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sábado, 28 de junho de 2008

A SÍNDROME DO ARMAGEDON

Desde que começou nossa era comum, cada virada de século viu sua cota de profetas apocalípticos anunciando o fim do mundo ou "Armagedon." Eles reivindicam ter conhecimento especial revelado somente a eles. O termo apocalipse é do grego e significa "revelação" ou "desvendamento."

"Armagedon" só é mencionado uma vez na Bíblia - em Rev. 16:16 - esta palavra grega traduzida significa "monte de Megido." As ruínas de Megido (Tel el-Mutsellim), uma cidade da Canaã antiga, ocupa aproximadamente doze acres de um pequeno planalto na Planície de Jezreel. Esta planície foi o palco de muitas vitórias militares decisivas ao longo da história. Como não há nenhuma "montanha literal de Megido", o termo "Armagedon" é provavelmente simbólico da grande batalha de Deus no tempo do fim. Foram construídas teologias inteiras ao redor deste único verso.

Várias igrejas abusivas criaram "o pavor do Armageddon", reforçado com culpa, objetivando dominar e controlar a comunidade. Cultos usam como uma ferramenta de controle emocional. Por implantar medo e criar a culpa, grupos abusivos manipulam seus membros para prestar serviços gratuitos.

Medo é o motivador principal. Ele atua de dois modos: (1) cria um inimigo externo que ameaça ou persegue o membro. Isto resulta na visão mundial "nós contra eles", e (2) medo de fracassar na organização ou medo de descoberta e castigo pelos líderes se você for negligente ao fazer seu trabalho. Que trabalho? Porquê, servindo a organização, naturalmente! "Você REALMENTE está fazendo tudo que pode para servir a Deus? " (Uma introdução típica para a culpa.)

Culpa é um bom motivador, mas não funcionará a menos que você possa fazer as pessoas se sentirem culpadas sobre algo. Note este exemplo sutil: "Agora que você tem compreensão do propósito de Deus, não gostaria de compartilhar isto com outros? Nós sabemos que Deus destruirá todas as pessoas iníquas brevemente. Considerando que nós temos conhecimento disto, temos a responsabilidade de advertir outros. Se não fizermos isso, Deus nos achará culpados de sangue no Armagedon. Você não iria querer ser achado culpado de sangue, iria? "

Cultos precisam de um "catalisador". O "catalisador" da Sociedade é o Armagedon. O medo da aniquilação eterna, e o medo de ser achado culpado de sangue por Deus no Armagedon, assegura o serviço continuo do "crente." Tal medo influencia adversamente planos para o matrimônio, faculdade, carreira, e a busca da felicidade. Rouba a paz mental e destrói a qualidade de vida da pessoa.

O medo é usado efetivamente também, para atrair novos membros. Uma pequena profecia da Bíblia, algumas estatísticas e eventos atuais, algumas datas... e a armadilha está preparada. Uma vez que o novo convertido compre o peixe, o "catalisador" aparece para motivar e manipular.

Cultos não oferecem uma escolha. A única escolha é a deles. (afogar ou ser comido por tubarões é realmente uma escolha?) Grupos que as vezes usam a Síndrome do Armagedon, se tornam fisicamente perigosos. Eles podem não esperar pelo apocalipse, mas tentar apressa-lo, criando seu próprio Armagedon.

O "povo" de Jim Jones começou como uma igreja Cristã normal, contudo se degenerou depois em um culto abusivo, que terminou em 1978 com mais de 900 suicídios no Sul das selvas americanas.

A "Filial" de David Koresh, os "Davidianos" conheceu um apocalipse no dia 20 de abril de 1993 com 79 assassinatos/suicídios em Waco, Texas.

A "Ordem" de Luc Jouret, "O Templo Solar" experimentou 53 assassinatos/suicídios na Suíça e Canadá em Outubro de 1994.

O "Aum Shinri Kyo" de Shoko Asahara, está sob investigação no Japão pelo recente ataque de gás na estação do metrô de Tóquio, que deixou 11 mortos e 5.500 doentes.

De todos os grupos, porém, a Sociedade Torre de Vigia é talvez, a mais conhecida por sua Síndrome do Armagedon.

Charles Taze Russell, primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia, previu o Armageddon para 1914,: "... A batalha do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso, na qual terminará em 1914 DC, com a subversão completa dos governos humanos, já começou." The Time Is At Hand, 1911 ed., p. 101.

Russell alterou seu ponto de vista depois disso e disse que o fim poderia não vir até 1916 - seguramente antes de 1918: "Também, no ano 1918, quando Deus destruir as igrejas que se vendem, e seus membros aos milhões,... " O Mistério Consumado, 1917 ed., pág. 485.

O fim veio, mas só para o pastor Russell, ele morreu em 1916.

Joseph "Juiz" Rutherford sucedeu Russell como presidente e também predisse o fim. Ele disse pós-Armagedon que a reconstrução começaria em 1925 - marcada pela ressurreição dos patriarcas: "Podemos esperar confiantemente que 1925 marcará o retorno de Abraão, Isaque, Jacó e os profetas fiéis da antiguidade.... "Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão", 1920, pág. 89, 90.

Rutherford desistiu quando as profecias falharam? Não, no verdadeiro estilo de falsos profetas ele forjou à frente com uma nova luz. Em 1931 escreveu ele: Seu dia de vingança está aqui, e o Armagedon está à mão, é certo a queda da Cristandade, em breve." Vindicação I, pág. 146, 147.

Nove anos depois ele sentiu impelido à escrever: "O Reino está aqui, o Rei está empossado. O Armagedon está à frente." O Mensageiro, 1/9/40, pág. 6.

Eu assisti a minha primeira Assembléia em St. Louis, MO em 1941. No "Dia das Crianças", cada um de nós recebeu uma cópia do novo lançamento de Rutherford, "Crianças". Foi escrito na Sentinela de 15 de Setembro de 1941,: "Recebendo o presente, as crianças marchando, abraçaram, não como um brinquedo ou diversão para prazer inativo, mas o Senhor proveu o instrumento para o trabalho mais efetivo nos meses restantes antes do Armagedon." (pág. 288)

Durante os próximos vinte cinco anos a Sociedade Torre de Vigia continuou advertindo da proximidade do fim. Em 1966 eles publicaram o livro "Via Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus" onde o ano de 1975 foi cavilado para marcar o começo do Milênio. Publicações da Sociedade continuaram marcando 1975 até a hora final: "... O reino divino de Deus regerá a terra durante mil anos depois do fim deste sistema de coisas." Despertai! 8/10/68, p.14.

Também,

"... Há apenas noventa meses restantes antes que se completem os 6000 anos da existência do Homem na Terra .... A maioria das pessoas que vivem hoje provavelmente estarão vivas quando o Armagedon começar, e não há nenhuma esperança de ressurreição para esses que serão destruídos." - Ministério do reino, 3/68, pág. 4.

"Em virtude do curto tempo restante, a decisão para procurar uma carreira neste sistema de coisas não é só ininteligente, mas extremamente perigosa." Ministério do reino, 6/69, pág. 3.

Ouvimos falar de "relatórios de irmãos vendendo suas casas e propriedades, e planejando terminar o resto de seus dias neste velho sistema, no serviço de pioneiro. Certamente este é um modo excelente para gastar o curto tempo restante antes do "fim deste mundo ruim. ( Ministério do reino) 5/74, pág. 3.

A Sociedade Torre de Vigia sempre deu grande significação à sua "data âncora" 1914, prometendo que a geração de 1914 ainda estaria viva no Armagedon. Aquela geração passou. Agora eles têm que redefinir o significado de 1914. Seja lá como fizerem, você pode estar seguro que a ameaça do Armagedon continuará na vanguarda da teologia deles.

Por outro lado, a Bíblia diz: "Ora, quanto ao tempo e às épocas, irmãos, não necessitais de que se vos escreva. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor vem exatamente como ladrão, de noite (1 Tess. 5:1,2)

Qualquer pessoa ou organização que reivindica ter conhecimento especial ou exclusivo, são charlatões - falsos profetas. A Síndrome do Armagedon é uma característica identificadora de muitos Cultos. A aflição, miséria e morte que eles dão em doses para seus membros / vítimas são imensuráveis. Fuja deles! Nós temos a palavra viva de Deus.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

ABRINDO MENTES FECHADAS das Testemunhas de Jeová

Traduzido por Berlirner com permissão, de
Translated by Berlirner with permission, from
www.freeminds.org


por Randall Watters

(Revisado em 27/02/03)

. O que você pode dizer quando as Testemunhas de Jeová vem à sua porta?
. Como você refuta argumentos pela Bíblia?
. Como você ajuda seus parentes e amigos?
. Como chegar ao coração da questão


[NOTA: "GB" são referências especificas a páginas documentadas no livro, Thus Saith Jehovah's Witnesses]

ENTENDENDO O PROBLEMA

É raro encontrar uma Testemunha que não viu ou ouviu informações que expõem a desonestidade da Sociedade Torre de Vigia. Porquê, então, eles não vêem um problema? Evidentemente, qualquer outra coisa os impediu de analisar a informação factual objetivamente. As mentes deles são treinadas para "parar" as duvidas contra a organização - uma parede foi erguida que diz, com efeito, " Até aqui você pode ir, e não mais adiante."

Que tipo de motivação poderosa impede as Testemunhas de entrar nas águas "perigosas" da investigação crítica? A motivação é o medo; o problema subjacente é a segurança extraviada. O conceito Cristão de confiar em um Deus sobrenatural é substituído com um símbolo mais visível e concreto, isto é, a organização; A organização de Deus. A Testemunha aprende que servir a organização é igual a servir a Deus. A organização é a mãe, Deus é o pai, e a Testemunha deve obedecer seus "pais". Desde que a Testemunha não pode ver nem experimentar uma real interação com Deus, a única ligação dele com Deus é pela organização visível. É, com efeito, "Deus" para ele (entretanto ele não admitiria ou reconheceria isto).

Convencer a Testemunha que a organização é enganosa, é como tentar convencer uma criança de 5 anos que ama seus pais, que o pai dela está na prisão por roubo armado, ela simplesmente não acredita que seu pai é desonesto. Na realidade, ela não pode tolerar este pensamento, desde que ela colocou toda sua segurança e confiança no pai e mãe. A verdade é muito temerosa e devastadora para se considerar. Então, para proteger sua fonte de segurança, ela rejeita a informação efetiva como sendo uma mentira.

O mesmo é verdade com a Testemunha. Ela sabe que se a organização realmente não for dirigida por Deus, ela não tem nenhuma outra segurança tangível para ir. Ela diz, "Onde mais posso ir? " Assim, ela permanece dentro do sistema, os anos se passam, continuando a ignorar a barragem de informação efetiva que arruinaria a inteira estrutura da Sociedade Torre de Vigia. Cada vez mais ela ignora os fatos, quanto mais tacanha e inflexível ela se torna, mais difícil se torna a mudança, e mais convencida que já tem a verdade. Ela cava uma trincheira para si, erguendo todos os tipos de barricadas mentais contra seu real inimigo, que é a dúvida. Enquanto isto possa parecer incrível à pessoa que tenta alcançar a Testemunha com os fatos, é simplesmente um mecanismo protetor, guardando a Testemunha do trauma de perder seu senso de segurança. Para racionalizar as falsas profecias e inconsistências da organização, deve a Testemunha, com efeito, enganar a si própria pensando realmente que não há nenhuma discrepância na organização. 1

Os cristãos mantém a segurança deles em uma relação espiritual com a pessoa de Cristo, a Testemunha é ensinada a pôr sua fé em uma organização. Se eles tiverem fé na organização, eles têm fé em Deus. Os dois são inseparáveis; tanto assim, que perder a fé na organização significa uma perda correspondente da fé em Deus. Isto é precisamente por que a Testemunha tem que se proteger pelo processo de ego-decepção. Ela não poderia agüentar a dor de perder sua fé.

CONSEGUINDO QUE ELAS PENSEM

Antes de tirar fotocópias antigas das literaturas da Torre de Vigia, ou antes de serem citados textos da Bíblia, é bom estabelecer certas coisas na mente de uma Testemunha, coisas que elas acreditam oficialmente, mas a Testemunha individual pode não estar completamente de acordo. O mesmo ato de admitir estas convicções deveria provar não só vergonha à Testemunha, mas a fará consciente da estreita mentalidade de culto, encorajada pela Torre de Vigia. Para evitar ser envergonhada e "livrar a cara", a Testemunha às vezes mentirá sobre o que elas acreditam, ou tentará mudar de assunto sem responder, mas você tem que fazer nota do que eles negam, de forma que você possa provar que eles ensinam isto, usando a própria literatura deles. Você força a Testemunha desta forma, a ver a parede que ela estabeleceu em sua mente, (que diz, "você não pode passar desse ponto"), e ela tem que tomar uma decisão para ser honesta consigo própria. (e correr o risco de trocar sua segurança), ou corre de medo de tal confrontação. Como, então, procederemos?

Abaixo estão várias questões preliminares para perguntar à Testemunha. Estas perguntas não envolvem interpretar passagens da Bíblia (isso vem depois), mas se relacionam à visão delas de como interpretar a Bíblia, como também os modos de Deus em relação ao Homem. Você achará estas perguntas bastante efetivas com todas, à exceção daquelas Testemunhas bem endurecidas.

PERGUNTAS DE BOM SENSO

Estas primeiras três perguntas estabelecem uma fundação da percepção de bom senso sobre a Bíblia e o Cristianismo, que geralmente são negados pelos cultos. Isto é especialmente verdade em relação às Testemunhas de Jeová. Freqüentemente elas responderão sim de qualquer maneira a estas perguntas, para "livrar a cara" ou evitar embaraço. Nesse caso, você precisará dirigir a atenção delas de volta as respostas, quando elas as "negarem" depois. GB são referências ao nosso livro, Thus Saith Jehovah's Witnesses (Assim disseram as Testemunhas de Jeová - edição de 2002.)

Você acredita que a Bíblia foi escrita para todas as pessoas?

(Atos 17:30; 1 Cor. 1:2)

Você acredita que verdadeiros cristãos sempre existiram em algum lugar nos últimos 2000 anos?

(Mateus. 28:19,20 - A Sociedade ensina isto, mas não pode apontar, de fato, a um único grupo ou pessoa como evidência disto, desde que ninguém na história acreditada como eles o fazem.)

Você acredita que qualquer um, em qualquer lugar, que só teve uma Bíblia, e nenhuma outra literatura, poderia entender e ser salvar?

