de um suave cicio, o Espírito Santo está buscando desenvolver o nosso caráter, a fim de capacitar-nos para a tarefa que Deus tem para cada um de nós. Jesus Cristo, como Senhor de nossas vidas, tem o direito de interferir e nos usar no cumprimento dos seus propósitos – assim como fez na vida de Elias.
Deus não mudou. Ele ainda continua falando ao seu povo. Deus fala por intermédio do Espírito Santo, pela bíblia, pela oração, pelas circunstâncias e, através do corpo de Cristo, para revelar a Si mesmo, seus desígnios e seus modos de agir. O trabalho do Espírito Santo não se restringe à nossa vida, Ele esta trabalhando com a Igreja para prepará-la para viver na Terra como Corpo de Cristo. Relacionamento é a chave para se ouvir a voz de Deus.
Por meio da obra consumada de Cristo na cruz e, a partir do trono de Deus, Ele chama pra Si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras que, durante o período de ausência de seu Filho na terra, testemunhará e cooperará com Ele em sua obra. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra. Atos 1:8 .É por este motivo que Paulo insiste: Não apagueis o Espírito. 1 Tessalonicenses 5:19.
13/07/2008
Pois todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos
de Deus. Romanos 8:14
A Bíblia não poupa os seus heróis. Ela não usa maquiagem para disfarçar as falhas e fraquezas dos patriarcas, dos profetas e dos discípulos de Jesus. Ela expõe os seus acertos e desacertos, coragem e temores, a fé e a incredulidade, deixando à mostra de modo realista a humanidade de cada um deles. Exibe a embriaguez de Noé, a incredulidade de Abraão, o caráter de Jacó, a ira de Moisés, a reputação de Raabe, o adultério de Davi, a disputa dos discípulos, e a negação de Pedro.
No livro de Reis encontramos um profeta em estado de depressão. Trata-se de Elias, aquele valente que fez cair fogo do céu e matou à espada 450 profetas de Baal. Homem de oração, que clamou a Deus e começou a chover depois de três anos e meio sem chuva. Jurado de morte pela rainha Jezabel, foi tomado pelo medo e chegou ao ponto de pedir a morte para si. Não é sem motivo que Tiago, em sua epístola, ao se referir ao profeta Elias, o apresenta a partir de suas fraquezas. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós. Tiago 5:17. Elias é um exemplo de um homem chamado por Deus que em muitos momentos foi conduzido por si mesmo e por seus temores.
Muitos cristãos encontram-se na mesma situação de Elias: ora estão no auge da vida espiritual, ora estão no fundo do abismo. Sua espiritualidade é marcada por altos e baixos, oscilando constantemente. Por meio desta lição, Deus nos alerta para o perigo de se viver a partir da alma, de andar na carne e não no Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o Espírito, para a vida e paz. Romanos 8:6
Foi na caverna do monte Horebe, em um momento de fuga, que Elias teve consciência de sua real condição diante de Deus. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? e ele respondeu: Tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos exércitos... e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida. 1 Reis 19:13-14 Em sua síndrome de herói, fixou-se em si mesmo, dando espaço para sentimentos como: auto-compaixão e orgulho.
O que fez Deus? O Senhor fez com que o profeta saísse de sua caverna. Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o Senhor. Eis que passava o Senhor; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto; depois do terremoto, um fogo, mas o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranqüilo e suave. 1 Reis 19:11-12.
A voz do Espírito veio ao profeta, não de forma estrondosa mas, na forma de uma suave brisa. Algo quase imperceptível. Através deste delicado cicio, o Espírito de Deus, conscientizou-o de que Elias não estava só. Deus tinha conservado mais sete mil pessoas que também não se dobraram a Baal. Elias não estava percebendo que ele fazia parte de um plano maior que a sua própria vida. Ele descobriu que ele não era o único e, nem tão grande como imaginava.
Foi preciso que o Espírito de Deus tirasse Elias do seu mundo de fantasia, convocando-o para novas tarefas. Disse-lhe o Senhor: ... unge a Hazael rei sobre a Síria. A Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel e também Eliseu... ungirás profeta em teu lugar. 1 Reis 19:15.16. Estes iriam dar continuidade ao testemunho de Deus no mundo.