("Não" como resposta revela que eles acreditam que a Bíblia não é o bastante, mas um líder ou organização é necessário; "Sim" como resposta contradiz o ensino da Torre de Vigia. GB 52, 53, 163, 164)

A seguir, uma declaração sobre os perigos de várias organizações religiosas deveria ser feito, como, "Hoje, mais que nunca, há muitos grupos religiosos que desviam as pessoas do verdadeiro Cristianismo. Vejamos se podemos concordar em certas marcas que identificam tais grupos." Então proceda com as seguintes perguntas objetivas. É melhor formular as perguntas na "terceira pessoa" (ou hipoteticamente as aplicar a você) em lugar de as aplicar diretamente à pessoa que você está falando, ou a organização dela. Em vez de dizer, "A sua organização...? " você poderia dizer, " Se uma organização...? " ou "O que se eu...? " Deste modo, você evita que ela se ponha na defensiva. Eles terão que aplicar estes pontos a si próprios na conversação, ou você poderá estabelecer a conexão. Consiga que eles vejam o ponto antes que haja mágoa! (2 Sam. 12:1-14)

Você acha que uma pessoa não só deveria examinar os ensinos, mas também a história de qualquer organização religiosa, antes de decidir se é verdade?

(Uma história de decepções e profecias frustrantes é o mais incriminador!)

E se me unir a um destes grupos e depois descobrir fraudes no topo da organização, ou que eles alteraram os ensinos ou profecias? Deveria eu permanecer nele?

(A maioria dos cultos teve sérios escândalos e mudanças repentinas que envolvem fraude e politicagem no alto escalão. Desde que eles reivindicam que só as verdadeiras pessoas pertencem a Deus, a reivindicação deles seria altamente suspeita.)

Deuteronômio 18:20-22 e Mateus. 24:11,23-27 nos advertem de falsos profetas. Como uma pessoa identificaria um falso profeta que usa estes versos?

(Eles falam no nome de Deus e não se realiza!)

O que pensaria você se não fosse permitido para os membros de uma certa religião, ler outra literatura religiosa?

(Demonstra regra autoritária e medo dos fatos, como também uma inabilidade para usar discernimento. Á Testemunha não é permitido ler outra literatura religiosa.)

Os mórmons reivindicam que deve-se estudar os livros deles para atingir um conhecimento preciso da Bíblia, embora eles também usem a Bíblia. O que pensa você disso? (Todos os cultos acreditam nisto, que o líder deles é o intérprete exclusivo da Bíblia, tanto como nas Testemunhas.)

Se eu estivesse examinando os mórmons, etc., você acha que seria uma boa idéia ler livros de ex-membros?

(Uma pergunta difícil para o membro de um culto responder, como é referente a si próprio - incrimina se eles dizem que sim ou não. Se eles dizem, "não", mostra quão fácil seria ser sugado por um culto que você não examinou completamente. Se eles dizem, "Sim", então lhes pergunte porquê eles não leram livros de ex-membros de seu grupo.)

Porquê toda a dissensão de uma religião é vista como evidência de orgulho ou pecado?

(Cultos são por natureza autoritários e excomungarão os membros por qualquer questionamento na política ou desobediência para a organização. GB 175)

E se esta religião não está aberta a crítica pública? E se eles não permitem o debate público?

(Apenas revela o quão escolar é a fundação doutrinal deles, como também o apelo deles para argumentos.)

PERGUNTAS PARA PROVOCAR REFLEXÃO

Estas são perguntas que fazem o membro de um Culto ver a inconsistência da posição dele em certos assuntos. O que você está fazendo é submetê-lo a um precedente Bíblico ou escolástico, lhe permitindo ver que a Torre de Vigia na verdade nega esse precedente. Ou eles lutarão com a contradição (não exibindo visivelmente entretanto essa luta) ou eles fecharão suas mentes para uma discussão adicional no assunto, ou por tentar mudar o assunto ou indo embora. Ao invés de usar a terceira pessoa, ou ser subjetivo e hipotético, agora você está aplicando especificamente a Torre de Vigia. Desde que a organização é a real culpada em lugar da Testemunha individual, aplique as perguntas à organização, não a "Testemunha de Jeová." Isto ajudará a evitar o sentimento que eles estão sendo atacados pessoalmente.

A Bíblia só pode ser interpretada corretamente pela Sociedade?

(Atos 17:11; 1 João 2:26,27 "Sim" como resposta contradiz a Bíblia, "Não" como resposta contradiz a Torre de Vigia GB 166, 167, 171)

Que método usa a Torre de Vigia para interpretar a Bíblia?

Eles dizem que a aceitam literalmente, e interpretam passagens simbólicas por outras passagens que afetam a discussão; Raciocínios, pág. 204, 205. Todavia, eles quebram esta regra continuamente, optando freqüentemente para uma compreensão "simbólica" de algo que não podem aceitar literalmente, devido à sua teologia preconcebida. Exemplos: João 3:3,5,7; Mateus 24:26-30; João 1:1; Rev. 1:7

Estudantes discutem sobre o histórico, gramática, e o método interpretativo de entender o que a Bíblia diz. (Explique.) você acha que este é um bom método?

(Defina como levando em conta o significado histórico e cultural de uma declaração ou palavra, e sua significação lingüística para interpretar corretamente. A Torre de Vigia ignora a significação histórica de incontáveis passagens e interpreta a Bíblia arbitrariamente. Exemplo: Lucas 16:16-31 e João 10:16.)

Estudantes proeminentes, seculares ou religiosos, apóiam as interpretações da Bíblia pela Torre de Vigia?

(A comunidade escolástica, como um todo, está contra a interpretação da Torre de Vigia, ambos os setores, Cristãos e agnósticos, devido aos métodos desonestos e preconceito teológico. a Torre de Vigia ama citar autores em certos pontos, quase sempre sendo um meia-verdade, ou tirando do contexto para apoiar sua posição. Às vezes citam fontes obscuras que apresentam como sendo fontes notáveis, contudo, nem mesmo sendo reconhecidos como autoridades no campo deles. GB 133-145)

Acredita a Sociedade Torre de Vigia que todos os outros grupos "Cristãos" são falsos?

(Sim, eles acreditam. GB 163, 165, 170,; Mateus. 7:3; 25:31-46)

Uma pessoa tem que ser parte da Torre de Vigia para ser salva?

("Sim" como resposta não pode ser apoiado pela Bíblia (Marcos 9:37-41). "Não" como resposta contradiz a Torre de Vigia. GB 52, 53, 163, 164)

O que considera a Torre de Vigia como prova que eles são os reais cristãos? Estes traços são exclusivas da Torre de Vigia, ou são compartilhados por outras religiões? (examine cada um individualmente)

(Eles apresentarão certos padrões baseados na aparência externa, em lugar de fatores do coração; o "amor" deles não é nenhum amor incondicional (Mateus. 5:43-48), mas é dependente em obediência a organização; eles substituem amizade baseada em posições doutrinais comuns, por amizade baseada no amor de Cristo. Desafie a "exclusividade" de cada "sinal" comparando com outros cultos.)

Revise e faça perguntas da primeira seção (Perguntas de bom senso) para o Sociedade hoje. Você está os fazendo pensar sobre como a Sociedade nega estas verdades básicas.

OS FORCE A ENFRENTAR OS FATOS

Se você levou a um ponto adiantado, você causou muita perturbação na mente da Testemunha, entretanto ela pode não mostrar isto visivelmente. É importante estar tranqüilo e ser amável acima de tudo. Você está os forçando a demolir a parede que ergueram na mente deles, que os protegem de questionar a autoridade e segurança da "mãe" deles. As perguntas seguintes são projetadas para os forçar a enfrentar o fato que a organização reivindicou ser um profeta "como Ezequiel e Jeremias"; e que eles fizeram falsas profecias no nome de Jeová, vez após vez, e que eles são uma religião relativamente nova que se apóia principalmente na distribuição de literatura; e que eles reivindicam ser o único canal ou mediador de Deus. Se eles negarem a veracidade de qualquer desta afirmação, os desafie a investigar o material da Sociedade junto com você. Se eles defenderem a posição da Sociedade, revise as perguntas anteriores mais uma vez, de forma que ele verá pelo menos, que não são diferentes de qualquer outro culto.

A organização ou liderança reivindicam serem profetas de Deus?

(Eles disseram claramente que são profetas de Deus como Ezequiel e Jeremias. Compare com Deut. 18:20-22. GB 58, 59, 61)

A liderança reivindica direção especial de Deus que outros não podem receber diretamente de Deus?

(Eles reivindicam que o "escravo fiel" e discreto é um canal pelo qual a verdade flui de Jeová até a Testemunha comum. GB 61, Marcos 9:38-42)

Você pode receber a Cristo como seu mediador?

(A resposta deles é "não" para 99.7% das Testemunhas. GB 169)

A organização fez profecias que não se tornaram realidade?

(Deut. 18:20-22. GB 62-82, 97-106)

As doutrinas mudaram significativamente na história passada de sua organização?

(Revela a fonte não inspirada da doutrina deles, como também o esforço deles para harmonizar inconsistências. GB 172)

Por quanto tempo esta religião está atuando? Isto pode ser demonstrado historicamente?

("De acordo com a Bíblia, a linha de Testemunhas de Jeová anteriores remonta para o fiel Abel ." Raciocínios, pág. 202. Eles tentam fazer parecer como se os patriarcas judeus e os apóstolos acreditassem do mesmo modo que eles fizeram, o que pode ser provado falso historicamente. Além disso, eles não podem apontar para qualquer grupo ou pessoa nos últimos 2000 anos que foram os "verdadeiros" cristãos, pelo menos até que Russell chegasse. Típico argumento de culto. GB 48)

Sua religião vende qualquer coisa que se manter?

(2 Cor. 2:17 - a Sociedade nega a venda de sua literatura em países mais abundantes, relatórios financeiros revelam que 67% da renda deles vêm da produção e vendas de porta em porta de literatura. Eles são desonestos neste respeito. GB 121-128)

A Testemunha pode nem ao menos lhe permitir proceder além destas perguntas, já que as perguntas são bastante efetivas, condenando a Testemunha por inconsistências e atitudes de Cultos. Ainda, mesmo assim, você terá plantado sementes de duvidas que os forçará a: ou pensar mais no que você disse e examinar isto mais adiante, ou fugir de medo, recusando a permitir que a mente dele se abra novamente nestas perguntas.

Alguém que domine perguntas como estas, talvez nem mesmo precise discutir a interpretação de outras passagens. Se a Testemunha admite acreditar no anterior, você tem que mostrar simplesmente que estas são as marcas de muitos cultos religiosos. Enfatize que o verdadeiro Cristianismo:

* Não deveria temer nenhum exame, e crítica, e não precisa proibir a leitura de qualquer outra informação efetiva.

* Deveria interpretar a Bíblia que usa métodos sadios, escolásticos, que envolvem o exame de contexto, idioma e história.

* Que nenhum outro livro senão a Bíblia deveria ser necessário (2 Tim. 3:16), e nenhum homem especial ou grupo de homens deveriam ser necessários para interpretar isto, como em 1 João 2:27, que nos fala que o Espírito santo nos ensinará todas as coisas.

* O Cristianismo tem estado presente durante 2000 anos, e nós podemos refazer todo o percurso até as suas origens.

* A igreja é para ser apoiada por coletas e oferecimentos, e os ministros têm o direito de serem pagos. (1 Tim. 5:17,18; 1 Cor. 9:14; 16:2)

* O verdadeiro Cristianismo tem a Cristo como seu mediador, para TUDO.

* Jesus nos adverte contra esses que reivindicam serem profetas, e contudo, suas profecias vão por água a baixo.

* Todos os cristãos têm acesso às mesmas verdades.

* A verdade não tem medo do erro, nem o diabo. Só o diabo corre da verdade.

Finalmente, lembre-se: a mente fechada da Testemunha não pode ser aberta somente pelo lado de fora. Deve haver uma vontade na parte delas para argumentar, questionar, concordar em princípios comuns. Caso contrário, você está desperdiçando seu tempo. Uma pessoa obstinada e sarcástica deveria ser deixada só até um momento mais vantajoso, para que você não envergonhe a Deus por sua falta de percepção (Mateus 7:6). acima de tudo, ore por um coração humilde e a própria cronometragem, que considera o que dizer.

"Como maças de ouro em esculturas de prata, é a palavra falada no tempo certo para ela. Arrecada de ouro e ornamento de ouro especial é o sábio repreendedor sobre o ouvido atento" Provérbios 25:11,12

Nota de rodapé:

1. Para uma pessoa desesperada por álibis para reforçar a fé dela na organização, será usado qualquer argumento que dê suporte, apesar de sua validez ou lógica. O livro mais efetivo de álibis inteligentes e não tão inteligentes assim, é a publicação da Sociedade, "Raciocínios a base das escrituras". Nele, a Testemunha pode desculpar falsas profecias, mudar o assunto, reinterpretar passagens da Bíblia, e pode chamar o modo dela, para quase qualquer situação que use o raciocínio tolo e incompatível. Ainda, é "prova" suficiente para a Testemunha que está desesperada por uma álibi. Por exemplo, veja a Sociedade "argumentando" do porque eles não são falsos profetas nas páginas 134137 do livro Raciocínios. Eles alegam lá que outros na Bíblia tiveram "expectativas erradas" às vezes, mas isto não os tornaram falsos profetas. O que eles não mencionam, é claro, é que tais "expectativas erradas" não eram profecias!

A Morte, o Estado Intermediário e a Glorificação

por
Wayne Grudem


• Qual é o propósito da morte na vida cristã?

• Que acontece ao corpo e à alma quando morremos?

• Quando receberemos o corpo ressurreto?

• Como ele será?


1. EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA


A. Morte: Por que os cristãos morrem?

Nosso estudo da aplicação da redenção deve incluir uma consideração da morte e da questão de como os cristãos devem ver a própria morte e a morte dos outros. Devemos também perguntar sobre o que nos acontece entre o tempo que morremos e o tempo em que Cristo vai retornar para nos dar corpos ressurretos.


1. A morte não é uma punição para os cristãos.

Paulo diz-nos claramente que “agora, já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Todas as penalidades dos nossos pecados já foram pagas.Assim, muito embora saibamos que os cristãos morrem, não devemos considerara morte dos cristãos uma punição de Deus ou de alguma forma um resultado da penalidade devida a nós por causa dos nossos pecados. É verdade que a penalidade pelo pecado é a morte, mas essa penalidade não mais se aplica a nós — nem em termos de morte física nem em termos de morte espiritual ou separação de Deus. Tudo isso foi pago por Cristo. Portanto, deve haver outra razão que não a punição de nossos pecados para a morte que os cristãos enfrentam.


2. A morte é o resultado final da vida no mundo decaído.

Em sua grande sabedoria, Deus decidiu que não nos aplicaria os benefícios da obra redentora de Cristo de uma só vez. Antes ele escolheu aplicar os benefícios da salvação de modo gradual em nossa existência. Semelhantemente, ele resolveu não remover todo o mal do mundo de imediato, mas esperar até o juízo final e o estabelecimento do novo céu e da nova terra. Em resumo, ainda vivemos em um mundo decaído e nossa experiência de salvação é ainda incompleta.

O último aspecto do mundo decaído a ser removido será a morte. Paulo diz: “Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (lCo 15.24-26).

Quando Cristo retornar, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória”. “Onde está, á morte, a sua vitória? Onde está, á morte, o seu aguilhão?” (lCo 15.54,55). Mas até aquele tempo a morte vai permanecer uma realidade mesmo na vida dos cristãos.

Embora a morte não nos venha como penalidade pelos nossos pecados individuais (porque isso foi pago por Cristo), ela vem como resultado de vivermos no mundo decaído, onde os efeitos do pecado não foram ainda removidos. Ligados à experiência da morte estão outros resultados da queda que prejudicam nosso corpo físico e assinalam a presença da morte no mundo — tanto os cristãos como os não-cristãos experimentam o envelhecimento, as doenças, os prejuízos, os desastres naturais (como as enchentes, tempestades violentas e terremotos). Embora Deus muitas vezes responda às orações para libertar cristãos (e também não-cristãos) de alguns desses efeitos da queda por certo tempo (indicando assim a natureza do seu Reino que se aproxima), os cristãos acabam experimentando todas essas coisas em alguma medida, e, até que Cristo retorne, todos nós ficaremos velhos e morreremos. O “último inimigo” ainda não foi destruído. E Deus resolveu permitir que experimentássemos a morte antes de ganharmos todos os benefícios da salvação que foi conquistada para nós.


3. Deus usa a experiência da morte para completar nossa santificação.

Durante toda a nossa jornada na vida cristã, sabemos que nunca temos de pagar qualquer penalidade pelo pecado, pois tudo foi pago por Cristo (Rm 8.1). Portanto, quando realmente experimentamos dor e sofrimento nesta vida, não devemos nunca pensar que é porque Deus nos esteja punindo (para o nosso mal) . As vezes o sofrimento é simplesmente resultado da vida o no mundo pecaminoso e decaído e às vezes é porque Deus nos está disciplinando (para o nosso bem), mas em todo o caso Paulo nos assegura: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8.28).

O propósito positivo de Deus nos disciplinar está claramente afirmado em Hebreus 12 , onde lemos: “pois o Senhor disciplina a quem ama [...] Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”(Hb 12.6,10,11). Nem toda disciplina serve para nos corrigir quando cometemos pecados; Deus pode permiti-la para o nosso fortalecimento, a fim de que possamos ganhar mais capacidade de confiar nele e de resistir ao pecado no desafiador caminho da obediência. Vemos isso claramente na vida de Jesus, que, mesmo sendo sem pecado, todavia “ aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu” (Hb 5.8). Ele foi aperfeiçoado “mediante o sofrimento” (Hb 2.10). Portanto, devemos ver toda fadiga e sofrimento que nos acontece na vida como algo que Deus nos traz para o nosso bem, para o fortalecimento de nossa confiança nele, para nossa obediência a ele e, em última instância, para aumentar nossa capacidade de glorificá-lo.

O entendimento de que a morte não é de modo algum a punição pelo pecado, mas simplesmente algo que Deus nos faz passar a fim de tornar-nos mais parecidos com Cristo, deve servir de grande encorajamento para nós. Esse entendimento deve retirar de nós todo o temor da morte que assalta a mente dos crentes (cf.Hb 2.15). Todavia, embora Deus venha anos fazer um bem por meio do processo da morte, devemos ainda lembrar que a morte não é natural, não é uma coisa boa e, no mundo criado por Deus, ela é algo que não deveria existir. Ela é uma inimiga — algo que Cristo finalmente vai destruir (1Co 15.26).


4. Nossa obediência a Deus é mais importante que preservar a vida.

Se Deus usa a experiência da morte para aprofundar a confiança nele e para fortalecer nossa obediência a ele, então é importante que nos lembremos de que o alvo de preservar a vida neste mundo a qualquer custo não é o alvo maior para o cristão: a obediência a Deus e a fidelidade a ele em todas as circunstâncias são coisas muito mais importantes. Essa é a razão pela qual Paulo pôde dizer:

“Estou pronto não apenas para ser amarrado, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (At 21.13; cf. 25.11). Ele disse aos presbíteros de Éfeso: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (At 20.24). Quando Paulo estava em prisão, não sabendo se morreria ali ou se sairia vivo, ainda pôde dizer: “Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo serei engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte” (Fp 1.20).

A persuasão de que podemos honrar ao Senhor mesmo na morte e de que a fidelidade a ele é muito mais importante que preservar nossa vida deu coragem e motivação aos mártires no decorrer de toda a história da igreja. Quando confrontados com a escolha entre preservar a própria vida e pecar ou abrir mão da própria vida e ser fiel, escolhiam abrir mão da própria vida: “diante da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12.11). Mesmo em tempos em que há pouca perseguição e pouca coisa semelhante ao martírio, seria bom fixarmos essa verdade em nossa mente de uma vez por todas, pois, se desejarmos abrir mão até mesmo de nossa vida por fidelidade a Deus, veremos que é muito mais fácil abrir mão de qualquer outra coisa por causa de Cristo.


B. O que devemos pensar sobre nossa morte e a morte dos outros?


1. Nossa própria morte.

O NT nos encoraja a ver a própria morte não com temor, mas com alegria pela perspectiva de partir e estar com Cristo. Paulo diz: “Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8). Quando está na prisão, não sabendo se seria executado ou se seria solto, ele pode dizer: “porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1.21-23).

Também lemos as palavras de João no Apocalipse: “Então ouvi uma voz dos céus dizendo: ‘Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante'. Diz o Espírito: ‘Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão” (Ap 14.13).

Os crentes, portanto, não precisam ter medo de morrer, porque a Escritura nos assegura de que nem mesmo a morte “será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.39; cf. Sl 23.4). De fato, Jesus morreu para libertar “aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hb 2.15). Esse versículo nos lembra de que, quando falamos de maneira clara sobre nossa ausência de temor da morte, isso proporciona um forte testemunho para pessoas idosas que tentam evitar falar sobre a morte e que não possuem nenhuma resposta para ela.


2. A morte de parentes e amigos cristãos.

Embora aguardemos o tempo de nossa própria morte com a expectativa alegre de estar na presença de Cristo, nossa atitude será um tanto diferente quando experimentarmos a morte de amigos crentes e parentes. Nesses casos, experimentaremos a tristeza genuína — mas mesclada com alegria porque eles foram estar com o Senhor.

Não é errado expressar a tristeza real pela perda da comunhão com os nossos amados que morrem e também tristeza pelo sofrimento e angústia que eles possam ter experimentado antes de morrer. Às vezes os cristãos pensam que mostram falta de fé se lamentam profundamente por um irmão na fé que morreu. Mas a Escritura não dá apoio a essa idéia, porque, quando Estêvão foi apedrejado, lemos : “Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram por ele grande lamentação” (At 8.2). Certamente não houve nenhuma falta de fé por parte de ninguém pelo fato de Estêvão estar no céu experimentando grande alegria na presença do Senhor. Todavia, a tristeza daqueles homens piedosos mostrou o genuíno pesar que sentiram com a perda da comunhão de quem amavam, e não foi errado expressá-la — foi correto! Mesmo Jesus, diante da tumba de Lázaro, “chorou” (Jo 11.35), experimentando tristeza pelo fato de Lázaro ter morrido e por suas irmãs e outras pessoas estarem experimentando tristeza, bem como também, sem dúvida, pelo fato de que havia morte no mundo, pois, em última instância, a morte é antinatural e não deveria estar no mundo criado por Deus.

Não obstante, a tristeza que sentimos pela morte de nossos queridos está claramente misturada com esperança e alegria. Paulo não diz aos tessalonicenses que eles não deveriam de forma alguma sentir aflição por causa dos seus amados que haviam morrido, mas ele escreve:

“Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança” (lTs 4.13). Eles não deviam se entristecer do mesmo modo, com o mesmo desespero amargo, como acontece com os descrentes. Mas certamente eles se entristeceriam. Ele lhes assegura que Cristo “morreu por nós para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a ele” (lTs 5.10) e, desse modo, ele os encoraja dizendo que os que morrem vão estar com o Senhor. Essa é a razão por que a Escritura pode dizer: “Felizes os mortos que morrem no Senhor [...] eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão” (Ap 14.13). De fato, a Escritura mesmo nos diz: “O SENHOR vê com pesar a morte de seus fiéis” (S1 116.15).

Portanto, embora tenhamos genuína tristeza quando amigos e parentes cristãos morrem, podemos dizer com a Escritura: “‘Onde está, á morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?' [...] Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (lCo 15.55,57). Ainda que choremos, nosso choro deve ser misturado com adoração a Deus e ações de graças pela vida dos queridos que morreram.


3. A morte dos descrentes.

Quando os descrentes morrem, a dor que sentimos não está misturada com a alegria da segurança de que eles foram estar com o Senhor para sempre. Essa dor, especialmente em relação àqueles com quem estivemos bastante ligados, é muito profunda e real. Paulo, ao pensar a respeito de alguns de seus irmãos judeus que haviam rejeitado Cristo, disse: “Digo a verdade em Cristo, não minto; minha consciência o confirma no Espírito Santo: tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração. Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça” (Rm 9.1-3).

Deve ser dito ainda que muitas vezes não temos certeza absoluta de que uma pessoa persistiu ate a morte em sua rejeição a Cristo. O conhecimento da morte iminente que uma pessoa tem vai com freqüência produzir uma sondagem genuína do coração por parte da pessoa que está à morte, e às vezes as palavras da Escritura ou palavras de testemunho cristão que foram ouvidas muito tempo atrás serão lembradas, podendo levar ao arrependimento e fé genuínos. Certamente não temos qualquer certeza de que isso aconteceu a menos que haja uma evidência explícita disso, mas também é salutar perceber que em muitos casos temos um conhecimento provável, mas não absoluto de que aqueles a quem conhecemos como descrentes persistiram em sua incredulidade até a morte. Em alguns casos simplesmente não sabemos.

Não obstante, após a morte de um não-cristão certamente seria errado fornecer qualquer indicação a outros de que pensamos que tal pessoa foi para o céu. Isso seria simplesmente fornecer uma informação errônea e uma segurança falsa e diminuiria a urgência da necessidade dos que ainda estão vivos de confiar em Cristo. É muito melhor, em tais ocasiões, à medida que Deus proporciona oportunidade, gastar tempo para refletir sobre nossa vida e nosso destino e ainda partilhar o evangelho com outras. De fato, as ocasiões em que somos capazes de falar como amigos aos amados de um descrente que morreu são muitas vezes as oportunidades que o Senhor abre para falarmos a respeito do evangelho com os que ainda estão vivos.



C. O que acontece quando as pessoas morrem?


1. A alma dos crentes vai imediatamente para a presença de Deus.

A morte é a cessação temporária da vida corporal e a separação entre a alma e o corpo. Uma vez que o crente morre, embora o seu corpo físico permaneça na terra sepultado, no momento da morte sua alma (ou espírito) vai imediatamente para a presença de Deus com regozijo. Quando Paulo reflete sobre a morte, ele diz: “Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8). Estar ausente do corpo é estar em casa com o Senhor. Ele também diz que o seu desejo é “partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1.23). Jesus disse ao ladrão que estava à sua direita: “Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 2 3.43). O autor de Hebreus diz que, quando os cristãos comparecem para adorar juntos, eles vêm não somente à presença de Deus no céu, mas também à presença dos “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Contudo, como veremos em mais detalhes a seguir, Deus não vai deixar o corpo para sempre na sepultura, pois, quando Cristo retornar, a alma dos crentes será reunida ao corpo, o corpo será ressuscitado dentre os mortos e os crentes viverão com Cristo eternamente.

a. A Bíblia não ensina a doutrina do purgatório.

O fato de que a alma dos crentes vai imediatamente para a presença de Deus significa que não há nada semelhante a purgatório.

No ensino da Igreja Católica Romana, o purgatório é o lugar para onde a alma dos crentes vai a fim de ser purificada do pecado, até que esteja pronta para ser admitida no céu. De acordo com esse pensamento os sofrimentos do purgatório são dados por Deus em substituição à punição dos pecados que os crentes deveriam ter recebido nesta vida, mas não receberam.

Mas essa doutrina não é ensinada na Escritura, e é de fato contrária aos versículos citados anteriormente.A Igreja Católica Romana retirou o apoio para essa doutrina não das páginas das Escrituras canônicas que os protestantes aceitaram desde a Reforma, mas nos escritos apócrifos. Antes de tudo, deve ser dito que essa literatura não é igual à Escritura em autoridade e não deve ser tomada como fonte de doutrina cheia de autoridade. Além disso, os textos dos quais essa doutrina é derivada contradizem afirmações claras do NT e, assim, se opõem ao ensino da Escritura. Por exemplo, o texto primário usado nesse sentido , 2Macabeus 12.42-45, contradiz as afirmações claras da Escritura citadas anteriormente a respeito de partir para estar com Cristo. O texto diz o seguinte: [Depois, tendo organizado uma coleta individual, Judas Macabeus, o líder das forças judaicas] enviou a Jerusalém cerca de duas mil dracmas de prata, a fim de que se oferecesse um sacrifício pelo pecado: agiu assim absolutamente bem e nobremente, com o pensamento na ressurreição. De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerava que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormecem na piedade, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado.

Aqui fica claro que tanto a oração pelos mortos como fazer uma oferta a Deus para libertar os mortos de seus pecados são práticas aprovadas. Mas isso contradiz o ensino explícito do NT de que somente Cristo fez expiação por nós. Essa passagem em 2Macabeus é difícil de enquadrar mesmo com o ensino católico romano, porque ele ensina que orações e sacrifícios deviam ser oferecidos pelos soldados que haviam morrido no pecado mortal da idolatria (que não pode ser perdoado, segundo o ensino de Roma) para possibilitar que eles viessem a ser libertos de seu sofrimento.

Outras passagens às vezes usadas para dar suporte à doutrina do purgatório são Mateus 12.32 e 1 Coríntios 3.15. Em Mateus 12.32, Jesus diz: “Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na que há de vir”. Ludwig Ott comenta que essa frase “deixa aberta a possibilidade de que pecados são perdoados não somente neste mundo, mas no mundo por vir” . Contudo, isso simplesmente é um erro de raciocínio, pois dizer que alguma coisa não acontecerá na era por vir não implica que possa acontecer na era por vir! O que é necessário para provar a doutrina do purgatório não é uma afirmação negativa como essa, mas uma afirmação positiva que diga que pessoas sofrem com o propósito de ser continuamente aperfeiçoadas até morrerem. Mas a Escritura não diz isso em lugar algum.