Da mesma forma, o Espírito de Deus continua trabalhando na vida dos filhos de Deus, para libertá-los da mania de grandeza, própria do ser humano. Sua missão é de levar à cabo o plano de redenção através de Cristo Jesus, removendo o povo de Deus das prisões da alma, nas quais estão sujeitos aos interesses mesquinhos, entretenimentos egoístas, prazeres transitórios e ambições fúteis- características da “carne”. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:7-8.
O trabalho do Espírito é guiar os filhos de Deus, onde Cristo tenha a primazia sobre o ego. A transição de uma vida centrada no eu para uma vida centrada em Cristo é chamada de santificação. O Espírito Santo é igualmente o agente da salvação e da santificação. O seu objetivo é formar um povo que seja conforme a imagem e semelhança de Cristo Jesus.
O primeiro passo do Espírito Santo é conduzir os homens à salvação. Através da experiência do novo nascimento, os cristãos são introduzidos na esfera do governo de Deus. Se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. João 3:5. Mas, isso é apenas o começo. Pois, além de guiá-los para a salvação, o Espírito Santo os leva a trilhar o caminho da obediência.
Diferentemente do que acontecia no Velho Testamento, no Novo Testamento o Espírito vem habitar no interior do cristão. Na antiga aliança o Espírito Santo estava fora do homem, ainda que em alguns casos tenha concedido o seu poder para realizar tarefas específicas. Por meio da regeneração o cristão se torna habitação permanente de Deus. É o cumprimento da promessa dada pelos profetas. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. Ezequiel 36:26-27.
O Espírito Santo é dado por Deus com o único propósito de conformar progressivamente o cristão à imagem de Cristo. O Senhor Jesus referiu-se a Ele como o Auxiliador, e disse mais: Mas o Auxiliador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. João 14:26.
Assim, o Espírito Santo vem habitar, controlar, renovar, ativar e nos ensinar todas as coisas. Por meio dessa união sobrenatural entre o Espírito divino e o espírito humano, Cristo e o crente são unidos em um só espírito. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. 1Coríntios 6:17.
Muitas pessoas anseiam por receber o poder do Espírito Santo e as suas manifestações. Porém, elas parecem lembrar-se somente de Pentecostes. Enxergam somente a glória, mas se esquecem do Gólgota, da agonia e da vergonha da cruz. O Pentecostes somente se tornou possível porque Cristo foi encarnado, crucificado, ressuscitado, ascendido e exaltado. O Espírito santo desceu para confirmar a vitória de Cristo e levar adiante o plano de redenção da humanidade. Na história do cristão acontece a mesma coisa: sem Gólgota não há Pentecostes.
O Espírito Santo sempre conduz os filhos de Deus de volta para a cruz. Não é possível falar do Espírito Santo sem falar de cruz. Pelo fato do Espírito Santo e da cruz serem inseparáveis, o lapidar da cruz é o lapidar do Espírito Santo. Aquele que não passou pela cruz não alcançará a abundancia espiritual. A cruz é o princípio da vida em abundância, porém o alvo final do Espírito Santo é a vida da ressurreição.
Quando o Espírito Santo testifica em nosso interior Ele espera uma resposta imediata. Não deveríamos ficar protelando para ter confirmações se, realmente é isso que Deus tem para nossas vidas. Pois, o momento em que o Espírito fala é o tempo certo de Deus. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. João 3:8. Quer seja de um modo estrondoso ou por meio de um suave cicio, o Espírito Santo está buscando desenvolver o nosso caráter, a fim de capacitar-nos para a tarefa que Deus tem para cada um de nós. Jesus Cristo, como Senhor de nossas vidas, tem o direito de interferir e nos usar no cumprimento dos seus propósitos – assim como fez na vida de Elias.
Deus não mudou. Ele ainda continua falando ao seu povo. Deus fala por intermédio do Espírito Santo, pela bíblia, pela oração, pelas circunstâncias e, através do corpo de Cristo, para revelar a Si mesmo, seus desígnios e seus modos de agir. O trabalho do Espírito Santo não se restringe à nossa vida, Ele esta trabalhando com a Igreja para prepará-la para viver na Terra como Corpo de Cristo. Relacionamento é a chave para se ouvir a voz de Deus.
Por meio da obra consumada de Cristo na cruz e, a partir do trono de Deus, Ele chama pra Si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras que, durante o período de ausência de seu Filho na terra, testemunhará e cooperará com Ele em sua obra. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra. Atos 1:8 .É por este motivo que Paulo insiste: Não apagueis o Espírito. 1 Tessalonicenses 5:19.
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