Em 1 Coríntios 3.15 Paulo diz que, no diz do julgamento, a obra que uma pessoa fez será julgada e testada pelo fogo, e então conclui: “Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo”. Mas isso não é o mesmo que falar de uma pessoa sendo queimada ou sofrendo punição, mas simplesmente de sua obra sendo testada pelo fogo — o que é bom será igual ao ouro, prata e pedras preciosas, que vão durar para sempre (v. 12). Além disso, o próprio Ott admite que esse fato ocorre não durante esta era, mas durante o dia do “julgamento geral” , o que indica que dificilmente esse texto pode ser usado como argumento convincente para o purgatório.

Um problema ainda mais sério com essa doutrina é que ela ensina que devemos acrescentar alguma coisa à obra redentora de Cristo e que a sua obra redentora por nós não foi suficiente para pagar a penalidade de todos os nossos pecados. Mas isso é certamente contrário ao ensino da Escritura. Além disso, em sentido pastoral, a doutrina do purgatório rouba dos crentes o grande conforto que lhes deveria pertencer por saber que os que morreram foram imediatamente para a presença do Senhor e por saber que eles também, quando morrerem, partirão e estarão “com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1.23).

b. A Bíblia não ensina a doutrina do “sono da alma”.

O fato de que a alma dos crentes vai imediatamente para a presença de Deus também significa que a doutrina do sono da alma é incorreta. Essa doutrina ensina que, quando morrem, os crentes entram no estado de existência inconsciente, e a próxima coisa de que terão consciência será quando Cristo retornar e os ressuscitar para a vida eterna. Essa doutrina nunca encontrou grande aceitação na igreja.

O suporte para esse pensamento tem sido geralmente encontrado no fato de que a Escritura diversas vezes fala do estado dos mortos como de um sono ou de “adormecer” (Mt 9.24; 27.52; Jo 11.11; At 7.60; 13.36; lCo 15.6,18,20,51; lTs 4.13; 5. l0). Além disso, certas passagens parecem ensinar que os mortos não possuem existência consciente (v. Sl 6.5; 115.17 [mas repare no v. 18!] ; Ec 9.10; Is 38.19) . Porém, quando a Escritura apresenta a morte como sono, trata-se simplesmente de uma expressão metafórica usada para indicar que a morte é somente temporária para os cristãos, exatamente como o sono é temporário. Isso é claramente visto, por exemplo, quando Jesus fala com seus discípulos a respeito da morte de Lázaro. Ele diz: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo” (Jo 11.11). Então João explica: “Jesus tinha falado de sua [de Lázaro] morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono. Então lhes disse claramente: ‘Lázaro morreu”'(Jo 11.13,14). As outras passagens que falam a respeito de pessoas dormindo quando morrem devem ser também interpretadas como simplesmente uma expressão metafórica para ensinar que a morte é temporária.

Com respeito às passagens que indicam que os mortos não louvam a Deus ou que há uma cessação de atividade consciente quando as pessoas morrem, devem ser todas entendidas da perspectiva da vida neste mundo. De nossa perspectiva, parece que, uma vez que as pessoas morrem, elas não se dedicam nunca mais a essas atividades... Mas o salmo 115 apresenta uma perspectiva plenamente bíblica desse ponto de vista. Ele diz: “Os mortos não louvam o SENHOR, tampouco nenhum dos que descem ao silêncio”(v. 17). Todavia, ele prossegue no próximo versículo com um contraste, demonstrando que os que crêem em Deus bendirão o Senhor para sempre: “ Mas nós bendiremos O SENHOR, desde agora e para sempre! Aleluia!” (v. 18).

Em última análise, as passagens citadas demonstrando que a alma dos crentes vai imediatamente para a presença de Deus e desfruta comunhão com ele ali (2Co 5.8; Fp 1.23; Lc 23.43; Hb 12.23) indicam, todas elas, que há para o crente existência consciente e comunhão com Deus imediatamente após a morte. Jesus não disse: “Hoje você não terá mais consciência de qualquer coisa que está por acontecer”, e sim: “Hoje você estará comigo no paraíso” (Lc 23.43). Certamente a concepção de paraíso entendida naquela época não era a de existência inconsciente, mas de grande bênção e alegria na presença de Deus. Paulo não diz: “Desejo partir e ficar inconsciente por um longo período de tempo”, mas antes “desejo partir e estar com Cristo” (Fp 1.23). Ele certamente sabia que Cristo não estava inconsciente, o Salvador adormecido, mas o Salvador que estava vivo e reinando no céu. Estar com Cristo significava desfrutar a bênção da comunhão da sua presença, e essa é a razão por que partir e estar com Cristo era “muito melhor” (Fp 1.23). Assim, ele diz: “Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8).

c. Devemos orar pelos mortos?

Finalmente, o fato de que a alma dos crentes vai imediatamente para a presença de Deus significa que nós não devemos orar pelos mortos. Embora a oração pelos mortos seja ensinada em 2Macabeus 12.42-45 (v. anteriormente), em lugar algum da Escritura isso é ensinado.Além disso, não há indicação alguma de que essa tenha sido a prática dos cristãos no tempo do NT, nem deveria ter sido. Uma vez que os crentes morrem, entram na presença de Deus e ficam no estado de alegria perfeita com ele. Que bom não ter de orar por eles nunca mais! A recompensa celeste final será baseada em atos praticados nesta vida, como a Escritura repetidamente testifica (1 Co 3.12-15; 2Co 5.10; ect.) . Ademais, a alma dos descrentes que morrem vai para o lugar de punição e de eterna separação da presença de Deus. Não seria bom orar por eles também, visto que o destino final deles é estabelecido por seus pecados e por sua rebelião [Em outros dois usos do NT, a palavra paraíso significa ”céu”. Em 2Coríntios 12.4 é o lugar ao qual Paulo foi arrebatado em sua revelação do céu, e em Apocalipse 2.7 é o lugar onde encontramos a árvore da vida.] contra Deus nesta vida. Orar pelos mortos, portanto, é simplesmente orar por algo que Deus nos disse que já foi decidido. Além disso, ensinar que devemos orar pelos mortos ou incentivar outros a fazer isso seria encorajar a falsa esperança de que o destino das pessoas pode ser mudado após a morte delas, algo que a Escritura não nos orienta a fazer em lugar algum.


2. A alma dos descrentes vai imediatamente para a punição eterna.

A Escritura nunca nos encoraja a pensar que as pessoas terão outra oportunidade de confiar em Cristo após a morte. De fato, trata-se exatamente do contrário. A parábola de Jesus a respeito do rico e de Lázaro não dá esperança alguma de que as pessoas possam passar do inferno para o céu após terem morrido. Embora o rico no inferno tivesse gritado : “Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo”, Abraão lhe respondeu: “entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem”(Lc 16.24-26).

O livro de Hebreus associa a morte com a conseqüência do julgamento em uma seqüência imediata: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo” (Hb 9.27). Além disso, a Escritura nunca apresenta o juízo final como dependente de qualquer coisa feita após a nossa morte, mas dependendo somente do que aconteceu nesta vida (Mt 25.31-46; Rm 2.5-10; cf. 2Co 5. 10) . Alguns argumentam a favor de outra oportunidade para se crer no evangelho com base na pregação de Cristo aos espíritos em prisão em 1 Pedro 3.18-20 e na pregação do evangelho “a mortos” em 1 Pedro 4.6 , mas essas são interpretações inadequadas dos versículos em questão e, numa análise mais precisa, não dão apoio a tal pensamento.

Devemos também perceber que a idéia de que haverá outra oportunidade de aceitar Cristo após a morte é baseada na suposição de que cada pessoa merece uma oportunidade para aceitar Cristo e que a punição eterna vem aos que conscientemente decidem rejeitá-lo. Mas certamente essa idéia não tem o apoio da Escritura; todos nós somos pecadores por natureza e escolha, e realmente ninguém merece nenhuma graça de Deus nem nenhuma oportunidade de ouvir o evangelho de Cristo — que vêm ao homem somente por causa do favor imerecido de Deus. A condenação vem não somente por causa da rejeição deliberada de Cristo, mas também por causa dos pecados que todos cometemos e da rebelião contra Deus que esses pecados representam (v. Jo 3.18)

Embora os descrentes passem para o estado de punição eterna imediatamente após a morte, o corpo deles não será ressuscitado até o dia do juízo. Naquele dia, o corpo de cada um será ressuscitado e reunido à alma, e comparecerão perante o trono de Deus para o juízo final que vai ser pronunciado sobre eles, incluindo o corpo (v. Mt 25.31-46; Jo 5.28,29; At 24.15; Ap 20.12,1 5) . Isso nos conduz à consideração da ressurreição do corpo do crente, que é o passo final de sua redenção.



D. Glorificação

Como foi mencionado anteriormente, Deus não deixará nosso corpo morto na sepultura para sempre. Quando Cristo nos redimiu, ele não redimiu apenas nosso espírito (ou alma) — ele nos redimiu como pessoas completas, e isso inclui a redenção de nosso corpo. Portanto, a aplicação da obra redentora de Cristo a nós não será completa até que nosso corpo seja inteiramente liberto dos efeitos da queda e trazido ao estado de perfeição para o qual Deus o criou. De fato, a redenção de nosso corpo ocorrerá somente quando Cristo retornar e ressuscitá-lo dentre os mortos. Mas, no tempo presente, Paulo diz que esperamos pela “redenção do nosso corpo” e então acrescenta: “Pois nessa esperança fomos salvos” (Rm 8.23,24). O estágio da aplicação da redenção em que receberemos por fim o corpo ressuscitado é chamado de glorificação. Referindo-se àquele dia futuro, Paulo diz que participaremos da glória de Cristo (cf. Rm 8.17) . Além disso, quando Paulo traça os passos na aplicação da redenção, o último que menciona é a glorificação: “E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou” (Rm 8.30).

Podemos definir glorificação da seguinte maneira: A glorificação é o passo final na aplicação da redenção. Ela acontecerá quando Cristo retornar e ressuscitar dentre os mortos os corpos de todos os crentes de todas as épocas que morreram e reuni-los às respectivas almas, e mudar os corpos de todos os crentes que permanecerem vivos, dando assim a todos os crentes ao mesmo tempo um corpo ressuscitado perfeito igual ao seu.


1. Razão bíblica apresentada para a glorificação.

A passagem mais importante do NT para a glorificação ou ressurreição do corpo é lCoríntios 15.12-58. Paulo diz : [...] em Cristo todos serão vivificados . Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem (v. 22,23). Paulo discute a natureza da ressurreição do corpo em alguns detalhes nos versículos 35-50 , e a seguir conclui a passagem dizendo que nem todos os cristãos morrerão, mas alguns que permanecerem vivos quando Cristo retornar simplesmente terão seu corpo instantaneamente transformado em um novo corpo ressurreto, que nunca irá envelhecer, enfraquecer ou morrer: “Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados” (lCo 15.51,52).

Posteriormente Paulo explica em lTessalonicenses que a alma dos que morreram e foram estar com Cristo voltará e se unirá ao corpo naquele dia, pois Cristo a trará consigo :”Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram” (lTs 4.14). Mas aqui Paulo não somente afirma que Deus trará mediante Jesus os que morreram; ele também afirma que “ os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (lTs 4.16). Assim, esses crentes que morreram com Cristo também ressuscitarão para se encontrar com ele (Paulo diz no v. 17 que “nós, os que estivermos vivos seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares”). Isso somente faz sentido se diz respeito à alma dos crentes que partiram para a presença de Cristo e que retornam com ele, e se é o corpo deles que é ressuscitado dentre os mortos para ser reunido à sua alma e, então, ascender para estar com ele.


2. Com que se assemelhará o corpo ressurreto?

Se Cristo vai ressuscitar o nosso corpo dentre os mortos quando retornar e se nosso corpo será igual ao seu corpo ressurreto (1 Co 15.20,23,49; Fp 3.21), então a que se assemelhará nosso corpo?

Usando o exemplo de lançar a semente no solo e então aguardá-la crescer e se tornar algo muito mais maravilhoso, Paulo passa a explicar em detalhes com o que nosso corpo será parecido: “Assim será a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível; é semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder; é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual. [...] Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem celestial” (lCo 15.42-44,49).

Paulo primeiro afirma que nosso corpo ressuscitado será “imperecível”. Isso significa que ele não se desgastará nem envelhecerá, nem mesmo estará sujeito a qualquer espécie de doença ou enfermidade. Ele será completamente sadio e forte para sempre.Além disso, já que o processo gradual de envelhecimento é parte do processo pelo qual nosso corpo está agora sujeito à pericibilidade, é apropriado pensar que nosso corpo ressuscitado não apresentará qualquer sinal de envelhecimento, antes terá as características da juventude mas ao mesmo tempo de masculinidade ou feminilidade madura para sempre. Não haverá qualquer evidência de doença ou dano, pois todos se tornarão perfeitos. Nosso corpo ressuscitado evidenciará o cumprimento da sabedoria perfeita de Deus em nos criar como seres humanos que são a coroa da sua criação e os portadores apropriados de sua imagem e semelhança. No corpo ressuscitado claramente veremos a humanidade como Deus pretendeu que fosse.

Paulo também diz que nosso corpo será ressuscitado “em glória”. Quando esse termo é contrastado com “desonra”, como é aqui, há uma insinuação da beleza ou da atração que nosso corpo exercerá. Ele não mais será ”desonrável” ou desprovido de atração, mas parecerá “glorioso” em sua beleza. Ele pode até possuir um fulgor radiante em si mesmo (v. Dn 12.3; Mt 13.43).

Nosso corpo também será ressuscitado “em poder” (lCo 15.43). Isso contrasta com a “fraqueza” que vemos em nosso corpo agora. Nosso corpo ressurreto não será somente livre das doenças e do envelhecimento, também receberá plenitude de força e poder — não um poder infinito como o de Deus, naturalmente, e provavelmente nada que se assemelhe a um poder “super-humano” no sentido dos super-heróis da moderna literatura de ficção para crianças, por exemplo; mas ele terá mesmo assim a força e o poder humanos de maneira completa e plena, a força que Deus pretendeu que os seres humanos tivessem em seu corpo quando originariamente os criou. Portanto, ele terá força suficiente para fazer tudo o que desejarmos e que estiver de conformidade com a vontade de Deus.

Por último, Paulo diz que o corpo ressuscitado é um “corpo espiritual” (lCo 15.44). Nas cartas paulinas, a palavra “espiritual” (gr., pneumatikos) nunca significa “não-físico”, e sim “consistente com o caráter e a atividade do Espírito Santo” (v.,p.ex.,Rm 1.11; 7.14; lCo 2.13,15; 3.1; 14.37; Gl 6.1 [“vocês, que são espirituais”]; Ef 5.19). Por isso, a expressão “corpo material” (encontrada em algumas traduções) é inadequada, pois em contraste com “corpo espiritual”. 0 fato de o sinal dos cravos permanece nas mãos de Jesus é um caso especial para nos fazer lembrar do preço que foi pago por nossa redenção, não deve ser entendido que quaisquer marcas ou lesões permanecerão em nós, daria a entender que “corpo espiritual” é um corpo não-físico, imaterial. Em vez de “corpo material”, a tradução melhor seria “corpo natural”. A seguinte paráfrase é esclarecedora: “É semeado um corpo natural [isto é, sujeito às características e aos desejos desta era, dominado por sua vontade pecaminosa] e ressuscita um corpo espiritual [isto é, integralmente sujeito à vontade do Espírito Santo e suscetível à orientação dele] ”. Não se trata de um corpo “não-físico”, mas de um corpo físico ressuscitado e elevado ao grau de perfeição que originariamente Deus pretendeu que tivéssemos. Os exemplos repetidos em que Jesus demonstrou aos discípulos que ele tinha um corpo físico que era capaz de ser tocado, que possuía carne e OSSOS (Lc 24.39) e que poderia comer mostram que o corpo de Jesus, que é modelo para o nosso, era claramente um corpo físico que havia se tornado perfeito.

Para concluir, quando Cristo retornar, ele nos dará novos corpos para que sejam iguais ao seu corpo ressurreto: “... sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é” (lJo 3.2; essa afirmação é verdadeira não somente no sentido ético, mas também em termos de nosso corpo físico; cf. 1 Co 15.49; tb. Rm 8.29). Tal segurança proporciona a afirmação clara de que a criação física de Deus é boa. Viveremos nos corpos que terão todas as qualidades excelentes que Deus criou para que as tivéssemos e, assim, para sempre seremos prova viva da sabedoria de Deus em fazer tudo na criação material, desde o princípio, “muito bom” (Gn 1.31). Viveremos como crentes ressuscitados no novo corpo,e ele será adequado para a nossa habitação nos “novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2Pe 3.13).


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Extraído da Teologia Sistemática do autor.

A pergunta mais freqüente é: "Como resgatar amigos e parentes das TJ?"

O problema com salvar os novos recrutas da Corporação Torre de Vigia é que não há nada do que os resgatar. . . que eles pudessem estar aptos para ver. As Testemunhas de Jeová no princípio parecem ser as mais amorosas, as mais sociais, as mais honestas, as mais atenciosas, as que trabalham mais arduamente, o único grupo com líderes que verdadeiramente entendem a Bíblia, os que melhor se apresentam, os que se vestem mais adequadamente, os menos gananciosos, e as pessoas mais justas.

A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia está oferecendo imortalidade. Não a vida espiritual depois de morte, mas um corpo físico absolutamente não sujeito mais a morte, jamais. Eles estão oferecendo um momento, vida social plena, completa em detalhes, escrita, um sistema de convicção inclusivo, diretamente do próprio Deus, um plano de não-tratamento médico heróico, como também um programa de atividades que parece fazer sentido e que muitas pessoas entediadas e solitárias, gostam no princípio.

Para muitos, isto é a melhor coisa que já encontraram na vida inteira. Eles têm tudo. Uma família substituta que parece os aceitar como eles são. Um sistema doutrinário fácil de entender e explicações escritas para tudo como também instrutores que parecem ver com bons olhos a discussão e questionamento. Tudo parece um livro aberto, honesto, e as cartas estão na mesa.

Os novos recrutas são advertidos que seus amigos e familiares se oporão a eles e em sua posição diante de Jeová. Muitos amigos e parentes realmente fazem isso.

Novos recrutas sentem-se amados e seguros. É dito a eles: "Você pode relaxar agora. Agora você está na verdade. Você tem seis milhões de irmãos e irmãs para o ajudar caso precise. Você não precisa de sua família agora."

A Testemunha entra e preenche o vazio que existe na vida de tantas pessoas. Eles têm respostas que soam razoáveis e lógicas para toda pergunta imaginável. Eles atraem de muitas formas a céticos, infiéis e agnósticos. Eles atraem o inteligente, o ignorante e as pessoas que são supersticiosas. Eles especialmente atraem à pessoas com ressentimentos em assuntos não resolvidos, como também aqueles que tiveram experiências desagradáveis com pessoas de autoridade. Eles atraem o mentalmente doente, o deprimido, os psicóticos, o ansioso.

Os novos recrutas são cortejados e eles se apaixonam. Os recrutadores tentam adquirir um compromisso dentro dos primeiros 6 meses. O matrimônio é o batismo e a lua de mel dura de dois a cinco anos. O divórcio é o caminho para a desassociação. Tal como qualquer outro matrimônio, muitos não saem. . . jamais. . . mesmo que transformem a si próprios em pessoas ásperas.

Cada caso é diferente. A decisão de tentar intervir ou não é um verdadeiro dilema.

Muitos que estão estudando vão para o internet checar a Sociedade por si próprios e muitos desses, sem qualquer ajuda de parentes, param os estudos.

por Gary Busselman

PS: Para esses que se juntam ao grupo, meu sentimento pessoal é que nunca deveria ser permitido que as crianças estejam debaixo do poder e crença das Testemunhas de Jeová, jamais. Há muitas evidências que apóiam o fato que a vida de crianças estão sendo oferecidas como sacrifícios em defesa das diretrizes de não-tratamento médico na questão do sangue, obrigadas pelo individuo local.

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Traduzido por Fábio Pacheco com permissão de: www.freeminds.org

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Tsunami, Soberania e Misericórdia

por
Pastor John Piper



29 de Dezembro de 2004

“As ondas de morte me cercaram; as torrentes de destruição me atemorizaram...Quanto a Deus, o Seu caminho é perfeito” (2 Samuel 22:5, 31).

Depois de perder seus dez filhos por causa de um “desastre natural” (Jó 1:19), Jó disse, “O Senhor deu, e o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21). No final do livro, o escritor inspirado confirma o entendimento de Jó do que aconteceu. Ele diz que os irmãos e irmãs de Jó “o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado”. Isto tem várias implicações cruciais para nós, à medida que pensamos sobre a calamidade no Oceano Índico.


1. Satanás não é a causa última, Deus é.

Satanás teve uma parte na miséria de Jó, mas não a parte decisiva. Deus deu à Satanás permissão para afligir Jó (Jó 1:12; 2:10). Mas Jó e o escritor deste livro tratam Deus como a causa última e decisiva. Quando Satanás aflige Jó com feridas, Jó diz à sua esposa, “Receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal?” (Jó 2:10), e o escritor chama estas feridas satânicas de “o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Assim, Satanás é real. Satanás traz miséria. Mas, Satanás não é a causa última e decisiva. Ele está amarrado. Ele não vai além do que Deus decididamente permite.


2. Mesmo se Satanás tivesse causado o maremoto no Oceano Índico, no dia após o Natal, ele não foi a causa decisiva de mais de 60.000 mortos; Deus foi.

Deus reivindica o poder sobre os tsunamis em Jó 38:8, quando Ele pergunta retoricamente a Jó: “Quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre... e disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?”. Salmos 89:8-9 diz, “Ó Senhor.... Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar”. E o próprio Jesus tem hoje, o mesmo controle que Ele teve sobre as ameaças mortíferas das ondas: “E...repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança” (Lucas 8:24). Em outras palavras, mesmo se Satanás tivesse causado o maremoto, Deus poderia ter parado as ondas.


3. As calamidades destrutivas deste mundo são um misto de julgamento e misericórdia.

Seus propósitos não são simples. Jó era um homem piedoso e suas misérias não eram uma punição de Deus (Jó 1:1,8). O desígnio delas era purificação, não punição (Jó 42:6). Mas nós não conhecemos a condição espiritual dos filhos de Jó. Jó certamente estava preocupado com eles (Jó 1:5). Deus pode ter tirado as suas vidas em julgamento. Se isto for verdade, então, a mesma calamidade prova ser, no fim, misericórdia para Jó e julgamento para os seus filhos. Esta é a verdade de todas as calamidades. Elas são um misto de julgamento e misericórdia. Elas são tanto punição como purificação. O sofrimento, e até mesmo a morte, pode ser um ou outro.

A ilustração mais clara disto é a morte de Jesus. Ela foi tanto julgamento como misericórdia. Ela foi julgamento sobre Jesus, porque Ele suportou os nossos pecados (não os Seus), e ela foi misericórdia para conosco, os que cremos que Ele suportou a nossa punição (Gálatas 3:13; 1 Pedro 2:24) e que Ele é a nossa justiça (2 Coríntios 5:21). Outro exemplo é a maldição que repousa sobre esta terra caída. Aqueles que não crêem em Cristo, experimentam-na como julgamento, mas os crentes experimentam-na como uma misericordiosa, embora dolorosa, preparação para a glória. “A criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, em esperança” (Romanos 8:20). Esta é a sujeição de Deus. Este é o porquê há tsunamis.

Quem, deste mundo caído, sofre os desastres naturais? Todos nós, incluindo os cristãos: “Não somente a criação, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:23). Para aqueles que se lançam sobre a misericórdia de Cristo, estas aflições estão “produzindo em nós um peso eterno de glória acima de qualquer comparação” (2 Coríntios 4:17). E quando a morte chega, ela é uma porta para o Paraíso. Mas, para aqueles que não apreciam a Cristo, sofrimento e morte são julgamentos de Deus. “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1 Pedro 4:17).

Para as crianças que são muito novas para processar cognitivamente a revelação de Deus na natureza ou na Escritura, a morte não é a palavra final de julgamento. O compromisso de Deus, de mostrar Sua justiça publicamente, significa que Ele não condenará finalmente os pecadores que não puderam interpretar fisicamente a revelação natural ou especial (Romanos 1:20). Há uma diferença entre supressão da revelação que alguém pode compreender mentalmente (Romanos 1:18), e não ter um cérebro suficiente para compreendê-la de forma alguma. Portanto, quando as pequenas crianças sofrem e morrem, não podemos assumir que elas estão sendo punidas ou julgadas. Não importa quão horrível seja o sofrimento ou a morte, Deus pode voltá-lo para o bem maior delas.


4. O coração que Cristo dá ao Seu povo sente compaixão por aqueles que sofrem, não importa qual seja a fé deles.

Quando a Bíblia diz, “Chorai com os que choram” (Romanos 12:15), ela não adiciona, “a menos que Deus tenha causado o choro”. Os consoladores de Jó teriam feito melhor se tivessem chorado com Jó, do que falado muito. Isto não muda quando descobrimos que os sofrimentos de Jó vinham, no final das contas, de Deus. Não, é certo chorar com os que choram. Dor é dor, não importa quem a cause. Todos nós somos pecadores. A empatia flui não das causas da dor, mas da companhia da dor. E todos nós estamos juntos nisto.


Finalmente, Cristo nos chama a mostrar misericórdia àqueles que sofrem, mesmo se eles não a merecem.

Este é o significado de misericórdia – ajuda não merecida. “Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam”. Portanto, ore ardentemente por Scott Purser e por sua equipe, à medida que eles investigam a melhor maneira que a Global Diaconate [Diaconato Global]1 pode misericordiosamente responder com o amor de Deus às calamidades ao redor do Oceano Índico.

Nas misericordiosas mãos do Deus Todo-Poderoso,

Pastor John


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[1] Nota do tradutor: O Global Diaconate é um grupo de pessoas chamadas e qualificadas, apontadas pela Igreja Batista Belém [em Mineápolis, pastoreada pelo Pastor John Piper], colocadas em lugares significantes, para ministrar misericórdia entre os mais pobres e aqueles que estão sofrendo. Entre centenas de outros problemas nos quais o Global Diaconate está engajado, podemos citar a Prostituição Infantil em Bangcoc (capital da Tailândia), AIDS e órfãos aidéticos na região africana situada ao sul do Deserto do Saara, fome no Sudão, projetos de orfanatos em Camarões, etc.




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Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 29 de Dezembro de 2004.

domingo, 22 de junho de 2008

A BOMBA

(Náufragos & Afastados)

por Gary Busselman

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Quando os membros de um exclusivo grupo de auto-controle, são forçados a deixar o grupo, ou se afastam do movimento, algo acontece com eles que afeta todo o mundo ao seu redor. Desde que minha experiência pessoal foi com o grupo conhecido como Testemunhas de Jeová, este será meu ponto de referência para este artigo.

Eu tive a experiência de notar que quando algumas pessoas são Testemunhas de Jeová ativas, elas "odeiam" todo mundo e tudo que não é uma Testemunha de Jeová, justamente como os lideres do grupo dizem que façam. (Eu tenho muitas evidências para apoiar esta declaração.) Então alguma coisa acontece no Salão do Reino local e a pessoa que odiava todo mundo e tudo o que não era uma Testemunha de Jeová, agora também está bravo com as Testemunhas de Jeová. Eles se tornam mais ou menos bravos todo o tempo. Qualquer aparência de comportamento normal é forçado, e a próxima explosão está calmamente esperando sob a superfície, como uma mina bem camuflada debaixo da terra, esperando por alguém tropeçar no gatilho.

Os defensores mais agressivos da Sociedade Torre de Vigia que eu já me encontrei foram os afastados e os náufragos desassociados. Eles estão sentindo culpa, medo, e raiva. Eles são como um leal cão de ataque, bem treinado, sedento de sangue, que tem adquirido todas suas necessidades desde o nascimento com o mestre, e então o mestre o rejeita.

Quando isto acontece para uma Testemunha de Jeová, elas têm um profundo, bem profundo sentimento de solidão que alcança as entranhas de seu ser. Elas se sentem só e não desejadas, e desde que são treinadas para só fazer uma coisa... ódio... morte... com palavras, com olhares, ou com ações, elas chicoteiam e jogam para fora qualquer um que tenta ajuda-las. Viver se torna um assunto de sobrevivência e todo o mundo é um jogador do outro time. Força de vontade é inútil para elas, e força de vontade é inútil nelas

Este estágio pode continuar até a morte ou até que uma crise permita que suas defesas sejam bastante diminuídas para o começo de uma completa mudança mental. Os náufragos e afastados tem um problema radical que requer uma solução radical. Eles estão sofrendo de uma condição que diz que eles falharam, que eles são os culpados, e não há nenhum amigo lá fora para ajudar.

A dor mental é tão intensa que muitos, se não a maioria, recorrem a alguma droga ou procedimento de auto-medicação. Estar no mesmo quarto com esta pessoa é arriscar uma confrontação. Há um jogo de regras, como linhas invisíveis, para a existência no mesmo mundo dos afastados e náufragos, e eles fazem o melhor para manter estas regras em segredo... até que alguém pise fora da linha.

Viver com tal pessoa é uma tentativa. Maridos, esposas, crianças, e outros, apanhados pela circunstâncias, podem sobreviver esperançosamente com o conhecimento da situação até que surja uma oportunidade para uma mudança. Às vezes a mudança é um "estalar de dedos" bastante súbito, mas mais freqüentemente é uma coisa gradual, enquanto acontecendo durante um certo tempo. Confrontações precisam ser evitadas. Durante a fase de defesa da crença, associados dos afastados e náufragos, precisam estar atentos que eles estão ajustados para um potencial comportamento destrutivo. A participação como um pacificador apenas aumentará o comprimento do tempo, a "bomba" ainda estará armada.

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Traduzido por Berlirner com permissão de: www.freeminds.org

sábado, 21 de junho de 2008

Porquê alguns não conseguem deixar a Torre de Vigia?

por Randall Watters

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"Você pode tomar os bens de um homem e ele se recuperará, mas se tirar sua fé, você o matará."

Esta frase expressa uma verdade da qual todos que trabalham com vítimas de cultos deveriam estar atentos.

Há muitas razões por que as pessoas se unem aos cultos: solidão, poder, uma fuga da realidade, etc. As vezes as pessoas estão apenas curiosas e depressa terminam sob controle de outros, como vítimas de hipnose. Pode ser ensinado para a maioria destas vítimas que elas estão procurando através de outros, saídas e soluções mais construtivas. Eles podem aprender como encontrar reais amigos e como os manter, como direcionar suas energias em novos objetivos, e como enfrentar a realidade.

Porém, há outro tipo de pessoa que é envolvida pelos cultos: Esses dirigidos pela fome de uma causa maior, que dão tudo de si para algo ou alguém muito superior que seu próprio ego. Estes são aqueles que sacrificarão tudo para encontrar o Criador do universo, que gastarão suas vidas inteiras buscando os segredos da vida. Freqüentemente eles são dirigidos, assim parece, pelo Destino, talvez até mesmo afligidos pela dor física ou emocional como descrito no proverbial "grão de areia", onde a ostra se transforma eventualmente em uma pérola.

Mas, e se a ostra aborta a pérola metade-formada? E se a pessoa que dedicou sua vida a uma causa, e que encontrou grande satisfação nessa causa, e amigos (como também uma consciência limpa), de repente descobre que a coisa inteira é uma farsa? O que acontece à um homem ou mulher que é um verdadeiro crente em um líder ou organização, e que descobre que isto não é afinal de contas de Deus, e estão vivendo uma mentira? Poucas descobertas na vida podem ser tão devastadoras.

ESPERANÇA PARA A JORNADA

As vítimas dos cultos não olham prontamente para a igreja Cristã por respostas quando são desiludidos em sua causa. Porquê é assim? No caso das Testemunhas de Jeová, há uma razão dobrada. A primeira e mais óbvia é que elas foram ensinadas com muito preconceito sobre as igrejas: que supostamente ensinam falsas doutrinas, adoram ídolos, estão cheias de imoralidade e lutas pelo poder, e adoram um falso trinitário deus. Como se isso não fosse argumentos suficientes, elas podem perceber algo faltando em termos de idealismo, e desta vez podem não estar erradas. Ainda, o que poderia oferecer um culto como as Testemunhas de Jeová que muitas igrejas Cristãs não oferecem?

A resposta é evidente quando você descobrir em primeiro lugar porque muitos cultos são formados. Os motivos não são completamente ruins. Freqüentemente, como no caso de Jim Jones e do Templo do Povo, há uma causa moral que dirige o movimento. No caso do Templo do Povo e Jonestown, foi uma reação contra o fanatismo racial e o preconceito. Muitas pessoas jovens e idealistas foram introduzidas em uma atmosfera refrescante de fraternidade e liberdade. O que eles não suspeitaram foi que Jones era instável e ficou corrupto, fomentando muito mais o mal que o bem, como causa para se lutar. Seus seguidores, que tinham se entregado completamente (no que pensaram ser) uma boa causa, foram inaptos e pouco dispostos para ver o verdadeiro caráter dele. Eles eram como algumas Testemunhas de Jeová que David Reed descreve como sendo "Como um menina adolescente apaixonada que confia em todas palavras de seu namorado, a Testemunha que encontrou tal realização emocional na organização está contente em aplaudir qualquer coisa que a Seita diz." Como Resgatar Seu Amor da Torre de Vigia, pág. 137.

As Testemunhas de Jeová, uma vez conhecidas como "Estudantes Internacionais da Bíblia", começaram o movimento quando muitos estavam esperando o retorno de Cristo e um entendimento maior das profecias da Bíblia. Ao contrário de muitas das igrejas ao redor deles, os Estudantes da Bíblia eram um povo humilde que reivindicou amar a Cristo, e eles viram uma causa superior no movimento. Em contraste, muitas das igrejas estavam até certo ponto mornas e envolvidas no mundo e sua política. A êxtase de estar envolvido em tal causa superior, cegou os Estudantes da Bíblia de verem que Russell estava borrifando em numerologia e piramidologia, quando constantemente buscou determinar a data exata dos segredos de Deus. Russell era um líder carismático, e os seguidores dele, como aqueles de Jim Jones, praticamente o adoraram .

Hoje, as Testemunhas de Jeová servem da mesma forma a organização do coletivo "escravo fiel e discreto". Isto pode ser demonstrado pelas doutrinas mutantes das Testemunha, que estão dispostas à ensinar qualquer "novas verdades" que vêm de Brooklyn. Eles reivindicam servir a Jeová, mas Jeová só é conhecido através da organização--tanto quanto Cristo só era conhecido por Jim Jones (pelo menos de acordo com o Templo do Povo).

A maioria destas Testemunhas são sinceras e um grande número realmente estão buscando a Deus. Quando e se elas chegarem a um senso melhor, o que nós podemos lhes oferecer?

CONTATO COM COMPANHEIROS SOBREVIVENTES

Um dos fatores mais importantes na recuperação desses que estão deixando a Torre de Vigia (ou pensando nisto) é falar com outros que passaram pela mesma coisa. Se eles têm medo de falar com ex-testemunhas no princípio (como se elas fossem os "apóstatas"), elas deveriam assistir nosso vídeo, "Deixar a Torre de Vigia": Por que é Tão Difícil?." Esta provavelmente é a ferramenta mais útil para dissipar o medo de sair, desde que é uma série de míni-entrevistas com outros que passaram pela mesma coisa. Assim elas podem conhecer esses que têm uma fé renovada em Deus, e até mesmo maior zelo pela vida e o futuro.

PORQUÊ ALGUNS DESASSOCIADOS DEFENDEM A TORRE DE VIGIA?

Que surpresa é para muitos que encontram uma pessoa que defende as Testemunhas de Jeová tanto nas doutrinas e praticas, ao descobrir que elas foram desassociados e já não se associam com as Testemunhas!

Alguém poderia pensar que o tempo distante da Torre de Vigia, lhe permitiria investigar os ensinos da Sociedade, e descobrir seus erros. Mas este não é freqüentemente o caso. Porque? Aqui estão alguns fatores do controle-mental:

Culpa
Muitos que deixam a Torre de Vigia estavam "praticando o pecado", qualquer pecado como definido pela Bíblia ou talvez só pela Sociedade Torre de Vigia (como fumar ou celebrar feriados). A consciência da vítima está aflita, enquanto constantemente a fazendo lembrar de seu mal, e também prevenindo qualquer exame objetivo da própria organização (sobre ensinos e história). Qualquer esforço para examinar a "literatura de apóstata" ou até mesmo voltar e ler Literaturas antiquadas da STV seria encarado como uma tentativa para justificar seus próprios pecados, conduzindo a culpa adicional.

Medo
O medo agora toma o controle, como a Testemunha desassociada é convencida que o diabo está lá fora para tropeçar e confundi-lo, especialmente por permitir dúvidas sobre a organização (que é duvidar do próprio Jeová"). Medo do castigo de Deus continua "protegendo" a vítima por um longo tempo após deixar a Torre de Vigia. Qualquer tentativa para investigar a Sociedade criticamente é silenciada por este efetivo processo de bloquear o pensamento.

Caso de amor
Isto recorre ao caso de amor de uma TJ com a organização. Embora pareça que terminou se ela foi desassociada, a vítima ainda almeja o senso de camaradagem, unidade e a previsibilidade da organização. Considerando que ela tenha ficado tão dependente da organização para tudo, ela fará o papel de flertar com o ex-amante, enquanto esperando voltar para seu amado. Considerando que a "ausência faz o coração ficar ainda mais aficionado", cada pequena dor e luta a farão lembrar da organização "mãe."

O QUE VOCÊ PODE FAZER

Qualquer tentativa para "corrigir" uma vítima que luta com o anterior, pode ser encarada com rejeição imediata. Eles são dirigidos por poderosos impulsos plantados pela organização quando se uniram. Melhor que tentar raciocinar com esses usando a Bíblia, pode se provar muito mais efetivo providenciar para eles ouvir o testemunho de alguém que é um ex-membro de outro culto, e como eles lutam contra o mesmo tipo de medo, culpa, e talvez até mesmo um "caso de amor" com sua organização. Lutas paralelas na vida de outros pode ser o que é necessário para abrir suas mentes.

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Traduzido por Berlirner com permissão de: www.freeminds.org

sexta-feira, 20 de junho de 2008

As Falsas Profecias das Testemunhas de Jeová

por
Mathew Slick

As Testemunhas fazem muitas afirmações na tentativa de converter você para a fé deles. Eles dizem ser a única igreja cristã verdadeira, ser os únicos representantes de Deus, ter o único ensino bíblico correto e de serem os únicos verdadeiros anunciadores do reino vindouro de Jeová.

Se eles fossem a única igreja verdadeira e a única voz verdadeira da palavra de Deus então o que eles dizem deveria ser comprovadamente verdade, especialmente em se tratando de profecias. Quanto a predizer o futuro, a organização Torre de Vigia falha miseravelmente. A seguir estão algumas das falsas predições feitas através dos anos pela organização Torre de Vigia. Se você apresentar isto a uma T.J., ele provavelmente dirá alguma coisa como: "Aquilo foi tomado fora do contexto", ou "Eles não disseram que eram profetas de Deus", ou ainda, "A está mais brilhante e agora nós compreendemos melhor as profecias bíblicas", etc. Faça uma cópia destas falsas profecias e dê a eles para que verifiquem.

Lembre-se de Dt 18:22: "Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás." Se alguém faz uma falsa profecia e diz que vem de Deus, então ele é um falso profeta e nós não devemos dar ouvidos a ele.

As Testemunhas de Jeová declararam que são profetas de Deus? Sim.

Em 1972, a revista Sentinela afirmou que as Testemunhas de Jeová são profetas de Deus.


IDENTIFICANDO O "PROFETA" -- "Jeová tem um profeta para ajudá-los, para adverti-los dos perigos e para declarar as coisas por vir? Estas questões podem ser repondidas afirmativamente. Quem é este profeta? ... Este "profeta" não era um homem, mas era um corpo de homens e mulheres. Era um pequeno grupo de seguidores de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como International Bible Students. Hoje eles são conhecidos como Testemunhas Cristãs de Jeová ... Certamente, é fácil dizer que este grupo atua como um 'profeta' de Deus." The Watchtower, 4/1/72 (Veja Deut. 18:21)


1899 "...a ‘batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso' (ap 16:14), que terminará em 1914 com a comleta ruína do atual estado da tera já começou." The Time Is at Hand, page 101 (1908 edition).

1897 "Nosso Senhor, o Rei indicado, está agora presente, desde outubro de 1874," Studies in the Scriptures, Vol. 4, page 621.

1916 "A cronologia bíblica aqui apresentada mostra que seis grandes dias de 1000 anos, começando em Adão, estão terminando e o grande sétimo dia, o reino de 1000 anos de Cristo, começou em 1873." The Time Is at Hand, page ii, (forward).

1918 "Entretanto, nós podemos, confiadamente, esperar que 1925 será marcado pelo retorno de Abraão, Isaque, Jacó e dos profetas, particularmente daqueles nomeados pelo apóstolo em Hebreus 11, para a condição de perfeição humana." Millions Now Living Will Never Die, page 89.

1922 "A data 1925 é mais distintamente indicada nas escrituras que a de 1914." The Watchtower 9/1/22, page 262.

1923 "Nosso pensamento é que 1925 está definidamente indicado pelas escrituras. Assim como Noé, o cristão de hoje tem muito mais em que basear a sua fé do que Noé tinha para basear a sua fé no dilúvio vindouro." The Watchtower, PAGE 106 4/1/23.

1925 "O ano de 1925 chegou. Com grande expectativa cristãos tem esperado por este ano. Muitos estão confiantemente esperando que todos os membros do corpo de Cristo sejam transformados para a glória celestial durante este ano. Isto pode acontecer ou não. No Seu devido tempo Deus irá cumprir seus propósitos concernentes ao Seu povo. Os cristãos não deveriam estar, estão, ansiosos acerca do que pode acontecer este ano." The Watchtower, 1/1/25, page. 3.

1925 "Era esperado que Satanás tentaria injetar nas mentes dos santos, o pensamento que em 1925 deveriam ver o fim da obra." The Watchtower, Sept, 1925 page 262.

1926 "Alguns anteciparam que esta obra terminaria em 1925, mas o Senhor não estabeleceu isto. A dificuldade é o amigos insuflaram suas imaginações além da razão; e que quando as suas imaginações estouraram em pedaços, eles estavam inclinados a aceitar qualquer coisa." The Watchtower, page 232.

1931 "Existe uma medida de desapontamento da parte daqueles que crêem em Jeová a respeito dos anos de 1917, 1918 e 1925 ... e els também aprenderam a parar de fixar datas." Vindication, page 338.

1941 "Recebendo o presente, a crianças marchando unidas umas às outras, não por um brinquedo ou por um tempo de diversão, mas o instrumento levantado por Deus para a obra mais efetiva nos meses que restam antes do Armageddon." The Watchtower, 9/15/41, page 288.

1968 "Verdade, existiu, no passado, quem predissesse o 'fim do mundo', inclusive especificando uma data. Nada ainda aconteceu. O 'fim' ainda não veio. Eles são culpados de falsas profecias. Por quê? O que estava faltando? ... Estava faltando aquele povo a quem Deus dirige e evidencia que os está guiando e usando." Awake, 10/8/68.

1968 "Porque você está olhando para 1975?" The Watchtower, 8/15/68, page 494.


Uma T.J. poderá dizer que a organização ainda está aprendendo. Se é assim, quanto eles podem confiar naquilo que eles estão aprendendo agora da Sociedade? O que eles estão aprendendo agora não irá mudar depois?

Um verdadeiro profeta de Deus não erra uma profecia. Somente um falso profeta erra. A organização das Testemunhas de Jeová, que proclama ser profeta de Deus, é na realidade um falso profeta. Jesus avisou-nos a respeito, dizendo: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (Mt 24:24).

The Watchtower = Sentinela

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A BÍBLIA, UMA REVELAÇÃO DE DEUS

Tendo visto agora que a existência de Deus é um fato estabelecido, um fato mais certo que qualquer conclusão de um arrazoamento formal, porque é o fundamento necessário de toda a razão, passamos à consideração de uma outra matéria. Há agora, e tem havido por séculos, um livro peculiar neste mundo, chamado Bíblia, que professa ser a revelação de Deus. Os seus escritores falam nos termos mais ousados de sua autoridade como interlocutores de Deus. Esta autoridade tem sido admitida por milhões de habitantes da terra, tanto no passado como no presente. Desejamos perguntar, portanto, se este livro é o que ele professa ser e o que ele tem sido e se crê ser por uma multidão de gente, - uma revelação de Deus. Se não é uma revelação de Deus, então os seus escritores ou foram enganados ou foram enganadores maliciosos.
I. É a Bíblia historicamente autentica?

Por esta pergunta queremos dizer: É a Bíblia verossímil como um arquivo de fatos históricos? Há mais ou menos um século críticos sustentaram ser a Bíblia inverossímil como história. Disseram que os quatro reis mencionados em Gênesis 14:1 nunca existiram e que a vitória dos reis do Ocidente contra os do Oriente, como descrita neste capítulo, nunca ocorreu. Negaram que um povo tal como os hititas viveram algures. Sargon, mencionado em Isaías 20:1 como rei da Assíria, foi considerado como uma personagem mitológica. Mas como é agora? Podemos dizer hoje, após se fazerem extensas investigações concernentes às nações antigas, que nem um só ponto da Bíblia fica refutado. As confiadas negativas dos primeiros críticos tem-se provado ousadias de ignorância. Prof. A. H. Sayce, um dos mais eminentes dos arquiologistas, diz: "Desde a descoberta das tábuas de Tel el-Amarna até agora, grandes coisas foram trazidas pela arqueologia e cada uma delas tem estado em harmonia com a Bíblia, enquanto quase cada uma delas tem sido mortífera contra as asserções dos críticos destruidores". Há um pouco mais de uma década a United Press irradiou o testemunho de A. S. Yahuda, primeiramente professor de História Bíblica na Universidade de Berlin e mais tarde de linguagem semítica na Universidade de Madrid no sentido que "toda a descoberta arqueológica da Palestina e Mesopotamia do período bíblico traz a exatez histórica da Bíblia ".
II. É a Bíblia revelação de Deus?

Estamos agora na consideração de uma outra questão. Um livro historicamente correto podia ser de origem humana. É isto verdade da Bíblia?

1. UMA PROBABILIDADE ANTECEDENTE.

Um pensamento cuidadoso, á parte da questão se a Bíblia é a revelação de Deus, convencerá qualquer crente bem intencionado na existência de Deus de que é altamente provável que Deus deu ao homem uma revelação escrita explícita e duradoura da vontade divina. A consciência do homem informa-o da existência da lei. Como foi bem dito: "A consciência não estabelece uma lei, ela adverte da existência de uma lei." (Diman, Theistic Argument). Quando o homem tem o senso comum de que está procedendo mal, ele tem a indicação de que transgrediu alguma lei. Quem mais, fora de Jeová, cuja existência achamos ser um fato estabelecido, poderia ser o autor dessa lei? E desde que o homem pensa intuitivamente de Deus como sendo bom, ele deve pensar do propósito de Sua lei como sendo bom. Portanto, não podemos pensar desta lei como sendo para o mero propósito de condenação. Deve ser que esta lei é para a disciplina do homem em justiça. Devemos também concluir que Deus, sendo mostrado ser sábio por Suas maravilhosas obras, usaria dos meios mais eficazes para a execução do seu propósito por meio da lei. Isto argue por uma revelação escrita, porque qualquer grau notável de obediência a uma lei justa é impossível ao homem sem conhecimento dessa lei. A natureza e a razão são incertas demais, indistintas, incompletas e insuficientes para o propósito.

Mais ainda, E. Y. Mullins diz: "A mesma idéia de religião contém no seu âmago a idéia de revelação. Nenhuma definição de religião que omite essa outra idéia pode permanecer à luz dos fatos. Se o fiel fala a Deus e Deus fica para sempre silente ao fiel, temos somente um ângulo da religião e a religião se torna uma casuística sem sentido" (The Christian Religion in its Doctrinal Expression).

2. UMA PRESUNÇÃO RAZOÁVEL

"Se a Bíblia não é o que o povo cristão do mundo pensa ser, então temos em nossas mãos o tremendo problema de dar conta de sua crescida e crescente popularidade entre a grande maioria do povo mais iluminado da terra e em face de quase toda a oposição concebível" (Jonathan Rigdon, Science and Religion).

Grandes esforços se fizeram para destruir a Bíblia como nunca antes se produziram para a destruição de qualquer outro livro. Seus inimigos tentaram persistentemente deter sua influencia. A crítica assaltou-a e o ridículo escarneceu-a. A ciência e a filosofia foram invocadas para desacreditá-la. Á astronomia, no descortinar das maravilhas celestes, pediram-se alguns fatos para denegri-la e a geologia, nas suas buscas na terra foi importunada para lançar-lhe suspeita." (J. M. Pendleton, Christian Doctrines). Contudo
"Firme, serena, imovível, a mesma
Ano após ano...
Arde eternamente na chama inapagável;
Fulge na luz inextinguível".
Whitaker
A Bíblia "levanta-se hoje como uma fênix do fogo com um ar de mistura de dó e desdém pelos seus adversários, tão ilesa como foram Sidraque, Misaque e Abdenego na fornalha de Nabucodonozor" (Collet, All About the Bible).

Não é provável que qualquer produção meramente humana pudesse triunfar sobre semelhante oposição como a que se moveu contra a Bíblia.

3. PROVAS DE QUE A BÍBLIA É A REVELAÇÃO DE DEUS.

(1) As grandes diferenças entre a Bíblia e os escritos dos homens evidenciam que ela não é uma simples produção humana.

Estas diferenças são: -

A. Quanto ás suas profundezas e alcances de sentido.

"Há infinitas profundezas e alcances inexauríveis de sentido na Escritura, cuja diferença é de todos os outros livros e que nos compelem a crer que o seu autor deve ser divino" (Strong). Podemos apanhar as produções dos homens e ajuntar tudo quanto eles têm a dizer numa só leitura. Mas não assim com a Bíblia. Podemos le-la repetidamente e achar novos e mais profundos sentidos. Vacilam nossas mentes ante sua profundeza de sentido.

B. Quanto ao seu poder, encanto, atração e frescura perene.

Os escritores bíblicos são incomparáveis no "seu poder dramático", esse encanto divino e indefinível, esse atrativo misterioso e sempre atual que neles achamos em toda a nossa vida como nas cenas da natureza, um encanto sempre fresco. Depois de estarmos deliciados e tocados por essas incomparáveis narrativas em nossa infância remota, elas ainda revivem e afetam nossas ternas emoções mesmo no declínio grisalho. Deve haver, certamente, algo sobre-humano na mesma humanidade dessas formas tão familiares e tão singelas" (L. Gaussen, Theopneustia). E este mesmo autor sugere uma comparação entre a história de José na Bíblia e a mesma história no Al-Korão. Outro autor (Mornay) sugere uma comparação entre a história de Israel na Bíblia e a mesma história em Flavio Joséfo. Diz ele que ao ler a história bíblica, os homens "sentirão vibrar todos os seus corpos, mover seus corações, sobrevindo-lhes num momento uma ternura de afeto, mais do que se todos os oradores da Grécia e Roma lhes tivessem pregado as mesmas matérias por um dia inteiro". Diz ele dos relatos de Joséfo, "que se deixarão mais frio e menos emocionado do que quando os achou". Ajunta então: "Que, então, se esta Escritura tem na sua humildade mais elevação, na sua simplicidade mais profundeza, na sua ausência de todo esforço mais encantos, na sua rudeza mais vigor e alvo do que podemos achar noutro lugar qualquer?"

C. Quanto a sua incomparável concisão.

No livro do Gênesis temos uma história que fala da criação da terra e de ela ser feita lugar adequado para habitação do homem. Fala da criação do homem, animais, plantas e da sua colocação na terra. Fala da apostasia do homem, do primeiro culto, do primeiro assassínio, do dilúvio, da repopulação da terra, da dispersão dos homens, da origem da presente diversidade de línguas, da fundação da nação judaica e do desenvolvimento e das experiências dessa nação durante uns quinhentos anos; tudo, todavia, contido em cinqüenta capítulos notavelmente breves. Comparai agora com isto a história escrita por Joséfo. Tanto Moisés como Joséfo foram judeus, ambos escreveram sobre os judeus, mas Joséfo ocupa mais espaço com a história de sua própria vida do que Moisés consome no arquivo da história desde a criação até ä morte de José. Tomai também os escritos dos evangelistas. "Quem entre nós podia ter sido durante três anos e meio testemunha constante, amigo apaixonadamente chegado, de um homem como Jesus Cristo; quem podia ter podido escrever em dezesseis ou dezessete curtos capítulos,... a história inteira dessa vida: - do Seu nascimento, o Seu ministério, dos Seus milagres, das Suas pregações, dos Seus sofrimentos, de Sua morte, de Sua ressurreição, de Sua ascensão aos céus? Quem entre nós teria julgado possível evitar de dizer uma palavra sobre os primeiros trinta anos de uma semelhante vida? Quem entre nós podia ter relatado tanto atos de bondade sem uma exclamação; tantos milagres sem uma reflexão a respeito; tantos sublimes pensamentos sem uma ênfase; tantas fraquezas sem pecado no seu Mestre e tantas fraquezas pecaminosas nos Seus discípulos, sem nenhuma supressão; tantos casos de resistência, tanta ignorância, tanta dureza de coração, sem a mais leve desculpa ou comento? É assim que os homens escrevem história? E mais, quem entre nós podia ter sabido como distinguir o que exigia ser dito por alto do que exigia sê-lo em minúcia?" (Gaussen).

(2) A revelação de coisas que o homem, deixado a si mesmo, jamais podia ter descoberto dá evidência da origem sobre-humana da Bíblia

A. O relato da Criação.

Onde pôde Moisés ter obtido isto, se Deus não lho revelou? "A própria sugestão de ter Moisés obtido sua informação histórica dessas legendas caldáicas e de Gilgamesh... é simplesmente absurda; porque, interessantes como são, estão de tal modo cheias de asneiras que Moisés teria sido impossível ou a qualquer outro homem, praticamente, evolver de tais legendas místicas os registros sóbrios, reverentes e científicos que se acham no livro do Gênesis" (Collett).

B. A doutrina dos anjos.

"Foi alguma coisa parecida com os anjos concebida pela imaginação do povo, pelos seus poetas, ou pelos seus sábios? Não; nem mesmo mostraram jamais aproximar-se disso. Perceber-se-á, quão impossível foi, sem uma operação constante da parte de Deus, que as narrativas bíblicas, ao tratarem de um tal assunto, não tivessem considerado constantemente a impressão humana demais de nossas acanhadas concepções; ou que os escritores sagrados não tivessem deixado escapar de suas penas toques imprudentes ao vestirem os anjos com atributos divinos demais ou afetos humanos demais." (Gaussen).

C. A onipresença de Deus.

Representam as seguintes passagens a conclusão da filosofia humana?

"Sou eu um Deus de perto, diz Jeová, e não sou um Deus de longe? Pode alguém esconder-se em lugares secretos de modo que eu não o veja? diz Jeová. Não encho eu o céu e a terra? diz Jeová (Jer. 23:23,24).

"Para onde me irei do Teu Espírito, ou para onde fugirei da Tua face? Se subir ao céu, lá Tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a Tua mão me guiará e a Tua destra me susterá." (Sal. 139:7-10).

Estas passagens e outras na Bíblia ensinam, não o panteísmo, nem que Deus está em diferentes lugares sucessivamente senão que Ele está em toda a parte ao mesmo tempo e contudo separados como Ser fora da Criação. O intelecto desajudado do homem originou esta concepção, vendo que, mesmo quando ele tem sido acomodado, a mente do homem pode compreende-lo só parcialmente?

D. O problema da redenção humana.

Se fora submetido ao homem o problema de como Deus podia ser justo e justificador do ímpio, teria o homem proposto, como solução, que Deus se tornasse carne e sofresse em lugar do homem?

"Que a criatura culpada fosse salva a custa da incarnação do Criador; que a vida viesse aos filhos dos homens através da morte do Filho de Deus; que o céu se tornasse acessível à população distante da terra pelo sangue de uma cruz vergonhosa; estava totalmente remoto a todas as concepções finitas. Mesmo quando a maravilha se tornou conhecida pelo Evangelho, ela excitou o desprezo dos judeus e dos gregos: para os primeiros pedra de escândalo e ofensa, loucura para os últimos. Eram os gregos um povo altamente culto, de intelecto agudo, profundos na filosofia, subtis em arrazoar, mas ridicularizaram a idéia de salvação por meio de um que fora crucificado. Bem podem ser considerados como representando as possibilidades do intelecto humano, o que ele pode fazer; e, tão longe de pretenderem a doutrina cristã da redenção como uma invenção de filósofos, riram-se dela como indigna da filosofia. Rejeitaram os fatos do Evangelho como incríveis, porque pareciam estar em conflito positivo com as suas concepções da razão." (J. M. Pendleton, Christian Doctrines).

"Como podiam esses livros ter sido escritos por semelhantes homens, em semelhantes ambientes sem auxílio divino? Quando consideramos os assuntos discutidos, as idéias apresentadas, tão hostis não só aos seus prejuízos nativos, mas ao sentimento geral então prevalecente nos mais sábios da humanidade, - o sistema todo de princípios entresachado em toda parte de história, poética e promessa, bem como de insignificantes maravilhas e singulares excelências da palavra; nossas mentes se constrangem a reconhecer este como o Livro de Deus num sentido elevado e peculiar" (Masil Manly, The Bible Doctrine of Inspiration).

(3) A unidade maravilhosa da Bíblia confirma-a como uma revelação divina.

"Eis aqui um volume constituído de sessenta e seis livros escritos em seções separadas, por centenas de pessoas diferentes, durante um período de mil e quinhentos anos, - um volume que antedata nos seus registros mais antigos todos os outros livros no mundo, tocando a vida humana e o conhecimento em centenas de diferentes pontos. Contudo, evita qualquer erro absoluto e assinalável ao tratar desses inumeráveis temas. De que outro livro antigo se pode dizer isto? De que livro mesmo centenário se pode dizer isto?" (Manly, The Bible Doctrines of Inspiration).

A Bíblia contém quase toda a forma de literatura, - história, biografia, contos, dramas, argumentos, poética, sátiras e cantos. Foi escrita em três línguas por uns quarenta autores diferentes, que viveram em três continentes. Esteve no processo de composição uns mil quinhentos ou seiscentos anos. "Entre esses autores estiveram reis, agricultores, mecânicos, cientistas, advogados, generais, pescadores, estadistas, sacerdotes, um coletor de impostos, um doutor, alguns ricos, alguns pobres, alguns citadinos, outros camponeses, tocando assim todas as experiências dos homens." (Peloubet, Bible Dictionary).

Entretanto, a Bíblia está em harmonia em todas as suas partes. Os críticos tem imaginado contradições, mas estas desaparecem como a cerração ao sol matutino quando se sujeitam à luz de uma investigação inteligente, cuidadosa, cândida, justa e simpática. Os seguintes sinais de unidade caracterizam a Bíblia:-

A. É uma unidade no seu desígnio.

O grande desígnio número um que percorre toda a Bíblia é a revelação de como o homem, alienado de Deus, pode achar restauração ao favor e à comunhão de Deus.

B. É uma unidade no seu ensino a respeito de Deus

Cada informação na Bíblia concernente Deus é compatível com todas as outras afirmações. Nenhum escritor contraditou qualquer outro escritor ao escrever sobre o tema estupendo do Deus inefável e infinito!

C. É uma unidade no seu ensino a respeito do homem.

Em toda a parte da Bíblia mostra-se o homem criatura por natureza corrupta, pecaminosa, rebelde e falida sob a ira de Deus e carecendo de redenção.

D. É uma unidade no seu ensino a respeito da salvação.

O meio de Salvação não se fez tão claro no Velho como em o Novo Testamento. Mas vê-se-o prontamente prenunciado no Velho por claramente revelado em o Novo Testamento. Pedro afirmou que os santos do Velho Testamento salvaram-se exatamente da mesma maneira que os do Novo, Atos 15:10,11. O suposto conflito entre Tiago e Paulo sobre a justificação será tratada no respectivo capítulo.

E. É uma unidade quanto à Lei de Deus.

Um ideal perfeito de justiça está retratado por toda a Bíblia a desrespeito do fato que Deus, em harmonia com as leis do desenvolvimento humano, ajustou Seu governo às necessidades de Israel para que pudesse erguer-se do seu rude estado. Este ajustamento da disciplina de Deus foi como uma escada descida a um fosso para prover um meio de escape a alguém lá enlaçado. A descida da escada não visa a um encorajamento ao que está no fundo para deter-se lá, mas intenciona-se como meio de livramento; de modo que a condescendência da disciplina de Deus no caso de Israel não foi pensada como um encorajamento do mal, mas como uma regulação do mal com o propósito de levantar o povo a um plano mais elevado. Negar a unidade da Lei de Deus por causa de adaptações às necessidades de povos particulares é tão tolo como negar a unidade dos planos do arquiteto pelo fato de ele usar andaimes temporária na execução deles.

F. É uma unidade no desenredo progressivo da doutrina.

A verdade toda não foi dada de uma vez na Bíblia. Contudo, há unidade. A unidade no desenredo progressivo é a unidade do crescimento vegetal. Primeiro vemos a erva, depois a espiga e então o grão cheio na espiga" (Marcos 4:28).

A força desta unidade maravilhosa na sua aplicação à questão da inspiração da Bíblia está acentuada por David James Burrell como segue: - "Se quarenta pessoas dispares de diferentes línguas e graus de educação musical tivessem de passar pela galeria de um órgão em longos intervalos e, sem nenhuma possibilidade de colisão, cada uma delas tocasse sessenta e seis teclas, as quais, quando combinadas, dessem o tema de um oratório, submeter-se-ia respeitosamente que o homem que considerasse isso como uma "circunstancia fortuita" seria tido por consenso unanime universal - para dize-lo modestamente - tristemente falto de senso comum" (Why I Believe The Bible).

(4) A exatez da Bíblia em matérias cientificas prova que ela não é de origem humana.

A. A Bíblia não foi dada para ensinar ciência natural.

Diz-se corretamente que a Bíblia não foi dada para ensinar ciência natural. Não foi dada para ensinar o caminho que os céus vão, mas o caminho que vai para o céu.

B. Todavia, ela faz referência a matérias cientificas.

"Por outro lado, contudo, vendo que o universo inteiro esta de tal modo inteira e inseparavelmente ligado com leis e princípios, é inconcebível que este livro de Deus, que confessadamente trata de tudo no universo quanto afeta os mais altos interesses do homem, não fizesse referência alguma a qualquer matéria cientifica; daí acharmos referência incidentais a vários ramos da ciência... (Sidney Collett, All About The Bible).

C. E quando a Bíblia faz referência a matérias cientificas, é exatíssima.

A Bíblia não contém os erros científicos do seu tempo. Ela antecipou as gabadas descobertas dos homens centenas de anos. Nenhum dos seus estatuídos provou-se errôneo. E é somente nos tempos hodiernos que os homens chegam a entender alguns deles. Notai as seguintes referências bíblicas a matérias cientificas:

(a) A rotundidade da terra. Séculos antes de os homens saberem que a terra é redonda a Bíblia falou do "circulo da terra" (Isaías 40:22).

(b) O suporte gravitacional da terra. Os homens costumavam discutir a questão de que é que sustenta a terra, sendo avançadas diversas teorias. Finalmente os cientistas descobriram que a terra é sustentada por sua própria gravitação e a de outros corpos. Mas, muitos antes de os homens saberem isto, e enquanto contendiam por este ou aquele fundamento material para a terra, a Bíblia declarou que Deus "pendura a terra sobre o nada" (Jó 26:7).

(c) A natureza dos céus. A Bíblia fala dos céus como "expansão" e isto estava tão adiante da ciência que a palavra hebraica (raquia) foi traduzida por "firmamento" (Gênesis 1; Sal. 19:6), que quer dizer um suporte sólido.

(d) A expansão vazia do Norte. Foi só na metade do século passado que o Observatório de Washington descobriu que, dentro dos céus do Norte, há uma grande expansão vazia na qual não há uma só estrela visível. Mas antes de três mil anos a Bíblia informou aos homens que Deus "estendeu o Norte sobre o espaço vazio" (Jó 26:7).

(e) O peso do Ar. Credita-se Galileu com a descoberta que o ar tem peso, - algo com que os homens jamais tinham sonhado; mas, dois mil anos antes da descoberta de Galileu a Bíblia disse que Deus fez "um peso do vento" (Jó 28:25).

(f) A rotação da terra. Ao falar de sua segunda vinda, Cristo deu indicação de que seria noite numa parte, dia na outra (Lucas 17:34-36), implicando assim a rotação da terra sobre seu eixo.

(g) O número de estrelas. Hiparco numerou as estrelas em 1002, mas a Bíblia antecipou as revelações do telescópio e classificou as estrelas com a areia na praia (Gên. 22:17).

Comparai agora esses verdadeiros estatuídos científicos com as noções cruas e com os erros grosseiros concernentes ao universo a serem achados em outras velhas teologias, tais como as de Homero, Hesiodo e os códigos dos gregos; também os livros sagrados dos budistas, bramanes e maometanos.

(5) A profecia cumprida testemunha ao fato que a Bíblia veio de Deus.

A. A referência profética a Ciro.

Cinqüenta anos antes do nascimento de Ciro, Rei, o qual decretou que os filhos de Israel voltassem à sua terra, Isaías falou de Deus como "aquele que disse de Ciro, ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Sê edificada, e ao tempo: Funda-te" (Isaías 44:28).

B. A profecia do cativeiro babilônico. Vide Jer. 25:11.

C. Profecias a respeito de Cristo.

(a) A rotura de Suas vestes. Salmos 22:18. Cumprimento: João 19:23,24.

(b) O fato de os Seus ossos não serem quebrados. Sal. 34:20. Cumprimento: João 19:36.

(c) Sua traição. Sal. 41:9. Cumprimento: João 13:18.

(d) Sua morte com os ladrões e enterro no túmulo de José. Isaías 53:9. Cumprimento: Mat. 27:38, 57-60.

(e) O Seu nascimento em Belém. Miqueas 5:2. Cumprimento: Mat. 2:1,2; João 7:42.

(f) Sua entrada triunfal em Jerusalém. Zacarias 9:9. Cumprimento: Mat. 21:1-10; João 12:12-16.

(g) Seu traspasse. Zacarias 12:10. Cumprimento: João 19:34,37.

(h) Dispersão dos Seus discípulos. Zac. 13:7. Cumprimento: Mat. 26:31.

Há, porém, uma explicação plausível da maravilha da profecia cumprida e essa explicação é que Ele "que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade" (Efe. 1:11) moveu a mão do escritor da profecia.

(6) O testemunho de Cristo prova a genuinidade da Bíblia como uma revelação de Deus.

Jesus considerou o Velho Testamento como a Palavra de Deus, a ele se referiu freqüentemente como tal e disse:- "A Escritura não pode ser quebrada" (João 10:35). Ele também prometeu ulterior revelação por meio dos apóstolos (João 16:12,13). Temos assim Sua pre-autenticação do Novo Testamento.

O testemunho de Jesus é de valor único, porque Sua vida provou-O ser o que Ele professou ser, - uma revelação de Deus. Jesus não se enganou; "porque isto argüiria (a) uma fraqueza e loucura montando a positiva insanidade. Mas Sua vida inteira e caráter exibiram uma calma, dignidade, equilíbrio, introspeção e domínio pessoal totalmente antagônicos com semelhante teoria. Ou argüiria (b) auto-ignorância e auto-exagero que podiam provir apenas da mais profunda perversão moral. Mas a pureza absoluta de Sua consciência, a humildade do Seu espírito, a beneficência abnegada de Sua vida mostram ser incrível esta hipótese". Nem Jesus foi um enganador, porque (a) a santidade perfeitamente compatível de Sua vida; a confiança não vacilante com a qual Ele desafiava para uma investigação de suas pretensões e arriscava tudo sobre o resultado; (b) a vasta improbabilidade de uma vida inteira mentir aos declarados interesses da verdade e (c) a impossibilidade de decepção opera tal benção ao mundo, - tudo mostra que Jesus não foi um impostor cônscio" (A. H. Strong).
III. O que constitui a Bíblia?

Do que já se disse, manifesto é que o autor crê que a Bíblia, revelação de Deus, consiste de sessenta e seis livros do que é conhecido como o Canon Protestante.

Aqui não é necessário um prolongado e trabalhado argumento e nada será tentado. A matéria inteira, tanto quanto respeita aos que crêem na divindade de Cristo, pode ser firmada pelo Seu testemunho.

Notemos:

1. Cristo aceitou os trinta e nove livros de nosso Velho Testamento como constituindo a revelação escrita que Deus tinha dado até aquele tempo.

Esses livros compunham a "Escritura" (um termo que ocorre trinta e três vezes em o Novo Testamento) aceita pelos judeus. Crê-se que eles foram reunidos e arranjados por Esdras. Foram traduzidos do hebraico para o grego algum tempo antes do advento de Cristo. Não pode haver dúvida de que Cristo aceitou esses livros e nenhuns outros como constituindo os escritos que Deus inspirou até aquele tempo. Ele citou esses livros na formula: "Está escrito". Ele referiu-se a eles como "Escritura". E Ele disse: "... a Escritura não pode ser quebrada" (João 10:35).

Por outro lado, nem uma vez Cristo citou ou referiu-se aos livros que se acrescentaram ao Cânon Protestante para inteirar o Velho Testamento na Bíblia Católica (Versão Douay). E admiti-se, autoridades católicas, que os judeus do tempo de Cristo não aceitaram os mesmos como inspirados. (Nota adicional: Num Catecismo da Bíblia, escrito pelo "Rev. John O'Brien, M. A.", e publicado pela sociedade Internacional da Verdade Católica, de Brooklyn, à página 10, faz-se esta pergunta sobre esses livros :- "Foram os livros adicionados aceitos pelos hebreus?". A resposta dada é: - "Não, os hebreus recusaram-se a aceitar esses livros adicionais.") O Cânon Protestante do Velho Testamento é o cânon aceito pelo povo escolhido de Deus e pelo Filho de Deus, bem como pelos apóstolos.

2. Cristo também prometeu uma revelação ulterior além mesmo de tudo que Ele tinha ensinado.

Em João 16:12,13 achamos Cristo falando aos apóstolos como segue: "Ainda tenho muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Não obstante, quando Ele, o Espírito de verdade vier, guiar-vos-á em toda a verdade; porque Ele não falará de Si mesmo, mas falará tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir".

Ainda mais: Cristo constituiu aos apóstolos um corpo de mestres infalíveis quando em Mat. 18:18 disse: "Na verdade vos digo: o que ligardes na terra será ligado no céu e o que desligardes na terra será desligada no céu". "Ligar" quer dizer proibir, isto é, ensinar que uma coisa está errada. "Desligar" é consentir, sancionar, ensinar que uma coisa está certa. Assim Cristo prometeu sancionar no céu o que quer que os apóstolos ensinaram na terra. João 20:22,23 é da mesma importância.

Em o Novo Testamento temos esta revelação ulterior que Cristo deu por meio do Seu corpo infalível de mestres. Os poucos livros não escritos pelos apóstolos receberam o seu lugar no cânon, evidentemente, porque os apóstolos os aprovaram. De qualquer maneira, o seu ensino é o mesmo como o dos demais livros do cânon.

No Novo Testamento veio a existir da mesma maneia que o Velho, isto é, o cânon foi determinado pelo consenso de opinião da parte do próprio povo de Deus. O fato que Deus deu e conservou uma revelação infalível da velha dispensação argue que Ele fez o mesmo com referência ao novo.
IV. É a Bíblia final como revelação de Deus?

A finalidade da Bíblia está sendo rejeitada hoje a favor de uma revelação que está ainda em processo. Esta idéia é adotada por aqueles que estão contaminados de modernismo. Ninguém que crê na divina inspiração da Bíblia adotará esta idéia. Devemos voltar a Cristo por um estatuído autoritativo concernente à inspiração dos escritores apostólicos, o qual não nos dá nenhuma garantia em pretender que esta inspiração se estendeu além dos apóstolos. Que ensinos, não contrários ao Novo Testamento, podem os crentes da revelação progressiva indicar como tendo sido revelados desde os tempos apostólicos? O Novo Testamento é manifestamente completo e final.


Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br